Logo do repositório
 

ESSa - Capítulos de Livros

URI permanente para esta coleção:

Navegar

Entradas recentes

A mostrar 1 - 10 de 212
  • Descer escadas
    Publication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Preto, Leonel; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, Olga
    Andar em escadas requer força adicional, amplitude de movimento, equilíbrio e coordenação, em comparação com a marcha ao nível do solo (Administração Central do Sistema de Saúde, 2011; De la Fuente et al., 2022; Hall et al., 2017). Segundo Lessa e Gouvêa (2018), durante a marcha em plano, o tempo de apoio corresponde a cerca de 60% do ciclo total da marcha, enquanto o tempo de balanço representa os 40% restantes. No entanto, ao descer escadas, esses valores sofrem alterações. Neste contexto, o ciclo da marcha é dividido em três tarefas fundamentais: aceitação de carga, apoio simples e avanço do membro (Figura 2.4.5.1). A aceitação de carga dá início ao período de apoio; o apoio simples assegura a continuidade dessa fase; e o avanço do membro inicia-se na fase final do apoio. Cada uma destas tarefas inclui diferentes fases da marcha. Na tarefa de aceitação de carga, distinguem-se duas fases: o contacto inicial do pé com a superfície e a resposta à carga. A tarefa de apoio simples compreende três fases: apoio médio, apoio terminal e pré-balanço. Por fim, a tarefa de avanço do membro inclui as fases de pré-balanço, balanço inicial, balanço médio e balanço terminal (Lessa & Gouvêa, 2018).
  • Subir escadas
    Publication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Ventura-Silva, João; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, Olga
    Nota Introdutória A subida de escadas é apontada como uma tarefa desafiante para pessoas com alteração da mobilidade e/ou idosos (De la Fuente et al., 2022; Hall et al., 2017). Andar em escadas requer força adicional, amplitude de movimento, equilIbrio e coordenação, em comparação com a marcha em plano (Administração Central do Sistema de Saúde, 2011). Na marcha em plano padroniza-se que o tempo de apoio compreende 60% do total do ciclo de marcha e o tempo de balanço 400Á> do total do ciclo de marcha (Lessa & Gouvêa, 2018). Na subida de escadas esses valores alteram-se. Os períodos são divididos em três tarefas básicas: aceitação de peso, apoio simples e avanço do membro (Figura 2.4.4.1). A aceitação de peso inicia o período de apoio; o apoio simples dá seguimento ao apoio; o avanço do membro começa na fase final do apoio. Cada uma dessas tarefas compreende algumas fases da marcha. Na tarefa de aceitação de peso, distinguem-se duas fases: o contacto inicial do pé com a superfície e a resposta à carga. A tarefa de apoio simples compreende três fases: apoio médio, apoio terminal e pré-balanço. A terceira tarefa relaciona-se com a fase de avanço do membro e engloba as seguintes fases: pré-balanço, balanço inicial, balanço médio e balanço terminal (Lessa & Gouvêa, 2018).
  • Andarilho/bengala/pirâmide
    Publication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Preto, Leonel; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, Olga
    Os andarilhos melhoram a estabilidade em pessoas com fraqueza nos membros inferiores ou equilíbrio comprometido e facilitam a mobilidade, fornecendo três a quatro pontos de contacto com o solo e, assim, melhorando o equilíbrio devido ao aumento da base de suporte, maior estabilidade anterior e lateral e maior suporte do peso da pessoa (American Academy of Orthopaedic Surgeons; Administração Central do Sistema de Saúde, 2011; Saad, 2007). Propiciam também maior sensação de segurança às pessoas que apresentam medo de cair ao andar. Os tamanhos dos andarilhos são ajustáveis, sendo a sua altura variável entre 81-92 centímetros. Geralmente, são feitos de alumínio tubular e pegas de vinil moldado. Existem alguns recursos adicionais que os andarilhos podem fornecer, como cestas, sistemas de travagem, assentos, deslizadores, apoios de mãos e mecanismo dobrável. Há pelo menos cinco tipos de andarilho: articulado, fixo, com rodas dianteiras, de quatro rodas e de três rodas.
  • Canadianas
    Publication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Preto, Leonel; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, Olga
    As canadianas, usadas, em geral, bilateralmente, são úteis para indivíduos que necessitam de usar os membros superiores para sustentação de peso e propulsão (Saad, 2007). A transferência de peso para os membros superiores permite uma deambulação funcional e, ao mesmo tempo, uma descarga ao nível dos membros inferiores (De la Fuente et al., 2022). As canadianas podem ter vários formatos. Os mais utilizados são as canadianas de antebraço, axilares e umbracais (American Academy of Orthopaedic Surgeons; Bradley, & Hemandez, 2011). Estas diferem apenas nos pontos de apoio dos membros superiores e das pegas: As canadianas de antebraço são as mais utilizadas, pois conferem melhor balanço em termos de alívio da carga e risco de lesão; ... As muletas axilares são menos utilizadas do que as canadianas de antebraço, devido ao risco de lesão do nervo radial por compressão prolongada na região axilar. No entanto, estas são as que conferem maior alívio de carga sobre o membro afetado; A canadiana umbracal é utilizada quando não é possível exercer carga no punho. Devem ser sempre utilizadas em par e nunca de forma individual, de modo a evitar danos musculoesqueléticos. Atendendo às várias condições clínicas podem ser recomendados e prescritos diferentes tipos de carga nos membros inferiores (Lourenço et al., 2021; Ordem dos Enfermeiros, 2013)
  • Auxiliares de marcha
    Publication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Preto, Leonel; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, Olga
    A mobilidade é uma condição relativa de movimento, tomando-se numa das capacidades mais importantes da pessoa, uma vez que está estreitamente relacionada com a sua capacidade e habilidade para realizar atividades de vida diária. Esta é fundamental para o desempenho dos auto cuidados e também para garantir a satisfação das necessidades psicossociais que envolvam a qualidade de vida. Segundo a Classificação Internacional para a Prática da Enfermagem (CIPE®), a mobilidade é a "Capacidade para Mobilizar-se" (Conselho Internacional de Enfermeiros, CIPE® Versão 2 - Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem, 2010), definindo a capacidade para mobilizar-se como "Capacidade: Movimento voluntário do corpo" (Conselho Internacional de Enfermeiros, 2010). Como consequência de situações físicas ou clínicas a mobilidade funcional pode sofrer alterações resultantes de determinadas patologias, lesões ou cirurgias, revestindo-se de um carácter negativo com repercussões reconhecidas. A intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação, mais especificamente no treino de exercícios isométricos, mobilizações passivas, ativas, ativas assistidas e ativas resistidas, treino de equilíbrio e de proprioceção, tem uma função importante na preparação dos grupos musculares envolvidos na marcha (Lourenço et aI., 2021). As transferências de peso dos membros superiores e inferiores não afetados para os membros afetados, quando permitido, também são de grande importância, pois promovem a estimulação da sensibilidade postural.
  • Transferência da cama para a maca
    Publication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Faria, Ana; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, Olga
    A transferência de um local para o outro é uma intervenção de enfermagem que tem em vista ajudar a pessoa dependente ou com mobilidade comprometida a alcançar posições que se coadunem com os objetivos terapêuticos, tanto do ponto de vista da recuperação como da prevenção de complicações. Implica mover a pessoa de um local para o outro (Conselho Internacional de Enfermeiros, 2019), sendo que, no caso da transferência da cama para a maca, o movimento ocorre de uma superfície plana para outra (Bergman & Jesus, 2022). Antes de ser concretizada a transferência da pessoa, os enfermeiros devem considerar aspetos relacionados com a pessoa a transferir, com o ambiente e com o próprio profissional (Administração Central dos Serviços de Saúde, 2011; Bergman & Jesus, 2022).
  • Transferir-se com ajuda da cama para cadeira/cadeira de rodas
    Publication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Faria, Ana; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, Olga
    Transferência é um padrão de movimento pelo qual se desloca e muda o corpo de uma pessoa de uma superfície para outra, sendo que a técnica de transferência depende de várias características da pessoa, nomeadamente grau de dependência, altura e peso, capacidade em compreender, vontade em colaborar e condição clínica (Ordem dos Enfermeiros, 2013). De acordo com o Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN) (ICN, 2019), a capacidade para se transferir reporta-se à capacidade para se deslocar e mudar o corpo de um local para outro. Neste seguimento, transferir da cama para a cadeira/cadeira de rodas implica uma mudança da pessoa da posição de deitada para sentada. Dependendo das características da pessoa, a transferência pode realizar-se com ajuda parcial ou ajuda total (Lourenço & Moreno, 2016). Em consonância com a tipologia de ajuda, a transferência da pessoa pode ser concretizada com um ou dois profissionais, assegurando as condições de segurança, tanto para os próprios profissionais como para a pessoa a transferir. Independentemente da situação, é aconselhado o recurso a equipamento de apoio, na medida em que a sua utilização minimiza o risco de lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho nos profissionais (Andersen et al., 2014).
  • Impacto da telerreabilitação cardíaca na qualidade de vida de pessoas com doença coronária: uma revisão umbrella
    Publication . Coelho, Bernadette Correia; Preto, Leonel
    Analisar e sintetizar a evidência científica disponível sobre o impacto da telerreabilitação cardíaca na qualidade de vida de pessoas com doença coronária, através de uma revisão umbrella. Metodologia: Realizou-se uma revisão umbrella, integrando revisões sistemáticas e revisões com meta-análise identificadas nas bases de dados PubMed e Cochrane Database of Systematic Reviews. A questão de investigação foi estruturada segundo a estratégia PICO, considerando adultos com doença coronária, programas de telerreabilitação cardíaca como intervenção, reabilitação convencional ou cuidados habituais como comparador e qualidade de vida relacionada com a saúde como outcome principal. Foram incluídas revisões publicadas em língua inglesa que analisassem este desfecho. A qualidade metodológica foi avaliada com recurso ao instrumento AMSTAR 2. Resultados: Foram incluídas cinco revisões sistemáticas, abrangendo ensaios clínicos e um número expressivo de participantes com doença coronária. De forma global, os resultados evidenciaram que a telerreabilitação cardíaca apresenta efeitos positivos e comparáveis à reabilitação convencional na melhoria da qualidade de vida, sobretudo nos domínios físico e psicológico. Verificaram-se ganhos na capacidade funcional, controlo de fatores de risco e adesão terapêutica. Apesar da heterogeneidade metodológica identificada, a evidência aponta para a segurança e eficácia desta abordagem. Conclusão: A telerreabilitação cardíaca constitui uma estratégia promissora e viável na promoção da qualidade de vida, devendo ser considerada como alternativa ou complemento aos modelos tradicionais de reabilitação cardiovascular.
  • Aptidão física, funcionalidade e equilíbrio em idosos internados em uma unidade de cuidados continuados da ilha da Madeira (Portugal)
    Publication . Silva, John Emmanuel Pereira; Lucas, Jaime José Daniel Fernandes; Preto, Leonel
    Objetivo: Caracterizar o perfil sociodemográfico e clínico de idosos internados numa unidade da Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados (RRCCI), da ilha da Madeira, Portugal, e avaliar a sua funcionalidade, aptidão física e equilíbrio, analisando as relações entre estas variáveis. Metodologia: Estudo transversal, quantitativo e descritivo-correlacional, envolvendo 10 participantes com 65 ou mais anos. A recolha de dados incluiu um questionário sociodemográfico e clínico, o Índice de Barthel (IB), a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), o teste de levantar e sentar em 30 segundos (TLS) e o Timed Up and Go (TUG). Procedeu-se à análise estatística descritiva e correlacional. Resultados: A maioria dos participantes apresentava múltiplas comorbilidades, défices sensoriais e história de quedas. No IB, 70% revelaram dependência ligeira. A aptidão física mostrou-se comprometida, com média de 4,9 repetições no TLS e tempos elevados no TUG (média de 1m16s). A EEB indicou risco moderado de queda (média de 34,5 pontos). Verificaram-se correlações significativas entre força, mobilidade, equilíbrio e independência funcional. Conclusão: Os participantes apresentavam limitações relevantes na mobilidade, equilíbrio e funcionalidade, reforçando a necessidade de programas de reabilitação multicomponentes orientados para a prevenção de quedas e promoção da autonomia em contexto de cuidados continuados.
  • Iatrogenia associada à polimedicação na pessoa idosa
    Publication . Cruz, João Ricardo Miranda da; Cruz , Manuel Alexandre Miranda da; Gomes, Solange Marisa Lage; Magalhães, Carlos Pires
    O processo natural de envelhecimento reporta uma continua demanda de cuidados de saúde à pessoa idosa, decorrentes das alterações fisiológicas que ocorrem no decurso dos anos. O evento de processos patológicos em virtude dessas alterações surge como uma realidade expetável, em que o recurso às intervenções farmacológicas e a consequente prática reiterada de vários fármacos, pertencentes a múltiplos grupos farmacoterapêuticos, são uma realidade constante no tratamento face à multimorbilidade na pessoa idosa (Piccoliori et al., 2021). Para Ribeiro (2014), uma prevalência tão elevada respeitante às doenças crónicas e sua sintomatologia, nas pessoas com mais de 65 anos, conduz a que esta faixa etária da população consuma aproximadamente cerca de 25% do total dos medicamentos vendidos, com ou sem prescrição medica, perspetivandose, que, no ano de 2030, alcance a cifra de, pelo menos, 40%. O mesmo autor releva que aos adultos idosos só devem ser prescritos fármacos em estrita necessidade, com indicações terapêuticas precisas e na menor dose possível e eficaz, ou seja, pela sua especificidade deve ser feita uma hierarquização da terapêutica que necessitam.