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Biblioteca Digital do IPB

Repositório de Publicações do Instituto Politécnico de Bragança

 

Entradas recentes

Longevidade no espaço Europeu
Publication . Praça, Lídia Galvão
Uma das grandes problemáticas das sociedades desenvolvidas prende-se com a questão da longevidade. Não só na Europa, mas um pouco por todo o mundo, vive-se cada vez mais tempo. Mas viver mais anos, deverá ser sinónimo de viver também melhor, o que se traduz num grande desafio em termos de políticas públicas para qualquer país, já que à idade mais avançada está associada normalmente uma menor qualidade de vida. Este trabalho tem a pretensão de fazer uma análise da longevidade em alguns Estados Membros da União Europeia (UE), através do ÍNDICE de LONGEVIDADE, dado pela relação entre a população mais idosa (75 anos, ou mais) e a população idosa (65 anos, ou mais). Os dados estatísticos usados nesta análise são da base de dados oficial da UE (Eurostat) e do Instituto Nacional de Estatística Português (INE) e respeitam ao período compreendido entre os anos de 1960 e 2024.
Perfil e evolução do desemprego em Portugal
Publication . Praça, Lídia Galvão
Apesar dos esforços da União Europeia para diminuir o desemprego e promover a criação de emprego, a responsabilidade pelas políticas sociais e de emprego continua a caber principalmente aos respetivos estados membros. Em resultado disso, as taxas de desemprego variam significativamente entre os vários estados membros. É neste contexto que se desenvolve este estudo, com a abordagem do desemprego no caso de Portugal, entre 2011 e 2024, tendo em conta o género, a idade e as competências do trabalhador (medidas pelo nível de qualificação académica: ensino básico, ensino secundário ou ensino superior). A metodologia adotada assenta na análise e cruzamento de dados estatísticos publicados pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, e pelas bases de dados portuguesas, INE e PORDATA.
Implementação de medidas de eficiência hídrica e drenagem sustentável em edifícios escolares: impactos na conservação dos ecossistemas costeiros
Publication . Sanlira Shuting Chen; Jabur, Andrea Sartori; Geraldes, Ana Maria; Silva, Flora; .
Os ecossistemas costeiros e estuarinos estão interligados com os corpos hídricos de água doce, influenciando nos processos de sedimentação, oferta de nutrientes e os níveis de salinidade. No entanto, esse equilíbrio está sendo comprometido pelo aumento do consumo de água, urbanização desordenada e mudanças climáticas, resultando na redução dos recursos hídricos, perda de biodiversidade e alterações nos ciclos naturais. Diante disso, a adoção de medidas de eficiência hídrica torna-se urgentes para mitigar esses impactos, especialmente em edifícios públicos, como escolas, que demandam grandes volumes de água e são espaços estratégicos para a implementação de soluções sustentáveis. Portanto, este estudo analisou o impacto de medidas como sistemas de aproveitamento de águas pluviais (SAAP), coberturas verdes (CV), a integração dessas duas tecnologias e a substituição das torneiras por outros modelos mais eficientes em dois centros escolares (Centro Escolar de Santa Maria – CESMaria e Centro Escolar da Sé – CESé), localizados em Bragança – Portugal, tendo como objetivo principal a redução do consumo de água potável, aumentando a disponibilidade hídrica para os ecossistemas, promovendo sua conservação. Foram avaliados nove cenários, destacando-se dois: Cenário 1, focado na substituição das torneiras, mais viável a curto prazo, com retorno do investimento em um ano, apresentando redução de aproximadamente 30% no consumo de água e economia de cerca de 29% nos custos, em ambas escolas. Já o Cenário 3, que combina torneiras eficientes com SAAP em coberturas convencionais (CC), destacou-se a longo prazo, com redução estimada de 60% no consumo de água e economia de aproximadamente 60% nos custos, com retorno do investimento entre 7 (CESé) e 8 anos (CESMaria). Cenários que combinam SAAP, torneiras eficientes e diferentes proporções de coberturas verdes (50%-70%) também mostraram reduções no consumo (30-60%) e economias financeiras entre 25% e 60%. As CC apresentaram maior eficiência na captação de água, com 93,84% no CESMaria e 94,65% no CESé, enquanto as CV reduziram a captação para 70%-90% devido à retenção de água pela vegetação. As CV retiveram entre 18,8% e 37,5% da água da chuva, com volumes variando de 154,2 m3 a 362,0 m3. Conclui-se que a implementação de medidas de eficiência hídrica promove uma gestão sustentável dos recursos hídricos, alinhando benefícios econômicos e ambientais. Essas práticas reduzem o consumo de água, os custos operacionais, contribuindo para a conservação dos ecossistemas fluviais e costeiros. A adoção dessas tecnologias em edifícios educacionais pode servir de modelo para outras instituições, fortalecendo a resiliência hídrica e a sustentabilidade.
Sustentabilidade dos sistemas de drenagem pluvial urbana: um caminho para a conservação dos ecossistemas fluviais e costeiros?
Publication . Hack, Gabriel; Geraldes, Ana Maria; Silva, Flora; .
Diante das mudanças climáticas, da impermeabilização dos solos e da intensificação de eventos climáticos extremos, a implementação de sistemas públicos resilientes de drenagem pluvial tornou-se uma medida essencial para o planejamento urbano sustentável. Nesse contexto, os Sistemas Urbanos de Drenagem Sustentável (SUDS) configuram-se como uma alternativa eficiente, destacando-se pela capacidade de retenção da água pluvial, pela mitigação de alagamentos durante períodos de precipitação intensa e pela promoção da infraestrutura verde urbana, contribuindo assim para benefícios ambientais e sociais significativos. Partindo dessa abordagem, o presente estudo avaliou a influência dos pavimentos permeáveis e dos telhados verdes no dimensionamento de um sistema público de drenagem pluvial, comparando o seu desempenho com pavimentos e telhados convencionais e analisando os seus impactos na gestão das águas pluviais urbanas. Para isso, considerou-se a aplicação dessas medidas sustentáveis em uma área urbana localizada na região pluviométrica B de Portugal, com aproximadamente 2,1 hectares de extensão. Os resultados indicaram que o coeficiente médio ponderado de escoamento superficial (Cm) para o cenário mais sustentável foi de 0,50, representando uma redução de 29,31% na vazão máxima em comparação ao cenário convencional, no qual o Cm foi de 0,70 para a mesma área. Assim, a adoção de coberturas verdes e pavimentos permeáveis não só reforça a resiliência das cidades, como também preserva a integridade ecológica de estuários, sapais e zonas marinhas. Deste modo, a substituição de estruturas convencionais por soluções mais sustentáveis, como coberturas verdes e pavimentos permeáveis, demonstra um potencial significativo para a redução do escoamento superficial em áreas urbanas. Para além de contribuir para a resiliência das cidades, estas soluções desempenham um papel crucial na conservação dos ecossistemas fluviais e costeiros, garantindo menor aporte de poluentes e sedimentos, promovendo uma melhor qualidade da água e a sua integridade ecológica. Assim, políticas públicas que incentivem a implementação de SUDS podem ter impactos positivos tanto na gestão urbana das águas pluviais como na conservação dos ambientes fluviais e costeiros, essenciais para a biodiversidade e para a manutenção de serviços ecossistémicos que sustentam diversas atividades humanas.
Desequilíbrio demográfico na Região Nordeste de Portugal: uma análise segmentada por municípios
Publication . Praça, Lídia Galvão
O desequilíbrio demográfico, resultante do envelhecimento da população apresenta-se cada vez mais preocupante, na medida em que representa um crescente número de idosos em relação ao número de jovens. Relatórios produzidos pela Organização das Nações Unidas, referem que a população mundial está a envelhecer e todos os países do mundo estão a assistir a um crescimento no número e na proporção de pessoas idosas da sua população. Estima-se que o número de idosos, com 60 anos ou mais, duplique até 2050 e mais do que triplique até 2100, atingindo 2,1 mil milhões em 2050 e 3,1 mil milhões em 2100. Em resultado disso, a temática do envelhecimento é amplamente estudada, por todo o mundo, e Portugal não é exceção.