Logo do repositório
 

ESSa - Capítulos de Livros

URI permanente para esta coleção:

Navegar

Entradas recentes

A mostrar 1 - 10 de 196
  • Envelhecimento biológico - teorias e alterações
    Publication . Magalhães, Carlos Pires; Rodrigues, Carina; Cruz, Manuel Alexandre Miranda da; Cruz, João Ricardo Miranda da
    De acordo com Lima (2010) o envelhecimento inicia-se logo na conceção, prosseguindo ao longo da vida até ao final da mesma, não podendo ser evitado. O envelhecimento é um processo universal, progressivo e intrínseco, responsável por alterações biopsicossociais, cuja ocorrência não se dá exatamente no mesmo momento, nem afeta de forma idêntica as pessoas (assíncrono e multiforme), sendo influenciado por diversos fatores, existindo funções que se podem conservar até idades mais avançadas (Novoa et al., 2005). No mesmo sentido, Jacob (2019) refere-nos que se trata de um processo gradual e pessoal, vivenciado de forma distinta e única por cada individuo. Como processo complexo, o mesmo pode ser descrito em termos cronológicos, fisiológicos e ao nível funcional (Williams, 2020). Jeckel-Neto e Cunha (2006) salientam-nos que o termo envelhecimento é comumente utilizado para “descrever as mudanças morfofuncionais ao longo da vida que ocorrem após a maturação sexual e que, progressivamente, comprometem a capacidade de reposta dos indivíduos ao stresse ambiental e à manutenção da homeostasia” (p. 13). Para Almeida (1999) o conceito de envelhecimento constrói-se a partir de múltiplos elementos, como os valores, os padrões de comportamento, o sistema moral e as experiências prévias de cada pessoa, resultantes da formação individual, do contacto familiar e com amigos idosos. Num estudo exploratório, qualitativo, efetuado por Nascimento de Souza et al. (2020), que visou conhecer a perceção dos idosos de uma Universidade Aberta à Terceira Idade sobre o envelhecimento, concluiu-se que estes o
  • Inteligência artificial e os novos ambientes de ensino e aprendizagem
    Publication . Rodrigues, Carina
    Grande parte dos aplicativos digitais disponíveis atualmente para os professores, as chamadas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), baseia-se em ferramentas que integram Inteligência Artificial (IA). Diversas organizações internacionais, tais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e a Comissão Europeia (CE), têm vindo a desenvolver orientações e políticas para uma escola mais adequada à sociedade digital, capaz de responder aos desafios do futuro (Comissão Europeia, 2020; OCDE, 2019; UNESCO, 2019). Na conferência Internacional sobre Inteligência Artificial e Educação, organizada pela UNESCO em Pequim (China), em maio de 2019, resultou um importante conjunto de princípios e recomendações que visam orientar e apoiar os países na integração da inteligência artificial nos seus sistemas educacionais, promovendo uma abordagem ética e inclusiva (UNESCO, 2019). Para além das inúmeras vantagens que a tecnologia nos oferece, a sua utilização acarreta sérios riscos para a sociedade, colocando em debate várias questões éticas que precisam ser discutidas por todos nós. Entre essas questões, destacam-se a confidencialidade de dados, a equidade no seu uso e a dependência da tecnologia. A proteção da privacidade é fundamental, pois o uso indevido de dados pessoais pode levar a abusos e violações dos direitos individuais. A equidade também é uma grande preocupação, uma vez que a tecnologia pode perpetuar ou até exacerbar desigualdades sociais existentes, caso não seja implementada de maneira justa e inclusiva. Neste capítulo serão abordados vários conceitos sobre IA, as principais aplicações no ecossistema de ensino, as competências necessárias de docentes e alunos, oportunidades e riscos associados ao uso da IA bem como as principais questões éticas que se colocam na sua utilização.
  • Metodologías de enseñanza en salud frente a los retos demográficos
    Publication . Alves, Sara Elisa Brás; Pereira, Olívia R.; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues; Novo, André; Vaz, Josiana A.; Fernandes, Adília; Fernandes, Hélder
    El envejecimiento de la población representa un desafío considerable para los sistemas de salud, lo que exige importantes innovaciones en la formación de los profesionales del área. La innovación educativa en salud se presenta como una respuesta clave ante los desafíos demográficos de las sociedades con una población envejecida. Un tema central en aspectos relacionados con el envejecimiento poblacional es el edadismo y las maneras de combatirlo, mientras que las dinámicas demográficas y la necesidad de fortalecer la fuerza laboral continúan siendo prioridades clave. El enfoque en las necesidades particulares de los adultos mayores se ha consolidado como un elemento fundamental en los programas educativos de las profesiones de salud para asegurar que el personal sanitario esté adecuadamente preparado para afrontar los retos del envejecimiento de la población. Es crucial sensibilizar a los nuevos profesionales sobre la importancia de centrarse en intervenciones preventivas a lo largo de toda la vida, para evitar que el aumento de la longevidad venga acompañado de un mayor índice de enfermedades. Este capítulo analizará cómo la innovación en la educación en salud puede abordar el reto demográfico y sus implicaciones en la formación de profesionales de la salud calificados.
  • Velhos e provérbios: sabedoria que ecoa no tempo
    Publication . Antão, Celeste; Magalhães, Carlos Pires; Vicente de Castro, Florêncio; Anastácio, Zélia Caçador
    O envelhecimento é hoje uma conquista do homem e da sociedade. O ser humano é a única espécie do planeta que subverte a própria natureza e é capaz de alterar a seleção natural de que falava Darwin. O homem é capaz de se organizar e evoluir ao longo do tempo, não só para sobreviver, mas também para aumentar a sua esperança de vida com qualidade (Vicente Castro, 2023). O envelhecimento é entendido como um processo natural acompanhado por vários desafios. Uma série de problemas podem surgir e reduzir a capacidade de as pessoas idosas realizarem as suas atividades da vida diária de forma independente, levando-as a depender de outras pessoas, em especial dos seus familiares. Misiaszek (2008) enfatiza que o processo biológico de envelhecimento resulta em diferentes problemas de saúde física e mental, incluindo perda de visão e audição, doenças cardiovasculares, deficiências físicas, distúrbios mentais, assim como perturbações músculoesqueléticas, neurológicas, gastrointestinais e endócrinas.
  • Análise de provérbios à luz das teorias do envelhecimento.
    Publication . Antão, Celeste; Magalhães, Carlos Pires; Vicente de Castro, Florêncio; Anastácio, Zélia Caçador
    O conceito de velhice e a forma como pensamos a velhice na sociedade antevê-se através da língua que utilizamos para nos referirmos a ela em forma de frases, alusões, provérbios, canções, contos, novelas, poemas, etc. Os termos associados à velhice anteveem a forma como as crianças, jovens e adultos se relacionam com as pessoas mais velhas (Vicente Castro et al., 1996). Para poder compreender a representação social da velhice é necessário, em primeiro lugar, delimitar o próprio conceito de velhice e, em segundo lugar, seria desejável conhecer o sistema de crenças e representações sociais que se formam ao longo do desenvolvimento humano em relação ao contexto sociocultural. A psicologia como ciência ajudanos a entender como uma ciência do comportamento, percebendo o comportamento como linguagem. Nesta linha de pensamento, o objeto da Psicologia é compreender, observar, traduzir, analisar, contrastar, comparar, interpretar cientificamente aquela linguagem, aquele comportamento, seja normal ou patológico, encontrar uma resposta científica à sua etiologia, desenvolvimento e significado, colocando esse conhecimento ao serviço da humanidade.
  • Envelhecimento demográfico - problema ou desafio?
    Publication . Magalhães, Carlos Pires; Antão, Celeste; Bemposta, Maria Cristina Mós; Cruz, João Ricardo Miranda da
    Em Portugal, o índice de envelhecimento atingiu o valor de 182 (Instituto Nacional de Estatística [INE], 2022), conforme apurado nos censos de 2021, significando a existência de 182 pessoas com 65 ou mais anos para cada 100 jovens com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos. As regiões do Centro e do Alentejo apresentaram os valores mais elevados de envelhecimento, enquanto os Açores foi onde se verificou o valor mais baixo. Em 1960, o índice de envelhecimento era apenas de 27, incrementando-se de forma contínua, ultrapassando a barreira dos 100 no virar do século, como constatado nos resultados obtidos nos censos de 2001 (INE, 2002), prosseguindo para 128 no ano de 2011 (INE, 2012). De acordo com o INE (2022) entre 2011 e 2021 a idade média da população aumentou, situando-se em 45,4 anos, sendo mais elevada para as mulheres (46,9 anos) do que para os homens (43,8 anos). Ainda segundo a mesma fonte, constatou-se uma diminuição do índice de rejuvenescimento da população ativa, que passou de 94 em 2011 para 76 em 2021, indicando que, por cada 100 pessoas a sair do mercado de trabalho, apenas entraram 76. A população está distribuída de forma desigual, fortemente concentrada no litoral e na Área Metropolitana de Lisboa, onde 20% ocupa apenas 1,1% do território. Os dados revelam ainda transformações nas estruturas familiares, verificando-se uma diminuição do número médio de pessoas por agregado familiar e um aumento do número de agregados unipessoais, representando 24,8% do total de agregados domésticos.
  • Prevalência e fatores de risco de infeções do trato urinário relacionadas com o cateter vesical: uma revisão sistemática da literatura
    Publication . Fernandes, Ana Luísa Esteves; Almeida, Júlia Gabriela Aguiar Santos; Preto, Leonel
    As infeções do trato urinário associadas ao cateter vesical (CAUTIs) são um problema hospitalar comum, elevando custos e comprometendo a recuperação dos pacientes. A resistência antimicrobiana exige abordagens preventivas baseadas em evidências. Objetivo: Determinar a prevalência de infeções do trato urinário associadas ao uso do cateter vesical em pacientes internados e identificar os principais fatores de risco descritos na literatura científica. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática segundo a metodologia PRISMA, abrangendo artigos de 2019 a 2024. A pesquisa nas bases PubMed e Web of Science utilizou expressões booleanas com os termos "Catheter-associated Urinary Tract Infection", "Prevalence", "Risk Factors" e "Hospital Setting". Após critérios de inclusão e exclusão, seis artigos foram selecionados para análise. Resultados: A prevalência das CAUTIs associou-se ao uso prolongado de cateteres, higiene inadequada e fatores como idade avançada e comorbilidades. Entre 10% e 25% dos pacientes desenvolvem CAUTIs, chegando a 28% em Cuidados Intensivos. Estratégias preventivas, como a inserção assética, remoção precoce dos cateteres e uso de dispositivos antimicrobianos, reduziram a incidência. Conclusão: A revisão destacou a importância da formação contínua, protocolos padronizados e uso racional de antibióticos para reduzir as CAUTIs. A combinação de práticas clínicas e inovação tecnológica é essencial para mitigar este problema.
  • Síndrome de burnout em profissionais de enfermagem: uma revisão sistemática da literatura
    Publication . Nascimento, Liliana Gomes; Rebelo, Tânia Marisa Santos; Preto, Leonel
    Na última década, a incidência da Síndrome de Burnout (SB) aumentou significativamente, levando ao seu reconhecimento como distúrbio ocupacional em maio de 2019. Devido às suas consequências, a SB tornou-se um problema de saúde pública que gera preocupação tanto na comunidade científica quanto nas instituições. Entre os profissionais de enfermagem, pode comprometer a qualidade da assistência prestada aos utentes. Objetivo: Identificar na literatura científica a relação entre os fatores desencadeantes da Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura com pesquisa de artigos nas bases de dados Web of Science, PubMed e Scopus. A estratégia de busca utilizou operadores booleanos e a abordagem [PI(C)O] para responder à questão: “Quais os fatores desencadeadores da Síndrome de Burnout nos enfermeiros?”. Após a aplicação de critérios de inclusão e exclusão foram selecionados seis artigos para revisão. Resultados: Os seis artigos analisados identificaram diversos fatores desencadeadores da SB, com impacto direto na qualidade dos cuidados prestados. Observou-se um aumento da incidência nos últimos anos, afetando a qualidade de vida dos enfermeiros. A síndrome desenvolve-se em três eixos principais: alta despersonalização, exaustão emocional e baixa realização pessoal. Conclusão: Observou-se um aumento da incidência da SB ao longo dos anos, associado a diversos fatores desencadeadores. Assim, é fundamental que as instituições invistam em prevenção e reabilitação, considerando causas como ambientes de trabalho adversos, metas inatingíveis e a alta competitividade do setor.
  • Conceitos gerais sobre atividade física e exercício físico
    Publication . Delgado, Bruno; Vaz, Sérgio; Loureiro, Maria; Novo, André; Preto, Leonel; Mendes, Eugénia
    Desde pelo menos 1985 que se tentam definir os termos atividade física e exercício físico e a sua relação com a saúde (Caspersen et al., 1985). Já desde essa data que se descreve que atividade física e exercício físico são termos diferentes, mas muitas das vezes confundidos entre si. E esta situação mantém-se praticamente inalterada quase 40 anos depois. Com este capítulo pretende-se descrever os principais conceitos associados à atividade física e exercício físico e descrever as recomendações atuais para pessoas aparentemente saudáveis.
  • A atividade física na pessoa com intolerância à atividade
    Publication . Loureiro; Maria; Delgado, Bruno; Duarte, João; Ângela, Óscar; Novo, André
    As doenças cardíacas são um dos mais significativos desafios de saúde no mundo de hoje e uma das principais causas de morbi-mortalidade, com impactos económicos e de saúde elevados (Tsao et al., 2022). Uma das manifestações clínicas mais comuns na pessoa com doença cardíaca é a intolerância à atividade (IA), sendo um foco importante de avaliação e intervenção. A IA é definida como a falta de capacidade para manter a energia física e psicológica, suficiente para tolerar ou completar as atividades diárias necessárias ou desejadas, com associação a cansaço fácil e movimentos corporais extenuantes (Conselho Internacional de Enfermagem, 2011). Também é descrita como uma incapacidade de realizar atividades físicas (AF) acompanhada de sintomas como a dispneia e/ou fadiga. A IA é desta forma uma marca registada de doença cardíaca crónica, ex. insuficiência cardíaca (Del Buono et al., 2019; Tucker et al., 2020) e/ou aguda, ex. doença cardíaca isquémica (Rasch-Halvorsen et al., 2020; Tajima et al., 2019), e está associada à redução da qualidade de vida (QV) e aumento da mortalidade. Ainda que seja um sintoma de elevada prevalência na pessoa com doença cardíaca, a sua génese parece multifatorial, e a idade surge como um fator de risco/agravamento importante (Upadhya et al., 2015). A IA pode ter diagnóstico em internamento ou ser monitorizada em contexto de gestão da doença cardíaca.