ESSa - Posters em Encontros Científicos Internacionais
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- O impacto da educação pré-natal na redução de complicações obstétricas: evidências e desafiosPublication . Azevedo, AnaA educação pré-natal tem sido reconhecida como uma estratégia eficaz e de baixo custo na promoção da saúde materno-infantil. Programas educativos durante a gravidez contribuem para a prevenção de complicações obstétricas e melhoria dos desfechos maternos, neonatais e psicológicos. Compreender o impacto da educação pré-natal na redução de complicações obstétricas, através da análise crítica da evidência científica. Revisão integrativa de literatura, com pesquisa nas bases PubMed e SciELO. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, em português e inglês, com texto completo, focados em gravidas e profissionais de saúde. Dos 7442 artigos identificados, depois de aplicados os critérios de inclusão e exclusão, 5 foram incluídos na análise final. Os estudos analisados evidenciam que a educação pré-natal melhora o conhecimento das gravidas, reduz sintomas de ansiedade e queixas comuns, promove o aleitamento materno e reduz prematuridade, baixo peso ao nascer e depressão pós-parto. No entanto, as evidências diretas sobre redução de complicações obstétricas clínicas ainda são limitadas. A educação pré-natal deve integrar os cuidados de enfermagem, promovendo literacia, autocuidado e bem-estar. O enfermeiro tem um papel central. Embora sejam necessários estudos mais robustos, as evidências apontam benefícios psicossociais e comportamentais consistentes.
- Impacto da idade materna avançada na gravidez e partoPublication . Azevedo, AnaA crescente prevalência de gravidez em mulheres a partir dos 35 anos torna-se essencial para compreender os impactos clínicos associados à idade materna avançada. Entretanto, este fenómeno relaciona-se com transformações sociais e profissionais, mas levanta preocupações devido ao aumento de complicações obstétricas e neonatais. Identificar, na literatura científica, os riscos e consequências associados à gravidez em mulheres com idade igual ou superior a 35 anos. Revisão integrativa da literatura nas bases PubMed e Web of Science, com inclusão de estudos publicados entre 2015 e 2025, de acesso livre, em português ou inglês, envolvendo grávidas ≥35 anos. Foram identificados 1003 estudos, 5 foram selecionados para análise final. Os estudos analisados demonstram um aumento consistente de complicações maternas e neonatais em idades ≥35 anos. Sendo assim, apresentamos a síntese dos principais riscos e das evidências correspondentes. A gravidez em idade materna avançada representa um desafio para os cuidados materno-infantis, exigindo vigilância clínica rigorosa, educação materna e acompanhamento individualizado para reduzir os riscos e garantir maior segurança materno-fetal.
- Violência obstétricaPublication . Azevedo, AnaA violência obstétrica constitui uma violação dos direitos humanos e reprodutivos das mulheres, manifestando-se através de práticas desrespeitosas, abusivas ou negligentes durante o processo de gestação, parto ou puerpério. Objetivo: Identificar, na literatura científica, as formas de violência obstétrica e os seus impactos na saúde física e mental das mulheres. Método: Revisão integrativa da literatura nas bases PubMed, Web of Science e SciELO. Aplicaram-se critérios de inclusão (2020–2025, textos em português, inglês ou espanhol, com foco em grávidas e parturientes) e exclusão (opiniões, artigos fechados, irrelevantes). Dos 1353 artigos identificados, 5 foram selecionados para análise aprofundada. Resultados: A prevalência da violência obstétrica varia entre 25% e 62%. As formas mais comuns incluem falta de consentimento, episiotomias e manobras não justificadas, abuso verbal e psicológico. Os impactos reportados abrangem desde trauma físico até depressão pós-parto, stress pós-traumático e perturbações no vínculo mãe-bebé. Conclusão: A violência obstétrica é uma realidade transversal, exigindo maior sensibilização dos profissionais de saúde. O papel da enfermagem é essencial na promoção de cuidados respeitosos, empáticos e centrados na mulher, através da escuta ativa, educação para os direitos reprodutivos e vigilância ética durante o parto.
- Sexualidade no pós-parto: evidência científica e desafios para a enfermagemPublication . Azevedo, AnaO período pós-parto é marcado por mudanças físicas, emocionais e relacionais que influenciam significativamente a sexualidade da mulher. Fatores como alterações hormonais, dor, fadiga, imagem corporal e amamentação podem comprometer o desejo, a satisfação sexual e o bem-estar da mulher e do casal. Analisar o impacto do pós-parto na sexualidade da mulher/casal e descrever a intervenção de enfermagem para a promoção da saúde sexual. Revisão integrativa da literatura com recurso à base de dados PubMed. Foram aplicados critérios de inclusão (2020–2025, artigos em português e inglês, acesso livre) e exclusão (sem dados empíricos, duplicados). Após seleção, cinco artigos foram incluídos para análise final. A disfunção sexual no puerpério afeta entre 40% a 60% das mulheres, com queixas predominantes de desejo diminuído, dor e dificuldade na retoma da vida sexual. Intervenções educativas estruturadas, assentes em modelos de enfermagem, demonstraram eficácia na melhoria da função e satisfação sexual. Fatores psicossociais, como apoio emocional e diálogo conjugal, são determinantes no processo de adaptação sexual. A sexualidade no pós-parto deve ser integrada nos cuidados de enfermagem de forma sistemática, sensível e centrada na mulher. O enfermeiro desempenha um papel crucial na escuta ativa, educação e encaminhamento adequado, promovendo uma vivência sexual saudável e respeitadora das necessidades individuais.
- Efeitos da idade paterna na infertilidade e no desenvolvimento fetalPublication . Azevedo, AnaEmbora a investigação sobre fertilidade se tenha centrado historicamente na idade materna, evidências recentes revelam que a idade paterna também influencia a capacidade reprodutiva e a saúde fetal. Objetivo: Analisar de que forma a idade paterna influência a fertilidade masculina e identificar os seus impactos potenciais no desenvolvimento fetal. Realizou-se uma revisão da literatura nas bases de dados PubMed e Web of Science, aplicando critérios de inclusão rigorosos (2015–2025, estudos quantitativos com homens em idade reprodutiva, texto completo em português ou inglês). Das x referencias obtidas, aplicados critérios de inclusão exclusão ficaram cinco estudos para análise. Verificou-se que a idade paterna avançada está associada a uma diminuição da qualidade do sémen (motilidade, morfologia, fragmentação do ADN), maior risco de aborto espontâneo, menor sucesso em técnicas de reprodução assistida, e aumento da incidência de doenças genéticas e neuropsiquiátricas na prole. Apesar de algumas compensações laboratoriais (ex. ICSI), os efeitos negativos do envelhecimento paterno são evidentes desde a fertilização até ao desenvolvimento embrionário. Conclusão: A idade paterna constitui um fator relevante na fertilidade e saúde neonatal. A sua inclusão nas avaliações e aconselhamentos reprodutivos deve ser reforçada na prática de enfermagem em saúde materna, promovendo decisões mais conscientes por parte dos casais e melhores cuidados pré-concecionais.
- Variações alélicas de grupo sanguíneo do sistema ABO e suscetibilidade para a doença COVID-19: revisão sistemáticaPublication . Amorim, Ana; Caldeira, Maria João; Pereira, Tifany; Vaz, Josiana A.; Rodrigues, CarinaA COVID-19 é uma doença causada pelo vírus SARS-COV-2 que recentemente teve um grande impacto mundial pela sua evolução pandémica. O sistema ABO tem sido associado a certas doenças ao longo do tempo, e mais recentemente iniciaram estudos sobre a sua associação com a doença da COVID-19. Acredita-se a genética dos hospedeiros podem contribuir nas diversas manifestações clinicas e na severidade da doença apresentadas de individuo para individuo. Como tal, este estudo teve o objetivo de perceber se as variações genéticas encontradas cromossoma 9 do locus do gene ABO podem ter influência na suscetibilidade dos indivíduos para a doença COVID-19.
- Qualidade de vida em estudantes do ensino superior: atividade físicaPublication . Anes, Eugénia; Galvão, Ana MariaA avaliação da qualidade de vida e a sua relação com a atividade física dos estudantes tem tido um destaque fundamental na investigação. Constituindo a atividade física um verdadeiro determinante do nível de saúde. Objetivo: Objetiva-se avaliar os níveis de atividade física e a sua relação com a qualidade de vida em estudantes do ensino superior. Metodologia: Estudo de natureza quantitativa, descritivo, transversal e correlacional. Foi utilizado um questionário, constituído por questões de caraterização sócio- demográfica, o questionário internacional de atividade física IPAQ e o questionário Medical Outcomes Study 36 – Item Short – Form Health Survey- SF-36. Resultados: Constituem a amostra deste estudo 336 estudantes, 67,5 % dos participantes são do sexo feminino, e 32,5% são do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 18 e os 48 anos de idade. No que respeita aos hábitos e/ou comportamentos 27,34%) dizem ter hábitos tabágicos e 38,2% referem hábitos de consumo de álcool. O número de horas de sono mais frequentes foi de 6 a 8 horas (69,2%). As deslocações entre casa e a escola é realizada a pé pela maioria dos inquiridos. Quanto a intensidade das caminhadas, a maior parte dos inquiridos respondeu que estas eram feitas em passo moderado. Quanto á avaliação da saúde, a dimensão função física obteve a pontuação mediana mais elevada (Mdn=94,3), seguida do desempenho físico (Mdn=83,2). A pontuação mais baixa verificou-se na saúde mental (Mdn=55.0) e na vitalidade (Mdn=56.3). A atividade física é mais intensa no sexo masculino, enquanto que no sexo feminino é mais moderada, embora não tenham sido encontradas diferenças significativas. Conclusão: Os níveis de atividade física e qualidade de vida dos estudantes da são considerados razoáveis. Foi verificada associação entre as dimensões da qualidade de vida e a atividade física. Realçando assim, a importância do exercício físico como determinante de saúde.
- Adolescentes: comportamentos face à sexualidadePublication . Brás, Maria de Fátima ; Brás, Manuel Alberto; Machado, Dora; Morais, Ana Maria Vales de SáA adolescência é um período em que há transformações profundas no corpo, nas relações com os pais e com os outros, em há dificuldades e conflitos relacionados com todas estas transformações, mas também o risco de ideias, experiencias, sonhos e projetos. No comportamento afetivo e sexual das raparigas é frequente estas apresentarem uma atividade sexual menor que a dos rapazes, pela maior culpabilidade e maiores consequências diretas em relação a atividade sexual
- Conhecimentos dos adolescentes face à sexualidade: estudo de uma escola secundária no norte de PortugalPublication . Brás, Maria de Fátima ; Brás, Manuel Alberto; Machado, Dora; Morais, Ana Maria Vales de SáA adolescência é um processo que ocorre entre a infância e a idade adulta, caracterizado por uma profunda revolução biológica, psicológica e sociocultural. As atitudes refletem o funcionamento do conjunto dos processos psicológicos individuais e das influências sociais, manifestam-se através de expressões verbais ou não verbais, de opiniões, conhecimentos e comportamentos. A sexualidade desabrocha num mundo cultural de tradições, desenvolvendo-se e estruturando-se no seio familiar. O adolescente entra nesta etapa da vida, algo confuso, relativamente ao que lhe era familiar, durante a infância, e às transformações pelas quais está a passar. Não obstante desejar a vida adulta, está refém da sua metamorfose.
- Grau de parentesco e sexo: variações na sobrecarga emocional de familiares de idosos institucionalizados em erpi no norte de PortugalPublication . Vicente , Joana Antão; Brás, Manuel Alberto; Fernandes, AdíliaO grau de parentesco e o sexo são variáveis amplamente investigadas em contextos familiares de idosos institucionalizados, sendo reconhecidas como determinantes importantes para diferentes níveis de sobrecarga emocional, particularmente pela proximidade afetiva e pelas expectativas culturais associadas ao papel do cuidador
