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  • As alterações Climáticas vistas pelas crianças, contributo para o desenvolvimento de atividades de enriquecimento da literária climática
    Publication . Ramos, Ricardo; Rodrigues, Maria José; Rodrigues, Isilda
    Um dos dilemas que a educação contemporânea enfrenta está, muitas vezes, associado à incoerência do processo de ensino e aprendizagem, que vai ao encontro dos paradigmas do capital e da industrialização, dando pouca relevância aos valores de um cidadão consciente (Almeida, 2011). No que respeita à temática que abordamos neste texto, em particular, a literatura refere que a escola tem tido dificuldades em sensibilizar e construir conhecimentos sobre a crise climática, como apontam os estudos de SEG (2020), Unesco (2021) e Ramos et al. (2022). Sendo assim, e numa tentativa de contrariar essa tendência, propusemos-mos a fazer uma investigação de caracter misto intitulada “Perceções de alunos dos 1.o e 2o ciclos sobre alterações climáticas: através da sua identificação e melhoria com recurso a atividades promotoras de literacia ambiental”, que se iniciou com a aplicação de 245 questionários a crianças do 1.o e 2.o ciclo do ensino básico, em cinco escolas do distrito de Bragança. O referido instrumento é composto por questões que permitem averiguar (a) compressão científica do fenómeno, (b) causas das alterações climáticas, (c) consequências para o ser humano e outras formas de vida, (d) soluções para mitigar o problema, (e) postura antropocêntrica vs ecocêntrica. Do manancial de resultados, destacamos, que cerca de 46% dos alunos admitem que é através da televisão que aprendem mais sobre alterações climáticas, sendo que 33,5% não sabe enumerar uma consequência das alterações climáticas. Face a estes resultados, elaborámos um conjunto de atividades, que visassem o enriquecimento da literacia climática dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento de competências nos vários domínios. A planificação das atividades, passa pela elaboração de um guião de exploração didática que, no momento, está a ser validado por profissionais da área. Posteriormente iremos desenvolver as atividades, na expetativa de contribuir para o enriquecimento da literacia climática dos alunos envolvidos.
  • Atitudes face ao Lobo Ibérico
    Publication . Ramos, Ricardo; Santos, Susana; Lagoaça, Dora
    O Lobo-ibérico (Canis lupus signatus) é classificado como "Em Perigo" em Portugal. Estima-se que existam em Portugal menos de 300 lobos. Os principais fatores responsáveis pela regressão desta subespécie nos últimos séculos foram a perseguição direta movida pelo Homem, a redução das populações de ungulados selvagens e a destruição e fragmentação do habitat. É importante compreender como as comunidades locais conhecem e entendem o comportamento deste animal. Sendo que estas acabam por vezes por partilhar o mesmo habitat. O estudo de comportamento deste animal tem sido relevante, para arranjar soluções que visem tentar solucionar a diminuição da sua população e que permitam melhorar as condições de vida dos animais. O presente estudo tem uma natureza exploratória e visa compreender as atitudes dos pastores da região de Bragança, assim como dos alunos da ESEB, face às medidas de conservação adotadas para a subespécie Canis lupus signatus. Para o efeito, elaborou-se um questionário - que foi aplicado aos dois grupos referidos (N previsto = 51) − e posteriormente utilizou-se uma folha de cálculo Excel para auxiliar nas análises estatísticas
  • Compostagem: uma via para o desenvolvimento sustentável
    Publication . Ramos, Ricardo; Lagoaça, Dora; Mafra, Paulo
    O reaparecimento de pequenas hortas, sejam comunitárias ou particulares é uma realidade cada vez mais visível tanto no meio rural como no meio urbano, seja por questões económicas ou pelo gosto de “produzir o que comemos”. A par dessa necessidade, podemos utilizar os resíduos orgânicos produzidos diariamente nas nossas casas para obter adubo natural através do processo de compostagem. Desta forma, para além de produzirmos alimentos com elevado valor nutricional e livre de compostos químicos adicionados (utilizados nos adubos sintéticos), estamos, de uma forma sustentável, a reduzir a quantidade de resíduos que iriam para o aterro sanitário, valorizando-os. Com o trabalho que aqui se apresenta pretendemos demonstrar como é simples a obtenção de adubo (composto) através do processo de compostagem e que este está ao alcance de todos.
  • Hortas citadinas como laboratório de Educação Ambiental
    Publication . Othman, Souha; Ramos, Ricardo; Lobo, Wyvirlany
    As hortas urbanas comunitárias e pedagógicas são cada vez mais presentes nas cidades. São uma manifestação sociocultural de preservação de tradições de cultivo e, uma prática agrícola que contribui para o desenvolvimento sustentável, mas que devem seguir o princípio de uma postura biocêntrica. O presente trabalho propõe promover por meio da horta urbana o conceito de hortas comunitárias como um espaço de reflexão e interação sobre o desenvolvimento sustentável e educação ambiental. Perante isto, propusemo-nos a analisar horta urbana do Instituto Politécnico de Bragança. Esta análise teve como finalidade compreender a dinâmica deste projeto desenvolvido através de um inquérito e perceber por fim se os intervenientes se propunham a adotar uma agricultura de cariz biológico. Tentamos também perceber se as hortas urbanas podem funcionar como laboratórios de educação ambiental e ser entendidas como ferramentas de desenvolvimento comunitário indo de encontro à Agenda 2030 dos objetivos do desenvolvimento sustentável
  • Promoção da literacia climática - contributos da educação ambiental
    Publication . Ramos, Ricardo; Rodrigues, Maria José; Cramês, Luísa; Aluai, Nuno
    Perante a urgência da crise climática é fundamental que todas as instituições, incluindo a escola, tomem consciência e se comprometam para uma ação coletiva que contribua para uma cidadania responsável e difundam a compreensão das problemáticas que o mundo atual enfrenta. A Educação Ambiental (EA) surge, assim, como imperativa, numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida em situações de ensino/aprendizagem formal e não formal. Este trabalho, através de uma revisão bibliográfica, tem como objetivo mostrar que a literacia climática pode contribuir para a educação ambiental das pessoas, a melhoria da literacia climática contribui para que se consigam alcançar mudanças de atitudes e de comportamentos que sejam promotoras de um melhor ambiente, algo urgente e imperativo, uma vez que a investigação demonstra existirem níveis muito baixos de literacia climática, em vários países do mundo, no que respeita às questões climáticas. Pretende sugerir que se atuarmos ao nível da literacia, estaremos muito provavelmente a atuar na mudança de atitudes, portanto, a literacia ambiental é uma das bases sobre as quais o processo de EA deve assentar para aspirar a ter sucesso
  • Children’s Perception of Climate Change in North-Eastern Portugal
    Publication . Ramos, Ricardo; Rodrigues, Maria José; Rodrigues, Isilda
    Despite the impact that climate change is having on our planet and considering its consequences for future generations, much of the academic literature focuses on adolescent and adult perceptions, giving little relevance to children’s perceptions. Children’s voices have the potential to influence public opinion, which may in turn determine the direction of a new policy on the climate crisis. In this context, it is urgent that we understand how children perceive this problem. This quantitative study was based on the application of 245 questionnaires to children aged between 9 and 13 years old from five schools in north-eastern Portugal, more specifically in the region of Trás-os-Montes. We can say that this study was a convenience study because we delivered the surveys in the schools closest to the working area of the researchers. We used a questionnaire with 26 questions, 24 of which had closed responses (like the Likert type), one open response, and one with multiple choices. In this work, we conducted a descriptive and inferential statistical analysis, and prepared a database, using the statistical software IBM SPSS, which allowed us to conduct some statistical tests, selected according to variables. For the descriptive analysis, several parameters were used for the distribution of variables, namely, frequency, percentage, mean, and standard deviation. We rejected the null hypothesis (H0) and assumed for the inferential analysis that the sample does not follow a normal distribution, considering the fulfillment of the necessary criteria for parametric tests and after performing the Kolmogorov–Smirnov normality test, whose null hypothesis (H0) is that data are normally distributed, and given that the p-value for the variables under study was p < 0.05. In this regard, non-parametric tests were used. The Mann–Whitney test was used to compare the degree of agreement with climate change statements as a function of the student’s gender and year of schooling, which is a non-parametric test suitable for comparing the distribution functions of an ordinal variable measured in two independent samples. The results show that most of the children expressed concern about the study’s potential problem, and (42%) said they are concerned about climate change. However, they show some doubts and a lack of knowledge about some of the themes, like (33.5%) cannot name only one consequence of climate change. We also found differences between the two study cycles, with children in the 6th grade having a higher average in their understanding of the phenomenon (p = 0.049), as well as the level of education of the parents being positively correlated with a more ecocentric posture, we can see this when we considering the variable parents. We also found that 46.6% of the students say that television is where they learn more about climate change. From the results obtained, we can open new paths for future research and contribute to the definition of policies and educational practices since the school has the responsibility to cooperate in the production of values, attitudes, and pro-environmental behaviors.
  • Importância da inclusão de atividades práticas para o enriquecimento da literacia climática
    Publication . Ramos, Ricardo; Rodrigues, Maria José; Rodrigues, Isilda
    Visto que as alterações climáticas são um dos desafios a resolver no séc. XXI, a escola tem a res- ponsabilidade de ampliar valores e comportamentos que nos definam como cidadãos ambientalmente letrados. No entanto, parece que vivemos num estado de “ignorância climática”, que afeta todos os níveis de educação e de ensino, desde a educação pré-escolar ao ensino superior. Para sensibilizar e educar sobre a temática não podemos focar-nos numa forma de ensino teórico. Estes tipos de temas podem ser complexos e, quando são abordados, são muitas vezes trabalhados apenas com base na memorização de chavões, o que pode desmotivar o interesse dos alunos. Para contrariar este facto as atividades práticas mostram-se ferramentas eficazes para promover a literacia climática. Estas ativi- dades podem e devem ser diversificadas como, por exemplo, a escrita criativa, trabalhos artísticos, representações teatrais, leitura de livros e saídas de campo, entre outros. O trabalho, que se apresenta e discute nesta comunicação, vem no seguimento de um estudo, elaborado pelos autores, intitulado “Perceções de alunos dos 1.o e 2.o ciclos sobre alterações climáticas: através da sua identificação e melhoria com recurso a atividades promotoras de literacia ambiental”. Face aos resultados desse es- tudo, elaborámos um conjunto de atividades, que visassem o enriquecimento da literacia climática dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento de competências nos vários domínios. A planificação das atividades passa pela elaboração de um guião de exploração didática que, no momento, está a ser validado por profissionais da área. Posteriormente, iremos desenvolver as atividades, na expetativa de contribuir para o enriquecimento da literacia climática dos alunos envolvidos. Pretende-se que tais atividades possam ajudar a educar os alunos sobre as alterações climáticas, causas e consequências das mesmas e formas de mitigação, contribuindo para que a temática seja abordada de forma reflexiva, crítica, inovadora e participada.
  • Importância da inclusão de atividades práticas para o enriquecimento da literacia climática
    Publication . Ramos, Ricardo; Rodrigues, Maria José; Isilda, Rodrigues
    Visto que as alterações climáticas, são um dos desafios a resolver no séc. XXI a escola, têm a responsabilidade de ampliar valores e comportamentos que nos definam como cidadãos ambientalmente letrados. No entanto, parece que vivemos num estado de “ignorância climática”, que afeta todos os níveis de educação e de ensino, desde a educação pré-escolar ao ensino superior. Para sensibilizar e educar sobre a temática não podemos focar-nos numa forma de ensino teórico. Este tipo de temas, podem ser complexos e quando são abordados são, muitas vezes, trabalhados apenas com base na memorização de chavões, o que pode desmotivar o interesse dos alunos. Para contrariar este facto as atividades práticas mostram-se ferramentas eficazes para promover a literacia climática. Estas atividades podem e devem ser diversificadas, por exemplo desde a escrita criativa, trabalhos artísticos, representações teatrais, leitura de livros e saídas de campo, entre outros. Este trabalho vem no seguimento de um estudo, elaborado pelos autores, intitulado “Perceções de alunos dos 1.º e 2º ciclos sobre alterações climáticas: através da sua identificação e melhoria com recurso a atividades promotoras de literacia ambiental”. Face aos resultados desse trabalho, elaborámos um conjunto de atividades, que visassem o enriquecimento da literacia climática dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento de competências nos vários domínios. A planificação das atividades, passa pela elaboração de um guião de exploração didática que, no momento, está a ser validado por profissionais da área. Posteriormente, iremos desenvolver as atividades, na expetativa de contribuir para o enriquecimento da literacia climática dos alunos envolvidos. Pretende-se que tais atividades possam ajudam a educar os alunos sobre as alterações climáticas, causas e consequências das mesmas e formas de mitigação, contribuindo para que a temática seja abordada de forma reflexiva, critica, inovadora e participada.
  • Importância da Educação Ambiental no sistema do Ensino Básico Português, 1.º ciclo
    Publication . Sousa, Djanaina Ondina dos Reis; Ramos, Ricardo
    Numa sociedade a viver uma crise climática, entre outras problemáticas ambientais, alguns autores dizem que surge uma necessidade de apostar na Educação Ambiental e reforçar ou enraizar a mesma no sistema de ensino. A Educação Ambiental pode mudar hábitos, transformar a situação do nosso planeta e proporcionar uma qualidade de vida melhor para todos. Formar cidadãos com consciência ambiental é o primeiro passo para mitigar os problemas ambientais. É, assim, importante transmitir atitudes e comportamentos às crianças do primeiro ciclo, sendo que, nesse aspeto, a escola tem o papel de alfabetizar ambientalmente, recebendo, assim, a sua cota de responsabilidade. No entanto, as exigências e os desafios são grandes, num mundo cada vez mais materialista.
  • Climate Change Perceptions: A Study with Portuguese University Social Education Students
    Publication . Ramos, Ricardo; Vaz, Paula Marisa Fortunato; Rodrigues, Maria José; Rodrigues, Isilda
    Climate change (CC) is one of the most urgent problems to solve in this century, the effects of which cover a wide range of disciplines that go beyond the environmental component, becoming a social and economic problem as well. Social educators are professionals who must ensure that the quality of life in socially vulnerable societies is improved. In order to mitigate the problem of climate change, it is necessary for all professionals in the most varied areas to have climate literacy, so that they can adopt behaviors that comply with the objectives of sustainable development. Recognizing the importance of the social educator in the context of contemporary societies, we intended to find out the university students’ perceptions on the social education course. With this in mind, we set out to carry out this study, which was based on the application of a questionnaire using a Likert scale. The respondents were 161 social education students at a higher education institution in Portugal. In order to carry out the inferential analysis, we took care to meet the necessary criteria for carrying out parametric tests. The results showed that a majority (72.6 %) of students were concerned about climate change. They (54.7 %) also stated that they would like their course to deal more with climate change, as 74 % acknowledged that they did not have the skills to deal with climate change as a future professional. The results also showed that the students were incapable of correctly listing a consequence of climate change. The data collected and analyzed in this study allowed us to conclude that Environmental Education played a fundamental role in the academic training of social educators, suggesting the need for its reinforcement and inclusion in their training plans. We also found that greater efforts were needed to improve students’ climate literacy.