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ESSa - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus

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  • Neuromarketing: a influência da cor na compra de um produto
    Publication . Sanchez, Kleiver; Fonseca, Manuel
    O mercado transformou-se, a maneira como realizamos marketing e as ferramentas que se utilizam também. O Neuromarketing é considerado a nova ciência do consumidor e entende-se pela capacidade de identificar e entender o comportamento do consumidor de forma a entregar uma mensagem mais consistente e individualizada. Uma das vastas ferramentas que se podem usar como suporte do neuromarketing é a cor devido à sua capacidade de omnipresença e de influenciar a decisão. Objetivo: identificar estratégias de neuromarketing e compreender a importância da cor azul e preta na decisão do consumidor. Metodologia: qualitativa assente na análise de literatura científica. Resultados: Os resultados demonstram que as associações universais com cores variam dependendo especificamente do contexto. Conclusão: Dependendo do objetivo pretendido os responsáveis de marketing devem associar a cor mais indicada ao tipo de produto ou serviço que querem vender ou publicitar
  • Burnout nos profissionais de farmácia comunitária do distrito de Bragança
    Publication . Pinto, Isabel C.; Cunha, Carlos; Teixeira, Daniela; Branco, Letícia; Rodrigues, Maria Clara; Cartageno, Margarida; Coelho, Joana
    Introdução: O síndroma de Burnout é um distúrbio emocional causado pelo stress crónico no trabalho, caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional, que afeta a saúde física e emocional dos profissionais de saúde, especialmente os profissionais de farmácia. As condições de trabalho desfavoráveis, assim como a carga excessiva e falta de recursos, agravam o problema, compro metendo a qualidade do atendimento e a segurança dos doentes1-5. Objetivo: Avaliar os níveis de Burnout nos profissionais de Farmácia Comunitária do distrito de Bragança, bem como os seus fatores associados, tais como variáveis sociodemográficas, socioprofissionais. Método: Estudo do tipo quantitativo, descritivo-correlacional, observacional e transversal. A população alvo é constituída pelos profissionais de farmácia comunitária do distrito de Bragança. Como instrumento de recolha de dados recorreu-se a um questionário online, via Google Forms, utilizando um questionário dividido em duas partes: uma para caracterização sociodemográfica e socioprofissional, e outra com a versão Maslach Burnout Inventory (MBI) para avaliar os níveis de Burnout. A amostra não probabilística voluntária foi constituída por 30 profissionais de farmácia comunitária. Resultados: Foi possível verificar que, embora a maioria dos participantes apresente baixo risco (56,7%), 13,3% apresenta risco elevado de desenvolver o síndroma de Burnout. Quanto aos fatores associados, constatou-se que “Já alguma vez ter pensado desistir do trabalho” (100%; p=0,006) e o stress (33,3%), sobrecarga de trabalho e ambiente de trabalho tóxico (22,2%), estão positivamente relacionados com o desenvolvimento da síndroma Burnout (p=0,042). Discussão: A amostra era maioritariamente do género feminino (55,6%) e tinha em média 35 anos. Os dados mostraram altos níveis de exaustão emocional (43,3%), despersonalização (46,7%) e baixa realização pessoal (53,3%), indicando uma prevalência significativa de Burnout. Os jovens entre 18 e 30 anos, profissionais sem filhos e profissionais de farmácia com 11 a 15 anos de carreira foram os mais afetados. Muitos profissionais recorreram a antidepressivos (60%) e terapias alternativas (16,7%) para lidar com o Burnout. Conclusão: Este estudo permitiu identificar a presença de risco elevado de desenvolvimento de Burnout em profissionais de farmácia comunitária, estando positivamente relacionado com fatores socioprofissionais. Houve uma associação entre o Burnout e fatores como a intenção de desistir do trabalho, a carga horária de 40 horas semanais e o cargo de Técnico Superior de Diagnóstico e Terapêutica de Farmácia, embora essas relações não tenham sido estatisticamente significativas. É necessário implementar medidas preventivas, como programas de saúde mental e apoio aos profissionais, para reduzir o risco de desenvolvimento do síndroma de Burnout entre os profissionais de farmácia.
  • O ser humano em envelhecimento: dimensões psicossociais e a sociologia do envelhecimento
    Publication . Santos, Bruno; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana Maria
    O envelhecimento é um processo multifatorial e inevitável do ser humano, que envolve transformações biológicas, psicológicas e sociais, influenciando a forma como o indivíduo experiência a velhice. Objetivo: O estudo tem como objetivo geral analisar a inter-relação entre personalidade, resiliência e atitudes do indivíduo face ao envelhecimento, à luz da sociologia do envelhecimento, enfatizando como esses fatores contribuem para um processo de envelhecimento saudável e ativo. Método: O processo metodológico consiste em uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de uma revisão bibliográfica integrativa. As buscas foram realizadas entre fevereiro e junho de 2024, nas bases Scopus, Web of Science (Institute for Scientific Information – ISI) e SciELO. Os descritores “envelhecimento”, “personalidade”, “resiliência” e “atitudes em relação ao envelhecimento” foram selecionados por representarem a temática central e atenderem aos critérios de inclusão, compondo a amostra final analisada. Resultados: A análise evidenciou que determinados traços de personalidade, conforme o modelo dos Cinco Grandes (Big Five), influenciam significativamente a adaptação às mudanças associadas à idade. A conscienciosidade, caracterizada por organização, responsabilidade e empenho no cumprimento de tarefas, favorece comportamentos saudáveis e maior autonomia. A extroversão, associada à sociabilidade, assertividade e busca de interação, contribui para o bem-estar e a integração social. Em contrapartida, o neuroticismo, definido pela propensão a emoções negativas como ansiedade e insegurança, mostra-se um preditor de maior vulnerabilidade emocional e social. A resiliência destaca-se como um recurso essencial que permite enfrentar adversidades, preservar a autonomia e manter uma perceção positiva de controle perante as limitações impostas pela idade. Já as atitudes face ao envelhecimento refletem crenças e representações sociais que influenciam diretamente a saúde percebida e a qualidade de vida: atitudes positivas associam-se à integração comunitária, ao otimismo e ao bem-estar, enquanto atitudes negativas reforçam o isolamento, o estigma e o declínio funcional. Conclusão: O processo de envelhecimento não constitui uma experiência homogênea, mas resulta da interação dinâmica entre fatores pessoais, psicológicos e contextuais. Compreender essa interligação possibilita propor políticas públicas e intervenções psicossociais que valorizem a educação para o envelhecimento, o empoderamento do indivíduo e o fortalecimento das redes de apoio. Assim, promove-se uma longevidade acompanhada de dignidade, participação social e qualidade de vida.
  • O impacto do ginásio do cérebro na função cognitiva e bem-estar psicológico de idosos institucionalizados: um estudo de intervenção em contexto residencial
    Publication . Santos, Bruno; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana Maria
    O envelhecimento populacional acarreta um aumento da prevalência de deterioração cognitiva e emocional, especialmente em idosos institucionalizados. A investigação recente tem demonstrado que programas de estimulação cognitiva contribuem para a preservação da função cerebral e para a melhoria do bem-estar psicológico. O Ginásio do Cérebro surge como uma intervenção estruturada e acessível, concebida para estimular a plasticidade cerebral e promover o envelhecimento ativo através de atividades diversificadas e adaptadas às capacidades individuais. Objetivos. Avaliar o impacto de um programa de Ginásio do Cérebro na função cognitiva global e no bem-estar psicológico de idosos institucionalizados, após oito semanas de intervenção. Material e Métodos. Participaram 50 idosos (idade média = 81,4 ± 7,2 anos), residentes num lar português e sem diagnóstico de demência grave. O estudo seguiu um desenho quase-experimental com avaliação pré e pós-intervenção. O programa consistiu em sessões semanais de 45 minutos, durante oito semanas, centradas na estimulação de múltiplas funções cognitivas - memória, atenção, linguagem, raciocínio lógico e orientação temporalespacial, complementadas com dinâmicas de grupo para reforçar a motivação e a interação social. A avaliação foi efetuada em dois momentos (pré e pós-intervenção) através do MiniMental State Examination (MMSE) e da Escala de Depressão Geriátrica de Yesavage (GDS15). Para a análise estatística, recorreu-se ao teste t de Student para amostras emparelhadas, considerando-se um nível de significância de p < 0,05. Resultados. Os participantes apresentaram melhoria significativa nas pontuações médias do MMSE (p < 0,05), indicando ganhos cognitivos, e diminuição das pontuações médias da GDS (p < 0,05), refletindo redução dos sintomas depressivos e aumento do bem-estar. Os relatos qualitativos evidenciaram ainda maior envolvimento social, motivação e prazer na realização das atividades. Questões Éticas. O estudo foi conduzido de acordo com os princípios éticos da Declaração de Helsínquia, tendo sido obtido consentimento informado dos participantes. Conclusões. O Ginásio do Cérebro revelou-se uma intervenção eficaz, de baixo custo e fácil implementação em lares de idosos, promovendo benefícios cognitivos, emocionais e sociais. Estes resultados sustentam a importância da integração de programas regulares de estimulação cognitiva em contextos residenciais, contribuindo para a autonomia funcional, a reserva cognitiva e a qualidade de vida dos idosos.
  • O contributo das universidades séniores na promoção da longevidade positiva
    Publication . Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana Maria; Santos, Bruno
    Em Portugal, as Universidades Seniores foram reconhecidas oficialmente em 2016, por Resolução do Conselho de Ministros, como resposta social dirigida a pessoas com idade igual ou superior a 50 anos. Estas instituições integram o paradigma do envelhecimento ativo e da educação ao longo da vida, conceitos estruturantes promovidos pela Organização Mundial da Saúde e pela Comissão Europeia, que salientam a importância da participação, da saúde e da segurança como pilares de uma longevidade com qualidade. A literatura seminal introduziu a perspetiva do desenvolvimento ao longo do ciclo vital, defendendo que o envelhecimento é um processo de contínua adaptação, enquanto outros autores propõem o modelo de envelhecimento ativo e bem-sucedido, destacando o papel da aprendizagem e do controlo pessoal no bem-estar do idoso. Existe consenso na relevância das Universidades Seniores como espaços de inclusão social, cidadania e participação comunitária, enfatizando que o envelhecimento bem-sucedido combina baixo risco de doença, elevado funcionamento físico e cognitivo e envolvimento ativo com a vida. Objetivo: descrever o contributo das Universidades Seniores na promoção da longevidade positiva. Método: esta revisão sistemática seguiu as diretrizes PRISMA 2020. A pergunta de investigação foi: “Qual o impacto das Universidades Seniores na promoção da saúde mental, bem-estar e longevidade ativa em adultos com mais de 60 anos?”. A pesquisa decorreu entre março e maio de 2025 nas bases de dados Web of Science, SciELO, Google Scholar e RCAAP, utilizando descritores combinados como universidades seniores, terceira idade, longevidade ativa, educação não formal, envelhecimento ativo, bem-estar e saúde mental. Critérios de inclusão: publicações entre 2014 e 2024, em português, inglês ou espanhol, com amostras de adultos ≥60 anos, estudos empíricos (qualitativos ou quantitativos) ou revisões com foco direto em Universidades Seniores ou programas equivalentes. Critérios de exclusão: teses, artigos sem acesso integral, estudos fora do contexto educativo e trabalhos teóricos sem dados empíricos. Resultados: foram identificados 87 registos; após seleção, cinco estudos cumpriram todos os critérios de elegibilidade. A evidência indica que a participação ativa em programas educativos promove a plasticidade cerebral, previne o declínio cognitivo e retarda o aparecimento de demências. A aprendizagem contínua melhora a memória, a atenção e a capacidade de resolução de problemas, reforçando o sentido de propósito e autorrealização. As Universidades Seniores criam redes de apoio social que reduzem o isolamento, aumentam a autoestima e fortalecem o bem-estar subjetivo, conforme demonstrado por saúde cardiovacular, a mobilidade e o autocuidado. Conclusões: a participação nestas instituições traduz-se em mudanças positivas nos hábitos de vida, estimulando a autonomia, a sociabilidade e a saúde mental e física. As Universidades Seniores acrescentam vida aos anos, reforçando o conceito de longevidade positiva, envelhecer é continuar a desenvolver-se, com propósito, vitalidade e envolvimento social.
  • Desafios da solidão e isolamento dos idosos
    Publication . Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana Maria; Silvano, Maria
    O envelhecimento da população constitui um marco positivo — viver mais tempo é a conquista do ciclo vital. Todavia, as mudanças na organização social, nas estruturas e dinâmicas familiares e na distribuição territorial têm intensificado fenómenos como a solidão e o isolamento social na população idosa, resultando em sofrimento significativo e comprometendo a sua qualidade de vida e bem-estar. Objetivo: Pretende-se descrever e analisar o fenómeno da solidão e do isolamento da população idosa portuguesa, identificando fatores de risco e projetando intervenções na comunidade que promovam a longevidade positiva. Método: Foi adotada uma abordagem qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, com recurso à análise bibliográfica e documental. A investigação baseou-se na consulta de literatura científica relevante e em fontes estatísticas oficiais, nomeadamente dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), Eurostat e documentos da União Europeia, com o objetivo de caracterizar o fenómeno da solidão e do isolamento na população idosa em Portugal. Adicionalmente, foram analisados programas e políticas públicas direcionadas ao envelhecimento, com destaque para o projeto eGuard, da Guarda Nacional Republicana, como exemplo de intervenção comunitária em contexto de vulnerabilidade social. A análise dos dados foi orientada por uma perspetiva socioecológica, permitindo compreender o impacto multidimensional do isolamento social na saúde e bem-estar dos idosos, bem como refletir sobre estratégias de intervenção centradas na promoção da longevidade positiva. Resultados: Portugal ocupa o 4.º lugar da União Europeia com maior percentagem de idosos a viver sozinhos. Os agregados unipessoais representam 24,8% do total de agregados domésticos; 50,3% correspondem a pessoas com 65 ou mais anos. Em termos geográficos, é sobretudo nas zonas rurais do interior centro e norte do país que os agregados com apenas uma pessoa são mais expressivos. Perante este cenário, iniciativas como o eGuard - um projeto de teleassistência e monitorização eletrónica - procuram mitigar o risco de isolamento, promovendo a segurança e a permanência dos idosos no seu meio ambiente. Contudo, o isolamento e a solidão percebida têm impacto negativo na saúde mental, cognitiva e física, afetando mecanismos neuronais, hormonais e afetivos, e contribuindo para o aumento da morbilidade e da mortalidade. Conclusão: Urge, numa sociedade cada vez mais envelhecida e isolada, desenvolver estratégias que maximizem a longevidade positiva. Para tal, reveste-se de extrema importância sensibilizar e projetar respostas com ambientes físicos acessíveis e socialmente estimulantes, aliados a programas de intervenção comunitária que permitam aos mais velhos usufruir plenamente e em segurança daquilo que os rodeia. O ambiente físico e a socialização são fundamentais para garantir que os idosos vivem com dignidade, participação e bem-estar.
  • A aplicação de inteligência artificial e robótica assistiva no cuidado à pessoa idosa
    Publication . Santos, Bruno; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana Maria
    O envelhecimento populacional acarreta novos desafios para os sistemas de saúde, exigindo soluções inovadoras que promovam a autonomia, a segurança e a qualidade de vida das pessoas idosas. A Inteligência Artificial (IA) e a Robótica Assistiva (RA) têm emergido como ferramentas com potencial para transformar o cuidado geriátrico, otimizando processos, complementando o trabalho humano e personalizando as intervenções. Objetivo: Identificar e analisar criticamente a evidência científica disponível sobre a aplicação da IA e da RA no cuidado à pessoa idosa, identificando os seus contributos para a autonomia, a segurança e qualidade de vida, bem como as implicações para a prática em saúde. Método: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, segundo a estratégio PIO, nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e Google Scholar, abrangendo o período de 2015 e 2025. Incluíram-se estudos empíricos e revisões que envolvessem pessoas idosas e a utilização de IA e/ou RA no contexto de cuidado. Após a triagem e avaliação da elegibilidade, 14 estudos compuseram a amostra final. Resultados: Identificaram-se três categorias temáticas principais: (1) Promoção da autonomia e funcionalidade, com evidência de melhoria da independência física e cognitiva; (2) Interação social e bem-estar emocional, com destaque para o papel dos robôs sociais na redução da solidão e na estimulação cognitiva; e (3) Segurança e monitorização inteligente, com contributos da IA na deteção precose de riscos e no apoio à tomada de decisão clínica. Conclusão: A aplicação da IA e da RA no cuidado geriátrico mostra benefícios consistentes na promoção da autonomia e qualidade de vida das pessoas idosas, embora persistam desafios éticos, tecnológicos e de aceitação. Urge desenvolver investigações metodologicamente robustas que consolidem a evidência e orientem práticas seguras, equitativas e centradas na pessoa.
  • Miosite vírica: um caso clínico
    Publication . Pimentel, Maria Helena; Cruz, João Ricardo Miranda da; Antão, Celeste
    Doença muscular rara que acompanha infeções virais agudas, observada principalmente em crianças em idade escolar (Maciel et al., 2022). Relato do caso: Criança com 8 anos de idade, saudável. Antecedentes pessoais: parto pré-termo de 34+5 semanas, internamento por baixo peso e icterícia; seguida em consulta de cardiologia até aos 4 anos por sopro cardíaco, que resolveu espontaneamente. Rinite e conjuntivite alérgica; sensibilidade a gramíneas e hipersensibilidade à amoxicilina. Toma Montelucaste na Primavera. Observada no serviço de urgência por apresentar mialgias nos membros inferiores, com 24 horas de evolução e agravamento progressivo. Apresenta incapacidade total à locomoção e quadro de obstrução nasal, tosse seca, rinorreia com 5 dias de evolução, com alguns picos febris. Dor presente à palpação dos gémeos bilateralmente, restantes grupos musculares livres. Incapacidade em manter-se de pé por dor nos gémeos. Assintomática em repouso. Submetida a estudo analítico revelou ligeira leucopenia, monócitos aumentados, creatina de 0,6 mg/dL, porém a Creatinaquinase total (CK) muito elevada, 4060 U/L, tal como aumentada a TGO/ AST, 131 U/L, sem alteração de função renal. Perante resultados sugestivos de miosite foi internada com prescrição de soroterapia e repouso no leito. Realizado aspirado nasofaríngeo testou positivo para vírus Influenza B. Recebeu tratamento antiviral durante 4 dias com boa resposta. Teve alta hospitalar após melhoria clínica e analítica (CK de 512 U/L).
  • Incidência da prematuridade e perfil do recém-nascido internado numa unidade de cuidados intensivos neonatais
    Publication . Caridade, Joana Rita da Silva; Amorim, Francisco; Pimentel, Maria Helena
    Em Portugal, de acordo com os dados do INE (2022), 7,4% dos nascimentos são prematuros. Objetivo: conhecer a incidência e o perfil dos prematuros internados numa unidade de cuidados neonatais. Metodologia: estudo quantitativo descritivo-correlacional, inclui a totalidade de nadosvivos com idade gestacional inferior a 37 semanas internados numa unidade de cuidados intensivos neonatais (UCEN) de um hospital do norte do país, no período de 01 de janeiro a 31 de maio de 2019, num total de 65 prematuros. Elaborou-se um guião para recolher dados dos processos clínicos (B-simple), após autorização. Resultados: de um total de 1263 nascimentos, 10 corresponderam a situações de morte fetal in útero, contabilizaram-se 108 nados-vivos com idade gestacional inferior a 37 semanas, tendo-se verificado uma incidência de prematuridade de 8,62%, ligeiramente acima da média nacional de 7,4% (INE, 2022). O estudo recai sobre 65 prematuros, maioritariamente do sexo masculino (65%), primíparas (46,2%) e parto por cesariana (51%). A média de idade gestacional é de 33 semanas e 2 dias, com desvio padrão de 2 semanas e 6 dias e com peso médio à nascença de 1891,2 gramas com desvio padrão de 537,3 gramas. A média e respetivo desvio-padrão do APGAR ao 1º, 5º e 10 minuto é de 8,31 ± 1,29, 9,42 ± 0,68 e 9,82 ± 0,43, respetivamente. Verificaram-se 19 patologias referentes às complicações clínicas desenvolvidas pelos prematuros internados, a maioria com mais do que uma complicação. As complicações ligadas ao foro respiratório (n=50), as alterações hemodinâmicas (n=19) e a icterícia neonatal (n=12) foram as mais expressivas. Outras complicações foram intolerância alimentar (n=6), sépsis neonatal (n=4), gastrosquisis (n=2) e colestase (n=1). Os prematuros que não desenvolveram complicações no período neonatal (23,1%) tinham, em média, maior peso à nascença com diferenças estatisticamente significativas (p=0,037). O mesmo para o índice de APGAR mais elevado (p<0,001).
  • Prevalence and correlates of fear of falling in community-dwelling older adults
    Publication . Pires, Patrícia; Carvalho, Joana; Pereira, Anabela; Pires, Telma; Ribeiro, Oscar
    Introduction: Fear of falling (FoF) is highly prevalent among older adults and can negatively affect mobility, physical activity (PA) levels fall risk, and falls. This study aimed to assess the prevalence of fall risk and FoF, and their associations with demographic variables, mobility, physical activity, and fall history in community-dwelling older adults. Methods: A cross-sectional study was conducted with individuals aged C 65 years without cognitive impairment. Data collected included demographics, fall risk (Morse Fall Scale), FoF (Falls Efficacy Scale International-FES-I), mobility and balance (Timed Up and Go-TUG test), PA (Brief Physical Activity Assessment-BPAA), and fall history. Statistical analyses included Pearson’s correlation coefficient, chi-square test, t-test, and ANOVA. Results: The sample comprised 300 older adults (mean age: 74.7 years; 55.3% female). Higher FoF was observed in women (M = 30.4, SD = 10.3) and those aged C 80 years (M = 33.1, SD = 13.3) (p \ 0.001). FoF was positively correlated with impaired mobility/balance (TUG: R = 0.453) and fall risk (R = 0.399), negatively correlated with PA (BPAA: R =- 0.351) and strongly associated with prior falls (R = 0.660) (all p \ 0.001). Conclusions: FoF is common among older adults, particularly women and the oldest age group, and is significantly associated with mobility limitations, low PA levels, increased fall risk, and history of falls. These findings highlight the need for tailored interventions focusing on improving mobility and promoting active lifestyles to mitigate FoF and fall risk.