ESSa - Dissertações de Mestrado Alunos
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- Instrumentos de Avaliação da Mobilidade em UCI: Propriedades Psicométricas e Aplicabilidade Clínica - Scoping ReviewPublication . Malho, Andreia Freitas; Mendes, EugéniaO presente relatório insere-se no âmbito do Mestrado em Enfermagem de Reabilitação e integra duas componentes complementares: o percurso de desenvolvimento de competências em contexto de estágio e um trabalho de investigação centrado na avaliação da mobilidade em Unidades de Cuidados Intensivos. A mobilização precoce assume um papel fundamental na prevenção do declínio funcional associado à doença crítica, sendo essencial a utilização de instrumentos válidos e fiáveis que sustentem a prática clínica. Objetivo: Descrever e analisar criticamente o desenvolvimento de competências em Enfermagem de Reabilitação, bem como mapear os instrumentos de avaliação da mobilidade em contexto de UCI e analisar a evidência relativa às suas propriedades psicométricas e aplicabilidade clínica. Métodos: A componente de estágio baseou-se na análise reflexiva da prática desenvolvida em diferentes contextos assistenciais, evidenciando intervenções de enfermagem de reabilitação centradas na pessoa. A componente de investigação consistiu numa scoping review, conduzida de acordo com a metodologia do Joanna Briggs Institute e reportada segundo o PRISMA-ScR. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, tendo sido incluídos estudos publicados nos últimos cinco anos. A seleção dos estudos decorreu em duas fases, com recurso à plataforma Rayyan, sendo os dados analisados de forma descritiva. Resultados: A componente de estágio evidenciou o desenvolvimento de competências especializadas na avaliação funcional, planeamento e implementação de intervenções de reabilitação, com foco na promoção da autonomia e funcionalidade da pessoa. Na scoping review, foram incluídos 20 estudos, identificando-se como principais instrumentos a ICU Mobility Scale, o Perme Intensive Care Unit Mobility Score e o Functional Status Score for the Intensive Care Unit. Os instrumentos apresentaram, globalmente, boa a elevada fiabilidade e evidência de validade, embora com heterogeneidade metodológica entre estudos e lacunas na avaliação da responsividade e definição de valores clinicamente significativos. Conclusão: A integração entre a experiência clínica e a evidência científica reforça a importância da utilização sistemática de instrumentos estruturados de avaliação da mobilidade na prática em cuidados intensivos. O enfermeiro especialista em Enfermagem de Reabilitação assume um papel central na implementação de práticas baseadas na evidência, contribuindo para a otimização dos resultados funcionais da pessoa em situação crítica. Persistem, contudo, lacunas na evidência, particularmente no que se refere à prática de Enfermagem de Reabilitação, sendo necessária a realização de estudos mais robustos e a promoção da implementação consistente destes instrumentos na prática clínica.
- Práticas da Humidificação em OxigenoterapiaPublication . Fernandes, Helena Isabel Vara; Baptista, GoreteO presente Relatório de Estágio, realizado no âmbito do Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica na Área da Pessoa em Situação Crítica, consiste numa análise crítica e fundamentada do percurso de estágio, desenvolvido em três contextos de ensino clínico distintos: Serviço de Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos, Serviço de urgência e Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, integrados em duas Unidades Locais de Saúde do Norte de Portugal. O relatório está estruturado em duas partes: a primeira documenta o desenvolvimento de competências clínicas, comuns e específicas, conforme as diretrizes da Ordem dos Enfermeiros; o segundo apresenta o trabalho de investigação desenvolvido, baseado na prática especializada e orientado para a melhoria contínua da qualidade dos cuidados, com o tema “Práticas da humidificação em Oxigenoterapia”. Em cada uma das partes é feita uma análise crítica e reflexiva, sustentada na evidência científica e nos padrões de qualidade definidos pela profissão, com o intuito de evidenciar a evolução de competências, a capacidade de integração da teoria na prática e o impacto das experiências no crescimento pessoal e profissional enquanto futura enfermeira especialista. A escolha do tema do trabalho de investigação baseia-se na identificação de práticas díspares na administração de oxigenoterapia, nomeadamente no que respeita à humidificação, desinfeção e reprocessamento dos dispositivos utilizados nesta terapia. Objetivos: Analisar os processos de aprendizagem, de aquisição e desenvolvimento de competências, no âmbito da prestação de cuidados à pessoa em situação crítica; desenvolver uma proposta de melhoria para a prática de administração de oxigenoterapia humidificada numa ULS do Norte de Portugal, com base nas melhores evidências científicas e na análise da prática atual. Metodologia: O desenvolvimento de competências foi conseguido através dos contextos de ensino clínico, centrados no cuidado à pessoa em situação crítica (serviço de controlo de infeção e resistência aos antimicrobianos, serviço de urgência médico-cirúrgica e unidade de cuidados intensivos polivalente). Para o desenvolvimento da competência de investigação foi realizado um estudo observacional, analítico e transversal, com recolha direta e sistemática de dados junto de doentes internados a realizar oxigenoterapia, nos serviços de internamento de Medicina, Cirurgia, Serviço de Urgência e Serviço de Medicina Intensiva, que integram o departamento de emergência e medicina intensiva da Unidade Local de Saúde em estudo. A recolha de dados foi realizada através de uma grelha de registo estruturada, de observação direta, construída com base nos dispositivos de administração de oxigenoterapia e humidificação existentes na ULS em estudo e a recolha de dados decorreu no mês de dezembro de 2025. A amostra foi constituída por 61 observações de doentes a realizar oxigenoterapia. Para o tratamento dos dados, foi utilizado o software Excel, versão Microsoft 365 para Windows 11. Foram salvaguardados os princípios éticos. Resultados: As competências em análise consideram-se adquiridas, os contextos de ensino clínico contribuíram para o desenvolvimento e consolidação das mesmas. As competências comuns incluem a responsabilidade profissional, ética e legal; a melhoria contínua da qualidade; a gestão dos cuidados e o desenvolvimento das aprendizagens profissionais. Relativamente às competências específicas do enfermeiro especialista em enfermagem à pessoa em situação crítica incluem-se o cuidar da pessoa, família/cuidador a vivenciar processos complexos de doença crítica e/ou falência orgânica, dinamizar a resposta em situações de emergência, exceção e catástrofe, da conceção à ação e maximizar a prevenção, intervenção e controlo da infeção e de resistência a antimicrobianos perante a pessoa em situação crítica e/ou falência orgânica, face à complexidade da situação e à necessidade de respostas em tempo útil e adequadas (OE, 2018, 2019b). O trabalho de investigação revelou que as práticas em vigor na ULS em estudo, no que respeita à humidificação em oxigenoterapia não são uniformes, constataram-se práticas díspares na administração da oxigenoterapia. Dos 12 serviços visitados 4 têm práticas de humidificação da oxigenoterapia. As práticas identificadas não são uniformes entre os 4 serviços. Os meios e procedimentos de reprocessamento dos dispositivos médicos utilizados na humidificação em oxigenoterapia são respeitados na instituição. Conclusão: Os contextos de ensino clínico tiveram um contributo fundamental para o desenvolvimento das competências preconizadas para o enfermeiro especialista e mestre em enfermagem médico-cirúrgica na área de enfermagem à pessoa em situação crítica. As práticas de administração de oxigénio humidificado na ULS em estudo não são transversais a toda a instituição. A administração de oxigénio humidificado ou não humidificado não tem em conta a singularidade de cada doente, baseia-se em práticas próprias adotadas por cada serviço. As condições de reprocessamento dos dispositivos de humidificação são asseguradas. Os resultados obtidos neste estudo reforçam a importância da necessidade da existência de um documento orientador que regulamente a administração de oxigénio humidificado. A proposta de documento orientador foi submetida à Direção de Enfermagem da ULS e foi aprovada para publicação.
- Revisão Scoping: Impacto de Programas de Reabilitação Domiciliar na Pessoa com Insuficiência CardíacaPublication . Costa, Tânia José Araújo Alexandre; Preto, LeonelA Insuficiência Cardíaca é uma condição crónica altamente prevalente e associada a limitações significativas na autonomia, na capacidade funcional e na qualidade de vida. A taxa de rehospitalizações é elevada, constituindo um desafio para as pessoas afetadas e para os sistemas de saúde. Embora os programas de reabilitação cardíaca presenciais demonstrem benefícios claros, muitos doentes enfrentam obstáculos na sua frequência, como dificuldade de deslocação ou limitações económicas. Neste cenário, a reabilitação cardíaca domiciliária emerge como uma alternativa promissora, com potencial para aumentar o acesso e a adesão aos programas de reabilitação, através da integração do exercício físico, da educação para a saúde e do acompanhamento remoto no quotidiano da pessoa com Insuficiência Cardíaca. Objetivo: Mapear a evidência científica disponível sobre o impacto dos programas de reabilitação cardíaca domiciliária na capacidade funcional, na qualidade de vida e nos desfechos clínicos de pessoas com Insuficiência Cardíaca. Métodos: Realizou‑se uma Scoping Review segundo as orientações metodológicas do Joanna Briggs Institute e PRISMA‑ScR. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025, envolvendo adultos com Insuficiência Cardíaca que participaram em programas de reabilitação cardíaca domiciliária. A pesquisa em bases como PubMed/MEDLINE, Scopus e Web of Science, complementada por literatura cinzenta, resultou em 112 registos iniciais. Após triagem, 8 estudos foram incluídos. O processo de seleção foi apoiado pela plataforma Rayyan. Resultados: A evidência mostra que a reabilitação cardíaca domiciliária é segura e promove melhorias na capacidade funcional, nomeadamente no VO₂ pico e na prova de marcha de 6 minutos. Observam‑se também ganhos na qualidade de vida, embora os efeitos em mortalidade e rehospitalizações variem entre estudos. A adesão revela‑se elevada, sustentada pela flexibilidade e contextualização das atividades no domicílio. Conclusão: A reabilitação cardíaca domiciliária constitui uma alternativa eficaz aos programas presenciais, com impacto positivo na funcionalidade e na qualidade de vida das pessoas com Insuficiência Cardíaca. O enfermeiro especialista em Enfermagem de reabilitação desempenha um papel essencial na monitorização, educação e apoio ao autocuidado.
- Implementação da Consulta de Enfermagem de Reabilitação, no Pré-Operatório/Vantagens no Pós-Operatório no Doente Cirúrgico: Revisão Sistemática da LiteraturaPublication . Rodrigues, Maria Susete Borges; Preto, LeonelA consulta de enfermagem de reabilitação no período pré-operatório representa uma intervenção essencial para otimizar a preparação do doente cirúrgico, promover a recuperação funcional e reduzir complicações no pós-operatório. A sua implementação tem vindo a ganhar relevância no contexto dos cuidados perioperatórios, embora ainda careça de consolidação de evidência científica sobre os seus efeitos. Objetivo: Analisar as evidências disponíveis quanto aos efeitos da implementação da consulta de enfermagem de reabilitação em fase pré-operatória sobre os desfechos pós-operatórios de doentes cirúrgicos. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, de acordo com as recomendações PRISMA, com base na questão estruturada segundo o modelo PICO. A pesquisa foi conduzida na base de dados PubMed, incluindo estudos publicados entre 2014 e 2024, nos idiomas português e inglês. Foram selecionados 12 estudos que cumpriram os critérios de elegibilidade. Resultados: Os estudos analisados evidenciaram que a reabilitação pré-operatória contribui para a redução de complicações pulmonares, melhoria da capacidade funcional, diminuição do tempo de internamento e maior satisfação dos doentes. Os programas mais eficazes revelaram ser os de carácter multimodal, integrando exercício físico, suporte nutricional, intervenção psicossocial e educação para o autocuidado. Conclusão: A consulta de enfermagem de reabilitação em fase pré-operatória constitui uma intervenção fundamental para otimizar a preparação do doente cirúrgico, promover ganhos em saúde e reforçar o papel do EEER como agente essencial nos cuidados perioperatórios.
- Análise das estratégias de comunicação em enfermeiros de um serviço de urgênciaPublication . Jesus, Ângela Patrícia Almeida de; Magalhães, Carlos PiresEste relatório surge no âmbito do 1.º Curso de Mestrado de Enfermagem Médico-Cirúrgica, na área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica. A estrutura do relatório está dividida em duas partes. A primeira parte tem como propósito o desenvolvimento de competências, tanto gerais quanto específicas, relacionadas com a prática da Enfermagem Médico-Cirúrgica na área da pessoa em situação crítica. A segunda parte apresenta um estudo de investigação centrado nas estratégias de comunicação que promovem a humanização dos cuidados à pessoa em situação crítica. O objetivo geral deste estudo consistiu em analisar a comunicação no cuidado de enfermagem à pessoa em situação crítica. Foi realizado um estudo descritivo correlacional e transversal, de abordagem quantitativa, permitindo analisar relações entre variáveis sem estabelecer causalidade. Para tal, foi aplicado um questionário a enfermeiros que exercem funções no Serviço de Urgência de uma Unidade Local de Saúde da região Norte de Portugal. A amostra ficou constituída por 50 enfermeiros, que aceitaram participar voluntariamente, após esclarecimento dos objetivos e garantia de anonimato e confidencialidade. Foi utilizado um método de amostragem não probabilística por conveniência, atendendo à acessibilidade dos participantes no contexto da prática clínica. A maioria dos elementos da amostra pertence ao sexo feminino, com idades compreendidas entre os 20 e os 40 anos. Os resultados demonstraram que a maioria dos enfermeiros reconhece a relevância da atualização de conhecimentos na área da comunicação em situações de urgência. Entre as estratégias alternativas de comunicação mais frequentemente assinaladas destacaram-se os gestos, as expressões faciais, a postura e o toque, considerados pelos participantes como meios privilegiados de interação com o doente. A comunicação com a pessoa em situação crítica apresenta-se como um processo desafiador, com intensidade variável, mas raramente inexistente. Verificou-se que as dificuldades comunicacionais são transversais aos enfermeiros, independentemente das suas características profissionais ou académicas, destacando a complexidade inerente à comunicação com o doente com alterações comunicacionais. Destacaram-se diferenças estatisticamente significativas entre o tempo de exercício profissional (Kruskal-Wallis: p<0,001), a experiência profissional em Serviço de Urgência (Kruskal-Wallis: p<0,019) e as estratégias de comunicação. A amostra enquadra-se maioritariamente em profissionais com experiência consolidada, capazes de mobilizar competências técnicas e emocionais de forma integrada. Uma vez que os enfermeiros numa posição intermédia revelam valorizar menos a atitude corporal, poderá refletir a necessidade de se focarem no comprometimento de órgãos vitais num ambiente altamente volátil como o SU, dando prevalência a outras estratégias de comunicação não-verbal de mais fácil aplicação. Conclui-se que a comunicação não verbal assume um papel central no cuidado ao doente impossibilitado de comunicar verbalmente, sendo um recurso essencial para promover a humanização da prática clínica em situações críticas, o que reforça a relação terapêutica e a segurança do doente. Estes resultados evidenciam a importância da valorização e da formação contínua dos profissionais de enfermagem no desenvolvimento de competências comunicacionais adaptadas a contextos de urgência. O ensino clínico proporcionou experiências práticas que reforçam a aplicação de cuidados especializados, centrados nas necessidades da pessoa em situação crítica e nos seus familiares e consolidam uma prática clínica humanizada e competente. As competências relacionadas com a comunicação verbal e não verbal revelaram-se uma componente fundamental do cuidar. Ao longo deste percurso, foi possível prestar cuidados não só à pessoa em situação crítica, mas também à sua família com acompanhamento no decorrer do processo de doença. Esta experiência permitiu a aplicação de cuidados de enfermagem especializados, centrados nas necessidades e fragilidades da pessoa em situação crítica, o que reforçou uma prática clínica humanizada, competente e ajustada às exigências destes contextos complexos.
- Conhecimento e dificuldades dos enfermeiros sobre as precauções básicas de controlo de infeçãoPublication . Coelho, Juliana Raquel da Silva; Baptista, GoretaEnquadramento: A pessoa em situação crítica apresenta um elevado grau de vulnerabilidade, exigindo cuidados diferenciados e uma vigilância contínua por parte dos profissionais de saúde. O enfermeiro especialista em enfermagem médico-cirúrgica na área da pessoa em situação crítica desempenha um papel fundamental na prestação de cuidados seguros e baseados na evidência, contribui para a prevenção de complicações, gestão da instabilidade clínica e promoção da qualidade dos cuidados. Paralelamente, as infeções associadas aos cuidados de saúde constituem um problema relevante de segurança do doente e as precauções básicas de controlo de infeção são uma das principais estratégias para a sua prevenção. Objetivos: Este relatório tem como objetivo analisar o desenvolvimento das competências, comuns e específicas do enfermeiro especialista em enfermagem médico-cirúrgica na área da pessoa em situação crítica, ao longo dos três estágios. Adicionalmente, foi realizado um estudo de investigação que visa analisar o conhecimento, as perceções e os fatores condicionantes que influenciam a adesão dos enfermeiros às PBCI. Métodos: O percurso nos três locais de estágio incluiu a realização de 750 horas em diferentes contextos: Serviço de Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos, Serviço de Medicina Intensiva e Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica. O desenvolvimento das competências realizou-se através de reflexão crítica sustentada na evidência e nos referenciais da Ordem dos Enfermeiros. Paralelamente, foi realizado um estudo de investigação de natureza quantitativa, descritiva, correlacional e transversal, dirigido a enfermeiros de um serviço de urgência, com o objetivo de analisar o nível de conhecimento, as perceções e os fatores condicionantes que influenciam a adesão dos enfermeiros às PBCI no Serviço de Urgência de uma Unidade Local de Saúde do Norte de Portugal. Resultados: O percurso de estágio permitiu-me desenvolver competências nas três áreas específicas da especialidade médico-cirúrgica na área da pessoa em situação crítica. A participação em projetos de melhoria continua, auditorias e atividades formativas contribuiu para a consolidação da prática baseada na evidência e para o desenvolvimento das competências. Os resultados do estudo de investigação evidenciaram a existência de algumas lacunas de conhecimento e dificuldades na adesão das precauções básicas de controlo de infeção, o que reforça a importância da formação contínua e da sensibilização dos enfermeiros para esta temática. Conclusão: O percurso desenvolvido ao longo do estágio revelou-se fundamental para a aquisição e consolidação de competências especializadas na área da enfermagem à pessoa em situação crítica. A integração entre prática clínica, reflexão crítica e produção de conhecimento científico contribuiu para o desenvolvimento de uma prática profissional mais autónoma, segura e fundamentada. Os resultados obtidos reforçam a importância da formação contínua e da implementação de estratégias institucionais que promovam a adesão às boas práticas de controlo de infeção e contribuam para a melhoria da qualidade e segurança dos cuidados de saúde.
- Barreiras à Comunicação entre Enfermeiros e Doentes em Contexto de Urgência: Perceções e Estratégias para a sua SuperaçãoPublication . Miranda, Sónia Patricia da Mota; Baptista, GoreteO presente relatório de estágio surge no âmbito do Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica na área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança. O documento encontra-se estruturado em duas partes fundamentais que refletem o percurso de desenvolvimento de competências avançadas e a investigação científica. A primeira parte consiste numa análise crítico-reflexiva das atividades desenvolvidas ao longo dos três Estágios, realizados no Serviço de Hemodiálise, no Serviço de Urgência e no Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Pedro Hispano (Unidade Local de Saúde de Matosinhos). Esta secção evidencia a aquisição e consolidação de competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista, com especial foco na prestação de cuidados de elevada complexidade à pessoa em situação crítica, na gestão da melhoria contínua da qualidade e na promoção de um ambiente terapêutico seguro. A segunda parte apresenta um estudo de investigação transversal, descritivo e de abordagem mista, intitulado "Barreiras à Comunicação entre Enfermeiros e Doentes em Contexto de Urgência: Perceções e Estratégias para a sua Superação", estruturado sob a forma de artigo científico. O estudo, que envolveu a participação de 78 enfermeiros através de questionários e 7 entrevistas semiestruturadas, teve como objetivo identificar os fatores que dificultam a comunicação neste contexto exigente e as estratégias sugeridas para mitigar esta problemática. Os resultados revelaram que as principais barreiras são de natureza organizacional (elevada carga de trabalho e interrupções), ambiental (ruído e falta de privacidade) e profissional (stress e falta de formação específica). O estudo conclui destacando a necessidade de intervenções organizacionais e de investimento na formação em competências comunicacionais para assegurar a qualidade e a humanização dos cuidados de enfermagem.
- Prevenção da Infeção Urinária Associada a Cateter Vesical na pessoa em situação crítica: conhecimentos/práticas dos enfermeiros num Serviço de Medicina IntensivaPublication . Nora, Ana Sofia Pires; Magalhães, Carlos PiresEste relatório surgiu no âmbito do Curso de Mestrado de Enfermagem Médico-Cirúrgica na área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica e está organizado em duas partes. A primeira parte tem como objetivo o aperfeiçoamento das competências gerais e específicas relacionadas com a Enfermagem Médico-Cirúrgica na área da de pessoa em situação crítica. Na segunda parte reporta-se à prática especializada baseada na evidência: projeto de investigação. O estudo tem como objetivo geral avaliar os conhecimentos/práticas dos enfermeiros na prevenção da Infeção Urinária Associada a Cateter Vesical na pessoa em situação crítica, num serviço de medicina intensiva da região norte de Portugal. Estabeleceram-se como como objetivos específicos: caracterizar o perfil sociodemográfico e profissional da amostra; identificar os conhecimentos/práticas da amostra relativamente à prevenção da infeção urinária associada a cateter vesical na pessoa em situação crítica; analisar as características sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros significativamente associadas à menor frequência de conhecimentos/práticas. Optou-se por um estudo analítico, transversal de cariz quantitativo, com a utilização de um questionário a enfermeiros que exercem funções no serviço de medicina intensiva, de uma Unidade Local de Saúde da região do Norte de Portugal. A amostra foi constituída por 40 profissionais que acordaram em participar no estudo de forma voluntária, utilizando um método de amostragem não probabilística, em que constatou-se uma maior predominância: no sexo feminino (82,5%); na idade entre os 31 e 45 anos (77,5%); ao nível dos enfermeiros generalistas (65%); no tempo de serviço na medicina intensiva de pelo menos 10 anos (37,5%); no horário rotativo (95%), na formação na área de prevenção da IUACV (67,5%) e no conhecimento da norma sobre a prevenção de IUACV (100%). Nas questões “Considera alternativas à cateterização vesical?” e “Verifica diariamente a necessidade de manter o cateter vesical, removendo-o o mais precocemente possível?”, a maioria da amostra referiu que o fazem sempre (respetivamente, 55,5% e 52,5%). Os enfermeiros revelam 100% na componente “procedimento da inserção do cateter vesical utiliza sempre a técnica assética” e de 90% “procedimento de cateterismo vesical e de conexão ao sistema de drenagem cumpre a técnica assética. Os enfermeiros especialistas em relação ao “manter o CV fixo de modo a não permitir tração ou deslocação, prevenindo os movimentos do cateter” apresentam 52,9% e no parâmetro “o saco coletor é esvaziado quando atinge 2/3 da sua capacidade” (70,6%). No entanto as menores percentagens estão relacionadas aos enfermeiros generalistas no parâmetro “Verifica diariamente a necessidade de manter o cateter vesical, removendo-o o mais precocemente possível?” (30,4%) e no parâmetro “manter o CV fixo de modo a não permitir tração ou deslocação, prevenindo os movimentos do cateter” (21,7%). De modo geral, os enfermeiros em estudo apresentam conhecimentos/práticas na prevenção da infeção urinária associada a cateter vesical na pessoa crítica, num serviço de medicina intensiva. A categoria profissional, a realização de formação e a participação em projetos sobre a prevenção de infeção estão estatisticamente associados aos conhecimentos/práticas. Os enfermeiros especialistas com formação na área associam-se a pontuações mais elevadas.
- Estudo da Perceção da Funcionalidade Familiar e Qualidade de Vida do Idoso Frágil Atendido no Centro de Referência à Saúde do Idoso de Campinas, São Paulo, BrasilPublication . Palma, Paulo Donizetti; Brás, Manuel AlbertoO crescimento significativo do envelhecimento da população surge como tema de grande atualidade nas ciências sociais, relatando a literatura que o suporte familiar, a par do estado de saúde e do contexto situacional do idoso, constitui um pilar importante na promoção da Qualidade de Vida (QDV) dos idosos de um Centro de Referência do Idoso (CRI). Objetivo: Analisar a relação entre as variáveis sociodemográficas e a perceção da funcionalidade familiar e da qualidade de vida dos idosos. Metodologia: quantitativa, estudo observacional, descritivo-correlacional e transversal, com uma amostra não probabilística por conveniência, realizado com 70 idosos, utentes inscritos no CRI de Campinas, região sudoeste de São Paulo, Brasil, no período de setembro a outubro de 2024. Os instrumentos de recolha de dados utilizados continham questões de avaliação sociodemográfica, as escalas QDV de qualidade de vida SF-36 versão adaptada brasileira e a escala de APGAR de Familiar. Resultados, relativamente às variáveis sociodemográficas dos entrevistados: 30% (21) eram do sexo masculino e 70% (49) do sexo feminino, com idade entre 60 a 92 e uma média de idade de 72 anos, com desvio padrão (dp: ±7,55 anos). A qualidade de vida é mais elevada nos idosos de menor idade (p = -0,111; p = 0,040), nível de escolaridade mais elevado (p=0,013) e a renda mais elevada (p=0,048) e a funcionalidade familiar apresenta maior relevância no domínio capacidade funcional (p = 0,032); Conclusão: Face às evidências apresentadas, inferimos que as variáveis estudadas, designadamente a idade, escolaridade, renda e a funcionalidade familiar se correlacionam com a QDV, impondo-se considerá-las quando se planeiam ações de promoção da Qualidade de Vida dos Idosos. Cabe salientar que o estudo seguiu as recomendações éticas do Conselho Nacional de Saúde do Brasil, nomeadamente a Resolução 466/2012, e obteve parecer favorável do comitê de ética, conforme CAAE (82013624.4.0000.5545).
- Mobbing em Enfermeiros – Estudo na Área da Enfermagem à Pessoa em Situação CríticaPublication . Amado, Liliana Isabel Ramalho; Veiga-Branco, Augusta; Pires, Luís Carlos AlmeidaO Mobbing é um fenómeno que é exposto na literatura científica, seja na componente laboral em Enfermagem em geral, seja na área da Pessoa em Situação Crítica (EPSC), com consequências a nível biológico, psicossocial, cultural e espiritual. Objetivo geral: Analisar o nível de prevalência de Mobbing e o impacto pessoal e profissional, segundo a perceção da amostra, no contexto laboral dos Enfermeiros na área da EPSC. Objetivos específicos: Analisar as associações estatisticamente significativas entre as Dimensões do Mobbing e as variáveis sociodemográficas da amostra; identificar o perfil dos agressores, das vítimas e dos espetadores, bem como as estratégias de Coping utilizadas perante as condutas de Mobbing, em contexto de EPSC. Métodos: Estudo de carácter transversal e analítico, a partir da análise aos dados recolhidos, através da aplicação do Instrumento de Recolha de Dados (IRD), “Leymann Inventory of Psychological Terrorization (LIPT – 60)” validado numa população de Enfermeiros portugueses (Carvalho, 2009; João, 2012) a partir do original (González de Rivera & Rodríguez-Abuín 2005). O questionário foi aplicado, em formato digital através da plataforma Google Forms, a uma amostra de 226 Enfermeiros que prestam cuidados na área da EPSC. Esta amostra é maioritariamente feminina (77,0%), com média de idade de 40,36 anos, em situação de conjugalidade (64,2%) e formação académica para além da licenciatura (65,4%). Resultados: A análise revelou que o nível de prevalência global de Mobbing era de 23,9%, ou seja 54 Enfermeiros da amostra, assumiram terem sido vítimas de Mobbing, e, com maiores pontuações nas seguintes Dimensões: no Bloqueio à Comunicação (𝑥 =1,47; DP= 0,63), na Difamação (𝑥 = 1,15; DP= 0,54) e no Isolamento (𝑥 = 1,00; DP= 0,44). Relativamente ao impacto pessoal e profissional, segundo a perceção da amostra, verificou-se que a nível pessoal, 88,9% das vítimas afirmaram ter tido consequências a nível físico e/ou mental, e destes, 49,2% destacam sintomas como ansiedade, e 27,3% assumem ter insónias e 24,2% insegurança. No plano profissional, 64,8% dos participantes, vítimas, afirmaram que as experiências de Mobbing, comprometeram o seu desempenho no local de trabalho. Além disto, também foram identificadas associações estatisticamente significativas entre o Mobbing e variáveis como o género (p = 0,027), o tipo de contrato (p = 0,010), o grau académico (p = 0,009) e o horário de trabalho (p = 0,015). Os resultados sugerem que as vítimas de Mobbing em contexto de EPSC são, predominantemente, enfermeiras com contrato a termo, sem título de especialista e com horário fixo. Os principais agressores identificados foram superiores hierárquicos (40,7%) e colegas da mesma categoria profissional (42,6%). No que diz respeito aos espetadores, num total de 111 (49,11%) – são maioritariamente do género feminino (80,18%), 6,3% são enfermeiros com Especialidade, 4,5% detêm Mestrado, e um é Doutor. Relativamente às estratégias de Coping foi verificado que a maioria das vítimas (59,3%) não procurou ajuda e as formas utilizadas para superar o Mobbing foram: aprender a não se deixar perturbar (44,4%) e manifestar indiferença perante as situações de abuso (14,8%). Conclusão: Os resultados obtidos demonstram a presença real e persistente do Mobbing nos contextos de EPSC, o que reforça a necessidade de políticas institucionais eficazes, formação contínua e liderança ética. Este estudo permitiu aprofundar a compreensão do fenómeno, o que contribui para a construção de ambientes laborais mais seguros e humanizados para os profissionais de Enfermagem.
