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Orientador(es)
Resumo(s)
O envelhecimento da população constitui um marco positivo — viver mais tempo
é a conquista do ciclo vital. Todavia, as mudanças na organização social, nas estruturas e
dinâmicas familiares e na distribuição territorial têm intensificado fenómenos como a solidão e
o isolamento social na população idosa, resultando em sofrimento significativo e
comprometendo a sua qualidade de vida e bem-estar. Objetivo: Pretende-se descrever e analisar
o fenómeno da solidão e do isolamento da população idosa portuguesa, identificando fatores de
risco e projetando intervenções na comunidade que promovam a longevidade positiva. Método:
Foi adotada uma abordagem qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, com recurso à
análise bibliográfica e documental. A investigação baseou-se na consulta de literatura científica
relevante e em fontes estatísticas oficiais, nomeadamente dados do Instituto Nacional de
Estatística (INE), Eurostat e documentos da União Europeia, com o objetivo de caracterizar o
fenómeno da solidão e do isolamento na população idosa em Portugal. Adicionalmente, foram
analisados programas e políticas públicas direcionadas ao envelhecimento, com destaque para
o projeto eGuard, da Guarda Nacional Republicana, como exemplo de intervenção comunitária
em contexto de vulnerabilidade social. A análise dos dados foi orientada por uma perspetiva
socioecológica, permitindo compreender o impacto multidimensional do isolamento social na
saúde e bem-estar dos idosos, bem como refletir sobre estratégias de intervenção centradas na
promoção da longevidade positiva. Resultados: Portugal ocupa o 4.º lugar da União Europeia
com maior percentagem de idosos a viver sozinhos. Os agregados unipessoais representam
24,8% do total de agregados domésticos; 50,3% correspondem a pessoas com 65 ou mais anos.
Em termos geográficos, é sobretudo nas zonas rurais do interior centro e norte do país que os
agregados com apenas uma pessoa são mais expressivos. Perante este cenário, iniciativas como
o eGuard - um projeto de teleassistência e monitorização eletrónica - procuram mitigar o risco
de isolamento, promovendo a segurança e a permanência dos idosos no seu meio ambiente.
Contudo, o isolamento e a solidão percebida têm impacto negativo na saúde mental, cognitiva
e física, afetando mecanismos neuronais, hormonais e afetivos, e contribuindo para o aumento
da morbilidade e da mortalidade. Conclusão: Urge, numa sociedade cada vez mais envelhecida
e isolada, desenvolver estratégias que maximizem a longevidade positiva. Para tal, reveste-se
de extrema importância sensibilizar e projetar respostas com ambientes físicos acessíveis e
socialmente estimulantes, aliados a programas de intervenção comunitária que permitam aos
mais velhos usufruir plenamente e em segurança daquilo que os rodeia. O ambiente físico e a socialização são fundamentais para garantir que os idosos vivem com dignidade, participação
e bem-estar.
Descrição
Palavras-chave
Solidão Isolamento social Envelhecimento Inclusão social Qualidade de vida
Contexto Educativo
Citação
Ala, Sílvia Maria Fernandes: Galvão, Ana Maria; Silvano, Justina (2026). Desafios da solidão e isolamento dos idosos In Anais do Congresso Internacional Conexões Globais. Brasil
