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Título: Epidemiologia dos acidentes de trabalho numa unidade hospitalar do Nordeste Transmontano
Autor: Martins, Matilde
Barbiéri, Maria do Céu
Correia, Teresa
Palavras-chave: Epidemiologia
Acidentes de trabalho
Issue Date: 2011
Editora: CIDESD-Centro de Investigação em Desporto,Saúde e Desenvolvimento Humano
Citação: Martins, Matilde; Barbieri, Maria; Correia, Teresa (2011) - Epidemiologia dos acidentes de trabalho numa unidade hospitalar do Nordeste Transmontano. Boletim Informativo do Grupo da Saúde. ISSN 1647-3388. 3:1, p. 11
Resumo: Enquanto, que nos sectores industriais houve um decréscimo, na área da saúde, ocorreu um aumento de acidentes, tendo-se registado em 1997 um total de 3024 e em 2007 um total de 5063 ocorrências, com uma taxa de incidência de 27,15% e de 39,28% respectivamente. ACSS, (2009) O ambiente hospitalar é complexo e representa um elevado número de riscos para os seus trabalhadores, tanto na prestação de cuidados directos ao utente como para todos os trabalhadores de outros serviços de apoio à prestação de cuidados. Estas instituições, são fonte de múltiplas circunstâncias que potenciam e originam inúmeros acidentes de trabalho com as consequentes repercussões na saúde e na qualidade de vida dos trabalhadores, por um lado e no absentismo e na economia das empresas e dos países por outro. Seco, (2008) e Uva (2009). Analisar a epidemiologia dos acidentes de trabalho numa Unidade de Saúde do Nordeste Transmontano.Estudo transversal retrospectivo, recorrendo aos registos de notificação dos acidentes de trabalho, aos inquéritos da DGRS e às fichas de urgência no período de 1 de Janeiro de 2008 a 31 de Dezembro de 2009, referentes a 80 trabalhadores. A caracterização do grupo de pessoas onde se verificou o maior número de acidentes de trabalho foi: o grupo profissional dos enfermeiros (50%), seguindo-se as auxiliares de acção médica (23,8%) o sexo feminino (88,8%), com a licenciatura (48,8%), a trabalhar nos serviços de medicina (15,0%), de urgência (15%) e bloco operatório (11,2%), o grupo etário entre os 50-54 anos (27,5%), com mais de 10 anos de serviço (88,8%%) e a praticar horário por turnos (80,1%). As principais causas de acidente foram a picada de agulha (31,3%) e a queda do trabalhador (26,3%). As partes do corpo mais atingidas foram as mãos (43,8%) e as lesões do tronco (16,7%). A maior prevalência dos acidentes verificou-se à segunda-feira (27,7%) e em média ocorreram às 13,8 horas. Dos 40% de acidentes que provocaram incapacidade temporária absoluta, 34,8% recaíram no grupo profissional dos enfermeiros e igual proporção no grupo das AAM, 78,8% acima dos 45 anos, 78,3% a praticar horário por turnos e 70,3% foram lesões músculo-esqueléticas. Discussão: Neste estudo verificou-se que metade dos acidentes de trabalho ocorreu no grupo profissional dos enfermeiros e no sexo feminino, o que se explica pelo facto da enfermagem ser maioritariamente, ainda, uma profissão do género feminino, dados concordante com outros estudos. Paulino, (2008) e Ribeiro (2010). A maior ocorrência de acidentes de trabalho verificou-se nos profissionais que trabalham em serviços mais diferenciados e mais complexos. Paulino, (2008) e Ribeiro (2010). A investigação revelou que os acidentes mais graves atingem em proporções iguais o grupo dos enfermeiros e das auxiliares de acção médica. Estes grupos são os mais representativos nos hospitais e também pelas características e peculiaridades de executarem grande parte das acções em cuidados directos e ininterruptos ao paciente, expondo-os mais aos riscos laborais. Sassi, (2004), Júnior (2010). Os acidentes de trabalho podem afectar todos os profissionais das instituições de saúde, no entanto a sua gravidade associa-se significativamente com a categoria profissional e o tipo de lesão.
Arbitragem científica: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/6340
ISSN: 1647-3388
Versão do Editor: www.cidesd.utad.pt/cidesd/newsletter/nl_health/Health_V3n1.pdf
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