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Orientador(es)
Resumo(s)
A relação entre padrões alimentares e saúde mental tem vindo a assumir crescente relevância na literatura científica, sendo atualmente reconhecida como um determinante modificável com implicações na
prevenção e gestão de perturbações mentais. O presente estudo teve como objetivo sintetizar criticamente a evidência científica disponível sobre a associação entre alimentação e desfechos de saúde mental ao longo do ciclo de vida, incluindo implicações para o envelhecimento saudável, bem como analisar os principais mecanismos biológicos subjacentes. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com base em estudos publicados entre 2013 e 2025, incluindo ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais, revisões sistemáticas, meta-análises e umbrella reviews. A pesquisa bibliográfica foi conduzida nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e Cochrane Library, tendo sido incluídos 13 estudos após aplicação dos critérios de elegibilidade. Os resultados evidenciam uma associação consistente entre padrões alimentares de elevada qualidade, particularmente a dieta mediterrânica, e melhores indicadores de saúde mental, nomeadamente menor risco e gravidade de sintomas depressivos. Em contraste,
padrões alimentares com elevado consumo de alimentos ultraprocessados e perfil pró-inflamatório encontram-se associados a maior risco de depressão e ansiedade.
Descrição
Palavras-chave
Saúde mental Padrões alimentares Dieta mediterrânica Depressão Psiquiatria nutricional
Contexto Educativo
Citação
Brás, Manuel Alberto; Galvão, Ana Maria; Anes, Eugénia; Baptista, Gorete; Santos, Bruno; Ala, Sílvia Maria Fernandes (2026). Padrões alimentares, saúde mental e envelhecimento saudável: revisão integrativa da evidência epidemiológica, mecanismos biológicos e implicações clínicas. RIAGE - Revista Ibero-Americana de Gerontologia. ISSN 2795-5559. 9, p. 155-166
Editora
Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES)
