Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

O contributo das universidades séniores na promoção da longevidade positiva

Utilize este identificador para referenciar este registo.

Orientador(es)

Resumo(s)

Em Portugal, as Universidades Seniores foram reconhecidas oficialmente em 2016, por Resolução do Conselho de Ministros, como resposta social dirigida a pessoas com idade igual ou superior a 50 anos. Estas instituições integram o paradigma do envelhecimento ativo e da educação ao longo da vida, conceitos estruturantes promovidos pela Organização Mundial da Saúde e pela Comissão Europeia, que salientam a importância da participação, da saúde e da segurança como pilares de uma longevidade com qualidade. A literatura seminal introduziu a perspetiva do desenvolvimento ao longo do ciclo vital, defendendo que o envelhecimento é um processo de contínua adaptação, enquanto outros autores propõem o modelo de envelhecimento ativo e bem-sucedido, destacando o papel da aprendizagem e do controlo pessoal no bem-estar do idoso. Existe consenso na relevância das Universidades Seniores como espaços de inclusão social, cidadania e participação comunitária, enfatizando que o envelhecimento bem-sucedido combina baixo risco de doença, elevado funcionamento físico e cognitivo e envolvimento ativo com a vida. Objetivo: descrever o contributo das Universidades Seniores na promoção da longevidade positiva. Método: esta revisão sistemática seguiu as diretrizes PRISMA 2020. A pergunta de investigação foi: “Qual o impacto das Universidades Seniores na promoção da saúde mental, bem-estar e longevidade ativa em adultos com mais de 60 anos?”. A pesquisa decorreu entre março e maio de 2025 nas bases de dados Web of Science, SciELO, Google Scholar e RCAAP, utilizando descritores combinados como universidades seniores, terceira idade, longevidade ativa, educação não formal, envelhecimento ativo, bem-estar e saúde mental. Critérios de inclusão: publicações entre 2014 e 2024, em português, inglês ou espanhol, com amostras de adultos ≥60 anos, estudos empíricos (qualitativos ou quantitativos) ou revisões com foco direto em Universidades Seniores ou programas equivalentes. Critérios de exclusão: teses, artigos sem acesso integral, estudos fora do contexto educativo e trabalhos teóricos sem dados empíricos. Resultados: foram identificados 87 registos; após seleção, cinco estudos cumpriram todos os critérios de elegibilidade. A evidência indica que a participação ativa em programas educativos promove a plasticidade cerebral, previne o declínio cognitivo e retarda o aparecimento de demências. A aprendizagem contínua melhora a memória, a atenção e a capacidade de resolução de problemas, reforçando o sentido de propósito e autorrealização. As Universidades Seniores criam redes de apoio social que reduzem o isolamento, aumentam a autoestima e fortalecem o bem-estar subjetivo, conforme demonstrado por saúde cardiovacular, a mobilidade e o autocuidado. Conclusões: a participação nestas instituições traduz-se em mudanças positivas nos hábitos de vida, estimulando a autonomia, a sociabilidade e a saúde mental e física. As Universidades Seniores acrescentam vida aos anos, reforçando o conceito de longevidade positiva, envelhecer é continuar a desenvolver-se, com propósito, vitalidade e envolvimento social.

Descrição

Palavras-chave

Educação ao longo da vida Envelhecimento ativo Inclusão social Longevidade positiva Saúde mental do idoso

Contexto Educativo

Citação

Ala, Sílvia Maria Fernandes: Galvão, Ana Maria; Santos, Bruno (2026). O contributo das universidades séniores na promoção da longevidade positiva. In Anais do Congresso Internacional Conexões Globais. Brasil

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo