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Título: Repercussões económicas dos acidentes de trabalho numa unidade hospitalar
Autor: Martins, Matilde
Rodrigues, Urbano
Correia, Teresa
Palavras-chave: Acidentes de trabalho
Gestão em saúde
Hospitais
Promoção da saúde
Data: 2014
Editora: Escola Superior de Coimbra
Citação: Martins, Matilde; Rodrigues, Urbano; Correia, Teresa (2014) - Repercussões económicas dos acidentes de trabalho numa unidade hospitalar. Referência: Revista de Enfermagem. ISSN 0874-0283. 2: IV (suplemento) p. 351-351
Resumo: As repercussões económicas com os acidentes de trabalho são elevadas em qualquer setor de atividade. Alguns estudos, realizados na União Europeia, referem encargos com a sinistralidade laboral superiores a 4% do Produto Interno Bruto (PIB), resultando numa enorme carga económica para os indivíduos, as empresas, as famílias e a sociedade em geral. Portugal, em 2011, apresentava um valor de 5,9% do PIB, gastando com os acidentes de trabalho seis milhões e quinhentos mil euros. Quantificar os encargos dos acidentes de trabalho numa unidade hospitalar pública de média dimensão durante cinco anos. Identificar as variáveis com maiores repercussões económicas. Estudo transversal retrospetivo, constituído por 164 trabalhadores que, entre 2006-2010, tiveram acidente de trabalho notificado numa unidade hospitalar portuguesa de média dimensão. A recolha de dados foi realizada durante os meses de janeiro e fevereiro de 2012 no serviço de recursos humanos, através dos registos no processo de notificação dos acidentes, dos boletins de participação dos acidentes e da ficha do serviço de urgência, após autorização do Presidente do Conselho de Administração. Os dados foram inseridos e analisados em programa SPSS® pelo número de identificação respeitando a confidencialidade. Nos 5 anos em análise, registaram-se 164 acidentes, ascendendo os encargos totais a 342 747,80¤. Em média cada acidente acarretou um encargo de 2 089,80¤, variando entre um mínimo de 3,00¤ e um máximo de 87 855,00¤. As variáveis que registaram associação estatisticamente significativa com os encargos foram, o grupo profissional (p=0,048), a parte do corpo atingida (p=0,002), a ação da lesão (p=0,031), os exames auxiliares de diagnóstico (p=0,000), o agente da lesão (p=0,001) e os dias de trabalho perdidos (p=0,000). A maior média de encargo verificou-se no grupo profissional dos médicos com 7 605,60¤, nos trabalhadores com mais de 10 anos de tempo de serviço com 2 238,85¤, nos acidentes in itinere com 17 996,07¤, nos acidentes por esforços excessivos/movimentos inadequados com 6 501,96¤, nas luxações com 7 932,63¤ e nos que atingiram a cabeça com 9 633,58¤. Ocorreram 7 (4,3%) situações de indeminização com encargos na ordem de 222 024,75¤. Os resultados evidenciaram elevados encargos decorrentes de acidentes de trabalho, numa instituição de saúde pública de média dimensão (342 747,80¤). O grupo profissional, a parte do corpo atingida, o agente de lesão e a ação da lesão aumentaram significativamente os encargos totais dos acidentes. Além das repercussões económicas, os acidentes de trabalho apresentam também repercussões sociais, profissionais, morais e familiares, muitas vezes, difíceis de contabilizar. A eliminação ou minimização deste flagelo passa, em primeiro lugar, pela avaliação dos riscos de acidente de trabalho nas instituições de saúde seguida da implementação de medidas preventivas e corretivas.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/11502
ISSN: 0874-0283
Versão do Editor: www.esenfc.pt/rr/
Aparece nas colecções:CE - Resumos em Proceedings Não Indexados ao ISI/Scopus

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