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ESE - Dissertações de Mestrado Alunos

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  • Prática de Ensino Supervisionada - Perceções e práticas de alunos do ensino básico sobre os trabalhos de grupo
    Publication . Costa, Bruno Rafael Sobrinho; Pires, Manuel Vara
    O presente relatório foi desenvolvido no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada (PES), do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º CEB, e assumiu os “trabalhos de grupo” como o tema integrador do trabalho realizado. Dada a sua enorme relevância no contexto educativo, os trabalhos de grupo potenciam, de facto, o desenvolvimento de capacidades cognitivas, sociais, afetivas e atitudinais dos alunos, podendo proporcionar-lhes aprendizagens mais sólidas e com mais significado. O relatório apresenta, de forma contextualizada, experiências de ensino e aprendizagem (EEA) concretizadas na PES e realizadas em duas turmas de uma escola pública do nordeste transmontano, uma do 4.º ano e outra do 5.º ano de escolaridade. Para ilustração do trabalho realizado na PES, é feita a descrição, a análise e a reflexão de quatro EEA concretizadas nas áreas curriculares do 1.º CEB e em Matemática e Ciências Naturais do 2.º CEB, focadas em trabalhos de grupo, bem como um estudo de natureza qualitativa orientado para a questão-problema “O que pensam os alunos sobre os trabalhos de grupo e que ações desenvolvem quando os realizam?”, enquadrada por dois objetivos principais: (i) identificar ações realizadas pelos alunos nos trabalhos de grupo; e (ii) analisar perceções dos alunos sobre o trabalho de grupo. A recolha de dados recorreu à observação, ao inquérito por questionário e à análise documental e a análise dos dados suportou-se na análise de conteúdo. Globalmente, os alunos participantes reconhecem a importância dos trabalhos de grupo, manifestando opiniões bastante favoráveis. Consideram, como aspetos mais positivos, a entreajuda, a partilha e a discussão de ideias e, como aspetos menos positivos, os comportamentos inadequados. Concordam que os trabalhos de grupo desenvolvem melhores aprendizagens, quer em relação aos tópicos disciplinares, aspeto mais valorizado, quer a nível de socialização e desenvolvimento de trabalho em equipa, defendendo a oportunidade de realizar mais trabalhos de grupo na sala de aula.
  • Os Efeitos do Treino Intervalado de Alta Intensidade na Aptidão Física, Composição Corporal e Qualidade de Vida de Idosos
    Publication . Djau, Braima; Monteiro, A.M.
    O envelhecimento populacional está associado a alterações fisiológicas e funcionais que comprometem a composição corporal, a aptidão física e a qualidade de vida dos idosos. O exercício físico tem sido amplamente recomendado como estratégia não farmacológica para mitigar tais efeitos, embora persistam divergências quanto à modalidade mais eficaz para cada objetivo e população. Nesse contexto, o treino intervalado de alta intensidade (HIIT) surge como alternativa promissora por combinar eficiência temporal e estímulos fisiológicos de elevada magnitude. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos de um programa de HIIT sobre a composição corporal, a aptidão funcional e a qualidade de vida em idosos. Trata-se de um ensaio clínico controlado, com 30 semanas de duração, envolvendo idosos distribuídos em grupo experimental (HIIT) e grupo controlo. O protocolo do HIIT foi realizado três vezes por semana, utilizando exercícios com peso corporal, halteres, kettlebells e step, em séries intervaladas de alta intensidade intercaladas por períodos de recuperação ativa. As avaliações incluíram: bioimpedância elétrica (composição corporal), bateria de Rikli e Jones (aptidão funcional) e WHOQOL-bref (qualidade de vida). Os resultados demonstraram reduções significativas no percentual de gordura corporal (p < 0,001) e na gordura visceral (p = 0,03), bem como aumentos no percentual de água corporal (p = 0,004) no grupo experimental em comparação ao controlo. Na aptidão funcional, o HIIT promoveu ganhos relevantes em capacidade aeróbia (p < 0,001), força de membros inferiores (p < 0,001) e flexibilidade (p < 0,001), superando o grupo controlo. Em relação à qualidade de vida, foram identificadas interações significativas nos domínios físico (p < 0,001), psicológico (p < 0,001) e meio ambiente (p < 0,001), indicando impacto positivo do HIIT. Conclui-se que o HIIT, realizado com recursos simples e supervisionado, constitui uma estratégia eficaz e viável para melhorar parâmetros de composição corporal, aptidão funcional e qualidade de vida em idosos, configurando-se como alternativa prática para a promoção da saúde nessa população.
  • Strong Bones: Promoção da Saúde Óssea e a Qualidade de Vida em Mulheres Pós-menopáusicas
    Publication . Schneider, André Chenu; Monteiro, A.M.; Barbosa, Tiago M.
    Introdução: A menopausa é um período marcado por alterações hormonais significativas que impactam a saúde óssea, funcionalidade e qualidade de vida de mulheres. A redução nos níveis de estrogênio acelera a perda de densidade mineral óssea (DMO) e aumenta o risco de sarcopenia e quedas, comprometendo a independência funcional. Nesse contexto, programas de treino multicomponente surgem como estratégias eficazes para mitigar esses efeitos adversos, combinando exercícios de força, aeróbicos, de equilíbrio e flexibilidade. Estudos anteriores indicam que essa abordagem integrada pode promover adaptações osteomusculares importantes, melhorar a capacidade funcional e elevar a percepção de qualidade de vida. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de um programa de treino multicomponente sobre a densidade mineral óssea, a aptidão funcional e a qualidade de vida de mulheres pós-menopáusicas, comparando os resultados com um grupo controle sem intervenção. Métodos: Foi realizado um estudo experimental controlado com 40 mulheres pósmenopáusicas, divididas em dois grupos: um grupo de intervenção, submetido a um programa de treino multicomponente por 30 semanas, e um grupo controle, sem intervenção. A densidade mineral óssea foi avaliada por densitometria óssea (DXA), enquanto a qualidade de vida foi medida utilizando o questionário WHOQOL-Bref. A aptidão funcional foi avaliada por meio de testes específicos para força muscular, flexibilidade e equilíbrio. A análise estatística incluiu ANOVA Mista para verificar variações significativas entre os grupos. Resultados: Os resultados revelaram interações significativas entre grupo e momento para as variáveis de força muscular (membros superiores e inferiores), flexibilidade, resistência aeróbica e domínios físico e psicológico da qualidade de vida (p < 0,001). A massa magra também apresentou interação significativa (p = 0,043), sugerindo efeitos específicos da intervenção sobre a composição corporal. Por outro lado, não foram observadas interações significativas para a densidade mineral óssea total, T-score e Zscore, indicando que os efeitos do treino foram mais evidentes na funcionalidade e qualidade de vida do que na estrutura óssea. Conclusão: O treino multicomponente mostrou-se eficaz para melhorar a densidade mineral óssea, a aptidão funcional e a qualidade de vida de mulheres pós-menopáusicas. Esses achados sugerem que a implementação de programas multicomponentes em IX ambientes clínicos e comunitários pode ser uma estratégia valiosa para mitigar os efeitos negativos da menopausa, promovendo um envelhecimento mais saudável e ativo.
  • A robótica no processo ensino aprendizagem: práticas em 1.º Ciclo do Ensino Básico
    Publication . Fernandes, Célia de Jesus Tomeno; Mesquita, Elza; Patrício, Maria Raquel
    A presente dissertação, realizada no âmbito do Mestrado em Supervisão Pedagógica e Inovação em Educação, teve como objetivo geral, compreender como a robótica pode ser integrada nas práticas pedagógicas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, promovendo o desenvolvimento integral das crianças. Foi também proposto identificar os benefícios da utilização da robótica no processo de ensino-aprendizagem no 1.º Ciclo do Ensino Básico, com destaque para o impacto nas competências cognitivas, sociais e emocionais das crianças; analisar as práticas pedagógicas que envolvessem a robótica educativa, avaliando a sua eficácia e os desafios associados à sua implementação; explorar o papel dos professores na integração da robótica no ensino, com enfoque na formação, atitudes e perceções dos professores em relação ao uso desta tecnologia; e propor recomendações para uma implementação eficaz da robótica educativa no 1.º Ciclo do Ensino Básico, tendo em conta os contextos escolares portugueses e as boas práticas identificadas. Assim sendo, apresentamos, numa perspetiva teórica, a robótica educativa como uma ferramenta exequível para utilização prática na educação com os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento salientados. A investigação foi desenvolvida numa escola pública da região de Trás-os-Montes, na qual foram selecionados 119 sujeitos, nomeadamente 112 crianças, a frequentarem o 1.º, 2.º, 3.º e 4.º anos de escolaridade e 7 professores (titulares de turma). Para atingirmos tal propósito, a investigação desenvolvida, sustentou-se numa abordagem mista, nomeadamente qualitativa e quantitativa. A abordagem qualitativa esteve centrada na exploração das perceções, experiências e desafios enfrentados por crianças na utilização da robótica educativa (RE). Enquanto a abordagem quantitativa foi utilizada para medir o impacto desta tecnologia em variáveis como o desempenho escolar, a motivação e o desenvolvimento de competências específicas. Já a observação direta foi utilizada em contextos reais de sala de aula, nas quais a RE foi implementada. Foram criadas grelhas de observação estruturadas para registar comportamentos e interações entre crianças e professores, bem como a utilização prática de algumas ferramentas robóticas. Os critérios de observação incluíram a frequência de participação, a colaboração em grupo, e as reações emocionais das crianças durante as atividades. De acordo com os resultados deste estudo, podemos afirmar que a robótica educativa pode desenvolver, afirmativamente, competências como o pensamento crítico, a criatividade, a autonomia, a colaboração, a comunicação e a capacidade de resolução de problemas, promovendo uma aprendizagem significativa e interdisciplinar em todas as áreas curriculares do 1.º Ciclo do Ensino Básico.
  • Prática de Ensino Supervisionada - a expressão dramática como recurso pedagógico
    Publication . Barbosa, Beatriz Isabela da Silva; Freire-Ribeiro, Ilda; Barbosa, Carla Micaela
    Este relatório foi desenvolvido no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada, integrada no Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. O presente documento apresenta uma descrição reflexiva e fundamentada da prática educativa realizada nos contextos de creche, educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico, tendo como foco principal a expressão dramática enquanto recurso pedagógico. A escolha da expressão dramática como objeto de investigação e de intervenção pedagógica surgiu do reconhecimento do seu potencial para articular diferentes áreas do saber de forma lúdica, criativa e significativa. Através da dramatização, do faz-de-conta, da construção de personagens e situações do quotidiano ou de histórias literárias, as crianças são desafiadas a pensar, comunicar, criar e resolver problemas, ativando diferentes competências cognitivas, sociais e emocionais. Neste sentido a expressão dramática revela-se um recurso pedagógico de elevada relevância, na medida em que potencia o desenvolvimento holístico da criança. Partindo do princípio de que a expressão dramática não se esgota na área da educação artística, mas antes se articula naturalmente com diversas áreas de conteúdo, definiram-se os seguintes objetivos: i) implementar a expressão dramática como recurso pedagógico, articulando-a com diferentes áreas do saber; ii) proporcionar experiências de expressão dramática/teatro/jogo dramático, potenciando a imaginação e a cooperação; iii) compreender as perceções das crianças acerca das aprendizagens e vivências proporcionadas pela expressão dramática/teatro/jogo dramático. A investigação assume uma abordagem qualitativa, com recurso a técnicas de observação participante, notas de campo, registos audiovisuais, registos fotográficos recolhidos ao longo das experiências de aprendizagem em diferentes contextos e no inquérito por questionário, direcionado a crianças do 1.º ciclo do ensino básico. As atividades desenvolvidas foram organizadas com base em histórias, situações-problema e jogos dramáticos que permitiram às crianças explorar conteúdos de várias áreas de conteúdo. Os dados recolhidos evidenciam que a expressão dramática, quando integrada de forma intencional e reflexiva na planificação curricular, potencia o desenvolvimento da criatividade, da linguagem, da empatia e da cooperação, contribuindo simultaneamente para uma aprendizagem mais holística e motivadora, destacando-se a importância de práticas que promovam a articulação entre as áreas do saber e o envolvimento ativo das crianças no processo de aprendizagem.
  • Prevalência e determinantes do uso de álcool entre adolescentes num contexto de uso abusivo de bebidas alcoólicas - Ilha de São Vicente, Cabo Verde
    Publication . Rodrigues, Célia Deolinda Inês Bernardo; Castro, Marília
    O uso de álcool na adolescência é um fenómeno particularmente preocupante, multidimensional e multifatorial. Os determinantes associados a este complexo comportamento de risco desdobram-se desde as características do indivíduo, aos contextos e relações sociais ou estruturas sociais em que o indivíduo se integra. Em Cabo Verde, a idade mínima legal para o uso do álcool é 18 anos, porém, o uso precoce do álcool é um facto verificado e com tendência de ocorrer em idades cada vez mais precoces. O álcool é a substância psicoativa mais consumida em Cabo Verde e a ilha de São Vicente apresenta a mais elevada taxa de prevalência de consumo de álcool do país. Assim, neste contexto que também se carateriza pelo uso abusivo de álcool, o presente estudo pretende reconhecer a prevalência do uso de álcool entre os adolescentes de São Vicente, identificar os determinantes associados ao uso de álcool entre os adolescentes sãovicentinos e perceber a relação entre álcool, adolescência e o contexto sociocultural, perspetivando intervenções socioeducativas junto do público-alvo do estudo para a prevenção da problemática. O estudo é de natureza quantitativa, descritiva e interpretativa e os resultados foram obtidos a partir de um questionário aplicado a 499 sujeitos com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos, a frequentar o ensino secundário na ilha de São Vicente. Dos sujeitos participantes, 328 (65,7%) já experimentaram álcool (Grupo 1) e 171 (34,3%) não experimentaram (Grupo 2). Destaca-se que, para o Grupo 1 (n=328), a menor idade registada foi 6 anos e a idade mais elevada foi 17 anos. Quanto à primeira experiência com o álcool, esta aconteceu maioritariamente “Numa festa” (37,2%) e “Em casa” (35,4%), estando “Com amigos” (37,5%) e “Com familiares” (17,4%) e a bebida alcoólica experimentada foi conseguida principalmente das seguintes formas: “Amigos ofereceram (32,5%) e “Encontrou em casa” (19,8%). Nos últimos 12 meses anteriores ao estudo, 45,9% dos adolescentes usou bebidas alcoólicas e 54,1% declararam não ter usado. Nos últimos 30 dias antecedentes ao estudo, 30,5% dos adolescentes usou bebidas alcoólicas e 69,5% não usaram e nos últimos 14 dias, 21,6% usou e 78,4% não usou álcool. O uso de álcool entre adolescentes na ilha de São Vicente está associado a fatores pessoais e sociais, realçando as expetativas dos adolescentes em relação à substância, suas competências pessoais e sociais, influências de pares, hábitos familiares, práticas socioculturais, acessibilidade e disponibilidade de bebidas alcoólicas.
  • Perspetivas de pais sobre inclusão: um estudo com pais de alunos que beneficiam de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão
    Publication . Rodrigues, Hugo Miguel Jerónimo Ribeiro; Vaz, Paula Marisa Fortunato
    O percurso da separação à inclusão, em contexto escolar, é marcado por diferentes marcos históricos, nomeadamente pela luta dos pais (advocacy) em defesa dos direitos dos seus filhos. A necessidade da sua participação está presente em normativos e documentos legais, valorizando o seu contributo no processo de inclusão. Partindo da questão “Que perspetivas têm os pais de alunos com medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão sobre a inclusão dos seus filhos na escola?”, a finalidade desta investigação é conhecer as perspetivas destes pais sobre a inclusão dos seus filhos na escola. Definiram-se como objetivos: (1) Conhecer a influência das habilitações académicas dos pais de alunos com medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão nas suas perspetivas sobre inclusão; (2) Conhecer a influência do ciclo de escolaridade que os filhos frequentam nas perspetivas dos pais sobre inclusão; (3) Conhecer a influência da problemática dos filhos nas perspetivas dos pais sobre inclusão; (4) Conhecer a influência das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão nas perspetivas dos pais sobre inclusão; (5) Conhecer a influência do tempo de apoio dos serviços de educação especial/inclusiva nas perspetivas dos pais sobre inclusão. Tendo por base uma metodologia quantitativa e o inquérito por questionário, como técnica de recolha de dados, aplicou-se um questionário sociodemográfico e uma escala (traduzida e adaptada), obtendo-se 123 respostas de pais, de seis agrupamentos de escolas do distrito de Bragança. Destacam-se como conclusões: os pais consideram, maioritariamente, que a inclusão representa uma mudança positiva no nosso sistema educativo; pais com ensino superior têm uma perspetiva mais favorável face à inclusão e relatam mais dificuldade no processo de inclusão dos filhos, pais com ensino secundário parecem revelar uma maior tendência à segregação de alunos com deficiências graves e são os que tentam comunicar mais frequentemente com os professores; pais de alunos do 1.º CEB são os que sentem ter um papel mais importante como membros da equipa; a problemática dos filhos não influenciou as perspetivas dos pais; pais de alunos que beneficiam de medidas adicionais são os que sentem o seu contributo mais valorizado e os que relatam maior dificuldade em ajudar na inclusão dos filhos; pais de alunos que recebem apoio há menos tempo demonstram maior dificuldade em comunicar eficazmente com professores e outros profissionais.
  • O contributo das artes visuais para o potencial criativo das crianças
    Publication . Morais, Ana Catarina Videira; Mesquita, Cristina
    A criatividade é uma competência essencial no desenvolvimento integral das crianças, reconhecida pelas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (Silva et al., 2016) e pelo Plano Nacional das Artes 2019–2024 (Pires do Vale et al, 2019) como uma dimensão transversal da educação. O estudo, desenvolvido no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada, configurou-se como uma investigação sobre a prática com traços de investigação-ação, tendo como propósito compreender de que forma as artes visuais contribuem para o desenvolvimento da criatividade das crianças em contextos de creche, educação pré-escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico. Os objetivos centraram-se em analisar o papel das artes visuais no desenvolvimento da criatividade, identificar a sua influência no pensamento criativo, explorar as formas de expressão criativa através de diferentes técnicas e materiais e compreender a relação entre as experiências artísticas e outras áreas de desenvolvimento, como a comunicação, a resolução de problemas e a construção da identidade. A investigação sobre a prática com traços de investigação-ação adotou uma metodologia qualitativa, recorrendo à observação participante, aos registos fotográficos, às produções das crianças e às notas de campo como instrumentos de recolha de dados. Osresultados demonstram que as artes visuais favorecem aprendizagens significativas e o desenvolvimento de competências cognitivas, sociais, emocionais e criativas, promovendo a imaginação, a originalidade e a fluência. Verificou-se que a exploração livre de materiais e técnicas, associada a abordagens interdisciplinares, potencia a autonomia e a capacidade das crianças para resolver problemas de forma inovadora.
  • Mulheres e meninas vítimas de tráfico de seres humanos: a perspetiva dos técnicos sobre estratégias de intervenção
    Publication . Talhas, Cátia Clementina; Bergano, Sofia
    O Tráfico de Seres Humanos diz respeito ao aliciamento através de mentiras e falsas promessas, seguido do recrutamento e transporte para fins de exploração (laboral, sexual, mendicidade, entre outras). Este crime é bastante recorrente a nível mundial e está associado diretamente à pobreza, à ambição, às desigualdades sociais e à precariedade. A pergunta de investigação que está na base deste estudo é “Quais são as perceções dos técnicos que acompanham mulheres e meninas vítimas de Tráfico de Seres Humanos quanto aos desafios e estratégias no processo de intervenção?” e, os objetivos delineados a partir desta pretendem: (i) conhecer as experiências dos técnicos, (ii) identificar os principais obstáculos no acompanhamento às vítimas e (iii) compreender as estratégias utilizadas na resposta a mulheres e meninas vítimas deste crime. A metodologia usada para concretizar os propósitos desta investigação foi a abordagem de cariz qualitativo, especificamente o Estudo Descritivo, realizado a partir de 6 entrevistas semiestruturadas dirigidas a técnicos/profissionais que trabalham com mulheres e meninas vítimas de Tráfico de Seres Humanos. Após a realização das entrevistas os resultados obtidos foram de encontro aos objetivos anteriormente definidos e denotou-se que as principais limitações sentidas pelos técnicos que trabalham com vítimas de Tráfico de Seres Humanos se prendem com obstáculos estruturais e os desafios mais ressaltados foram a precariedade laboral ou insegurança quanto à continuidade dos projetos nos quais trabalham.
  • Storytelling e leitura mediada: ferramentas de promoção de competências socioemocionais em contextos educativos
    Publication . Fernandes, Ana Rosária Dias Bastos Sequeira de Matos; Freire-Ribeiro, Ilda; Vaz, Paula Marisa Fortunato
    No âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada (PES) foi-nos possível desenvolver práticas de ação educativa em contexto de creche, educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico (1.º CEB) que sustentarão empiricamente este relatório. O presente estudo investiga o potencial do storytelling e da leitura mediada como ferramentas promotoras de competências socioemocionais (CSE) nos contextos formais de educação. Partindo da crescente valorização da educação holística e da centralidade das CSE no desenvolvimento global da criança, procurámos compreender de que forma a literatura para a infância pode contribuir para o reconhecimento, expressão e regulação das emoções, bem como para o fortalecimento da empatia, da escuta ativa e da consciência social. Com base numa abordagem qualitativa, centrada na observação participante, na análise de notas de campo, registos fotográficos e produções das crianças pode-se verificar o impacto efetivo da intervenção no desenvolvimento de CSE. As experiências de aprendizagem planificadas articularam a literatura para a infância com metodologias expressivas e dialógicas, demonstrando que a leitura mediada e as narrativas partilhadas constituem oportunidades privilegiadas para a construção de sentidos e o desenvolvimento da competência emocional e social. Os resultados sugerem que o uso intencional e sensível do storytelling e da leitura mediada em ambiente educativo potencia não só a literacia linguística e estética, mas também a capacidade das crianças de compreenderem a si próprias e aos outros, promovendo um clima de pertença, respeito e cooperação no grupo. Esta investigação sublinha, assim, a importância de integrar práticas narrativas no quotidiano pedagógico como parte de uma abordagem holística ao currículo, contribuindo para uma educação mais humana, inclusiva e emocionalmente significativa.