ESSa - Capítulos de Livros
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Percorrer ESSa - Capítulos de Livros por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Médicas::Ciências da Saúde"
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- A dor crónica na pessoa idosaPublication . Cruz, João Ricardo Miranda da; Cruz , Manuel Alexandre Miranda da; Gonçalves, Ana Isabel Rodrigues; Pedreiro, Telma Patrícia MachadoA dor, enquanto fenómeno clínico e epidemiológico, produz significativas repercussões, tanto na perceção do estado de saúde/doença de cada pessoa como ser singular bem como, assinaláveis ressonâncias no domínio dos seus padrões de vida diária - familiar, económico e social (Santos et al., 2014). Os mesmos autores enfatizam que a dor “ é uma das mais íntimas e exclusivas sensações experimentadas pelo ser humano, envolvendo vários componentes; embora uma pessoa consiga sobreviver com dor, ela interfere no seu bem-estar, nas relações sociais e familiares, influenciando assim a sua qualidade de vida” (p.35). O conceito de dor pode ser de difícil determinação, sendo genericamente instituída e aceite a noção de que representa uma entidade sensorial difusa e complexa, abrangendo componentes emocionais, sensoriais, ambientais, cognitivas e culturais. Aduz-se que daí resulta ser um fenómeno altamente subjetivo, complexo e multidimensional, com subjacente dificuldade em defini-la, explicá-la e mensurá-la (Rabiais, 2004). A dor pode ser analisada tendo como fonte de pesquisa diversas variáveis ou perspetivas, podendo, assim, ser classificada ou caracterizada segundo: a sua duração; a sua etiologia; a sua intensidade; impacto que produz nas atividades de vida diária; quanto ao tipo de dor; ações promotoras de alívio e exacerbação; eficácias das intervenções utilizadas e das estratégias de tratamento, entre demais (Ribeiro, 2013).
- Iatrogenia associada à polimedicação na pessoa idosaPublication . Cruz, João Ricardo Miranda da; Cruz , Manuel Alexandre Miranda da; Gomes, Solange Marisa Lage; Magalhães, Carlos PiresO processo natural de envelhecimento reporta uma continua demanda de cuidados de saúde à pessoa idosa, decorrentes das alterações fisiológicas que ocorrem no decurso dos anos. O evento de processos patológicos em virtude dessas alterações surge como uma realidade expetável, em que o recurso às intervenções farmacológicas e a consequente prática reiterada de vários fármacos, pertencentes a múltiplos grupos farmacoterapêuticos, são uma realidade constante no tratamento face à multimorbilidade na pessoa idosa (Piccoliori et al., 2021). Para Ribeiro (2014), uma prevalência tão elevada respeitante às doenças crónicas e sua sintomatologia, nas pessoas com mais de 65 anos, conduz a que esta faixa etária da população consuma aproximadamente cerca de 25% do total dos medicamentos vendidos, com ou sem prescrição medica, perspetivandose, que, no ano de 2030, alcance a cifra de, pelo menos, 40%. O mesmo autor releva que aos adultos idosos só devem ser prescritos fármacos em estrita necessidade, com indicações terapêuticas precisas e na menor dose possível e eficaz, ou seja, pela sua especificidade deve ser feita uma hierarquização da terapêutica que necessitam.
- O sono na pessoa idosaPublication . Cruz, João Ricardo Miranda da; Cruz, Manuel Alexandre Miranda da; Magalhães, Carlos PiresO sono carateriza-se por deter uma estrutura fisiológica própria, cumprindo um papel determinante ao nível da recuperação e restauração de energia do organismo, fomentando o desenvolvimento físico e mental. A qualidade do sono constitui-se, atualmente, como um indicador de saúde relevante, tendo adquirido um interesse significativo por parte dos profissionais de saúde, em virtude de estar intimamente relacionado com o estado de saúde da pessoa e diretamente com a sua qualidade de vida (Ribeiro, 2012). As alterações do sono ocorrem com uma prevalência crescente com o processo de envelhecimento, em que se estima que aconteçam em mais de 50% dos idosos. Naturalmente vai propiciar a ocorrência de alterações significativas na sua homeostasia e vida quotidiana, contribuindo para o isolamento social e o surgimento de patologias de natureza física e mental, condicionando assinalavelmente a qualidade de vida do idoso. Os vários estudos refletem que o idoso tem dificuldade em manter o sono pelo ciclo das 7/8 horas necessárias, apresenta despertar mais precoce, diminuição da eficiência e da sensação reparadora do sono, aumento de despertares noturnos e decréscimo da duração total de sono, refletido na redução do tempo correspondente à fase III e IV de sono com movimento não rápido dos olhos (NREM) e do sono com movimento rápido dos olhos (REM) (Raposo, 2015). Para Paiva e Nunes (2014), o envelhecimento carateriza-se por alterações de distinta ordem, podendo-se elencar: cerebrais, circadianas, neuroendócrinas, corporais, autonómicas, ocupacionais, psicológicas e existenciais que vão influir diretamente no ciclo sono/vigília. Portanto, toda esta realidade, torna a população idosa suscetível a alterações no sono constituindose como um fenómeno complexo e exigindo intervenções diferenciadas e multidisciplinares, com especial atenção e cuidado na gestão farmacológica.
