ESSa - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus
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Percorrer ESSa - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Médicas::Ciências da Saúde"
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- Access to community pharmacies by rural populations in northeastern PortugalPublication . Costa, Carolina; Pires, Diana; Pereira, Olívia R.; Pinto, Isabel C.Background: Rural populations face significant challenges in accessing medicines and healthcare due to the increasing depopulation of rural areas and geographic isolation. Community pharmacies play a crucial role in rural areas, often serving as the first point of contact for healthcare (1,2,3). Objectives: This study aims to explore the accessibility of community pharmacies in rural areas, understand the satisfaction and identify challenges of these residents with this aspect. Methods: This is an observational, descriptive and cross-sectional study, with a non-probability convenience sample of 168 people living in two villages two villages in the municipality of Alfândega da Fé, Bragança District, in northeastern Portugal. An online and paper self-completion questionnaire was used, with 3 parts: sociodemographic, pharmacies accessibility and satisfaction with accessibility. Statistical analysis was performed in Microsoft Excel, based on the calculation of absolute and relative frequencies, measures of central tendency and dispersion. Results: The results showed that 42.3% (n=71) of the participants had stopped going to the pharmacy because of the challenges they faced, such as distance, the time needed to get to the pharmacy and the lack of transport. In addition, it was concluded that the majority of participants (78%; n=131) feel dissatisfied with the accessibility of community pharmacies. Conclusions: The results of this study reveal that the rural population is dissatisfied with access to community pharmacies and faces several difficulties and accessibility challenges. Policies must be created to facilitate access to community pharmacies for rural populations.
- Adherence to the mediterranean diet and the risk of metabolic syndrome: a preliminary studyPublication . Alves, Sara Elisa Brás; Monteiro, António M.; Fernandes, Adília; Fernandes, Hélder; Vaz, Josiana A.; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues; Mendes, EugéniaThe Mediterranean Diet has been widely recognized for its protective effects against cardiovascular and metabolic diseases (Zazpe et al., 2008). Metabolic syndrome, often defined as the simultaneous occurrence of health-related risk factors, is a growing concern in ageing populations (Swarup et al., 2024). Understanding how dietary patterns influence metabolic health in older adults is essential for promoting healthy ageing and preventing disease. Objectives: To explore the association between adherence to the Mediterranean Diet and health-related risk factors among older adults. Methods: A crosssectional study was employed. Self-administered questionnaires were used to collect participant data and assessed for sociodemographic characteristics, self-reported health status, presence of chronic diseases. Diet adherence was evaluated through the PREDIMED instrument (Zazpe et al., 2008). Metabolic Syndrome was inferred following cut-off values defined by The Third Report of the National Cholesterol Education Program Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Cleeman, 2001). Blood collection for laboratory tests was performed following WHO guidelines. Informed consent obtained from all participants. Study approved by Ethical Council of Unidade Local de Saúde do Nordeste, Nº41/2024. Results: Ten participants, aged 69 to 81, adhere to the study. Most were female (90%), with 70% reporting at least one chronic disease. Abdominal obesity was noted in 40%, and 10% had elevated triglycerides, while 20% had high blood pressure. Approximately 50% of individuals exhibited a high level of Diet adherence, while 40% demonstrated moderate and low adherence. No participants met the criteria for Metabolic Syndrome. Statistically significant associations were found between adherence to the Mediterranean Diet and the presence of chronic disease (r=0.869, p<0.01), and an inverse correlation with Mediterranean Diet score and the number of Metabolic Syndrome criteria (r=–0.707, p<0.05). Moreover, the Mediterranean diet score was inversely associated with cholesterol (r=–0.740, p<0.05). Conclusions: While no participants fulfilled the criteria for metabolic syndrome, individual risk factors were present in the sample. Higher adherence to the Mediterranean Diet was associated with fewer metabolic risk factors and better overall health indicators. These preliminary findings suggest that dietary patterns may play a key role in the metabolic health of older adults and warrant further investigation with a larger sample.
- O contributo das universidades séniores na promoção da longevidade positivaPublication . Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana Maria; Santos, BrunoEm Portugal, as Universidades Seniores foram reconhecidas oficialmente em 2016, por Resolução do Conselho de Ministros, como resposta social dirigida a pessoas com idade igual ou superior a 50 anos. Estas instituições integram o paradigma do envelhecimento ativo e da educação ao longo da vida, conceitos estruturantes promovidos pela Organização Mundial da Saúde e pela Comissão Europeia, que salientam a importância da participação, da saúde e da segurança como pilares de uma longevidade com qualidade. A literatura seminal introduziu a perspetiva do desenvolvimento ao longo do ciclo vital, defendendo que o envelhecimento é um processo de contínua adaptação, enquanto outros autores propõem o modelo de envelhecimento ativo e bem-sucedido, destacando o papel da aprendizagem e do controlo pessoal no bem-estar do idoso. Existe consenso na relevância das Universidades Seniores como espaços de inclusão social, cidadania e participação comunitária, enfatizando que o envelhecimento bem-sucedido combina baixo risco de doença, elevado funcionamento físico e cognitivo e envolvimento ativo com a vida. Objetivo: descrever o contributo das Universidades Seniores na promoção da longevidade positiva. Método: esta revisão sistemática seguiu as diretrizes PRISMA 2020. A pergunta de investigação foi: “Qual o impacto das Universidades Seniores na promoção da saúde mental, bem-estar e longevidade ativa em adultos com mais de 60 anos?”. A pesquisa decorreu entre março e maio de 2025 nas bases de dados Web of Science, SciELO, Google Scholar e RCAAP, utilizando descritores combinados como universidades seniores, terceira idade, longevidade ativa, educação não formal, envelhecimento ativo, bem-estar e saúde mental. Critérios de inclusão: publicações entre 2014 e 2024, em português, inglês ou espanhol, com amostras de adultos ≥60 anos, estudos empíricos (qualitativos ou quantitativos) ou revisões com foco direto em Universidades Seniores ou programas equivalentes. Critérios de exclusão: teses, artigos sem acesso integral, estudos fora do contexto educativo e trabalhos teóricos sem dados empíricos. Resultados: foram identificados 87 registos; após seleção, cinco estudos cumpriram todos os critérios de elegibilidade. A evidência indica que a participação ativa em programas educativos promove a plasticidade cerebral, previne o declínio cognitivo e retarda o aparecimento de demências. A aprendizagem contínua melhora a memória, a atenção e a capacidade de resolução de problemas, reforçando o sentido de propósito e autorrealização. As Universidades Seniores criam redes de apoio social que reduzem o isolamento, aumentam a autoestima e fortalecem o bem-estar subjetivo, conforme demonstrado por saúde cardiovacular, a mobilidade e o autocuidado. Conclusões: a participação nestas instituições traduz-se em mudanças positivas nos hábitos de vida, estimulando a autonomia, a sociabilidade e a saúde mental e física. As Universidades Seniores acrescentam vida aos anos, reforçando o conceito de longevidade positiva, envelhecer é continuar a desenvolver-se, com propósito, vitalidade e envolvimento social.
- Desafios da solidão e isolamento dos idososPublication . Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana Maria; Silvano, MariaO envelhecimento da população constitui um marco positivo — viver mais tempo é a conquista do ciclo vital. Todavia, as mudanças na organização social, nas estruturas e dinâmicas familiares e na distribuição territorial têm intensificado fenómenos como a solidão e o isolamento social na população idosa, resultando em sofrimento significativo e comprometendo a sua qualidade de vida e bem-estar. Objetivo: Pretende-se descrever e analisar o fenómeno da solidão e do isolamento da população idosa portuguesa, identificando fatores de risco e projetando intervenções na comunidade que promovam a longevidade positiva. Método: Foi adotada uma abordagem qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, com recurso à análise bibliográfica e documental. A investigação baseou-se na consulta de literatura científica relevante e em fontes estatísticas oficiais, nomeadamente dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), Eurostat e documentos da União Europeia, com o objetivo de caracterizar o fenómeno da solidão e do isolamento na população idosa em Portugal. Adicionalmente, foram analisados programas e políticas públicas direcionadas ao envelhecimento, com destaque para o projeto eGuard, da Guarda Nacional Republicana, como exemplo de intervenção comunitária em contexto de vulnerabilidade social. A análise dos dados foi orientada por uma perspetiva socioecológica, permitindo compreender o impacto multidimensional do isolamento social na saúde e bem-estar dos idosos, bem como refletir sobre estratégias de intervenção centradas na promoção da longevidade positiva. Resultados: Portugal ocupa o 4.º lugar da União Europeia com maior percentagem de idosos a viver sozinhos. Os agregados unipessoais representam 24,8% do total de agregados domésticos; 50,3% correspondem a pessoas com 65 ou mais anos. Em termos geográficos, é sobretudo nas zonas rurais do interior centro e norte do país que os agregados com apenas uma pessoa são mais expressivos. Perante este cenário, iniciativas como o eGuard - um projeto de teleassistência e monitorização eletrónica - procuram mitigar o risco de isolamento, promovendo a segurança e a permanência dos idosos no seu meio ambiente. Contudo, o isolamento e a solidão percebida têm impacto negativo na saúde mental, cognitiva e física, afetando mecanismos neuronais, hormonais e afetivos, e contribuindo para o aumento da morbilidade e da mortalidade. Conclusão: Urge, numa sociedade cada vez mais envelhecida e isolada, desenvolver estratégias que maximizem a longevidade positiva. Para tal, reveste-se de extrema importância sensibilizar e projetar respostas com ambientes físicos acessíveis e socialmente estimulantes, aliados a programas de intervenção comunitária que permitam aos mais velhos usufruir plenamente e em segurança daquilo que os rodeia. O ambiente físico e a socialização são fundamentais para garantir que os idosos vivem com dignidade, participação e bem-estar.
- O impacto do ginásio do cérebro na função cognitiva e bem-estar psicológico de idosos institucionalizados: um estudo de intervenção em contexto residencialPublication . Santos, Bruno; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana MariaO envelhecimento populacional acarreta um aumento da prevalência de deterioração cognitiva e emocional, especialmente em idosos institucionalizados. A investigação recente tem demonstrado que programas de estimulação cognitiva contribuem para a preservação da função cerebral e para a melhoria do bem-estar psicológico. O Ginásio do Cérebro surge como uma intervenção estruturada e acessível, concebida para estimular a plasticidade cerebral e promover o envelhecimento ativo através de atividades diversificadas e adaptadas às capacidades individuais. Objetivos. Avaliar o impacto de um programa de Ginásio do Cérebro na função cognitiva global e no bem-estar psicológico de idosos institucionalizados, após oito semanas de intervenção. Material e Métodos. Participaram 50 idosos (idade média = 81,4 ± 7,2 anos), residentes num lar português e sem diagnóstico de demência grave. O estudo seguiu um desenho quase-experimental com avaliação pré e pós-intervenção. O programa consistiu em sessões semanais de 45 minutos, durante oito semanas, centradas na estimulação de múltiplas funções cognitivas - memória, atenção, linguagem, raciocínio lógico e orientação temporalespacial, complementadas com dinâmicas de grupo para reforçar a motivação e a interação social. A avaliação foi efetuada em dois momentos (pré e pós-intervenção) através do MiniMental State Examination (MMSE) e da Escala de Depressão Geriátrica de Yesavage (GDS15). Para a análise estatística, recorreu-se ao teste t de Student para amostras emparelhadas, considerando-se um nível de significância de p < 0,05. Resultados. Os participantes apresentaram melhoria significativa nas pontuações médias do MMSE (p < 0,05), indicando ganhos cognitivos, e diminuição das pontuações médias da GDS (p < 0,05), refletindo redução dos sintomas depressivos e aumento do bem-estar. Os relatos qualitativos evidenciaram ainda maior envolvimento social, motivação e prazer na realização das atividades. Questões Éticas. O estudo foi conduzido de acordo com os princípios éticos da Declaração de Helsínquia, tendo sido obtido consentimento informado dos participantes. Conclusões. O Ginásio do Cérebro revelou-se uma intervenção eficaz, de baixo custo e fácil implementação em lares de idosos, promovendo benefícios cognitivos, emocionais e sociais. Estes resultados sustentam a importância da integração de programas regulares de estimulação cognitiva em contextos residenciais, contribuindo para a autonomia funcional, a reserva cognitiva e a qualidade de vida dos idosos.
- Incidência da prematuridade e perfil do recém-nascido internado numa unidade de cuidados intensivos neonataisPublication . Caridade, Joana Rita da Silva; Amorim, Francisco; Pimentel, Maria HelenaEm Portugal, de acordo com os dados do INE (2022), 7,4% dos nascimentos são prematuros. Objetivo: conhecer a incidência e o perfil dos prematuros internados numa unidade de cuidados neonatais. Metodologia: estudo quantitativo descritivo-correlacional, inclui a totalidade de nadosvivos com idade gestacional inferior a 37 semanas internados numa unidade de cuidados intensivos neonatais (UCEN) de um hospital do norte do país, no período de 01 de janeiro a 31 de maio de 2019, num total de 65 prematuros. Elaborou-se um guião para recolher dados dos processos clínicos (B-simple), após autorização. Resultados: de um total de 1263 nascimentos, 10 corresponderam a situações de morte fetal in útero, contabilizaram-se 108 nados-vivos com idade gestacional inferior a 37 semanas, tendo-se verificado uma incidência de prematuridade de 8,62%, ligeiramente acima da média nacional de 7,4% (INE, 2022). O estudo recai sobre 65 prematuros, maioritariamente do sexo masculino (65%), primíparas (46,2%) e parto por cesariana (51%). A média de idade gestacional é de 33 semanas e 2 dias, com desvio padrão de 2 semanas e 6 dias e com peso médio à nascença de 1891,2 gramas com desvio padrão de 537,3 gramas. A média e respetivo desvio-padrão do APGAR ao 1º, 5º e 10 minuto é de 8,31 ± 1,29, 9,42 ± 0,68 e 9,82 ± 0,43, respetivamente. Verificaram-se 19 patologias referentes às complicações clínicas desenvolvidas pelos prematuros internados, a maioria com mais do que uma complicação. As complicações ligadas ao foro respiratório (n=50), as alterações hemodinâmicas (n=19) e a icterícia neonatal (n=12) foram as mais expressivas. Outras complicações foram intolerância alimentar (n=6), sépsis neonatal (n=4), gastrosquisis (n=2) e colestase (n=1). Os prematuros que não desenvolveram complicações no período neonatal (23,1%) tinham, em média, maior peso à nascença com diferenças estatisticamente significativas (p=0,037). O mesmo para o índice de APGAR mais elevado (p<0,001).
- Miosite vírica: um caso clínicoPublication . Pimentel, Maria Helena; Cruz, João Ricardo Miranda da; Antão, CelesteDoença muscular rara que acompanha infeções virais agudas, observada principalmente em crianças em idade escolar (Maciel et al., 2022). Relato do caso: Criança com 8 anos de idade, saudável. Antecedentes pessoais: parto pré-termo de 34+5 semanas, internamento por baixo peso e icterícia; seguida em consulta de cardiologia até aos 4 anos por sopro cardíaco, que resolveu espontaneamente. Rinite e conjuntivite alérgica; sensibilidade a gramíneas e hipersensibilidade à amoxicilina. Toma Montelucaste na Primavera. Observada no serviço de urgência por apresentar mialgias nos membros inferiores, com 24 horas de evolução e agravamento progressivo. Apresenta incapacidade total à locomoção e quadro de obstrução nasal, tosse seca, rinorreia com 5 dias de evolução, com alguns picos febris. Dor presente à palpação dos gémeos bilateralmente, restantes grupos musculares livres. Incapacidade em manter-se de pé por dor nos gémeos. Assintomática em repouso. Submetida a estudo analítico revelou ligeira leucopenia, monócitos aumentados, creatina de 0,6 mg/dL, porém a Creatinaquinase total (CK) muito elevada, 4060 U/L, tal como aumentada a TGO/ AST, 131 U/L, sem alteração de função renal. Perante resultados sugestivos de miosite foi internada com prescrição de soroterapia e repouso no leito. Realizado aspirado nasofaríngeo testou positivo para vírus Influenza B. Recebeu tratamento antiviral durante 4 dias com boa resposta. Teve alta hospitalar após melhoria clínica e analítica (CK de 512 U/L).
- Neuromarketing: a influência da cor na compra de um produtoPublication . Sanchez, Kleiver; Fonseca, ManuelO mercado transformou-se, a maneira como realizamos marketing e as ferramentas que se utilizam também. O Neuromarketing é considerado a nova ciência do consumidor e entende-se pela capacidade de identificar e entender o comportamento do consumidor de forma a entregar uma mensagem mais consistente e individualizada. Uma das vastas ferramentas que se podem usar como suporte do neuromarketing é a cor devido à sua capacidade de omnipresença e de influenciar a decisão. Objetivo: identificar estratégias de neuromarketing e compreender a importância da cor azul e preta na decisão do consumidor. Metodologia: qualitativa assente na análise de literatura científica. Resultados: Os resultados demonstram que as associações universais com cores variam dependendo especificamente do contexto. Conclusão: Dependendo do objetivo pretendido os responsáveis de marketing devem associar a cor mais indicada ao tipo de produto ou serviço que querem vender ou publicitar
- Perceções profissionais sobre a educação sexual em saúde mental: um olhar sobre as instituiçõesPublication . Pires, Maria José Afonso; Brás, Manuel Alberto; Anes, EugéniaA maioria dos inquiridos considera importante a educação sexual (96%), mas 70,2% confirmam a inexistência de programas nas instituições. Embora 29% tenham participado em ações de formação, 44,4% indicaram nunca ter tido qualquer tipo de formação específica. Esta lacuna reflete a insuficiência formativa identificada por Costa et al., (2021) e também referida por Borges e Silva (2019), que reforçam a urgência de intervenções estruturadas. Diferenças estatísticas significativas foram observadas entre perceção e tempo de serviço na saúde mental (p=0,015), instituição de trabalho (p=0,002) e formação prévia (p<0,05), corroborando os dados de Fernandes et al., (2020) sobre o impacto da experiência profissional na abordagem da sexualidade.
- Prevalência de disfagia no idoso numa unidade de AVC no norte de PortugalPublication . Pires, Patrícia; Alves, Isabel; Paulo, Marta; Machado, Carla; Meireles, Cláudio; Pires, TelmaA disfagia é uma complicação comum e significativa em idosos com AVC. A avaliação precoce da disfagia permite reduzir custos, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vi Determinar a prevalência de disfagia no idoso numa unidade de AVC; Comparar a prevalência de disfagia em duas faixas etárias distintas (65-79 anos e ≥ 80 anos). Material e métodos: Estudo descritivo-correlacional de natureza quantitativa. A amostra inclui 163 idosos (53.4% do sexo feminino) de uma unidade de AVC do Norte de Portugal com idades entre os 65 e os 100 anos (Média = 80.1, DP = 7.9): 74 (45.4%) entre os 65-79 anos e 89 (54.6%) entre os 80-100 anos. O protocolo de recolha de dados incluiu a idade, sexo, dias de internamento, tipo de AVC, destino após a alta clínica e a escala Gugging swallowing screen (GUSS) aplicada no momento da admissão e na alta clínica. Os testes estatísticos realizados foram os testes de McNemar-Bowker e de independência do Qui-quadrado. Nível de significância de 5%. Software: SPSS - versão 29. Resultados: A prevalência de disfagia na admissão foi de 75.5%: 40.5% tinham disfagia moderada e 35.0% tinham disfagia grave. A prevalência de disfagia diminuiu significativamente de 74.8% na admissão para 45.7% na alta (p < 0.001). A percentagem de idosos com disfagia moderada diminuiu de 42.4% para 26.5% e a percentagem de idosos com disfagia grave diminuiu de 32.5% para 19.2%. A prevalência de disfagia é mais alta nos idosos com 80 ou mais anos do que nos 65-79 anos. As diferenças são próximas da significância estatística na admissão (80.2% vs 68.6%, p = 0.072) e não são significativas no momento da alta (50.6% vs. 40.0%, p = 0.127). A prevalência de disfagia diminuiu significativamente em ambos os grupos etários: no grupo de 65-79 anos de 68.6% para 40.0% (p < 0.001) e no grupo com 80 ou mais anos de 80.2% para 50.6% (p < 0.001). Discussão/Conclusões: A prevalência de disfagia na admissão foi de 75.5%, embora tenha sido mais alta entre os idosos com 80 anos ou mais em comparação com os de 65-79 anos na admissão. A prevalência de disfagia diminuiu significativamente de 74.8% na admissão para 45.7% na alta (p < 0.001). Estes resultados vão de encontro a Teasell et al. (2018), que referem que nas primeiras semanas após AVC existe recuperação da deglutição, mas cerca de 11 a 50% mantêm disfagia até 6 meses. É crucial que os profissionais de saúde compreendam a complexidade do envelhecimento e sua relação com a disfagia pós AVC. Os programas de reabilitação direcionados à disfagia são fundamentais para melhorar a deglutição do idoso e a sua funcionalidade global.
