ESSa - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus
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- Banda 3 profile as a marker of oxidative stress in hereditary spherocytosisPublication . Granjo, Elisa; Santos-Silva, Alice; Rebelo, Irene; Nóvoa, Ana; Costa, Elísio; Barbot, José; Ribeiro, Manuela; Quintanilha, Alexandre
- Quality of life following renal failurePublication . Anes, Eugénia; Ferreira, Pedro Lopes
- Qualidade de vida em diálise: hemodiálise e diálise peritonealPublication . Anes, Eugénia; Fernandes, Adília; Antão, CelesteTemática de importância fundamental na área da saúde, especialmente em áreas em que a tecnologia intervém nas fronteiras entre a vida e a morte, a tecnologia que mantém a vida1. Os avanços da tecnologia e a melhoria dos tratamentos dialíticos têm melhorado a qualidade de vida destes doentes nestes últimos anos. A qualidade de vida (QV) relacionada com a saúde representa as respostas individuais aos efeitos que a doença produz, sobre a vida diária ao nível físico mental e social, respostas que influenciam a satisfação pessoal com as circunstâncias da vida2. Com o desenvolvimento de instrumentos adaptados à avaliação de parâmetros mais subjectivos da saúde dos indivíduos, constituindo estes a fonte privilegiada de informação, surge uma nova era, em que a informação dos doentes, referente ao estado funcional, bem-estar e outros conceitos importantes de saúde, deverão ser rotineiramente colhidos de modo a completar lacunas na abordagem diagnóstica e terapêutica dos doentes3. È um estudo não experimental, transversal, descritivo e comparativo, numa amostra de 231 pessoas em diálise, sendo 221 em hemodiálise e 10 em diálise peritoneal, correspondendo a 76,3% da população com insuficiência renal crónica em tratamento dialítico no Nordeste Transmontano (2004). O instrumento de avaliação utilizado foi o KDQOL-SFTM 1.34, constituída por duas partes, uma específica o ESRD e uma genérica o SF-36 1.2, às quais foram associadas sócio-demográficas e clínicas. Dos participantes estudados, a maioria era do sexo masculino (56,3%), casados (68,4%), reformados ou pensionistas (84,9%), provenientes de zona rural (67,4%) e com um nível de instrução básico ou inferior (89,1%). A idade dos respondentes varia entre os 18 e os 88 anos, com média e mediana de 61,56 e 65 anos respectivamente. O tempo de tratamento varia entre 15 dias e 24 anos. O tipo de tratamento mais utilizado é a hemodiálise, utilizado por 94,8%. Os resultados evidenciam impacto negativo de algumas variáveis sócio-demográficas e clínicas. Em termos globais os doentes em diálise peritoneal melhor nível de qualidade de vida do que os doentes em hemodiálise. No entanto as diferenças entre os dois tipos de tratamento não são estatisticamente significativas. Analisando os resultados da percepção da qualidade de vida e a relação com o tipo de tratamento por dimensões, verificamos que os valores médios de qualidade de vida são maioritariamente superiores no grupo que faz diálise peritoneal. As diferenças são estatisticamente significativas apenas para as dimensões actividade profissional, função sexual e encorajamento do pessoal da diálise. Também valência5 (2000) encontrou diferenças significativas na qualidade de vida em função do tratamento, encontrando-se melhores pontuações no grupo em diálise peritoneal. Os resultados da presente investigação são também concordantes com os resultados de uma investigação da responsabilidade do governo dos EUA6, onde foi utilizado o mesmo instrumento de avaliação, o KDQOL-SFTM 1.3 e se verificou que a percepção de saúde geral é ligeiramente melhor em diálise peritoneal.
- Acidentes de trabalho nas instituições de saúde do distrito de BragançaPublication . Martins, MatildeO tipo de actividade profissional e as condições em que é desempenhada constituem factores determinantes do risco para a Saúde os trabalhadores. As últimas estatísticas do DRHS sobre acidentes de trabalho nas instituições de saúde, apontam para um aumento da incidência de acidentes e, consequentemente, para o aumento do absentismo laboral e dos encargos que lhe são inerentes. Com o objectivo de obter elementos necessários a uma correcta análise dos acidentes de trabalho nas instituições de saúde do distrito de Bragança, no período de 1996 a 2001, nomeadamente identificação das características do acidentado e do próprio acidente, desenhamos um estudo retrospectivo, a partir da análise dos registos dos inquéritos sobre acidentes de trabalho do DRHS, referente a 223 trabalhadores. Os resultados revelaram um aumento progressivo da incidência dos acidentes de trabalho. O grupo profissional responsável pelo maior número de acidentes foi o dos enfermeiros (45,3%), o grupo etário mais acidentado foi entre os 45-49 anos, relativamente ao tempo de serviço, o maior número de acidentes aconteceu em pessoas com mais de 10 anos de serviço (64,12%), e a principal causa de acidente foi a picada de agulha (36,3%). Os factores que contribuíram significativamente (p<0,000) para acidente com baixa, influenciando a média de dias perdidos, foram a idade superior a 45 anos, o baixo nível habilitacional, o desempenhar tarefa em horário fixo, os acidentes por quedas e as lesões músculo-esqueléticas. Os Odds Ratios e respectivos IC a 95% demonstraram que os trabalhadores com lesões músculo-esqueléticas apresentam um risco maior de ter acidente com baixa (OR=18,113; IC=7,786-42,135). O possuir habilitações superiores ao 12º ano e o praticar horário por turnos revelaram-se factores protectores (OR=0,325 e OR=0,451 respectivamente).
- A força muscular como parâmetro de avaliação nutricional em hemodiálisePublication . Rodrigues, Rosária; Novo, André; Travassos, Francisco; Castro, Rui; Azevedo, JoséA desnutrição proteico-calórica (DPC) é muito comum nos doentes insuficientes renais em hemodiálise (HD). Parece existir uma associação da DPC com a morbilidade cardíaca e a inflamação. A DPC aumenta a mortalidade e morbilidade destes doentes e a avaliação nutricional é crucial para a sua detecção. Os depósitos proteicos viscerais podem ser avaliados por parâmetros bioquímicos (albumina, creatinina, colesterol) mas as proteínas somáticas necessitam de técnicas de avaliação da composição corporal, como a Bioimpedância. O teste de força de pressão da mão (“handgrip strength” – HGS) é um bom índice prognóstico e de perda de massa muscular, reflectindo o grau de dependência dos doentes. O HGS é utilizado para avaliar o desempenho geral dos músculos, pela determinação da força de pressão produzida por uma pressão máxima. O nosso estudo teve como objectivo comparar os resultados do HGS com a composição corporal avaliada por BIA e com o estado nutricional dos doentes. Material e métodos: Foi efectuado um estudo de corte transversal para avaliar o HSG e o estado nutricional de doentes em HD regular. Foram avaliados 126 doentes em hemodiálise de altofluxo, dos quais foram incluídos apenas 93 doentes. Factores de exclusão: inflamação aguda ou crónica, amputações e doença vascular grave. Recolhemos dados como a idade, sexo, história clínica, co-morbilidade, estatura, peso pós-diálise e de referência (SBW), % SBW, cinética da ureia e ainda os resultados da BIA e HGS. Resultados: Foram classificados como desnutridos 23 doentes (25%). Na comparação desnutrição/bom estado nutricional por BIA, verificamos que não existiam diferenças significativas na massa gorda. Os indivíduos desnutridos apresentavam valores inferiores de reactância, ângulo de fase, massa magra e muscular. Estes doentes desnutridos apresentavam, por outro lado, valores superiores de resistência e de relação Na/K. No HGS verificou-se que os desnutridos revelavam força muscular inferior, em relação aos doentes com bom estado nutricional (21,5±8,4/29,5±10,1; P<0,01). Os resultados do HSG correlacionaram- se positivamente com a massa muscular (r=0,58;P<0,01), reactância (r=0,25;P<0,05), ângulo de fase(r=0,46;P<0,01), massa celular (r=0,27;P<0,01) e índice de massa celular (BCMI r=0,46;P<0,01) mas correlacionaram-se negativamente com a resistência (r= -0,44;P<0,01) e a idade (r= -0,36;P<0,01). Relativamente aos parâmetros bioquímicos, verificamos que os resultados do HGS se correlacionaram positivamente com a albumina (r=0,33;P<0,01) e creatinina (r=0,30;P<0,01) e de forma negativa com a proteína C reactiva (r= -0,22;P<0,05) e IL-6 (r= -0,26;P<0,05). Conclusão: O HGS, teste simples, barato e não invasivo, pode identificar doentes em hemodiálise regular com risco elevado de desnutrição. A sua integração na avaliação nutricional dos nossos doentes permitiu essa identificação, de forma concordante com os métodos analíticos clássicos e com a BIA.
- A relação entre a IL-6 e a desnutrição proteico-calóricaPublication . Rodrigues, Rosária; Novo, André; Travassos, Francisco; Castro, Rui; Azevedo, JoséA desnutrição proteico-calórica (DPC) associada a um estado inflamatório crónico é comum nos doentes IRC em HD. Parece existir uma associação da DPC com a produção de citocinas pró-inflamatórias, como a interleucina-6 (IL-6). Esta relação ainda não está totalmente esclarecida mas elevações da IL-6 podem ser responsáveis pela diminuição do apetite, perda de peso, hipoalbuminémia, aumento do catabolismo proteico, lipólise e resistência à insulina. Além disso, a IL-6 é um factor preditivo de mortalidade em doentes IRC. Objectivo: Estudar a relação entre os marcadores inflamatórios IL-6, proteína C reactiva e a DPC. Material e métodos: Foi efectuado um estudo de corte transversal para avaliar a desnutrição proteico-calórica através de BIA e de um estudo analítico de doentes em HD na nossa Clinica. Foram avaliados 100 doentes IRC em HD de alto-fluxo. Recolheram-se os seguintes dados: idade, sexo, história clínica, co-morbilidade no início da HD, BIA e valores analíticos (IL-6, albumina, proteína C reactiva, dose de diálise e colesterol total). Resultados: Foram considerados desnutridos homens com índice de massa celular (BCMI)<10,5 e mulheres com BCMI<7,5. A amostra foi dividida em doentes com menos ou mais de 65 anos (n=48; n=52 resp.). Verificamos que os doentes mais novos apresentam valores superiores de BCMI (11,3±8,7 vs 8,7±1,9; P<0,01), albumina (4,0±0,2 vs 3,9±0,2; P<0,01) e inferiores de IL-6 (6,9±4,6 vs 10,7±8,2; P<0,01). Não encontramos diferenças nestas faixas etárias na proteína C reactiva. Constatamos existir correlação positiva entre a IL-6 e a proteína C reactiva (r=0,49;P<0,01) e correlação negativa entre a IL-6 e a albumina (r=-0,21;P<0,05). Observamos correlação negativa entre a albumina e a proteína C reactiva (r=-0,37;P<0,01) e positiva entre a albumina e o colesterol (r=0,22;P<0,05). Quando dividida por género (65 homens e 35 mulheres), verificamos que nos homens existem diferenças significativas entre os doentes desnutridos/bem nutridos nos valores de IL-6 (10,8±9,1 vs 7,3±4,9;P<0,05), albumina (3,9±0,3 vs 4,1±0,1; P<0,01) e proteína C reactiva (0,7±0,6 vs 0,4±0,2;P<0,01). Neste mesmo género verifica-se uma correlação negativa entre a massa muscular e a IL-6 (r=-0,25;P<0,05). Relativamente às mulheres não existem correlações significativas entre as desnutr/bem nutridas nos valores séricos de IL-6 e albumina, mas as doentes desnutridas apresentam valores mais elevados de proteína C reactiva (0,7 0,6vs0,4 0,2;P<0,01). Também observamos, neste género, que existe correlação negativa entre a IL-6 e a massa magra (r= -0,35;P<0,05). Conclusão: No nosso grupo de doentes IRC em HD, a IL-6 sérica aumentou com a idade e nos homens associou-se com desnutrição. A proteína C reactiva também se encontra aumentada nos indivíduos desnutridos. Podemos concluir que a proteína C reactiva, utilizada na prática clínica, é um método mais barato de avaliação do estado inflamatório dos doentes em hemodiálise e revelou-se mais sensível nessa determinação no sexo masculino.
- AVC, úlceras e terapia compressivaPublication . Alves, Adélia; Martins, Carla; Antão, Celeste; Borges, Helena; Borges, Marco Paulo MalojoO AVC é um quadro clínico de instalação brusca ou relativamente rápida, dependendo das alterações vasculares do Sistema Nervoso Central (Martins, 2002). O mesmo não se pode dizer em relação ao tratamento das sequelas. É inegável que a ocorrência de AVCs anda associada à perda de mobilidade, nalguns casos parcial, noutros de uma forma total. A imobilidade, tal como a obesidade e traumatismos estão associados ao histórico de úlceras venosas. Objectivo: Avaliar a eficácia da terapia compressiva no tratamento das úlceras venosas. Metodologia: Estudo Experimental; instrumento de colheita de dados: formulário e observação directa; Tratamento estatístico: manual; População: 17doentes portadores de úlcera de perna em tratamento no Centro de Saúde de Bragança em Fevereiro de 2008. Conclusoes: A terapia compressiva é o tratamento de eleição na úlcera de perna de etiologia venosa. O seu início, depende de uma avaliação inicial de IPTB (Índice pressão tornozelo/braço) que permite excluir comprometimento arterial. Os dados obtidos permitiram concluir que a maior incidência é etiologia venosa. Em 7 casos verificou-se que a cicatrização ocorreu às 12 semanas e em 4 casos ocorreu num período superior às 12 semanas
- Actividade fisica, sobrepeso e obesidade. Programa de actividade fisica regularPublication . Vasques, Catarina; Correia, Teresa I.G.; Lopes, Vitor P.
- Um perfil das crianças/adolescentes com obesidade num estudo de intervençãoPublication . Correia, Teresa I.G.; Lopes, Vitor P.; Vasques, CatarinaIdentificar um perfil dos factores de risco coronário numa amostra de crianças/adolescentes observados num estudo de intervenção na cidade de Bragança. Métodos: Foram estudadas 19 crianças com sobrepeso e obesidade entre os 6 e os 14 anos de idade visando a detecção dos níveis séricos de colesterol (CT), lipoproteínas de baixa densidade (LDL-C), alta densidade (HDL-C) e trigliceridios (TG). O sobrepeso e a obesidade foram determinados de acordo com os valores de corte IOTF para o IMC. Os valores de referência para os parâmetros laboratoriais foram seguidos os do National Cholesterol Education Program (NCEP). Obtida a autorização dos pais, por escrito, para a realização dos exames laboratoriais, foram convidados a levar os seus filhos a um laboratório, com o qual havia um protocolo de colaboração, onde deveriam deslocar-se da parte da manhã após um jejum de doze horas. Resultados: Do total, foram identificadas 47,4% crianças/adolescentes com sobrepeso e 52,6% com obesidade sendo a prevalência maior no sexo feminino. Aproximadamente 6% destas crianças/adolescentes ingerem apenas três ou menos refeições por dia, sendo que 16,6% apresenta uma ingestão calórica total diária superior a 2000 calorias. A hipertensão arterial sistólica verificou-se em 10,5% e a hipertensão arterial diastólica em 5,3% das crianças/adolescentes. Verificaram-se alterações nos valores de colesterol total limítrofes e aumentados, respectivamente em 26,3% e 21,1% destas crianças/ adolescentes. Em relação aos valores de LDL-C foram identificadas 31,3% e 18,8% das crianças/ adolescentes respectivamente com valores limítrofes e aumentados. Os valores não desejáveis de HDL-C foram analisados em 5,3% das crianças/adolescentes. A hipertrigliceridemia apresentou-se em 10,5% da amostra. Conclusões: A elevada prevalência de dislipidemia encontrada nesta população de crianças/adolescentes é preocupante e realça a necessidade de investigação epidemiológica nestes grupos etários no sentido de instituir medidas preventivas e estilos de vida saudáveis.
- Acidente vascular cerebral e obesidadePublication . Antão, Celeste; Anes, EugéniaO AVC constitui um acontecimento preocupante, desde logo pela imprevisibilidade do aparecimento, pelas sequelas que deixa e pela reorganização pessoal e familiar que exige. A alteração neurológica resultante depende do local específico da lesão vascular, do tamanho da lesão e da lateralidade do doente (Martins, 2002). Em Portugal e na Europa assume valores alarmantes. Deve constituir uma preocupação de todos, pela mortalidade directa ou indirecta a ela associada. Se nada for feito estima-se que em 2025, 50% da população será obesa (DGS,2004 &DGS,2005).Objectivo: Compreender as implicações da obesidade no contexto das doenças cardiovasculares e as vantagens da perda ponderal na saúde em geral.
