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ESSa - Dissertações de Mestrado Alunos

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  • Reabilitação Vestibular à pessoa com hipofunção vestibular periférica em fase aguda: uma scoping review
    Publication . Lopes, Patrícia Isabel dos Santos
    A vertigem é uma causa frequente de assistência médica, sendo um sintoma não específico e muitas vezes incapacitante, cujas queixas podem durar vários meses. A persistência e recorrência sintomática pode dever-se a estratégias compensatórias inadequadas após um episódio vestibular agudo. A reabilitação vestibular, através de um programa de exercícios específicos, tem como propósito promover ou acelerar a compensação vestibular, reduzindo a sintomatologia associada, com impacto na qualidade de vida. Objetivos: Mapear estratégias de reabilitação vestibular dirigidas à pessoa em fase aguda de hipofunção vestibular periférica; Analisar o tempo de início da implementação das estratégias de reabilitação utilizadas em fase aguda na pessoa com hipofunção vestibular periférica, e duração das mesmas; Examinar os resultados da implementação das estratégias de reabilitação em fase aguda na pessoa com hipofunção vestibular periférica; Identificar os contributos para a enfermagem de Reabilitação. Métodos: Scoping Review orientada pela metodologia proposta pelo Joanna Briggs Institute para a realização de Scoping Reviews. Foram considerados para inclusão nesta revisão estudos de acesso livre, escritos em inglês, espanhol e português, sem limite temporal, com exercícios dirigidos a hipofunção vestibular periférica aguda, pesquisados nas seguintes fontes bibliográficas: CINAHL Complete, MEDLINE Complete e Cochrane Central Register of Controlled Trials (Via EBSCO); PubMed; Google Scholar, PeDro, RCAAP; Resultados: Após triagem e seleção, foram incluídos 10 artigos para análise. A RV foi a intervenção mais frequentemente referenciada, mas observou-se uma grande variabilidade nas diversas características dos exercícios descritos. Conclusão: Os estudos incluídos demonstraram que a reabilitação vestibular, quando iniciada precocemente, pode ser uma abordagem segura e eficaz na redução de sintomas e na aceleração da compensação vestibular, contribuindo ainda para reduzir o impacto psicológico e a ansiedade. Estes resultados poderão contribuir para estruturação de um programa de reabilitação à pessoa com hipofunção vestibular em fase aguda.
  • Avaliação da capacidade funcional e qualidade de vida da pessoa com Doença Parkinson - Estudo exploratório
    Publication . Pinheiro, Mónica Felícia Fernandes; Novo, André; Loureiro, Maria de Fátima de Sequeira
    A Doença de Parkinson tem impacto progressivo na capacidade funcional e qualidade de vida. Em Portugal, a prevalência estimada aumentou de 180 casos/100.000 habitantes em 2017 para cerca de 480/100.000 em 2024, realçando a importância do estudo. Objetivo: Avaliar a capacidade funcional e qualidade de vida das pessoas com doença de Parkinson. Métodos: Estudo exploratório quantitativo com amostragem não probabilística por “bola de neve”. Foram aplicados os questionários Parkinson’s Disease Questionnaire-39 e Escala de Fadiga de Parkinson-16, bem como testes funcionais: Prova de Marcha de 6 Minutos, Escala de Equilíbrio de Berg, Teste de Sentar e Levantar, Escala de Hoehn e Yahr e Teste Timed Up and Go. Critérios de inclusão: diagnóstico confirmado, estágio ≤3 na Escala de Hoehn e Yahr, idade >18 anos, período “ON” da medicação dopaminérgica e capacidade para responder aos questionários. Resultados: A amostra foi composta por 10 indivíduos (9 homens e 1 mulher) com idade média de 62 anos, os quais apresentavam mobilidade e força muscular reduzidas. Observaram-se correlações significativas entre a pior qualidade de vida e os seguintes fatores: menor capacidade de marcha (ρ = -0,857; p = 0,002), maior fadiga (ρ = 0,854; p = 0,002) e maior tempo gasto no teste de sentar-levantar cinco (ρ = 0,924; p < 0,001). Adicionalmente, a capacidade de marcha apresentou uma correlação positiva com o equilíbrio (ρ = 0,753; p = 0,012) e correlações negativas com a fadiga (ρ = -0,705; p = 0,023) e com o tempo no teste de sentar-levantar (ρ = -0,782; p = 0,008). Conclusão: Os resultados sugerem uma forte associação entre a capacidade funcional e a qualidade de vida na Doença de Parkinson. Com base nestes achados, recomenda-se a implementação de intervenções de enfermagem de reabilitação com foco na melhoria da marcha, equilíbrio, força muscular e gestão da fadiga e a importância de integrar estas intervenções na prática clínica, com recurso a instrumentos de avaliação validados. Apesar da dimensão da amostra, os dados obtidos alinham-se com a evidência existente.
  • Contributos da reabilitação cardíaca na melhoria da qualidade de vida na pessoa com insuficiência cardíaca
    Publication . Gomes, Mayara Solange Rodrigues; Gomes, Maria José
    A insuficiência cardíaca é uma condição crónica e progressiva que compromete a função cardíaca e impacta negativamente a qualidade de vida e a autonomia das pessoas. A reabilitação cardíaca, especialmente através do exercício físico, tem demonstrado benefícios significativos na melhoria da capacidade funcional e diminuição da morbimortalidade. No entanto, barreiras como o desconhecimento dos benefícios, fatores psicossociais e limitações dos sistemas de saúde dificultam a implementação e adesão a estes programas. Objetivo: Mapear na evidência científica os contributos da reabilitação cardíaca na melhoria da qualidade de vida na pessoa com insuficiência cardíaca. Métodos: Trata-se de uma revisão de escopo utilizando as diretrizes da JBI (Joanna Briggs Colaboration). As bases de dados utilizadas na pesquisa foram MEDLINE e a Scopus importados para o RAYYAN, a literatura cinzenta foi feita na Open acess and dissertations e a Biblioteca digital brasileira teses e dissertações. Foram considerados estudos em pessoas com Insuficiência cardíaca, com abordagem na reabilitação cardíaca e publicados nos últimos 5 anos em português e inglês. Resultados: Foram identificados 195 estudos no total, após a triagem e seleção 10 estudos foram incluídos na revisão. Os principais resultados encontrados foram, diminuição de internamentos, da morbimortalidade, aumento da autonomia na realização das atividades diárias, melhoria da capacidade funcional e emocional que consequentemente melhoram o bem-estar e a qualidade de vida. Conclusão: Apesar das limitações metodológicas, este trabalho permitiu identificar lacunas significativas no contexto prático da prestação de cuidados principalmente em situações de recursos limitados, apesar da elevada prevalência de doenças cardiovasculares. A investigação reforça a importância do enfermeiro de reabilitação como elemento-chave na promoção da educação para a saúde, adesão ao tratamento, autogestão da doença e melhoria da qualidade de vida da pessoa com insuficiência cardíaca. É urgente investir na formação de profissionais, criação de serviços adaptados à realidade local e desenvolvimento de políticas públicas que integrem a reabilitação cardíaca como componente essencial no cuidado cardiovascular.
  • Perceção de Funcionalidade Familiar, Conhecimento e Atividades de Autocuidado em Utentes com Diagnóstico de Diabetes Mellitus
    Publication . Carneiro, Marisa Cristina Saraiva Vieira
    O presente relatório descreve o Estágio de Natureza Profissional, realizado entre 1 de outubro de 2024 e 31 de março de 2025, na USF Santa Clara, com o propósito de analisar o desenvolvimento de competências especializadas em enfermagem comunitária na área de enfermagem de saúde familiar. Como parte integrante deste percurso, é apresentado o estudo de investigação, intitulado "Perceção de Funcionalidade Familiar, conhecimento e atividades de autocuidado em utentes com diagnóstico de Diabetes Mellitus". O estudo, de natureza quantitativa, observacional, descritivo- correlacional e transversal, teve como objetivo analisar a relação entre variáveis sociodemográficas, clínicas e a perceção de funcionalidade familiar, o conhecimento e o autocuidado em 210 utentes das USF Santa Clara e Aqueduto. Os dados foram recolhidos entre 14 de fevereiro e 14 de março de 2025, através de um formulário que incluiu o questionário sociodemográfico e clínico e três escalas validadas: APGAR Familiar (Agostinho & Rebelo, 1998), a Escala de Atividade de Autocuidado com a Diabetes (Bastos, 2004) e o Questionário de Conhecimentos sobre a Diabetes (Bastos et al., 2007). Os dados foram analisados com o software R (versão 4.4.2). Os resultados revelaram uma amostra predominantemente masculina e envelhecida, com baixa escolaridade, casados ou em união de facto e com várias patologias além da DM. A maioria dos participantes (77,1%) percecionou alta funcionalidade familiar. A nível de conhecimentos, apresentaram um total de respostas corretas de 57,9%. Nas atividades de autocuidado, demonstraram uma elevada frequência de lavagem com os pés, com média de 6,55 dias/semana e adesão à medicação alta, com média de 6,66 dias/semana. Os principais resultados indicaram que o estado civil (p=0,036) e o nível de escolaridade (p=0,037) se associaram estatisticamente com a perceção de funcionalidade familiar. A presença de múltiplas patologias também se correlacionou com uma maior perceção de funcionalidade (p<0,001). Em relação ao autocuidado, verificaram-se associações estatisticamente significativas com o sexo feminino (U=6494,50 p=0,02) e o nível de escolaridade em dimensões específicas como a alimentação geral (H= 11,98 p=0,01), a atividade física (H=9,06 p=0,03) e a adesão à medicação (H=8,23 p=0,04). O número de patologias diagnosticadas associou- se de forma inversa ao autocuidado total (H=10,64 p=0,01) e à atividade física (H=18,65 p<0,001). Foi identificada uma relação estatisticamente significativa entre o conhecimento sobre a DM e o autocuidado (r=0,28 p<0,001). Embora a funcionalidade familiar não se tenha associado ao autocuidado total (U=4517,5 p=0,0888), revelou uma correlação negativa estatisticamente significativa com a monitorização da glicemia (r=-0,15; p=0,029) e uma correlação positiva estatisticamente significativa com os cuidados com os pés (r=0,19; p=0,0067). A realização deste estudo, em estreita articulação com a prática clínica, contribuiu de forma indissociável para o desenvolvimento de competências fundamentais para o enfermeiro mestre e especialista em enfermagem comunitária na área de enfermagem de saúde familiar. Através de uma abordagem guiada pelo referencial teórico MDAIF, a autora consolidou a sua capacidade de avaliar a família como unidade de cuidados, de forma ética e holística, e de liderar processos de intervenção centrados na pessoa e na família. Esta experiência reforçou a importância da prática baseada na evidência, da gestão dos cuidados e da colaboração interprofissional para a prestação de cuidados de qualidade, personalizados e eficazes. Os resultados reforçam, assim, a necessidade de intervenções ajustadas ao contexto familiar para capacitar os utentes na gestão da DM, o que se alinha diretamente com as competências da especialidade.
  • Perceção de Funcionalidade Familiar, Adesão Terapêutica e Qualidade de Vida nos Utentes com Diagnóstico de Hipertensão Arteria
    Publication . Araújo, Maria Joana Ribeiro de; Brás, Manuel; Machado, Dora Margarida Ribeiro
    O presente relatório descreve as atividades de estágio em Enfermagem Comunitária, na área de Enfermagem de Saúde Familiar (EEECESF), realizado na Unidade Local de Saúde da Póvoa de Varzim/Vila do Conde (ULSPVVC) entre outubro de 2024 e março de 2025. O objetivo principal foi articular a prática clínica com a investigação científica, através de um projeto que avalia a relação entre variáveis sociodemográficas e clínicas, a perceção de funcionalidade familiar e de qualidade de vida e a adesão ao regime medicamentoso em utentes com diagnóstico de Hipertensão Arterial (HTA) das Unidades de Saúde Familiar (USF) St. ª Clara e Aqueduto. A escolha do tema justifica-se pela elevada prevalência da HTA e o seu impacto na qualidade de vida e nos serviços de saúde, especialmente quando a doença não é controlada. Definiu-se como questão de investigação: Qual a relação entre as variáveis sociodemográficas e clínicas, a perceção de funcionalidade familiar, a qualidade de vida em hipertensão arterial e a adesão ao regime medicamentoso, nos utentes com diagnóstico de HTA das USF St. ª Clara e Aqueduto? O estudo adotou uma metodologia quantitativa, estudo observacional, descritivo-correlacional e transversal, com uma amostra de 240 utentes. Os dados foram recolhidos através de um formulário que integrou um questionário sociodemográfico e clínico e três escalas validadas: APGAR Familiar, Escala MAT e MINICHAL. A análise estatística, realizada no software R (versão 4.4.2), incluiu estatística descritiva e inferencial para testar as hipóteses formuladas. Os resultados revelaram que a amostra apresentava um perfil predominantemente feminino e envelhecido, com um elevado número de comorbilidades. A maioria dos participantes (81,3%) percecionou a sua família como altamente funcional. Os níveis de adesão ao tratamento foram globalmente elevados, com a pontuação média da escala MAT a variar entre 5,08 e 5,77 (numa escala de 1 a 6), indicando uma frequência baixa de comportamentos de não adesão. A perceção de qualidade de vida foi maioritariamente positiva, com uma média total na escala MINICHAL de 12,6, onde pontuações mais baixas indicam melhor qualidade de vida. As análises inferenciais mostraram que a idade, através do teste de Kruskal-Wallis (H=11,80, p=0,02), e o número de comorbilidades, pelo teste do qui-quadrado (χ2(3) =8,61, p=0,035), influenciaram a adesão medicamentosa. O sexo (U=8353, p=0,02) e o número de comorbilidades (χ2(3) =26,11, p<0,001) afetaram a perceção de qualidade de vida. Simultaneamente, a funcionalidade familiar esteve estatisticamente associada à adesão ao tratamento (χ2(1) =19,03, p<0,001) e à qualidade de vida (U=6663,5,p<0,001). A análise de correlação de Spearman confirmou estas associações, com uma correlação positiva e significativa entre a funcionalidade familiar e a adesão (r=0,38, p<0,001), e uma correlação negativa e significativa com a qualidade de vida (r=-0,37, p<0,001). Estes resultados sublinham o papel central da família na gestão da HTA, com forte influência na adesão ao tratamento e na qualidade de vida. O estudo reforça, assim, a importância da intervenção do EEECESF na promoção da funcionalidade familiar e do bem-estar em contexto de doença crónica.
  • Avaliação da dispneia em doentes ventilados mecanicamente num Serviço de Medicina Intensiva
    Publication . Lopes, Joana Isabel Moura; Mendes, Eugénia; Matos, Tânia
    O cancro da mama é a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres a nível mundial, e a mastectomia radical permanece como uma opção terapêutica de eleição em situações clínicas específicas. Este procedimento associa-se a complicações funcionais, físicas e psicossociais que comprometem a qualidade de vida. A reabilitação precoce do membro superior constitui uma estratégia central para prevenir limitações e promover a recuperação. No contexto do estágio de mestrado em enfermagem de reabilitação, o desenvolvimento de competências especializadas permitiu integrar a evidência científica na prática clínica, reforçando a pertinência de estudar esta problemática. Objetivo: Analisar a evidência disponível sobre a reabilitação funcional do membro superior no pós-operatório imediato de mulheres submetidas a mastectomia radical, relacionando-a com as competências do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática da literatura, seguindo as recomendações PRISMA. A pesquisa foi efetuada em bases de dados internacionais, incluindo artigos publicados entre 2020 e 2025. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, estudos quasi-experimentais e prospetivos que investigaram intervenções de reabilitação iniciadas no pós-operatório imediato. A extração de dados considerou desenho metodológico, amostra, tipo e momento de início da intervenção, resultados funcionais e complicações associadas. Resultados: Foram incluídos 16 estudos provenientes de vários países, maioritariamente ensaios clínicos randomizados. As intervenções analisadas abrangeram programas de exercício precoce, técnicas manuais, terapia descongestiva complexa e modalidades inovadoras como telereabilitação e realidade virtual. Os resultados evidenciaram ganhos na amplitude de movimento, redução da dor, menor incidência de linfedema e melhorias na qualidade de vida, sem aumento de complicações cirúrgicas. A integração destas intervenções nos contextos de prática clínica do estágio reforçou o papel do enfermeiro de reabilitação na avaliação precoce, no ensino de estratégias de autocuidado e na implementação de programas estruturados e individualizados. Conclusão: A reabilitação funcional precoce do membro superior após mastectomia radical é segura e eficaz, devendo ser integrada sistematicamente nos cuidados. O enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação tem um papel fundamental neste processo, pela capacidade de articular a evidência científica com a prática clínica e de promover intervenções centradas na pessoa, adaptadas às necessidades individuais.
  • Reabilitação funcional do membro superior no pós- operatório imediato em mulheres submetidas a mastectomia radical
    Publication . Carril, Joana Isabel Maçorano; Mendes, Eugénia
    O cancro da mama é a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres a nível mundial, e a mastectomia radical permanece como uma opção terapêutica de eleição em situações clínicas específicas. Este procedimento associa-se a complicações funcionais, físicas e psicossociais que comprometem a qualidade de vida. A reabilitação precoce do membro superior constitui uma estratégia central para prevenir limitações e promover a recuperação. No contexto do estágio de mestrado em enfermagem de reabilitação, o desenvolvimento de competências especializadas permitiu integrar a evidência científica na prática clínica, reforçando a pertinência de estudar esta problemática. Objetivo: Analisar a evidência disponível sobre a reabilitação funcional do membro superior no pós-operatório imediato de mulheres submetidas a mastectomia radical, relacionando-a com as competências do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática da literatura, seguindo as recomendações PRISMA. A pesquisa foi efetuada em bases de dados internacionais, incluindo artigos publicados entre 2020 e 2025. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, estudos quasi-experimentais e prospetivos que investigaram intervenções de reabilitação iniciadas no pós-operatório imediato. A extração de dados considerou desenho metodológico, amostra, tipo e momento de início da intervenção, resultados funcionais e complicações associadas. Resultados: Foram incluídos 16 estudos provenientes de vários países, maioritariamente ensaios clínicos randomizados. As intervenções analisadas abrangeram programas de exercício precoce, técnicas manuais, terapia descongestiva complexa e modalidades inovadoras como telereabilitação e realidade virtual. Os resultados evidenciaram ganhos na amplitude de movimento, redução da dor, menor incidência de linfedema e melhorias na qualidade de vida, sem aumento de complicações cirúrgicas. A integração destas intervenções nos contextos de prática clínica do estágio reforçou o papel do enfermeiro de reabilitação na avaliação precoce, no ensino de estratégias de autocuidado e na implementação de programas estruturados e individualizados. Conclusão: A reabilitação funcional precoce do membro superior após mastectomia radical é segura e eficaz, devendo ser integrada sistematicamente nos cuidados. O enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação tem um papel fundamental neste processo, pela capacidade de articular a evidência científica com a prática clínica e de promover intervenções centradas na pessoa, adaptadas às necessidades individuais.
  • Eficácia do treino muscular inspiratório no desmame ventilatório de utentes submetidos a ventilação mecânica inavasiva - uma scoping review
    Publication . Reis, Jessica Sofia de Sousa Antunes; Novo, André; Casado, Sónia
    O Treino dos Músculos Inspiratórios (TMI) tem vindo a ser estudado como estratégia de Reabilitação Respiratória (RR) para facilitar o desmame ventilatório em utentes submetidos a Ventilação Mecânica Invasiva (VMI). A disfunção da musculatura respiratória, em particular do diafragma, é uma complicação frequente nestes utentes e pode prolongar a dependência do ventilador, aumentando o risco de complicações e a duração da estadia em cuidados intensivos. Objetivo: Mapear a evidência científica acerca da eficácia do TMI no desmame ventilatório em utentes submetidos a VMI internados em Unidades de Cuidados Intensivo (UCI), de forma a contribuir para a clarificação do seu papel na prática clínica. Métodos: A presente pesquisa consiste numa scoping review e apoia-se na estrutura metodológica proposta pelo Joanna Briggs Institute (JBI). A pesquisa foi efetuada nas bases de dados PubMed, EBSCOhost, Scopus, SciELO e RCAAP (Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal), segundo critérios de inclusão previamente definidos, ou seja, publicações entre 2015-2025; estudos com disponibilidade integral dos textos e com acesso livre; população-alvo com idade superior a 18 anos, submetidos a VMI em UCI, estudos que investigam o TMI como intervenção principal no desmame ventilatório; idioma português, inglês ou espanhol. Resultados: Foram identificadas num total de 78 publicações, para a análise foram incluídas quatro. Os estudos reconhecem que a intervenção de TMI é segura e benéfica, principalmente na melhoria da força muscular inspiratória e na otimização da função respiratória; contudo, verifica-se que o seu efeito sobre o desmame ventilatório em utentes sob VMI é indireto, não constituindo um fator determinante na redução do tempo de desmame. Conclusão: Embora o TMI possa constituir uma intervenção útil como parte de uma abordagem de RR em utentes ventilados, a sua eficácia específica na redução do tempo de desmame permanece por comprovar, sendo necessários estudos multicêntricos, com protocolos harmonizados e amostras robustas, para clarificar o seu papel e otimizar a sua aplicação clínica.
  • Avaliação da Alteração do Conhecimento dos Estudantes do 11º ano sobre o Acidente Vascular Cerebral após a realização do curso do Projeto Somos Um®
    Publication . Moura, Hugo Eduardo Jesus dos Santos Minhoto; Martins, Matilde
    O Acidente Vascular Cerebral continua a ser uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal e em todo o mundo. A população portuguesa apresenta reduzido nível de conhecimento sobre a doença Acidente Vascular Cerebral. Objetivo: Analisar a alteração da média de conhecimento sobre a doença AVC, dos estudantes do 11º ano, de uma escola secundária do norte de Portugal, após a realização do curso do Projeto Somos Um®. Objetivos específicos: caracterizar a amostra quanto às suas características sociodemográficas; identificar o número de respostas certas por questão antes da realização do curso do Projeto Somos Um®; identificar o número de respostas certas por questão após a realização do curso do Projeto Somos Um®; analisar a alteração do número de resposta certas após o curso Projeto Somos Um®; analisar a relação entre a variação da média do conhecimento dos jovens estudantes do 11º ano sobre a doença Acidente Vascular Cerebral e as caraterísticas sociodemográficas da amostra antes e após a realização do curso Projeto Somos Um® Metodologia: Estudo quase-experimental (pré e pós-intervenção) e transversal. A população-alvo é constituída por 132 estudantes do 11º ano, ano letivo 2023/24, de uma escola secundária do norte de Portugal. Definiu-se como critérios de inclusão: estudantes com idade igual ou superior a 15 anos; respondam à totalidade do questionário, e com autorização dos encarregados de educação. Assim, obteve-se uma amostra de 83 participantes, por amostragem não probabilística por conveniência. A recolha de dados realizou-se nos dias 10 e 17 de abril de 2024, através de um questionário que constituía a caraterização sociodemográfica dos participantes e questões de avaliação do conhecimento relativamente à doença Acidente Vascular Cerebral. O estudo foi submetido e obteve o parecer favorável da Comissão de Ética, nº 515751. Resultados: Os participantes tinham idades entre os 15 e os 20 anos, sendo a maioria de alunos com 16 anos,50,6% do sexo feminino, a maioria dos pais e mães tinham como nível de escolaridade o 9º ano, o seu agregado familiar era constituído maioritariamente por 4 a 5 elementos, relativamente ao historial familiar de doença Acidente Vascular Cerebral, apesar da resposta mais obtida ter sido “Não”, todas as outras opções (Sim e Não Sei) encontram-se em números muito próximos, e em relação ao curso formativo frequentado a maioria dos estudantes frequentava o curso profissional (55,4%). Estes apresentavam um défice de conhecimento sobre a doença Acidente Vascular Cerebral, nas áreas da fisiopatologia, fatores de risco, meio a acionar para pedir ajuda e a importância temporal no tratamento da doença Acidente Vascular Cerebral. Evidenciou-se a alteração da média de conhecimento entre os dois momentos, verificando-se um aumento da média de conhecimento dos jovens estudantes sobre a doença Acidente Vascular Cerebral na pós-intervenção. Não se verificou relação, estatisticamente significativa, entre as caraterísticas sociodemográficas e a média de conhecimento sobre o Acidente Vascular Cerebral, o que pode sugerir que a intervenção foi eficaz e acessível transversalmente, permitindo ainda, desmistificar mitos e estereótipos sobre o Acidente Vascular Cerebral. Conclusões: Na pós-intervenção constatou-se o aumento da média de conhecimento dos jovens estudantes do 11º ano sobre a doença Acidente Vascular Cerebral. As caraterísticas sociodemográficas não foram os fatores predisponentes na alteração da média de conhecimento sobre o Acidente Vascular Cerebral nos jovens estudantes, concluindo-se que o Projeto “Somos Um®”, teve um papel fundamental na disseminação de conhecimento em saúde e prevenção de doenças, com elevado impacto na população geral e nas gerações futuras. Sugere-se a inclusão sistemática de conteúdo sobre doenças tempo-dependentes (Acidente Vascular Cerebral e Enfarte Agudo Miocárdio) nos currículos escolares, lecionada por Enfermeiros, de forma a contribuir para a literacia em saúde dos jovens estudantes, como estratégia sustentável de prevenção primária e promoção da saúde.
  • Prevalência da sarcopenia e fatores associados em idosos referenciados para a rede nacional de cuidados continuados integrados
    Publication . Sousa, Elisabete da Conceição Vilar Gregório; Mendes, Eugénia; Pires, Patrícia Maria Rodrigues Pereira
    A Sarcopenia é uma condição multifatorial caracterizada pela perda progressiva de força, função e massa muscular, associada ao envelhecimento e fortemente correlacionada com desnutrição, dependência funcional e risco aumentado de queda. A sua elevada prevalência em contextos hospitalares justifica a implementação de estratégias de rastreio sistemático e intervenções precoces. Objetivo: Avaliar a prevalência da Sarcopenia em idosos internados num serviço de medicina interna a aguardar integração na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, e identificar os fatores clínicos, funcionais e nutricionais associados à Sarcopenia. Métodos: Estudo descritivo, transversal e de natureza quantitativa, realizado numa amostra de conveniência composta por 100 idosos internados num serviço de medicina interna de uma Unidade Local de Saúde no norte do país. O protocolo de recolha de dados incluiu informações sociodemográficas, clínicas e funcionais. A Sarcopenia foi avaliada pelo questionário SARC-F. Resultados: A prevalência de Sarcopenia na admissão foi de 95%, com uma média de pontuação SARC-F de 7,3 ± 1,5. Observaram-se correlações negativas significativas entre a gravidade da Sarcopenia e o estado nutricional (R = -0,377; p < 0,001), força de preensão palmar (R = -0,253; p = 0,013), perímetro gemelar (R = -0,373; p < 0,001) e nível de independência funcional (p < 0,001). A maioria dos participantes apresentava desnutrição (57,9%), défice cognitivo (58,9%) e alto risco de queda (60%). Conclusão: A Sarcopenia revela uma prevalência alarmante entre idosos hospitalizados, estando fortemente associada a desnutrição, diminuição da força muscular e elevada dependência funcional.