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- Pressão inspiratória máxima em doentes em hemodiálisePublication . Casado, Sónia Alexandra Claro ; Vila-Chã, Carolina; Mendes, Eugénia; Preto, Leonel; Novo, AndréOs doentes com Insuficiência Renal Crónica (IRC) sofrem alterações sistémicas, nomeadamente na composição corporal, pelo aumento de fluídos corporais e pela perda acentuada de massa muscular (1). À semelhança de outros grupos musculares, a função dos músculos inspiratórios em doentes com IRC em programa regular de hemodiálise está comprometida, com achados como diminuição da força muscular, alteração dos volumes e redução da função pulmonar (2) A avaliação da Pressão Inspiratória Máxima (PIM) reflete a força muscular inspiratória, sendo considerada um dos principais indicadores da função muscular respiratória (3). Temos como objetivos: avaliar a Pressão Inspiratória Máxima em doentes em hemodiálise; caracterizar a força dos músculos inspiratórios em doentes hemodialisados; apoiar o desenvolvimento de intervenções de reabilitação respiratória adequadas a esta população. Foi avaliada a PIM em dois momentos distintos, pré e pós sessão de diálise, na última sessão de diálise semanal, utilizando o dispositivo eletrónico Power Breathe KH2®. As medições foram realizadas em posição sentada, com utilização de pinça nasal, de modo a evitar fugas de ar. Cada participante executou cinco manobras inspiratórias máximas, precedidas de expiração até ao volume residual, considerando-se para análise o valor mais elevado entre as manobras aceitáveis (mantidas por, pelo menos, um segundo) e reprodutíveis (variação ≤10%). Os valores obtidos foram classificados de acordo com a escala “Very poor; Poor; Fair; Average; Good; Very Good; Excellent”(4). Os dados foram analisados de forma descritiva, apresentando-se as medidas de tendência central e dispersão (média e desvio-padrão), de modo a caracterizar o desempenho inspiratório da amostra. Foram avaliados cinco doentes hemodialisados (4 mulheres e 1 homem) com idade média de 66±32,53 anos e média de 5,60±4,95 de anos em hemodiálise. Nenhum deles apresenta patologia respiratória conhecida. Na avaliação pré-diálise 1 doente apresentou valores de PIM classificado como “Very Poor”, 2 doentes obtiveram a classificação “Poor” e os 2 restantes “Fair”, com média de 41,4±18,45cmH2O. No final da sessão de diálise 1 doente mante a classificação “Very Poor”, 1 obteve a classificação “Poor”, 2 doentes ficaram com valores “Fair” e o restante obteve classificação “Average”. Obteve-se um valor médio de 50,75±14,66cmH2O. Observou-se uma melhoria nos valores médios de PIM de 9,53 cmH2O, quando comparados os dois momentos de avaliação. Apesar da reduzida dimensão da amostra. Estes resultados vão de encontro a outros estudos, em que tal diferença na avaliação pré e pós diálise é justificada pela ultrafiltração efetuada durante a sessão dialítica, que repercute positivamente na performance muscular inspiratória (2,5). Em ambos os momentos de avaliação todos os doentes apresentaram valores inferiores aos que se consideram como aceitáveis para excluir fraqueza muscular inspiratória clinicamente significativa (PIM ≥80 cmH2O em homens e ≥70 cmH2O em mulheres) (3,4). A avaliação da PIM em doentes hemodialisados é fundamental para identificar precocemente estas alterações. A enfermagem de reabilitação deve intervir prioritariamente nestes doentes, implementando estratégias de treino muscular inspiratório e acompanhamento contínuo, para minimizar os efeitos da IRC na função respiratória e na capacidade funcional.
- Impacto do enfermeiro de reabilitação na capacidade funcional e respiratória pré cirurgia torácicaPublication . Loureiro, Maria de Fátima de Siqueira; Duarte, João; Sequeira, Aurora; Ferreira, Ana; Pancas, Rita; Novo, AndréA reabilitação pré-operatória (pré-habilitação), em contexto de consulta, é um recurso essencial para a optimização da capacidade funcional e pulmonar impactante na qualidade de vida, autocuidado e prevenção de complicações (Topa, et al., 2025). Esta pode incluir treino de exercício, educação para a saúde e reeducação funcional respiratória em pessoas com tumor de pulmão (Rosero, et al.2019; Piler, et al. 2023). O enfermeiro de reabilitação no seu core de competências sustenta a sua intervenção no contexto de pré-habilitação de cirurgia torácica. Objetivos Avaliar o impacto de um programa de enfermagem de reabilitação de pré habilitação em contexto de cirurgia torácica oncológica. Material e Métodos Estudo quasi-experimental, do tipo pré pós intervenção (programa de enfermagem de reabilitação), amostra não probabilística por conveniência, realizado no período de janeiro a setembro de 2025, num centro de cirurgia torácica português. Foram avaliados na consulta pré-operatória e na admissão prova de marcha 6 minutos, VO2máx estimado, espirometria (FEV1; CVF, PEF) e inspirometria volumétrica de incentivo. Foram incluídas 52 pessoas referenciadas para cirurgia torácica, com idade média de 65,81(±11,02) anos, maioritariamente do género masculino (59,62%), com cumprimento médio de 3 semanas do programa. 100% das pessoas fumadoras na consulta iniciaram desabituação tabágica. Houve uma melhoria clínica da capacidade funcional com incremento médio de 45,24 metros e de 1,26 mL·kg⁻¹·min⁻¹ do VO2máx estimado. Na componente respiratória, houve incremento médio de 639,42 ml do volume inspiratório, uma melhoria percentual do FEV1 (5,42%), da CVF (5%) e do PEF (10,50%) colocando este último em níveis médios normais (passando de 69,67% para 80,17%). Os enfermeiros de reabilitação desempenham um papel fundamental na otimização da capacidade funcional e respiratória dos doentes antes da cirurgia torácica. Estas intervenções contribuem não só para a melhoria do estado pré-operatório, com redução estimado do risco cirúrgico, como também para a potencial redução das complicações pós-operatórias e do tempo de internamento hospitalar, reforçando, assim, a necessidade da sua integração nos cuidados pré-cirúrgicos.
- Intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação na gestão do regime de exercício da pessoa com patologia cardíacaPublication . Loureiro, Maria de Fátima de Siqueira; Novo, André; Nogueira, SusanaO desenvolvimento e progressão da doença cardiovascular está associado a fatores de risco cardiovascular que a precipitam ou agravam, sendo os programas de reabilitação cardíaca uma resposta de prevenção secundária que deve ser utilizada. Os programas de reabilitação cardíaca incluem a componente educacional, controlo de fatores de risco cardiovascular, para além do treino de exercício e atividade física, intervenção psicossocial, entre outros. O enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação tem um papel preponderante no controlo dos fatores de risco cardiovascular discutindo as práticas de risco com a pessoa e concebendo planos para a redução do risco de alterações da função cardíaca. Melhorar o conhecimento relativamente aos fatores de risco cardiovascular; implementar um programa educacional pelo enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação; avaliar o impacto do programa educacional na adesão ao regime de exercício. Estudo de abordagem quantitativa, com uma metodologia descritiva de grupo único do tipo pré e pós intervenção. A amostra são as pessoas que se deslocam à consulta de cardiologia de uma clínica privada localizada no centro de Portugal. A intervenção iniciou-se no dia da consulta de cardiologia e teve continuidade nos dois meses subsequentes, sendo composta por intervenções de natureza educacional. Foi aplicado um questionário de conhecimento sobre os fatores de risco cardiovascular elaborado pela investigadora e os níveis de atividade física com recurso ao questionário internacional de atividade física, assim como foi realizada a mensuração de passos com recurso a uma pulseira de pulso e avaliada a capacidade funcional no pré e pós intervenção através da prova de marcha de seis minutos. Foram incluídos no estudo 15 participantes maioritariamente do género masculino (67%), com uma média de idades de 77 anos e que na sua maioria (73%) apresentam risco cardiovascular muito elevado. Antes da intervenção apresentaram uma média de “respostas certas” de 13, enquanto no final apresentaram uma média de “respostas certas” de 18, num total de 20 perguntas. Na prova de marcha de 6 minutos apresentaram ganhos médios de 62 metros no pós-intervenção. Na mensuração de passos observou-se um aumento médio de 1217 passos comparativamente ao início da intervenção. Após implementação do questionário internacional da atividade física no pré e pós intervenção verificou-se que houve incremento dos níveis de atividade física, passando de uma maioria insuficientemente ativa (80%) para uma maioria moderadamente ativa (67%). Este estudo mostra que a implementação de programas educacionais em pessoas com patologia cardíaca, parece ter ganhos a nível de conhecimento e interferir de forma positiva na capacidade funcional e na gestão do regime de exercício. Tal evidencia a importância do papel do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação, na componente educacional, enquanto promotor da literacia em saúde e autogestão da doença da pessoa com patologia cardíaca. Neste sentido espera-se que mais programas educacionais sejam implementados em pessoas com patologia cardíaca em contexto comunitário e que sejam incluídas também mais componentes dos programas de reabilitação cardíaca com o objetivo de minimizar um dos problemas de saúde pública.
