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PrevalĂȘncia de disfagia no idoso numa unidade de avc no norte de Portugal

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Resumo(s)

A disfagia Ă© uma complicação comum e significativa em idosos com AVC. A avaliação precoce da disfagia permite reduzir custos, prevenir complicaçÔes e melhorar a qualidade de vi Determinar a prevalĂȘncia de disfagia no idoso numa unidade de AVC; Comparar a prevalĂȘncia de disfagia em duas faixas etĂĄrias distintas (65-79 anos e ≄ 80 anos). Material e mĂ©todos: Estudo descritivo-correlacional de natureza quantitativa. A amostra inclui 163 idosos (53.4% do sexo feminino) de uma unidade de AVC do Norte de Portugal com idades entre os 65 e os 100 anos (MĂ©dia = 80.1, DP = 7.9): 74 (45.4%) entre os 65-79 anos e 89 (54.6%) entre os 80-100 anos. O protocolo de recolha de dados incluiu a idade, sexo, dias de internamento, tipo de AVC, destino apĂłs a alta clĂ­nica e a escala Gugging swallowing screen (GUSS) aplicada no momento da admissĂŁo e na alta clĂ­nica. Os testes estatĂ­sticos realizados foram os testes de McNemar-Bowker e de independĂȘncia do Qui-quadrado. NĂ­vel de significĂąncia de 5%. Software: SPSS - versĂŁo 29. Resultados: A prevalĂȘncia de disfagia na admissĂŁo foi de 75.5%: 40.5% tinham disfagia moderada e 35.0% tinham disfagia grave. A prevalĂȘncia de disfagia diminuiu significativamente de 74.8% na admissĂŁo para 45.7% na alta (p < 0.001). A percentagem de idosos com disfagia moderada diminuiu de 42.4% para 26.5% e a percentagem de idosos com disfagia grave diminuiu de 32.5% para 19.2%. A prevalĂȘncia de disfagia Ă© mais alta nos idosos com 80 ou mais anos do que nos 65-79 anos. As diferenças sĂŁo prĂłximas da significĂąncia estatĂ­stica na admissĂŁo (80.2% vs 68.6%, p = 0.072) e nĂŁo sĂŁo significativas no momento da alta (50.6% vs. 40.0%, p = 0.127). A prevalĂȘncia de disfagia diminuiu significativamente em ambos os grupos etĂĄrios: no grupo de 65-79 anos de 68.6% para 40.0% (p < 0.001) e no grupo com 80 ou mais anos de 80.2% para 50.6% (p < 0.001). DiscussĂŁo/ConclusĂ”es: A prevalĂȘncia de disfagia na admissĂŁo foi de 75.5%, embora tenha sido mais alta entre os idosos com 80 anos ou mais em comparação com os de 65-79 anos na admissĂŁo. A prevalĂȘncia de disfagia diminuiu significativamente de 74.8% na admissĂŁo para 45.7% na alta (p < 0.001). Estes resultados vĂŁo de encontro a Teasell et al. (2018), que referem que nas primeiras semanas apĂłs AVC existe recuperação da deglutição, mas cerca de 11 a 50% mantĂȘm disfagia atĂ© 6 meses. É crucial que os profissionais de saĂșde compreendam a complexidade do envelhecimento e sua relação com a disfagia pĂłs AVC. Os programas de reabilitação direcionados Ă  disfagia sĂŁo fundamentais para melhorar a deglutição do idoso e a sua funcionalidade global.

Descrição

Palavras-chave

Disfagia no idoso AVC

Contexto Educativo

Citação

Pires, PatrĂ­cia; Alves, Isabel; Paulo, Marta; Machado, Carla; meireles, ClĂĄudio; Pires telma (2024). PrevalĂȘncia de disfagia no idoso numa unidade de avc no norte de Portugal. In 17Âș Congresso Nacional do idoso. Porto

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