ESSa - Capítulos de Livros
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Percorrer ESSa - Capítulos de Livros por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- Artificial intelligence and the evolution of human communication in light of the axioms of communicationPublication . Galvão, Ana Maria; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Baptista, GoreteThis chapter examines the evolution of human communication in the context of Artificial Intelligence (AI) through a scoping review of the literature. Grounded in the axioms of human communication of the Palo Alto School, the analysis explores how contemporary research conceptualizes human- AI interaction, relational dynamics, emotional engagement, trust, and agency. Following PRISMA- ScR guidelines, fifteen scientific articles were systematically reviewed to map dominant conceptual frameworks. Findings indicate a significant expansion of empirical research on human- AI communication, albeit accompanied by theoretical fragmentation regarding integra- tion of classical communication theory. By articulating AI- mediated communication with foundational axioms, this chapter proposes an integrative relational framework that situates AI within the historical continuum of communicational evolution. This approach reinforces the explanatory relevance of communication theory, providing conceptual tools for future research on meaning- making, relationships, and power in AI- mediated environments.
- Auxiliares de marchaPublication . Araújo, Tiago; Rodrigues, Elsa; Preto, Leonel; Mendes, Eugénia; Novo, André; Ribeiro, OlgaA mobilidade é uma condição relativa de movimento, tomando-se numa das capacidades mais importantes da pessoa, uma vez que está estreitamente relacionada com a sua capacidade e habilidade para realizar atividades de vida diária. Esta é fundamental para o desempenho dos auto cuidados e também para garantir a satisfação das necessidades psicossociais que envolvam a qualidade de vida. Segundo a Classificação Internacional para a Prática da Enfermagem (CIPE®), a mobilidade é a "Capacidade para Mobilizar-se" (Conselho Internacional de Enfermeiros, CIPE® Versão 2 - Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem, 2010), definindo a capacidade para mobilizar-se como "Capacidade: Movimento voluntário do corpo" (Conselho Internacional de Enfermeiros, 2010). Como consequência de situações físicas ou clínicas a mobilidade funcional pode sofrer alterações resultantes de determinadas patologias, lesões ou cirurgias, revestindo-se de um carácter negativo com repercussões reconhecidas. A intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação, mais especificamente no treino de exercícios isométricos, mobilizações passivas, ativas, ativas assistidas e ativas resistidas, treino de equilíbrio e de proprioceção, tem uma função importante na preparação dos grupos musculares envolvidos na marcha (Lourenço et aI., 2021). As transferências de peso dos membros superiores e inferiores não afetados para os membros afetados, quando permitido, também são de grande importância, pois promovem a estimulação da sensibilidade postural.
- Comunicação e emoçãoPublication . Veiga-Branco, AugustaTomemos como ponto de partida a assunção de que a comunicação, seja no sentido da sobrevivência, seja no sentido da perscrutação que nos leva à compreensão das coisas, emerge, nas suas formas primárias, de dentro para fora. Em essência, terá sido a comunicação rudimentar, ao nível dos seres unicelulares, que terá proporcionado a rede profunda comunicacional que fez emergir a qualidade da sobrevivência humana. Mas não só, terá sido também, e de forma ainda mais antiga, a comunicação inter espécies, a cujo fenómeno corporativo, se juntou o quórum sensing das bactérias (Damásio, 2020, p.167), que terá feito emergir o que atualmente se assume como microbioma humano. Cada cultura, cada vida e sobretudo, cada vida humana, depende agora, como outrora da comunicação. Uma comunicação, elementar, sub-reptícia, invisível e inesperada, mas mesmo assim, uma comunicação.
- Desenvolvimento de competências de comunicaçãoPublication . Baptista, Gorete; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana MariaO desenvolvimento de competências de comunicação em ambientes de saúde é de importância crucial por várias razões, impactando diretamente a qualidade do atendimento ao paciente, a eficiência dos serviços de saúde e a satisfação tanto dos profissionais quanto dos pacientes e suas famílias. Destacam-se como pontos-chave: Melhoria da Qualidade do Atendimento ao Paciente, a Comunicação eficaz entre profissionais de saúde e pacientes é essencial para o diagnóstico correto e a administração apropriada dos tratamentos (Brighton et al., 2018); Envolvimento do Paciente, quando os pacientes são bem informados e sentem que estão a ser ouvidos eles tendem a envolver-se mais ativamente no seu próprio cuidado. Isto inclui seguir regimes de tratamento e tomar decisões informadas, o que pode levar a melhores resultados de saúde (Brighton et al., 2018); Satisfação do Paciente, a habilidade dos profissionais de saúde em comunicar de maneira empática e eficaz aumenta significativamente a satisfação do paciente (Moore et al., 2018).
- Diferentes tipos de violência à pessoa idosaPublication . Anes, Eugénia; Brás, Manuel AlbertoO envelhecimento demográfico é uma realidade com um impacto considerável nas sociedades desenvolvidas, sendo uma circunstância positiva que influencia inúmeras dimensões da vida familiar, económica e sanitária. A sociedade atual enfrenta o desafio de promover a sensibilização para as necessidades suscitadas pelo processo de envelhecimento e, também, o desafio de promover a formação de profissionais nesta área. É neste sentido que a publicação desta obra, com a inclusão de um capítulo que visa refletir sobre os desafios na formação gerontológica em Portugal e a descrição da enfermagem em geriatria, pareceu‑me muito oportuna, uma vez que, de entre os profissionais de saúde, os enfermeiros são os profissionais que mais tempo cuidam das pessoas mais velhas e das suas famílias. Assim, é intenção dos autores contribuir para o desenvolvimento e atualização de competências e técnicas na área da enfermagem em gerontologia e geriatria, e analisar a necessidade de examinar novas respostas aos contínuos desafios sociais e de saúde que se projetam nesta área do conhecimento. De facto, o leitor encontrará neste livro formas de responder às necessidades suscitadas pelo processo de envelhecimento, através da experiência de vários investigadores que partilham os resultados obtidos no desenvolvimento de programas destinados a promover a qualidade de vida e a reduzir o impacto da doença e/ou da dependência durante esta fase da vida. O livro descreve programas muito interessantes dirigidos a pessoas dependentes, tais como: prevenir o declínio funcional associado à hospitalização: um programa de cuidado centrado na funcionalidade; care expert: comunicação digital e intervenção de apoio a pessoas submetidas a quimioterapia para tratamento do cancro da mama; promoção da adesão à medicação na pessoa idosa com doença crónica: programa de intervenção; terapia de reminiscência: construção de um programa de intervenção em grupo. Todos estes programas têm demonstrado a sua eficácia na prestação de cuidados à pessoa idosa com patologia crónica.
- Iatrogenia associada à polimedicação na pessoa idosaPublication . Cruz, João Ricardo Miranda da; Cruz , Manuel Alexandre Miranda da; Gomes, Solange Marisa Lage; Magalhães, Carlos PiresO processo natural de envelhecimento reporta uma continua demanda de cuidados de saúde à pessoa idosa, decorrentes das alterações fisiológicas que ocorrem no decurso dos anos. O evento de processos patológicos em virtude dessas alterações surge como uma realidade expetável, em que o recurso às intervenções farmacológicas e a consequente prática reiterada de vários fármacos, pertencentes a múltiplos grupos farmacoterapêuticos, são uma realidade constante no tratamento face à multimorbilidade na pessoa idosa (Piccoliori et al., 2021). Para Ribeiro (2014), uma prevalência tão elevada respeitante às doenças crónicas e sua sintomatologia, nas pessoas com mais de 65 anos, conduz a que esta faixa etária da população consuma aproximadamente cerca de 25% do total dos medicamentos vendidos, com ou sem prescrição medica, perspetivandose, que, no ano de 2030, alcance a cifra de, pelo menos, 40%. O mesmo autor releva que aos adultos idosos só devem ser prescritos fármacos em estrita necessidade, com indicações terapêuticas precisas e na menor dose possível e eficaz, ou seja, pela sua especificidade deve ser feita uma hierarquização da terapêutica que necessitam.
- A Influência da atividade física na capacidade respiratória de indivíduos com comprometimento ventilatórioPublication . Vaz, Sérgio; Félix, Andreia; Pires, Patrícia; Magalhães, Bruno; Seco-Calvo, Jesus; Novo, AndréO envelhecimento humano é um processo heterogéneo, dinâmico e progressivo caracterizado por uma série de alterações morfológicas, bioquímicas e funcionais, incluindo a função pulmonar. A literatura evidencia um declínio progressivo na função pulmonar, que se inicia tipicamente a partir da quarta década de vida, identificando os mecanismos específicos pelos quais o envelhecimento afeta adversamente os pulmões e a função pulmonar (Thomas et al., 2019). As principais alterações incluem a diminuição do desempenho muscular respiratório, a redução do fluxo de tosse e o aumento da disfunção mucociliar, contribuindo para uma clearance mucociliar ineficiente e restrição ventilatória (Lowery et al., 2013). Além disso, mudanças na membrana alvéolo-capilar e nas propriedades mecânicas dos pulmões prejudicam a capacidade de difusão e intensificam a incompatibilidade entre ventilação e perfusão, especialmente durante a atividade física (Burtscher et al., 2022).
- Inteligência artificial e os novos ambientes de ensino e aprendizagemPublication . Rodrigues, CarinaGrande parte dos aplicativos digitais disponíveis atualmente para os professores, as chamadas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), baseia-se em ferramentas que integram Inteligência Artificial (IA). Diversas organizações internacionais, tais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e a Comissão Europeia (CE), têm vindo a desenvolver orientações e políticas para uma escola mais adequada à sociedade digital, capaz de responder aos desafios do futuro (Comissão Europeia, 2020; OCDE, 2019; UNESCO, 2019). Na conferência Internacional sobre Inteligência Artificial e Educação, organizada pela UNESCO em Pequim (China), em maio de 2019, resultou um importante conjunto de princípios e recomendações que visam orientar e apoiar os países na integração da inteligência artificial nos seus sistemas educacionais, promovendo uma abordagem ética e inclusiva (UNESCO, 2019). Para além das inúmeras vantagens que a tecnologia nos oferece, a sua utilização acarreta sérios riscos para a sociedade, colocando em debate várias questões éticas que precisam ser discutidas por todos nós. Entre essas questões, destacam-se a confidencialidade de dados, a equidade no seu uso e a dependência da tecnologia. A proteção da privacidade é fundamental, pois o uso indevido de dados pessoais pode levar a abusos e violações dos direitos individuais. A equidade também é uma grande preocupação, uma vez que a tecnologia pode perpetuar ou até exacerbar desigualdades sociais existentes, caso não seja implementada de maneira justa e inclusiva. Neste capítulo serão abordados vários conceitos sobre IA, as principais aplicações no ecossistema de ensino, as competências necessárias de docentes e alunos, oportunidades e riscos associados ao uso da IA bem como as principais questões éticas que se colocam na sua utilização.
- Introdução à comunicação no contexto de saúdePublication . Baptista, GoreteA comunicação em saúde é descrita como um pilar essencial para a prestação de cuidados eficazes, facilitando a compreensão e adesão aos planos terapêuticos pelos pacientes. Este capítulo discute a importância de uma relação terapêutica válida e intensiva entre profissionais de saúde e pacientes, destacando a comunicação como um instrumento terapêutico essencial para proporcionar um cuidado humanizado e eficiente. Enfatiza a necessidade de uma comunicação holística, que considera todos os aspetos do ser humano – físicos, emocionais e sociais. Também aborda, de forma breve, algumas estratégias de comunicação para superar barreiras comunicacionais e a importância do treino contínuo das habilidades comunicacionais dos enfermeiros. Destaca-se a comunicação como um direito do paciente e uma responsabilidade profissional, com estratégias para melhorar a comunicação em situações críticas e fortalecer a relação terapêutica entre paciente e profissional de saúde.
- Prevalência e fatores de risco de infeções do trato urinário relacionadas com o cateter vesical: uma revisão sistemática da literaturaPublication . Fernandes, Ana Luísa Esteves; Almeida, Júlia Gabriela Aguiar Santos; Preto, LeonelAs infeções do trato urinário associadas ao cateter vesical (CAUTIs) são um problema hospitalar comum, elevando custos e comprometendo a recuperação dos pacientes. A resistência antimicrobiana exige abordagens preventivas baseadas em evidências. Objetivo: Determinar a prevalência de infeções do trato urinário associadas ao uso do cateter vesical em pacientes internados e identificar os principais fatores de risco descritos na literatura científica. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática segundo a metodologia PRISMA, abrangendo artigos de 2019 a 2024. A pesquisa nas bases PubMed e Web of Science utilizou expressões booleanas com os termos "Catheter-associated Urinary Tract Infection", "Prevalence", "Risk Factors" e "Hospital Setting". Após critérios de inclusão e exclusão, seis artigos foram selecionados para análise. Resultados: A prevalência das CAUTIs associou-se ao uso prolongado de cateteres, higiene inadequada e fatores como idade avançada e comorbilidades. Entre 10% e 25% dos pacientes desenvolvem CAUTIs, chegando a 28% em Cuidados Intensivos. Estratégias preventivas, como a inserção assética, remoção precoce dos cateteres e uso de dispositivos antimicrobianos, reduziram a incidência. Conclusão: A revisão destacou a importância da formação contínua, protocolos padronizados e uso racional de antibióticos para reduzir as CAUTIs. A combinação de práticas clínicas e inovação tecnológica é essencial para mitigar este problema.
