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ESE - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus

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  • Vozes das margens: do documentário sociolinguístico às experiências educativas como celebração do português uruguaio
    Publication . Carinhas, Raquel; Carvalho, Ana Maria; Barros, Mariana Lucía; Araújo e Sá, Maria Helena; Guimarães, Thayse; Faneca, Rosa
    Esta comunicação foca-se no projeto Vozes das Margens, um documentário sociolinguístico que reúne narrativas de primeira pessoa em português uruguaio sobre as experiências dos falantes com aquela variedade minorizada falada na fronteira Uruguai-Brasil. Integrando abordagens artísticas, estéticas e académicas com experiências da vida real num retrato comemorativo de uma paisagem identitária única, um dos objetivos do projeto é construir uma plataforma educativa aberta que reúna propostas didático-pedagógicas num continuum entre línguas, comunidades e metodologias visuais. Os métodos baseados nas artes e as abordagens pedagógicas que ultrapassam as fronteiras disciplinares criam espaços seguros e lugares dialógicos para refletir sobre diferentes aspetos das comunidades (Carvalho, 2022). O cinema tem sido apontado como uma ferramenta que contribui para o desenvolvimento de competências linguísticas e culturais, embora tenha sido pouco explorado como método de investigação sociolinguística e ferramenta pedagógica no ensino das línguas (Sánchez-Auñón et al., 2025). Por sua vez, os documentários sociolinguísticos, para além do seu valor artístico, são práticas de investigação que devolvem a voz aos falantes de línguas minorizadas, centrando-se nas suas experiências de vida dando ênfase às perspectivas dos próprios falantes sobre os diversos e complexos significados sociais que estão intrinsecamente ligados às suas línguas (Wolfram, 2010).Após uma breve apresentação dos processos de filmagem e edição do Vozes das Margens, indagaremos o potencial do cinema no ensino de línguas e, muito especificamente, o impacto dos documentários sociolinguísticos em questões de justiça social e de ressignificação das línguas minoritárias locais e das identidades fronteiriças (Anzaldúa, 1987), através da apresentação e discussão do design de algumas experiências educativas interdisciplinares elaboradas por um conjunto de professoras de português durante um curso de formação permanente implementado na Universidade da República, no Uruguai, em 2024. A partir da análise das propostas pedagógicas, observou-se que estas exploram, não raro, uma conexão sensível, intersubjetiva, criativa e incarnada entre a narrativa fílmica, as identidades e as paisagens transculturais e transfronteiriças do Uruguai.Esperamos contribuir, igualmente, para a reflexão sobre uma paisagem caleidoscópica do português, que abraça tanto situações de hegemonia como contextos minoritários, bem como discutir as potencialidades didáticas de projetos desenvolvidos na interface investigação-arte-educação como vias de visibilização da forma como os falantes abraçam, resistem ou subvertem as ideologias linguísticas dominantes que sustentam a dinâmica de centralização-periferização.
  • Ensino e aprendizagem do Português e Inteligência Artificial
    Publication . Araújo, Carla Sofia; Roig-Vila, Rosabel
    A utilização de tecnologias de Inteligência Artificial (IA) no ensino da Língua Portuguesa tem vindo a ganhar importância, sobretudo no 2.º ciclo do ensino básico, onde os alunos consolidam competências basilares de leitura, escrita, oralidade e conhecimento explícito da língua. A IA, quando introduzida de forma crítica e orientada, pode aumentar oportunidades de aprendizagem, diversificar estratégias pedagógicas e contribuir para uma maior autonomia dos estudantes. Este estudo pretende refletir sobre o potencial educativo dessas tecnologias, bem como sobre os desafios éticos e pedagógicos associados à sua utilização. No domínio da leitura, a IA oferece ferramentas capazes de apoiar a compreensão de textos narrativos, informativos e poéticos, géneros centrais no currículo do 2.º ciclo do ensino básico. Sistemas de IA podem gerar resumos, identificar ideias principais e explicar palavras desconhecidas, auxiliando no acesso a textos mais complexos. Todavia, estes recursos tecnológicos devem ser utilizados como apoio e nunca como substitutos da leitura integral. A comparação entre o texto original e o resumo produzido pela IA constitui uma oportunidade pedagógica para desenvolver literacia crítica, permitindo aos alunos identificar interpretações corretas e incorretas. Deste modo, a IA pode funcionar como um instrumento de mediação que apoia o consolidar de estratégias de leitura. No âmbito da escrita, a IA pode apoiar o desenvolvimento de competências textuais, apresentando sugestões de organização, reformulação de frases e identificação de problemas de coesão e coerência. Para alunos do 2.º ciclo do ensino básico, que se encontram numa fase de consolidação da escrita de textos narrativos, descritivos e de opinião, estas ferramentas podem ajudá-los a refletir sobre as suas escolhas linguísticas. No entanto, torna-se fundamental garantir que a IA não substitui a autoria dos estudantes. O papel do professor é orientar o uso destas ferramentas para que funcionem como apoio à revisão e não como geradores automáticos de textos completos. A aprendizagem da gramática e da ortografia também podem beneficiar da IA. Ferramentas que identificam erros frequentes, explicam regras de forma personalizada e geram exercícios adaptados ao nível de cada aluno contribuem para uma aprendizagem mais diferenciada. No 2.º ciclo do ensino básico, em que se aprofundam conteúdos como classes de palavras, funções sintáticas e o uso de tempos verbais, a IA pode ajudar a consolidar conhecimentos através de exemplos contextualizados e atividades interativas, bem como promover a reflexão metalinguística. Apesar das potencialidades, o uso da IA no 2.º ciclo do ensino básico impõe uma abordagem ética e crítica. Nesse sentido, é essencial discutir com os alunos questões como privacidade, fiabilidade da informação e limites da tecnologia. A literacia digital crítica deve ser integrada no ensino da língua, ajudando os estudantes a compreender como a IA funciona, que erros pode cometer e como verificar a qualidade das respostas. O professor desempenha um papel central na mediação, garantindo que a IA é utilizada de forma responsável e alinhada com os objetivos curriculares. A IA pode contribuir significativamente para o ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa no 2.º ciclo do ensino básico, disponibilizando recursos que apoiam a leitura, a escrita, a gramática e a criatividade. Mas, a sua integração na sala de aula de Português deve ser orientada por princípios pedagógicos, éticos e críticos, garantindo que a tecnologia auxilia o pensamento humano, a autonomia e a construção ativa do conhecimento linguístico, mas nunca os substitui.
  • Gestão de Proximidade do Parque Natural de Montesinho: Desafios, Oportunidades e Propostas de Melhoria
    Publication . Moreno, Márcia; Correia, Maria Patrocínia; Correia, Rafael; Mafra, Paulo
    O presente trabalho visa compreender a perceção da população e de entidades dos concelhos de Bragança e Vinhais sobre o Parque Natural de Montesinho (PNM) e as suas dinâmicas, com a finalidade de contribuir para uma gestão mais eficaz e sustentável da área protegida. Os resultados foram obtidos através de dois instrumentos: questionários temáticos online dirigidos à população e entrevistas/reuniões com personalidades e entidades locais, sobre os seguintes cinco temas: comunicação, conservação da natureza e identidade cultural, potencial económico, capacitação da população e inovação no território. A abordagem metodológica consistiu na aplicação simultânea dos questionários e entrevistas, com o objetivo de captar diferentes perspetivas sobre os temas centrais referidos. Os questionários foram disponibilizados no site do Município de Bragança, tendo respondido, voluntariamente, 24 participantes, enquanto que as entrevistas e reuniões foram realizadas, presencialmente, a 21 atores-chave do território. Os dados foram recolhidos e analisados de forma integrada, garantindo uma visão holística das perceções e sugestões dos inquiridos. Os resultados obtidos indicam uma necessidade de melhoria significativa nas infraestruturas e na promoção do PNM. A maioria dos inquiridos considera a comunicação e a promoção do território como essenciais, mas identifica deficiências na sua implementação. A conservação da natureza é vista como crucial, com muitos participantes a propor uma maior sensibilização sobre o papel do PNM, na proteção ecológica e na preservação das tradições locais. Na vertente económica, destacam-se as oportunidades no turismo de natureza e na agricultura sustentável. Por último, a inovação, particularmente nas áreas do turismo e agropecuária, são identificadas como tendo elevado potencial para o desenvolvimento do território. Este trabalho revela uma forte consciencialização da população sobre a importância do PNM, como um valioso recurso natural e cultural. Embora tenham sido detetados desafios na comunicação, nas infraestruturas e na promoção do território, os resultados apontam para uma disposição dos envolvidos em contribuir para a melhoria da gestão do Parque. A inovação e a capacitação da população local são vistas como caminhos essenciais para equilibrar a conservação ambiental com o desenvolvimento económico sustentável, reforçando a necessidade de políticas públicas que integrem esses aspetos de forma estratégica e colaborativa.
  • Gestão colaborativa e sustentabilidade territorial: o caso das sessões participativas do plano de cogestão do Parque Natural de Montesinho
    Publication . Moreno, Márcia; Correia, Maria; Correia, Rafael; Mafra, Paulo
    A cogestão é reconhecida como fundamental para a gestão sustentável dos recursos naturais, enfatizando a colaboração entre os stakeholders envolvidos nas áreas protegidas (AP). No entanto, as habituais abordagens top-down excluem as preocupações da população, levantando questões sobre a verdadeira extensão do envolvimento e satisfação da comunidade local, o que poderá conduzir à ineficiência da gestão das AP. Em oposição a esta realidade, o Plano de Cogestão do Parque Natural de Montesinho (PNM) resultou de um processo participativo, com o objetivo de promover a sustentabilidade do território, através da valorização ambiental, social e económica dos recursos em presença, aplicando uma estratégia bottom-up, baseada num modelo de gestão que envolve a população, os municípios, as entidades responsáveis pela conservação da natureza e outros stakeholders. O referido processo consistiu na implementação de dinâmicas de participação pública, estruturadas em sessões, divididas em duas fases, totalizando 226 participantes. Na primeira fase, foram organizadas sete sessões participativas para identificar as potencialidades, constrangimentos e necessidades do território, sob os temas da conservação da natureza, identidade cultural, sustentabilidade económica, inovação e capacitação da população. Estas sessões foram complementadas, com mais duas sessões, para apresentação dos resultados obtidos e recolha de novos contributos. A metodologia incluiu a realização de uma dinâmica facilitadora inicial, seguindo-se a realização de sessões participativas temáticas, com posterior análise de conteúdo dos dados recolhidos, segmentando-os em categorias, para melhor compreensão dos desafios e oportunidades. A abordagem adotada considerou a análise qualitativa das perceções dos participantes e a elaboração de propostas de ação concretas e exequíveis. Os resultados alcançados foram múltiplos. Em primeiro lugar, foi fortalecida a participação ativa da população nas decisões relativas à gestão do território e, em segundo lugar, foram integradas propostas inovadoras, especialmente nas áreas de turismo, agricultura, monitorização da biodiversidade e educação ambiental, com claros contributos para a criação de oportunidades de negócio, preservando, simultaneamente, o património natural e cultural da região. Em suma, a estratégia bottom-up, através da participação ativa da população na elaboração do Plano de Cogestão do PNM, foi crucial na construção de soluções territoriais sustentáveis que garantam a eficácia das políticas públicas locais. A aplicação das propostas de ação, resultantes do envolvimento dos principais stakeholders nas sessões participativas, poderá servir como modelo para outras AP que valorizem a integração das necessidades locais nas suas estratégias e políticas de desenvolvimento sustentável.
  • Brasil e Portugal: cenário(s) educativo(s)
    Publication . Silva, Ariana Fernanda Do Nascimento; Freire-Ribeiro, Ilda; Mesquita, Elza
    Este estudo comparativo procurou explorar alguns dos desafios educativos observados no Brasil e em Portugal, destacando semelhanças e diferenças nos contextos educacionais de ambos os países, considerando as suas conexões históricas. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratória, utilizou a análise bibliográfica e documental, fundamentada em teóricos como Durkheim e Bourdieu, além de documentos legais, tal como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Brasil, 1996) e a Lei de Bases do Sistema Educativo (Portugal, 1986). Foram investigados temas como: i) desigualdade e disparidade educacional, ii)(des)valorização docente, iii) políticas educacionais para a inclusão e práticas pedagógicas. Os resultados apontam desafios comuns, incluindo a precariedade da profissão docente e desigualdades estruturais, para além de evidenciarem necessidade de práticas pedagógicasmais inclusivas e reflexivas, principalmente ao pensar nos diferentes contextos dos quais os alunos são provenientes. O trabalho também sugere que as políticas educacionais mais alinhadas aos contextos locais podem mitigar essas dificuldades e promover uma educação mais equitativa e eficaz.
  • Narrativas multimodais e abordagem STEAM: Potencialidades na educação pré-escolar e no 1.º ciclo do ensino básico
    Publication . Costa, Francisca; Mesquita, Elza; Mafra, Paulo
    O presente estudo decorre do trabalho realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada, desenvolvida nos contextos da Educação Pré-Escolar (creche e jardim de infância) e do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A investigação desenvolvida ao longo da prática incidiu sobre a implementação das Narrativas Multimodais (NM) no contexto da abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). Neste sentido, estabelecemos como principais objetivos: (i) aprofundar o conhecimento sobre as Narrativas Multimodais enquanto ferramenta de documentação pedagógica e investigação em contexto infantil; (ii) analisar de que forma as crianças podem ser estimuladas para a aprendizagem através de uma abordagem STEAM; e (iii) promover experiências de aprendizagem integradas, contemplando a interconexão de saberes nas áreas científicas e artísticas. A prática educativa e investigativa seguiu uma abordagem reflexiva, fundamentada em referenciais teóricos e metodológicos pertinentes. A análise das potencialidades das Narrativas Multimodais evidenciou que este recurso não favorece apenas a documentação e a avaliação das práticas docentes, mas também contribui significativamente para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem das crianças. A implementação da abordagem STEAM revelou-se essencial na promoção de aprendizagens significativas, respondendo às necessidades e expectativas das crianças do século XXI, cuja realidade está fortemente marcada pelo avanço tecnológico e pela inovação. A realização de atividades STEAM demonstrou ser um meio eficaz para fomentar o trabalho colaborativo e o desenvolvimento de competências transdisciplinares, estimulando o pensamento crítico, a criatividade e a resolução de problemas. Os resultados obtidos indicam que a abordagem STEAM potencia a interligação de conteúdos em diferentes domínios do conhecimento, tanto na Educação Pré-Escolar como no 1.º Ciclo do Ensino Básico, proporcionando experiências educativas mais dinâmicas, contextualizadas e contextualizadoras.
  • O papel do estágio supervisionado na formação docente: Estudo de caso na UNIOESTE
    Publication . Cancian, Queli Ghilardi; Deisiane, De Toni Alves; Mesquita, Elza
    O objetivo deste estudo consiste na análise do papel do estágio supervisionado na formação profissional do estudante da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Trata-se de um estudo qualitativo de análise documental. O estágio supervisionado na Unioeste consiste em um componente curricular obrigatório, para a formação prática dos estudantes de vários cursos de graduação. Constituído pela resolução nº 250/2021-CEPE, cada curso tem um regulamento próprio que rege a orientação do estágio, estruturado de acordo com as Diretrizes Gerais de Estágios Supervisionados. A Unioeste faz uma diferenciação entre estágio obrigatório e não obrigatório, em que o primeiro é parte integrante do currículo, imprescindível para a conclusão do curso, enquanto o segundo trata-se de uma atividade opcional, comumente remunerada, visando complementar a formação do estudante. Ambos os tipos de estágio são regidos pela Lei Federal nº 11.788/2008, que dispõe sobre o estágio de estudantes. Na organização dos estágios, a instituição disponibiliza formulários e orientações específicas, acessíveis no portal da universidade, que incluem modelos de termos de compromisso, planos de atividades e relatórios. Esses recursos garantem que o estágio seja dirigido de maneira estruturada conforme as diretrizes institucionais. No caso das licenciaturas, o suporte e documentação relacionada às práticas de ensino e estágio supervisionado são subsidiados pelo Núcleo de Formação Docente e Prática de Ensino (NUFOPE). Dessa forma, compreende-se que o estágio supervisionado na Unioeste é cuidadosamente estruturado e regulamentado, com o objetivo de proporcionar aos estudantes a oportunidade de vivenciar as práticas pedagógicas em ambientes reais de ensino, estabelecendo uma conexão entre a teoria adquirida na universidade e a prática docente. Concebido como um momento fundamental de inserção do futuro docente no cotidiano escolar, o estágio supervisionado visa a consolidação do conhecimento pedagógico, o desenvolvimento de competências didáticas e a vivência das dificuldades e desafios próprios da profissão. Em síntese, oferece a oportunidade de fortalecer a autonomia, a reflexão crítica e a capacidade de adaptação a diferentes contextos educacionais, contribuindo para a formação de profissionais qualificados e plenamente conscientes de seu papel na sociedade.
  • Papel das tecnologias educativas no desenvolvimento do pensamento crítico
    Publication . Baptista, Helena Isabel Neiva; Mesquita, Elza; Patrício, Maria Raquel
    O pensamento crítico é essencial na educação, uma vez que ajuda a promover reflexões mais profundas sobre ciência e tecnologia. A combinação desse pensamento com tecnologias educativas prepara as crianças para os desafios atuais, remodelando práticas pedagógicas, personalizando a educação e desenvolvendo competências diversas. A nossa investigação analisou como é que as tecnologias educativas impulsionam o pensamento crítico durante a Prática de Ensino Supervisionada (PES). Procuramos identificar processos que favorecessem esse desenvolvimento, implementar estratégias adequadas em diferentes contextos educativos e avaliar os resultados das práticas adotadas. Utilizamos uma abordagem qualitativa, com observação direta, notas de campo, registos fotográficos e produções das crianças. Os dados evidenciaram que o uso de tecnologia, aplicativos, realidade aumentada e recursos online tornou a aprendizagem mais interativa e diversificada. As crianças demonstraram entusiasmo ao explorar esses recursos, desenvolvendo a criatividade, a concentração e o raciocínio lógico. Os jogos educativos e as ferramentas digitais estimularam a colaboração, o pensamento computacional e a troca de ideias. Além disso, a programação e a robótica fascinaram as crianças, promovendo um envolvimento ativo. As plataformas digitais permitiram uma aprendizagem ao ritmo de cada criança, adaptando-se às suas necessidades. Constatamos que a familiaridade precoce com a tecnologia prepara melhor as crianças para um mundo digital, incentivando o trabalho em equipa. No entanto, destacamos a importância de um equilíbrio no uso das tecnologias, garantindo uma abordagem ética, segura e consciente, tanto na educação quanto no cotidiano das crianças.
  • Brasil e Portugal: perspetivas e desafios na educação
    Publication . Casa, Ana Paula; Freire-Ribeiro, Ilda; Mesquita, Elza
    A educação é um dos pilares fundamentais para o progresso social, sendo influenciada por diversos fatores culturais, históricos e estruturais. Neste artigo analisaram-se as experiências educacionais vivenciadas por estudantes do Brasil e Portugal, destacando semelhanças e diferenças. A pesquisa baseou-se em entrevistar 14 estudantes, brasileiros e portugueses, ambos cursando o seu quarto ano de universidade, os alunos brasileiros que estavam no quarto ano de pedagogia e os alunos portugueses em seu primeiro ano de mestrado em educação (depois de 3 anos de licenciatura). No Brasil podemos dizer que a formação de professores enfrenta alguns desafios como as desigualdades regionais, carência de investimentos e uma certa dificuldade ao acesso a tecnologias, bem como a desvalorização da profissão docente, que exige a atratividade e a permanência na carreira. Já em Portugal os problemas existentes são o envelhecimento dos educadores, a distância entre moradia e trabalho e os reajustes salariais. Neste estudo ressalta-se a importância da formação continuada e da valorização dos professores como pilares para enfrentar os desafios educacionais contemporâneos. A troca de experiências entre os países pode instigar as práticas inovadoras e fortalecer o compromisso com uma educação inclusiva e de qualidade. Assim, podemos ressaltar que para ambos os contextos, investir em políticas públicas que priorizem a formação e o reconhecimento é essencial para promover o desenvolvimento social e humano dos educadores e de seus alunos.
  • Supervisão pedagógica entre pares: Um estudo em contexto do 1.º ciclo do ensino básico
    Publication . Guerra, Maria Isabel Pires Gomes; Mesquita, Elza
    Esta investigação, desenvolvida no âmbito do Mestrado em Supervisão Pedagógica e Inovação em Educação, emerge da necessidade de refletirmos sobre o papel da supervisão pedagógica entre pares no desenvolvimento profissional docente. Neste contexto, foi concebido e validado externamente um protocolo de observação para a supervisão entre pares que se encontra publicado , e que se constitui no núcleo central do estudo, sendo implementado pelos professores participantes. A investigação procura compreender de que forma a supervisão pedagógica entre pares pode promover a colaboração, a reflexão crítica e a inovação pedagógica, entendendo-a como um processo de (trans)formação que vai para além das funções tradicionais de controlo e avaliação. Este processo centra-se na construção de práticas educativas mais eficazes e ajustadas às necessidades atuais, contribuindo para o (des)envolvimento profissional dos docentes e para a melhoria das suas práticas, com impacto direto nas aprendizagens dos alunos. Adota-se uma abordagem qualitativa, com recurso ao estudo de caso, integrando entrevistas semiestruturadas, observação direta e grupos focais (focus group) como técnicas de recolha de dados. Espera-se que os resultados desta investigação evidenciem o impacto positivo da supervisão pedagógica entre pares no aperfeiçoamento das práticas educativas, contribuindo com estratégias práticas para uma abordagem eficaz. Pretende-se, ainda, reforçar a relevância desta abordagem na formação inicial e contínua de professores, destacando-a como um instrumento essencial para enfrentar os desafios do ensino no século XXI e para promover uma educação mais colaborativa e inovadora.