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Abstract(s)
A intencionalidade da ação do profissional de educação social coloca-o na área da educação não formal e imbuído de uma responsabilidade comunitária socioeducativa. A sua intervenção multidimensional no plano processual em que está enquadrado, arroga uma consciente responsabilidade ao contribuir para a formação dos indivíduos da comunidade com quem se propõe interagir. Entendida e percecionada nesta linha interpretativa, a não formalidade educativa assume-se como um importante instrumento nesse processo de desenvolvimento pessoal, social e comunitário. O educador social sendo responsável por esse acompanhamento socioeducativo, que deve levar a uma inserção social e ativa dos indivíduos, deve estar ciente da constante e permanente mudança da sociedade atual, bem como deve conhecer aprofundadamente os contextos de ação socioeducativa para delinear estratégias e ações interventivas que respondam às necessidades desses mesmos contextos. Este processo de aprendizagem, individual e coletiva, coloca nestes profissionais diversas responsabilidades éticas e deontológicas, nesse seu compromisso para com a sociedade, comunidades e instituições. Pela responsabilidade explicita e, porque a sua condição de estagiário o coloca no patamar do individuo em formação, a supervisão socioeducativa, levada a efeito pelo supervisor da instituição formadora e instituição de acolhimento, projetam esta responsabilidade numa tríade que orienta toda a sua ação para o desenvolvimento de competências do estagiário e dos indivíduos com os quais este desenvolve a sua ação socioeducativa. Pelo exposto quisemos conhecer as perceções dos estagiários sobre o trabalho dos supervisores e identificar competências que consideram importantes desenvolver, neste processo de formação em contexto. Este estudo realizou-se com 10 alunos do 3.º ano da licenciatura em educação social. Trata-se de um estudo qualitativo de natureza descritiva e interpretativa, que utilizou um questionário de questões abertas, para a recolha de dados. Para a análise dos dados recorremos à análise de conteúdo, tendo como base as seguintes categorias: i) conceções de supervisão socioeducativa; ii) processo de supervisão socioeducativa e; iii) competências a desenvolver pelo estagiário. Os resultados obtidos mostraram que os estagiários destacam o impacto dos princípios de promoção da autonomia e da capacidade de refletir sobre as situações socioeducativas como aspetos importantes no desenvolvimento de competências como futuros educadores sociais. Apesar das dificuldades inerentes ao momento pandémico que vivenciamos estes destacam, no processo de orientação atividade socioeducativa, princípios, atitudes, inter-relação, cooperação, colaboração e apoio, considerando que estes são elementos que suportam a orientação e supervisão que têm vivenciado e que caraterizam como próxima e disponível. Em suma, preconizam uma conceção de supervisão socieducativa de caráter reflexivo valorizando, nesse processo, princípios de cooperação, colaboração, apoio, disponibilidade, proximidade e autonomia entre todos os intervenientes.
Description
Keywords
Educação não formal Perceção Educação social Supervisão Estagiários
Citation
Ribeiro, Maria do Céu; Castro, Marília (2021). Educação não formal em Educação Social: contributos da supervisão socioeducativa. In XVI Congresso Internacional Galego-Português de Psicopedagogia: livro de resumos. Coruña
Publisher
Universidade do Minho