ESSa - Capítulos de Livros
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- Mindfulness and job satisfactionPublication . Galvão, Ana Maria; Gomes, Maria José; Pires, Isabel; Pinheiro, MarcoThis study aimed to evaluate the practice of mindfulness, satisfaction, and well- being of workers in a sample of 272 respondents. The Mindful Attention Awareness Scale,the Satisfaction with Life Scale, and the Generic Job Satisfaction Scale were applied. The results of our study show that the practice of meditation and/or mindfulness exercises in daily activity positively influences satisfaction with life and well- being,as well as job satisfaction, with statistically significant differences between those who practice and those who do not. The marital status of the respondents is also a determinant of the level of satisfaction with life and work. The results are corroborated by several renowned international studies, which leads us to conclude that programs for the introduction of meditation and/or mindfulness in academic curricula can be easily transposed to the Portuguese reality since the levels and statistically significant differences found show similarities between respondents from various countries.
- As Linguagens da comunicação: principais perturbações da linguagem adquiridasPublication . Galvão, Ana MariaA linguagem constitui uma função cognitiva complexa, emergindo da interação entre fatores biológicos, neurológicos, psicológicos e sociais. Do ponto de vista clínico e neuropsicológico, representa não apenas um meio de comunicação, mas também um reflexo do funcionamento cerebral e do desenvolvimento global do indivíduo. A trajetória da linguagem ao longo do ciclo vital – da infância à velhice – é marcada por processos neurobiológicos críticos, períodos sensíveis e plasticidade cerebral, sendo igualmente suscetível a diferentes formas de perturbação que podem comprometer significativamente a qualidade de vida e o funcionamento adaptativo (Kuhl, 2004).
- Descer escadasPublication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Preto, Leonel; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, OlgaAndar em escadas requer força adicional, amplitude de movimento, equilíbrio e coordenação, em comparação com a marcha ao nível do solo (Administração Central do Sistema de Saúde, 2011; De la Fuente et al., 2022; Hall et al., 2017). Segundo Lessa e Gouvêa (2018), durante a marcha em plano, o tempo de apoio corresponde a cerca de 60% do ciclo total da marcha, enquanto o tempo de balanço representa os 40% restantes. No entanto, ao descer escadas, esses valores sofrem alterações. Neste contexto, o ciclo da marcha é dividido em três tarefas fundamentais: aceitação de carga, apoio simples e avanço do membro (Figura 2.4.5.1). A aceitação de carga dá início ao período de apoio; o apoio simples assegura a continuidade dessa fase; e o avanço do membro inicia-se na fase final do apoio. Cada uma destas tarefas inclui diferentes fases da marcha. Na tarefa de aceitação de carga, distinguem-se duas fases: o contacto inicial do pé com a superfície e a resposta à carga. A tarefa de apoio simples compreende três fases: apoio médio, apoio terminal e pré-balanço. Por fim, a tarefa de avanço do membro inclui as fases de pré-balanço, balanço inicial, balanço médio e balanço terminal (Lessa & Gouvêa, 2018).
- Subir escadasPublication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Ventura-Silva, João; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, OlgaNota Introdutória A subida de escadas é apontada como uma tarefa desafiante para pessoas com alteração da mobilidade e/ou idosos (De la Fuente et al., 2022; Hall et al., 2017). Andar em escadas requer força adicional, amplitude de movimento, equilIbrio e coordenação, em comparação com a marcha em plano (Administração Central do Sistema de Saúde, 2011). Na marcha em plano padroniza-se que o tempo de apoio compreende 60% do total do ciclo de marcha e o tempo de balanço 400Á> do total do ciclo de marcha (Lessa & Gouvêa, 2018). Na subida de escadas esses valores alteram-se. Os períodos são divididos em três tarefas básicas: aceitação de peso, apoio simples e avanço do membro (Figura 2.4.4.1). A aceitação de peso inicia o período de apoio; o apoio simples dá seguimento ao apoio; o avanço do membro começa na fase final do apoio. Cada uma dessas tarefas compreende algumas fases da marcha. Na tarefa de aceitação de peso, distinguem-se duas fases: o contacto inicial do pé com a superfície e a resposta à carga. A tarefa de apoio simples compreende três fases: apoio médio, apoio terminal e pré-balanço. A terceira tarefa relaciona-se com a fase de avanço do membro e engloba as seguintes fases: pré-balanço, balanço inicial, balanço médio e balanço terminal (Lessa & Gouvêa, 2018).
- Andarilho/bengala/pirâmidePublication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Preto, Leonel; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, OlgaOs andarilhos melhoram a estabilidade em pessoas com fraqueza nos membros inferiores ou equilíbrio comprometido e facilitam a mobilidade, fornecendo três a quatro pontos de contacto com o solo e, assim, melhorando o equilíbrio devido ao aumento da base de suporte, maior estabilidade anterior e lateral e maior suporte do peso da pessoa (American Academy of Orthopaedic Surgeons; Administração Central do Sistema de Saúde, 2011; Saad, 2007). Propiciam também maior sensação de segurança às pessoas que apresentam medo de cair ao andar. Os tamanhos dos andarilhos são ajustáveis, sendo a sua altura variável entre 81-92 centímetros. Geralmente, são feitos de alumínio tubular e pegas de vinil moldado. Existem alguns recursos adicionais que os andarilhos podem fornecer, como cestas, sistemas de travagem, assentos, deslizadores, apoios de mãos e mecanismo dobrável. Há pelo menos cinco tipos de andarilho: articulado, fixo, com rodas dianteiras, de quatro rodas e de três rodas.
- CanadianasPublication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Preto, Leonel; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, OlgaAs canadianas, usadas, em geral, bilateralmente, são úteis para indivíduos que necessitam de usar os membros superiores para sustentação de peso e propulsão (Saad, 2007). A transferência de peso para os membros superiores permite uma deambulação funcional e, ao mesmo tempo, uma descarga ao nível dos membros inferiores (De la Fuente et al., 2022). As canadianas podem ter vários formatos. Os mais utilizados são as canadianas de antebraço, axilares e umbracais (American Academy of Orthopaedic Surgeons; Bradley, & Hemandez, 2011). Estas diferem apenas nos pontos de apoio dos membros superiores e das pegas: As canadianas de antebraço são as mais utilizadas, pois conferem melhor balanço em termos de alívio da carga e risco de lesão; ... As muletas axilares são menos utilizadas do que as canadianas de antebraço, devido ao risco de lesão do nervo radial por compressão prolongada na região axilar. No entanto, estas são as que conferem maior alívio de carga sobre o membro afetado; A canadiana umbracal é utilizada quando não é possível exercer carga no punho. Devem ser sempre utilizadas em par e nunca de forma individual, de modo a evitar danos musculoesqueléticos. Atendendo às várias condições clínicas podem ser recomendados e prescritos diferentes tipos de carga nos membros inferiores (Lourenço et al., 2021; Ordem dos Enfermeiros, 2013)
- Auxiliares de marchaPublication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Preto, Leonel; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, OlgaA mobilidade é uma condição relativa de movimento, tomando-se numa das capacidades mais importantes da pessoa, uma vez que está estreitamente relacionada com a sua capacidade e habilidade para realizar atividades de vida diária. Esta é fundamental para o desempenho dos auto cuidados e também para garantir a satisfação das necessidades psicossociais que envolvam a qualidade de vida. Segundo a Classificação Internacional para a Prática da Enfermagem (CIPE®), a mobilidade é a "Capacidade para Mobilizar-se" (Conselho Internacional de Enfermeiros, CIPE® Versão 2 - Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem, 2010), definindo a capacidade para mobilizar-se como "Capacidade: Movimento voluntário do corpo" (Conselho Internacional de Enfermeiros, 2010). Como consequência de situações físicas ou clínicas a mobilidade funcional pode sofrer alterações resultantes de determinadas patologias, lesões ou cirurgias, revestindo-se de um carácter negativo com repercussões reconhecidas. A intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação, mais especificamente no treino de exercícios isométricos, mobilizações passivas, ativas, ativas assistidas e ativas resistidas, treino de equilíbrio e de proprioceção, tem uma função importante na preparação dos grupos musculares envolvidos na marcha (Lourenço et aI., 2021). As transferências de peso dos membros superiores e inferiores não afetados para os membros afetados, quando permitido, também são de grande importância, pois promovem a estimulação da sensibilidade postural.
- Transferência da cama para a macaPublication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Faria, Ana; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, OlgaA transferência de um local para o outro é uma intervenção de enfermagem que tem em vista ajudar a pessoa dependente ou com mobilidade comprometida a alcançar posições que se coadunem com os objetivos terapêuticos, tanto do ponto de vista da recuperação como da prevenção de complicações. Implica mover a pessoa de um local para o outro (Conselho Internacional de Enfermeiros, 2019), sendo que, no caso da transferência da cama para a maca, o movimento ocorre de uma superfície plana para outra (Bergman & Jesus, 2022). Antes de ser concretizada a transferência da pessoa, os enfermeiros devem considerar aspetos relacionados com a pessoa a transferir, com o ambiente e com o próprio profissional (Administração Central dos Serviços de Saúde, 2011; Bergman & Jesus, 2022).
- Transferir-se com ajuda da cama para cadeira/cadeira de rodasPublication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Faria, Ana; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, OlgaTransferência é um padrão de movimento pelo qual se desloca e muda o corpo de uma pessoa de uma superfície para outra, sendo que a técnica de transferência depende de várias características da pessoa, nomeadamente grau de dependência, altura e peso, capacidade em compreender, vontade em colaborar e condição clínica (Ordem dos Enfermeiros, 2013). De acordo com o Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN) (ICN, 2019), a capacidade para se transferir reporta-se à capacidade para se deslocar e mudar o corpo de um local para outro. Neste seguimento, transferir da cama para a cadeira/cadeira de rodas implica uma mudança da pessoa da posição de deitada para sentada. Dependendo das características da pessoa, a transferência pode realizar-se com ajuda parcial ou ajuda total (Lourenço & Moreno, 2016). Em consonância com a tipologia de ajuda, a transferência da pessoa pode ser concretizada com um ou dois profissionais, assegurando as condições de segurança, tanto para os próprios profissionais como para a pessoa a transferir. Independentemente da situação, é aconselhado o recurso a equipamento de apoio, na medida em que a sua utilização minimiza o risco de lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho nos profissionais (Andersen et al., 2014).
- Impacto da telerreabilitação cardíaca na qualidade de vida de pessoas com doença coronária: uma revisão umbrellaPublication . Coelho, Bernadette Correia; Preto, LeonelAnalisar e sintetizar a evidência científica disponível sobre o impacto da telerreabilitação cardíaca na qualidade de vida de pessoas com doença coronária, através de uma revisão umbrella. Metodologia: Realizou-se uma revisão umbrella, integrando revisões sistemáticas e revisões com meta-análise identificadas nas bases de dados PubMed e Cochrane Database of Systematic Reviews. A questão de investigação foi estruturada segundo a estratégia PICO, considerando adultos com doença coronária, programas de telerreabilitação cardíaca como intervenção, reabilitação convencional ou cuidados habituais como comparador e qualidade de vida relacionada com a saúde como outcome principal. Foram incluídas revisões publicadas em língua inglesa que analisassem este desfecho. A qualidade metodológica foi avaliada com recurso ao instrumento AMSTAR 2. Resultados: Foram incluídas cinco revisões sistemáticas, abrangendo ensaios clínicos e um número expressivo de participantes com doença coronária. De forma global, os resultados evidenciaram que a telerreabilitação cardíaca apresenta efeitos positivos e comparáveis à reabilitação convencional na melhoria da qualidade de vida, sobretudo nos domínios físico e psicológico. Verificaram-se ganhos na capacidade funcional, controlo de fatores de risco e adesão terapêutica. Apesar da heterogeneidade metodológica identificada, a evidência aponta para a segurança e eficácia desta abordagem. Conclusão: A telerreabilitação cardíaca constitui uma estratégia promissora e viável na promoção da qualidade de vida, devendo ser considerada como alternativa ou complemento aos modelos tradicionais de reabilitação cardiovascular.
