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É necessário todos estarmos envolvidos na formação de professores: percepções de orientadores cooperantes do 2.º ciclo acerca do processo de supervisão

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Na formação de professores e educadores é necessário estar atento á multiplicidade de papéis e funções que são atribuídos à escola e a todos os que nela intervêm. Na Escola Superior de Educação de Bragança (ESEB), de acordo com a legislação em vigor, a formação está organizada em torno de diversas componentes, destacando-se a iniciação à prática profissional (IPP). Neste âmbito, é fundamental falar no processo de supervisão, inscrito numa perspetiva de cariz sócio-construtivista. Esta comunicação faz parte integrante de um estudo mais abrangente com educadores e professores cooperantes da ESEB (quer da Licenciatura em Educação Básica quer dos Mestrados profissionalizantes para a Educação Pré-escolar, Ensino do 1.º Ciclo e ensino 2.º 217 Ciclo do E.B.) e refere-se às perceções/vivências dos orientadores do 2.º Ciclo acerca do processo de supervisão. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa e interpretativa, baseando-se a recolha de dados num questionário com perguntas abertas, incluindo as seguintes categorias: i) papéis desempenhados no processo de supervisão; ii) interações/relações estabelecidas entre a instituição de formação e contexto escolar; iii) reflexão e iv) avaliação no âmbito da supervisão. Relativamente aos papéis desempenhados, há orientadores que consideram que os papéis são adequados, outros deveria existir mais supervisão e alguns apontam para a necessidade de uma definição diferenciada de papéis. Os orientadores foram unânimes ao definir o seu papel no processo formativo apontando, por exemplo: apoiar nas práticas; partilhar conhecimentos; estimular os estagiários e mediar a relação entre estagiário e instituição de acolhimento. Referente ao estagiário é relevado o seu papel no processo de formação, sendo o contacto com o contexto o motor do desenvolvimento da sua ação e reflexão. As interações/relações estabelecidas entre instituição de formação e contexto escolar são percebidas como positivas. É, contudo, apontada a necessidade de ainda mais momentos de interação entre o estagiário, o professor cooperante e o professor supervisor. Ao nível da reflexão, os orientadores apontam a adequação da reflexão realizada, propondo o aumento da periodicidade dos momentos de reflexão com os supervisores. Sobre a avaliação do processo, é visível a centralização das respostas na avaliação dos alunos parecendo ter sido esquecido o papel dos demais intervenientes no processo supervisivo.

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Keywords

Formação de professores Iniciação à prática profissional Processo de supervisão

Citation

Martins, Cristina; Gonçalves, Adorinda; Guerreiro, Carla Alexandra do Espírito Santo (2016). É necessário todos estarmos envolvidos na formação de professores: percepções de orientadores cooperantes do 2.º ciclo acerca do processo de supervisão. In As Pedagogias na Sociedade Contemporânea: Desafios às Escolas e aos Educadores: XXIII Colóquio AFIRSE. Lisboa

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Universidade de Lisboa, Instituto de Educação

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