Percorrer por autor "Cancian, Queli Ghilardi"
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- Desafios invisíveis: Impactos do trabalho na saúde e qualidade de vida dos professores de uma universidade públicaPublication . Cancian, Queli Ghilardi; Malcarne, Vilmar; Moreira, José António Marques; Mesquita, Elza; Gonçalves, VitorCompreender a profissão docente, pressupõe compreender, a complexidade do ambiente de trabalho e a qualidade de vida e saúde desses profissionais. Partindo desta concepção, o artigo apresenta como objetivo a identificação e análise da saúde mental e qualidade de vida no desenvolvimento das atividades laborais dos professores estatutários que atuam em uma Universidade pública no Oeste do Paraná. Trata-se de uma pesquisa mista (qualitativa-quantitativa) de caráter exploratório, delineamento descritivo, desenvolvida por meio de uma pesquisa de campo, efetivada a partir da aplicação de um ‘questionário estruturado’, desenvolvido pelos próprios pesquisadores. A pesquisa contou com a participação de 94 professores voluntários de diferentes áreas de atuação. Os resultados evidenciaram a insatisfação dos docentes, manifesta a partir da identificação da excessiva carga de trabalho, da considerável perda de autonomia, e da extensão da jornada de trabalho, com indicativos de precarização e a intensificação do trabalho. No estudo identificou-se a presença de transtornos mentais entre os professores, sendo a ansiedade, e a depressão os transtornos com maior incidência. Sendo o sentimento de cansaço atribuído ao principal fator de influência negativa nas condições de saúde.
- Diálogo entre culturas: a Cultura Indígena como resposta à dominação cultural na interlocução entre Enrique Dussel e Paulo FreirePublication . Alves, Deisiane; Cancian, Queli Ghilardi; Mesquita, ElzaNeste artigo analisamos o entrelaçamento entre cultura e educação, considerando os aspectos históricos que se relacionam a ambas no contexto brasileiro, desde os processos colonizadores, cujos elementos permearam a formação da identidade nacional. Processos estes que invisibilizaram a Cultura Indígena, seus saberes e tradições, elementos aqui destacados, como forma de contar uma outra história. Para tanto, nos embasamos na revisão bibliográfica, a partir da interlocução entre Enrique Dussel e Paulo Freire, ícones dos estudos pós-coloniais e decoloniais, que enfatizaram ao longo de toda sua trajetória, a dominação cultural exercida pelos processos colonizadores e a necessária identificação e libertação desta.
- Diálogo entre saberes no ensino de ciências: astronomia cultural e educação científica humanizadora na formação de estudantes da pedagogiaPublication . Cancian, Queli Ghilardi; Alves, Deisiane; Mesquita, Elza; Gonçalves, VitorA valorização do saber tradicional indígena consiste, em primeira instância, no reconhecimento do seu valor social. Assim, o ensino de ciências, pautado na abordagem da Educação Científica Humanizadora, fundamentada essencialmente pelo ideário de Paulo Freire, consiste na promoção da formação reflexiva do futuro docente. Consequentemente, este estudo procura responder ao seguinte questionamento: Como é que doze estudantes de pedagogia, no ano de 2023, perceberam e diferenciaram a abordagem do saber científico e do saber tradicional indígena? Como objetivo, se estabeleceu a investigação da eficácia da Sequência de Ensino Investigativo, embasada pela Educação Científica Humanizadora, pautada na abordagem da Astronomia Cultural. Trata-se de um estudo de caso que partiu de uma revisão bibliográfica, com abordagem qualitativa, exploratória descritiva, para analisar e discutir os dados coletados à luz da Análise Textual Discursiva. Os resultados evidenciaram insights significativos, considerando a integração dos saberes indígenas no Ensino de Ciências, destacando a necessidade de um ensino que transcenda as barreiras disciplinares e valorize as culturas locais.
- A expansão do ensino superior no Brasil: tendências e oportunidadesPublication . Cancian, Queli Ghilardi; Alves, Deisiane de Toni; Oliveira, Anilton; Bagatolli, Dariane; Malacarne, Vilmar; Prada, Ana Raquel RussoNeste estudo, analisamos a evolução do Ensino Superior no Brasil e seus impactos na educação. Como metodologia, adotou-se uma abordagem exploratória, por meio de levantamento bibliográfico e análise de dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Como resultado, destacamos o aumento do número de cursos e matrículas entre o censo 2017 e 2021, a expansão do ensino à distância e a necessidade de políticas públicas promotoras da equidade e da qualidade na Educação Superior.
- Formação inicial de professores na construção do paradigma emergente: dois contextos, três atores, identidade e o terceiro incluídoPublication . Mesquita, Elza; Freire-Ribeiro, Ilda; Rodrigues, Maria José; Cancian, Queli GhilardiNeste capítulo apresenta-se uma reflexão geral sobre a formação inicial de professores, estabelecendo uma análise comparativa entre os contextos de Portugal e do Brasil. A partir de uma revisão narrativa da literatura, exploram-se as dinâmicas complexas entre três atores fundamentais no processo formativo: os educadores em formação, as instituições de ensino superior e os sistemas educativos e suas políticas. Introduz-se o conceito de “terceiro incluído”, inspirado na lógica de Lupasco e na transdisciplinaridade de Nicolescu, para representar os elementos disruptivos e inovadores que influenciam a formação docente e desafiam dicotomias tradicionais como teoria/prática e ensino/aprendizagem. Em Portugal, destacam-se o impacto do Processo de Bolonha, a exigência do grau de mestrado para a habilitação profissional e a reconfiguração da profissionalidade docente à luz das perspetivas de Nóvoa. No Brasil, enfatiza-se o papel de programas de indução, como o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência e a Residência Pedagógica, na aproximação entre a universidade e a escola básica, mobilizando os saberes docentes descritos por Tardif. O texto discute ainda a importância do estágio supervisionado e da prática reflexiva na construção da identidade profissional. Apesar das diferenças estruturais e históricas, ambos os países enfrentam o desafio comum de transitar de um modelo de transmissão de informação para um paradigma emergente de construção ativa do conhecimento, ancorado no pensamento complexo de Edgar Morin e nas metodologias ativas, visando a formação de profissionais críticos, reflexivos e preparados para as exigências do século XXI.
- Fronteiras identitárias: o território da(s) alma(s) dividida(s)Publication . Mesquita, Elza; Freire-Ribeiro, Ilda; Pereira, Ana; Alves, Deisiane; Cancian, Queli GhilardiAs fronteiras geográficas são linhas visíveis nos mapas, mas a(s) fronteira(s) interna(s) dos indivíduos que habitam essas regiões de contacto cultural constituem territórios muito mais complexos e fluídos. Esses personagens vivenciam o que Homi K. Bhabha (1998) chamou de third space, o terceiro espaço - um lugar de negociação identitária onde as culturas se encontram, se misturam e se transformam, gerando novas formas de subjetividade que não pertencem inteiramente a nenhuma das culturas originais. A análise das fronteiras internas de personagens em regiões de contacto cultural revela um território psicológico complexo, no qual as identidades se fragmentam, se reconstroem e se hibridizam constantemente. O estudo que se apresenta realiza uma exploração teórica sobre várias dimensões dessa experiência fronteiriça: desde os dilemas linguísticos que servem como campos de batalha identitários até às estratégias criativas de “code-switching existencial” que permitem aos personagens navegar em múltiplos mundos culturais. Por exemplo, a literatura chicana/latina oferece exemplos particularmente ricos dessa condição, com autores como Gloria Anzaldúa (2012), Junot Díaz (2009) e Sandra Cisneros (2022) ao criarem personagens que transformam a fragmentação identitária não em déficit, mas numa vantagem epistemológica. Esses personagens desenvolvem o que Anzaldúa (2012) chama de “mestiza consciousness” - uma consciência capaz de sustentar contradições e ambiguidades. Outro aspeto fundamental a considerar é como o ambiente geográfico espelha a geografia interior desses personagens. As paisagens indefinidas das fronteiras físicas refletem a própria indefinição identitária, enquanto a memória funciona como território alternativo em que diferentes temporalidades culturais coexistem. A análise teórica também examina as implicações psicológicas profundas dessa experiência: a ansiedade da autenticidade, o paradoxo de ser simultaneamente insider e outsider em ambas as culturas, e como essa condição pode desenvolver recursos psicológicos únicos como maior flexibilidade cognitiva e inteligência cultural sofisticada. Estamos conscientes de que estes personagens fronteiriços nos ensinam que a identidade é um processo dinâmico de constante negociação, e que a sua “incompletude” cultural se revela como uma forma mais complexa e rica de completude humana.
- “Heróis da Energia”: Sequência didática interdisciplinar para a promoção da literacia energética no 1.º Ciclo do Ensino BásicoPublication . Jacob, Ana Rita; Pacheco, Mafalda; Pessegueiro, Catarina; Altendorf, Mara; Mesquita, Elza; Faustino, Sara; Cancian, Queli GhilardiO presente capítulo apresenta e fundamenta a sequência didática que intitulamos de Heróis da Energia. Esta sequência foi concebida no âmbito da Unidade Curricular de Didática do Estudo do Meio para o 3.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico, no ano letivo de 2024/2025. A proposta teve como finalidade promover a literacia energética das crianças, articulando conhecimentos científicos sobre fontes, usos e impactos da energia com práticas de cidadania ambiental questões-problema e de uma sessão final em formato de escape room. A sequência didática mobilizou ainda metodologias ativas, nomeadamente a aprendizagem por descoberta, a resolução de problemas, o trabalho cooperativo, a investigação orientada, a experimentação e a produção de recursos didáticos. Integrou também atividades como a análise de uma fatura de eletricidade, a construção de um forno solar, a identificação dos consumos energéticos na escola, a leitura do livro de literatura para a infância “A luz lá embaixo”, a realização de um Parlamento da Energia, a criação de cartões e canções sobre poupança energética e a elaboração de livros coletivos para partilha com a comunidade educativa. O capítulo discute a pertinência curricular da proposta, a sua articulação com as Aprendizagens Essenciais de Estudo do Meio e com o Referencial de Educação Ambiental para a Sustentabilidade, bem como o seu contributo para a formação de crianças críticas, colaborativas e comprometidas com práticas sustentáveis. Concluiu-se que a proposta constituiu um contributo pedagógico relevante para a integração da educação para a sustentabilidade no currículo, valorizando a criança como sujeito ativo de aprendizagem e agente de mudança.
- O papel do estágio supervisionado na formação docente: Estudo de caso na UNIOESTEPublication . Cancian, Queli Ghilardi; Deisiane, De Toni Alves; Mesquita, ElzaO objetivo deste estudo consiste na análise do papel do estágio supervisionado na formação profissional do estudante da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Trata-se de um estudo qualitativo de análise documental. O estágio supervisionado na Unioeste consiste em um componente curricular obrigatório, para a formação prática dos estudantes de vários cursos de graduação. Constituído pela resolução nº 250/2021-CEPE, cada curso tem um regulamento próprio que rege a orientação do estágio, estruturado de acordo com as Diretrizes Gerais de Estágios Supervisionados. A Unioeste faz uma diferenciação entre estágio obrigatório e não obrigatório, em que o primeiro é parte integrante do currículo, imprescindível para a conclusão do curso, enquanto o segundo trata-se de uma atividade opcional, comumente remunerada, visando complementar a formação do estudante. Ambos os tipos de estágio são regidos pela Lei Federal nº 11.788/2008, que dispõe sobre o estágio de estudantes. Na organização dos estágios, a instituição disponibiliza formulários e orientações específicas, acessíveis no portal da universidade, que incluem modelos de termos de compromisso, planos de atividades e relatórios. Esses recursos garantem que o estágio seja dirigido de maneira estruturada conforme as diretrizes institucionais. No caso das licenciaturas, o suporte e documentação relacionada às práticas de ensino e estágio supervisionado são subsidiados pelo Núcleo de Formação Docente e Prática de Ensino (NUFOPE). Dessa forma, compreende-se que o estágio supervisionado na Unioeste é cuidadosamente estruturado e regulamentado, com o objetivo de proporcionar aos estudantes a oportunidade de vivenciar as práticas pedagógicas em ambientes reais de ensino, estabelecendo uma conexão entre a teoria adquirida na universidade e a prática docente. Concebido como um momento fundamental de inserção do futuro docente no cotidiano escolar, o estágio supervisionado visa a consolidação do conhecimento pedagógico, o desenvolvimento de competências didáticas e a vivência das dificuldades e desafios próprios da profissão. Em síntese, oferece a oportunidade de fortalecer a autonomia, a reflexão crítica e a capacidade de adaptação a diferentes contextos educacionais, contribuindo para a formação de profissionais qualificados e plenamente conscientes de seu papel na sociedade.
- Políticas educacionais no Brasil: reflexões históricas e desafios contemporâneosPublication . Mesquita, Elza; Freire-Ribeiro, Ilda; Moreira, José António Marques; Gonçalves, Vítor; Cancian, Queli GhilardiEste estudo propõe-se a compreender e analisar as principais políticas educacionais, seus impactos, desafios e contribuições para o desenvolvimento do sistema educacional. Para embasar a investigação, optou-se pela pesquisa exploratória qualitativa como metodologia, desenvolvida por meio da pesquisa documental e bibliográfica. Os resultados proporcionam um panorama linear das políticas educacionais implementadas no Brasil desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 até o ano de 2021. Ao destacar os pontos críticos da história educacional, pretende-se fomentar a reflexão sobre os desafios contemporâneos à luz das experiências passadas, além de estimular a implementação de novas políticas educacionais. Assim, enfatiza-se que a história da Educação brasileira não é apenas um registro do passado, mas também um guia para as ações do presente e do futuro, um convite à reflexão e à ação em prol de uma Educação transformadora.
- Violências que não se veem: perceções de estudantes do ensino superiorPublication . Afonso, Diana Inês Morais; Pinto, Larissa da Silva; Machado, Marta; Silva, Simão Teixeira Dias Gonçalves; Freire-Ribeiro, Ilda; Mesquita, Elza; Cancian, Queli GhilardiNeste capítulo apresenta-se uma análise multidimensional das perceções de género e do conhecimento sobre microviolências entre estudantes universitários. Por meio de uma metodologia mista, combinamos estatísticas descritivas, análises de correlação e a interpretação qualitativa das vozes dos estudantes, com o enquadramento teórico de autores de referência. Os resultados revelam que, embora a igualdade de género seja amplamente reconhecida como um direito humano fundamental (95,7%), persistem lacunas críticas na literacia sobre microviolências (70% de desconhecimento) e na manutenção de estereótipos de género em contextos laborais e de liderança. A análise destaca a urgência de políticas educativas que combatam a normalização de formas subtis de violência no ambiente académico.
