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ESSa - Capítulos de Livros

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  • Velhos e provérbios: sabedoria que ecoa no tempo. ?
    Publication . Antão, Celeste; Magalhães, Carlos Pires; Vicente de Castro, Florêncio; Anastácio, Zélia Caçador
    O envelhecimento é hoje uma conquista do homem e da sociedade. O ser humano é a única espécie do planeta que subverte a própria natureza e é capaz de alterar a seleção natural de que falava Darwin. O homem é capaz de se organizar e evoluir ao longo do tempo, não só para sobreviver, mas também para aumentar a sua esperança de vida com qualidade (Vicente Castro, 2023). O envelhecimento é entendido como um processo natural acompanhado por vários desafios. Uma série de problemas podem surgir e reduzir a capacidade de as pessoas idosas realizarem as suas atividades da vida diária de forma independente, levando-as a depender de outras pessoas, em especial dos seus familiares. Misiaszek (2008) enfatiza que o processo biológico de envelhecimento resulta em diferentes problemas de saúde física e mental, incluindo perda de visão e audição, doenças cardiovasculares, deficiências físicas, distúrbios mentais, assim como perturbações músculoesqueléticas, neurológicas, gastrointestinais e endócrinas.
  • Análise de provérbios à luz das teorias do envelhecimento. ?
    Publication . Antão, Celeste; Magalhães, Carlos Pires; Vicente de Castro, Florêncio; Anastácio, Zélia Caçador
    O conceito de velhice e a forma como pensamos a velhice na sociedade antevê-se através da língua que utilizamos para nos referirmos a ela em forma de frases, alusões, provérbios, canções, contos, novelas, poemas, etc. Os termos associados à velhice anteveem a forma como as crianças, jovens e adultos se relacionam com as pessoas mais velhas (Vicente Castro et al., 1996). Para poder compreender a representação social da velhice é necessário, em primeiro lugar, delimitar o próprio conceito de velhice e, em segundo lugar, seria desejável conhecer o sistema de crenças e representações sociais que se formam ao longo do desenvolvimento humano em relação ao contexto sociocultural. A psicologia como ciência ajudanos a entender como uma ciência do comportamento, percebendo o comportamento como linguagem. Nesta linha de pensamento, o objeto da Psicologia é compreender, observar, traduzir, analisar, contrastar, comparar, interpretar cientificamente aquela linguagem, aquele comportamento, seja normal ou patológico, encontrar uma resposta científica à sua etiologia, desenvolvimento e significado, colocando esse conhecimento ao serviço da humanidade.
  • Envelhecimento demográfico - problema ou desafio?
    Publication . Magalhães, Carlos Pires; Antão, Celeste; Bemposta, Maria Cristina Mós; Cruz, João Ricardo Miranda da
    Em Portugal, o índice de envelhecimento atingiu o valor de 182 (Instituto Nacional de Estatística [INE], 2022), conforme apurado nos censos de 2021, significando a existência de 182 pessoas com 65 ou mais anos para cada 100 jovens com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos. As regiões do Centro e do Alentejo apresentaram os valores mais elevados de envelhecimento, enquanto os Açores foi onde se verificou o valor mais baixo. Em 1960, o índice de envelhecimento era apenas de 27, incrementando-se de forma contínua, ultrapassando a barreira dos 100 no virar do século, como constatado nos resultados obtidos nos censos de 2001 (INE, 2002), prosseguindo para 128 no ano de 2011 (INE, 2012). De acordo com o INE (2022) entre 2011 e 2021 a idade média da população aumentou, situando-se em 45,4 anos, sendo mais elevada para as mulheres (46,9 anos) do que para os homens (43,8 anos). Ainda segundo a mesma fonte, constatou-se uma diminuição do índice de rejuvenescimento da população ativa, que passou de 94 em 2011 para 76 em 2021, indicando que, por cada 100 pessoas a sair do mercado de trabalho, apenas entraram 76. A população está distribuída de forma desigual, fortemente concentrada no litoral e na Área Metropolitana de Lisboa, onde 20% ocupa apenas 1,1% do território. Os dados revelam ainda transformações nas estruturas familiares, verificando-se uma diminuição do número médio de pessoas por agregado familiar e um aumento do número de agregados unipessoais, representando 24,8% do total de agregados domésticos.
  • Prevalência e fatores de risco de infeções do trato urinário relacionadas com o cateter vesical: uma revisão sistemática da literatura
    Publication . Fernandes, Ana Luísa Esteves; Almeida, Júlia Gabriela Aguiar Santos; Preto, Leonel
    As infeções do trato urinário associadas ao cateter vesical (CAUTIs) são um problema hospitalar comum, elevando custos e comprometendo a recuperação dos pacientes. A resistência antimicrobiana exige abordagens preventivas baseadas em evidências. Objetivo: Determinar a prevalência de infeções do trato urinário associadas ao uso do cateter vesical em pacientes internados e identificar os principais fatores de risco descritos na literatura científica. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática segundo a metodologia PRISMA, abrangendo artigos de 2019 a 2024. A pesquisa nas bases PubMed e Web of Science utilizou expressões booleanas com os termos "Catheter-associated Urinary Tract Infection", "Prevalence", "Risk Factors" e "Hospital Setting". Após critérios de inclusão e exclusão, seis artigos foram selecionados para análise. Resultados: A prevalência das CAUTIs associou-se ao uso prolongado de cateteres, higiene inadequada e fatores como idade avançada e comorbilidades. Entre 10% e 25% dos pacientes desenvolvem CAUTIs, chegando a 28% em Cuidados Intensivos. Estratégias preventivas, como a inserção assética, remoção precoce dos cateteres e uso de dispositivos antimicrobianos, reduziram a incidência. Conclusão: A revisão destacou a importância da formação contínua, protocolos padronizados e uso racional de antibióticos para reduzir as CAUTIs. A combinação de práticas clínicas e inovação tecnológica é essencial para mitigar este problema.
  • Síndrome de burnout em profissionais de enfermagem: uma revisão sistemática da literatura
    Publication . Nascimento, Liliana Gomes; Rebelo, Tânia Marisa Santos; Preto, Leonel
    Na última década, a incidência da Síndrome de Burnout (SB) aumentou significativamente, levando ao seu reconhecimento como distúrbio ocupacional em maio de 2019. Devido às suas consequências, a SB tornou-se um problema de saúde pública que gera preocupação tanto na comunidade científica quanto nas instituições. Entre os profissionais de enfermagem, pode comprometer a qualidade da assistência prestada aos utentes. Objetivo: Identificar na literatura científica a relação entre os fatores desencadeantes da Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura com pesquisa de artigos nas bases de dados Web of Science, PubMed e Scopus. A estratégia de busca utilizou operadores booleanos e a abordagem [PI(C)O] para responder à questão: “Quais os fatores desencadeadores da Síndrome de Burnout nos enfermeiros?”. Após a aplicação de critérios de inclusão e exclusão foram selecionados seis artigos para revisão. Resultados: Os seis artigos analisados identificaram diversos fatores desencadeadores da SB, com impacto direto na qualidade dos cuidados prestados. Observou-se um aumento da incidência nos últimos anos, afetando a qualidade de vida dos enfermeiros. A síndrome desenvolve-se em três eixos principais: alta despersonalização, exaustão emocional e baixa realização pessoal. Conclusão: Observou-se um aumento da incidência da SB ao longo dos anos, associado a diversos fatores desencadeadores. Assim, é fundamental que as instituições invistam em prevenção e reabilitação, considerando causas como ambientes de trabalho adversos, metas inatingíveis e a alta competitividade do setor.
  • Conceitos gerais sobre atividade física e exercício físico
    Publication . Delgado, Bruno; Vaz, Sérgio; Loureiro, Maria; Novo, André; Preto, Leonel; Mendes, Eugénia
    Desde pelo menos 1985 que se tentam definir os termos atividade física e exercício físico e a sua relação com a saúde (Caspersen et al., 1985). Já desde essa data que se descreve que atividade física e exercício físico são termos diferentes, mas muitas das vezes confundidos entre si. E esta situação mantém-se praticamente inalterada quase 40 anos depois. Com este capítulo pretende-se descrever os principais conceitos associados à atividade física e exercício físico e descrever as recomendações atuais para pessoas aparentemente saudáveis.
  • A atividade física na pessoa com intolerância à atividade
    Publication . Loureiro; Maria; Delgado, Bruno; Duarte, João; Ângela, Óscar; Novo, André
    As doenças cardíacas são um dos mais significativos desafios de saúde no mundo de hoje e uma das principais causas de morbi-mortalidade, com impactos económicos e de saúde elevados (Tsao et al., 2022). Uma das manifestações clínicas mais comuns na pessoa com doença cardíaca é a intolerância à atividade (IA), sendo um foco importante de avaliação e intervenção. A IA é definida como a falta de capacidade para manter a energia física e psicológica, suficiente para tolerar ou completar as atividades diárias necessárias ou desejadas, com associação a cansaço fácil e movimentos corporais extenuantes (Conselho Internacional de Enfermagem, 2011). Também é descrita como uma incapacidade de realizar atividades físicas (AF) acompanhada de sintomas como a dispneia e/ou fadiga. A IA é desta forma uma marca registada de doença cardíaca crónica, ex. insuficiência cardíaca (Del Buono et al., 2019; Tucker et al., 2020) e/ou aguda, ex. doença cardíaca isquémica (Rasch-Halvorsen et al., 2020; Tajima et al., 2019), e está associada à redução da qualidade de vida (QV) e aumento da mortalidade. Ainda que seja um sintoma de elevada prevalência na pessoa com doença cardíaca, a sua génese parece multifatorial, e a idade surge como um fator de risco/agravamento importante (Upadhya et al., 2015). A IA pode ter diagnóstico em internamento ou ser monitorizada em contexto de gestão da doença cardíaca.
  • A Influência da atividade física na capacidade respiratória de indivíduos com comprometimento ventilatório
    Publication . Vaz, Sérgio; Félix, Andreia; Pires, Patrícia; Magalhães, Bruno; Seco-Calvo, Jesus; Novo, André
    O envelhecimento humano é um processo heterogéneo, dinâmico e progressivo caracterizado por uma série de alterações morfológicas, bioquímicas e funcionais, incluindo a função pulmonar. A literatura evidencia um declínio progressivo na função pulmonar, que se inicia tipicamente a partir da quarta década de vida, identificando os mecanismos específicos pelos quais o envelhecimento afeta adversamente os pulmões e a função pulmonar (Thomas et al., 2019). As principais alterações incluem a diminuição do desempenho muscular respiratório, a redução do fluxo de tosse e o aumento da disfunção mucociliar, contribuindo para uma clearance mucociliar ineficiente e restrição ventilatória (Lowery et al., 2013). Além disso, mudanças na membrana alvéolo-capilar e nas propriedades mecânicas dos pulmões prejudicam a capacidade de difusão e intensificam a incompatibilidade entre ventilação e perfusão, especialmente durante a atividade física (Burtscher et al., 2022).
  • Efetividade do exercício físico na prevenção de quedas em idosos: uma revisão sistemática
    Publication . Almeida, Ana Francisca Miguel; Preto, Leonel
    Avaliar a efetividade de programas de exercício físico na prevenção de quedas em idosos. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, considerando os últimos 5 anos e selecionando publicações de acesso aberto disponíveis em português, inglês e espanhol. Resultados: A análise dos artigos revelou que programas de exercício físico, como passos induzidos por perturbações, exercícios vibratórios, propriocetivos e de fortalecimento muscular, contribuem para a prevenção do risco de quedas em idosos, promovendo melhorias no equilíbrio, na marcha, na postura e na coordenação. Conclusão: Programas de exercício físico estruturado e planeado, contribuem para a prevenção de quedas em idosos, evitando consequências como traumatismos, fraturas e lesões que conduzem à perda de funcionalidade e autonomia nas atividades de vida diária.
  • Introdução à comunicação no contexto de saúde
    Publication . Baptista, Gorete
    A comunicação em saúde é descrita como um pilar essencial para a prestação de cuidados eficazes, facilitando a compreensão e adesão aos planos terapêuticos pelos pacientes. Este capítulo discute a importância de uma relação terapêutica válida e intensiva entre profissionais de saúde e pacientes, destacando a comunicação como um instrumento terapêutico essencial para proporcionar um cuidado humanizado e eficiente. Enfatiza a necessidade de uma comunicação holística, que considera todos os aspetos do ser humano – físicos, emocionais e sociais. Também aborda, de forma breve, algumas estratégias de comunicação para superar barreiras comunicacionais e a importância do treino contínuo das habilidades comunicacionais dos enfermeiros. Destaca-se a comunicação como um direito do paciente e uma responsabilidade profissional, com estratégias para melhorar a comunicação em situações críticas e fortalecer a relação terapêutica entre paciente e profissional de saúde.