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Diários juvenis: da comunicação e revelação de um «Eu» autobiográfico à sua invenção

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Pretendemos apresentar resultados a partir da leitura e análise de diários juvenis de autores portugueses e espanhóis (e de outros cujas obras têm tido uma ampla divulgação junto dos jovens leitores destes países), refletindo sobre a recente evolução e mutação do género diarístico e problematizando questões referentes quer à autorrepresentação do sujeito escrevente, quer à relação/comunicação com o(s) outro(s). Trata-se de um estudo sobre uma tipologia textual em que se realça, como caraterística genológica definidora, a forte propensão para um discurso confessional, centrado num «eu» que se analisa e se escreve, nomeadamente nos casos em que se pretende salvaguardar o caráter intimista da escrita e em que, em termos de horizontes de leitura, se opta pela autodestinação (opção que, em termos pragmáticos, pode posteriormente ser desrespeitada). Esta reflexão implica reequacionar a definição de pacto autobiográfico, tal como foi definido por Philippe Lejeune, na medida em que as práticas de escrita diarística (autobiográfica) têm vindo a sofrer um processo de ficcionalização, a partir do qual se abre espaço à reflexão sobre um possível caráter autoficcional destes registos. Além disso, estas práticas de escrita têm adquirido uma notoriedade social que antes não lhes era reconhecida, pelo que constituem um relevante documento para a análise das representações que os sujeitos adolescentes/jovens fazem de si mesmos e do mundo, por um lado, e, por outro, das interações comunicativas que esses mesmos sujeitos estabelecem com os outros. São, neste âmbito, particularmente relevantes dois contextos: a família e a escola. Centrados numa abordagem que, metodologicamente, releva da análise de conteúdo e que se funda num trabalho de pesquisa bibliográfica, pretendemos apresentar e discutir dados recolhidos de um corpus de textos constituído por diários juvenis tais como, para apresentar apenas dois exemplos, «Diário de um Tóto» de Jordi Sierra i Fabra, ilustrado por Romeu (2010), e «O diário do Manzarra», texto de Sérgio Fernandes e ilustração de Chico Bolila (2010). A leitura e a consequente análise deste corpus permitirão realçar que a comunicação surge como um tema de grande relevância e sobre o qual refletem, de forma reiterada, os jovens diaristas reais ou ficcionados (eles que são da nova geração dos hipermédia – a “geração do Facebook”), ao mesmo tempo que nos apontarão possíveis respostas para a questão: Que representação do “ser adolescente” nos é apresentada ou (re)velada por estes diários? Palabras clave: diário(s), géneros literários, autobiografia, revelação, comunicação.

Description

Keywords

Diário(s) Géneros literários Autobiografia Revelação Comunicação

Citation

Teixeira, Carlos (2015). Diários juvenis: da comunicação e revelação de um «Eu» autobiográfico à sua invenção = Juvenile diaries: from communication and revelation of an autobiographical "I" to its invention. In Uzquiano, M.P.; Lozano, A.B.; Migues, A.R.; Blanco, J.C.B.; Almeida, L.S.; Silva, B.D. (Eds.) Libro de Resúmenes del XIII Congreso Internacional Gallego-Portugués de Psicopedagogía. Coruña

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Revista Gallego-Portuguesa de Psicología y Educación

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