ESSa - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus
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Percorrer ESSa - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "17:Parcerias para a Implementação dos Objetivos"
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- Alelos do grupo sanguíneo do sistema ABO e suscetibilidade para a doença COVID-19: revisão sistemáticaPublication . Amorim, Ana; Caldeira, Maria João; Pereira, Tifany; Vaz, Josiana A.; Rodrigues, Carina; BioMedLabA COVID-19 é uma doença causada pelo vírus SARS-COV-2 que recentemente teve um grande impacto mundial pela sua evolução pandémica. O sistema ABO tem sido associado a certas doenças ao longo do tempo, e mais recentemente iniciaram estudos sobre a sua associação com a doença da COVID-19. Acredita-se a genética dos hospedeiros podem contribuir nas diversas manifestações clinicas e na severidade da doença apresentadas de individuo para individuo. Como tal, este estudo teve o objetivo de perceber se as variações genéticas encontradas cromossoma 9 do locus do gene ABO podem ter influência na suscetibilidade dos indivíduos para a doença COVID-19.
- De professora a diretora técnica do laboratório covid-19: uma experiência enriquecedoraPublication . Rodrigues, CarinaA COVID-19 foi declarada pela OMS como pandemia internacional, no dia 11 de março de 2020. No entanto já a 13 de janeiro de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tinha publicado primeiro protocolo RT-PCR para o diagnóstico molecular do coronavírus-2 da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2). Desde 2008 que sou docente na escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Brgança onde leciono unidades curriculares de Biologia Celular Genética Humana e Genómica. Quando em 2020 surgiu a COVID-19, voluntariei-me para ajudar o hospital da região a implementar os testes moleculares à infeção por SARS-CoV-2. Mas as condiçoes do laboratório neste hospital de periferia não permitia a implementação das metodologias com segurança, naquele momento. Assim, eu e outra colega especialista em genética, procedemos à modifição de vários laboratórios de uma ala do Centro de Investigação de Montanha deste instituto para podermos proceder às análises moleculares à COVID-19. Em abril de 2020 o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social lançou um programa de testagem preventiva à COVID-19. Este programa, designado de “Heróis dos Testes”, envolveu universidades, politécnicos e instituições de I&D e teve como principal objetivo o rastreio e a testagem da população, em particular residentes e funcionários de lares de idosos. Grande parte dos “Heróis dos Testes” readaptaram os seus laboratórios de forma a estabelecer níveis elevados de biossegurança, muitos projectos de investigação em curso foram suspensos, questões técnicas, falta de reagentes e consumíveis foram alguns dos problemas a ultrapassar para aumentar a capacidade de testagem. É importante referir que muitos destes laboratórios nunca tinham processado amostras biológicas humanas. No nosso centro de investigação foram recrutados cerca de 30 alunos de Mestrado e Doutoramento que não trabalhavam propriamente em genética molecular. A única permissa para serem recrutados era saberem usar uma Micropipeta! Em tempo record, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge coordenou a certificação dos laboratórios no âmbito da realização de diagnóstico à COVID-19. Eu fui dispensada de lecionar e durante dois anos e fui nomeada diretora técnica do laboratório COVID-19. Treinava equipas, geria stocks e validava resultados. Já tinha trabalhado num laboratório de genética médica mas nunca com a esta dedicação a uma causa e com envolvimento dos alunos, onde veradeiramente pude aplicar “o saber fazer”. Os estudantes adquiriram um entendimento profundo do trabalho rotineiro e responsável durante o tempo que estiveram lá. Toda esta experiência foi muito gratificante porque nos aproximamos dos colegas que trabalhavam no hospital, que realizavam as colheitas de amostras para nós analisarmos. Mais tarde, por “transferência de conhecimento” auxiliamos estes mesmos profissionais, na implementação do laboratório de biologia molecular. Por outro lado, recebemos da unidade de saúde formação para trabalhar com equipamento de proteção individual. Agora, novamente como docente, toda esta esta experiência, permitiu reconsiderar a minha abordagem aos planos de estudo e às metodologias de ensino de uma forma significativa e reconheço também a importância vital da proximidade com a comunidade para o meu desenvolvimento como docente e investigadora.
- Q fever in Portugal: a one health-oriented literature reviewPublication . Caldeira, Maria João; Pereira, Tifany; Qiuntas, Hélder; Mesquita, João R; Rodrigues, CarinaQ fever is a zoonosis caused by Coxiella burnetii (C. burnetii), a highly infectious and environmentally persistent bacterium. Its transmission from animals to humans occurs mainly via inhalation of contaminated aerosols, often originating from small ruminants. Although the disease is widely distributed in Europe, its burden remains underestimated due to nonspecific clinical presentation and insufficient surveillance integration. As part of an ongoing PhD project in Biomedical Sciences, a comprehensive literature review was conducted to assess the current state of knowledge on Q fever in Portugal. This work aimed to synthesize available data from animal, human and environmental studies, while comparing findings with the broader European context. Over 40 national studies were analyzed, covering humans, domestic and wild animals, ticks, and environmental matrices. Reported seroprevalence values ranged widely: from 0% up to 45.9% in some livestock studies, with values often exceeding 30% in goats and sheep. In human studies with occupational exposure, positivity rates reached 30.7%. Molecular detection of C. burnetii was reported in milk, placentas, and reproductive tissues, and in urban tick populations. The analysis revealed major gaps in national surveillance. Notably, there are no published studies specifically targeting the northeastern region of Portugal, despite its relevance in small ruminant production, and furthermore, no study to date has simultaneously assessed humans, animals and environmental matrices in the same geographic context, a key limitation for understanding transmission dynamics and implementing the One Health approach. These findings underline the need for targeted and integrated research in underrepresented regions. The next stages of the doctoral project will involve the collection and analysis of new biological and environmental samples in northeastern region of Portugal, with the goal of mapping local C. burnetii circulation and proposing context-adapted surveillance strategies.
- Toxoplasma gondii in northeastern Portugal: a narrative review of a neglected zoonotic infection in a one health contextPublication . Pereira, Tifany; Quintas, Helder; Lopes, Ana Patrícia; Caldeira, Maria; Salvador, Sílvia Beato; Rodrigues, Carina; ;Toxoplasmosis is a zoonosis caused by Toxoplasma gondii, a protozoan parasite that infects warm-blooded animals, including humans1. Despite its global distribution and considerable impact on public health, animal production, and the environment, it remains overlooked, exemplifying a One Health issue2,3. Transmission occurs mainly through ingestion of infective stages: sporulated oocysts, via contaminated water, soil, or food, tissue cysts in undercooked meat, or tachyzoites, through transplacental transmission or unpasteurized dairy products1,4. Though often asymptomatic, toxoplasmosis can cause severe outcomes in immunocompromised individuals and during pregnancy. Small ruminants are particularly susceptible, with infection linked to reproductive losses and zoonotic transmission via meat5. In Portugal, T. gondii infection, and toxoplasmosis, remains underreported and poorly studied. The Northeastern region (Trás-os- Montes) is especially relevant due to the high density of small ruminant farming and close human, animal and environment interactions6. A narrative review of the literature on the epidemiological status of T. gondii infection in Northeast Portugal was carried out. Sources included PubMed, Scopus, Web of Science, Google Scholar, and institutional reports (EFSA, ECDC, INE). The EFSA/ECDC/20237 report a 4.2% rise in congenital toxoplasmosis and a 29% positivity in small ruminants, the highest in five years. In Portugal, according to the only national survey (1979–1980)8, seroprevalence was 47%, with the North presenting the highest percentage (51%). Subsequent studies revealed regional fluctuations8–12 and more recently, a 72.8% value was reported amongst workers with occupational exposure13. In the Northeastern region (2004–2010)14–17, active circulation of T. gondii was demonstrated in various animal species including wild and livestock, particularly small ruminants, as well as in women of childbearing age. The detection of genotype II, associated with moderate virulence, in meat intended for consumption reinforces the zoonotic risk18. These findings highlight the urgent need for updated and integrated epidemiological studies, supported by a One Health approach.
