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Pressão inspiratória máxima em doentes em hemodiálise

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Orientador(es)

Resumo(s)

Os doentes com Insuficiência Renal Crónica (IRC) sofrem alterações sistémicas, nomeadamente na composição corporal, pelo aumento de fluídos corporais e pela perda acentuada de massa muscular (1). À semelhança de outros grupos musculares, a função dos músculos inspiratórios em doentes com IRC em programa regular de hemodiálise está comprometida, com achados como diminuição da força muscular, alteração dos volumes e redução da função pulmonar (2) A avaliação da Pressão Inspiratória Máxima (PIM) reflete a força muscular inspiratória, sendo considerada um dos principais indicadores da função muscular respiratória (3). Temos como objetivos: avaliar a Pressão Inspiratória Máxima em doentes em hemodiálise; caracterizar a força dos músculos inspiratórios em doentes hemodialisados; apoiar o desenvolvimento de intervenções de reabilitação respiratória adequadas a esta população. Foi avaliada a PIM em dois momentos distintos, pré e pós sessão de diálise, na última sessão de diálise semanal, utilizando o dispositivo eletrónico Power Breathe KH2®. As medições foram realizadas em posição sentada, com utilização de pinça nasal, de modo a evitar fugas de ar. Cada participante executou cinco manobras inspiratórias máximas, precedidas de expiração até ao volume residual, considerando-se para análise o valor mais elevado entre as manobras aceitáveis (mantidas por, pelo menos, um segundo) e reprodutíveis (variação ≤10%). Os valores obtidos foram classificados de acordo com a escala “Very poor; Poor; Fair; Average; Good; Very Good; Excellent”(4). Os dados foram analisados de forma descritiva, apresentando-se as medidas de tendência central e dispersão (média e desvio-padrão), de modo a caracterizar o desempenho inspiratório da amostra. Foram avaliados cinco doentes hemodialisados (4 mulheres e 1 homem) com idade média de 66±32,53 anos e média de 5,60±4,95 de anos em hemodiálise. Nenhum deles apresenta patologia respiratória conhecida. Na avaliação pré-diálise 1 doente apresentou valores de PIM classificado como “Very Poor”, 2 doentes obtiveram a classificação “Poor” e os 2 restantes “Fair”, com média de 41,4±18,45cmH2O. No final da sessão de diálise 1 doente mante a classificação “Very Poor”, 1 obteve a classificação “Poor”, 2 doentes ficaram com valores “Fair” e o restante obteve classificação “Average”. Obteve-se um valor médio de 50,75±14,66cmH2O. Observou-se uma melhoria nos valores médios de PIM de 9,53 cmH2O, quando comparados os dois momentos de avaliação. Apesar da reduzida dimensão da amostra. Estes resultados vão de encontro a outros estudos, em que tal diferença na avaliação pré e pós diálise é justificada pela ultrafiltração efetuada durante a sessão dialítica, que repercute positivamente na performance muscular inspiratória (2,5). Em ambos os momentos de avaliação todos os doentes apresentaram valores inferiores aos que se consideram como aceitáveis para excluir fraqueza muscular inspiratória clinicamente significativa (PIM ≥80 cmH2O em homens e ≥70 cmH2O em mulheres) (3,4). A avaliação da PIM em doentes hemodialisados é fundamental para identificar precocemente estas alterações. A enfermagem de reabilitação deve intervir prioritariamente nestes doentes, implementando estratégias de treino muscular inspiratório e acompanhamento contínuo, para minimizar os efeitos da IRC na função respiratória e na capacidade funcional.

Descrição

Palavras-chave

Pressão inspiratória

Contexto Educativo

Citação

Casado, Sónia; Mendes, Eugénia; Preto, Leonel; Vila-Chã, Carolina; Novo, André (2025). Pressão inspiratória máxima em doentes em hemodiálise. In Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação (CIER). Tomar

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Fascículo

Editora

Associação Portuguesa de Enfermeiros de Reabilitação

Licença CC