ESSa - Dissertações de Mestrado Alunos
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- Competência emocional e interdisciplinaridade nas equipas referenciadoras das unidades de cuidados de saúde primários: uma perspetiva de cuidadores formais e informaisPublication . Ferreira, Carla Alexandra Pires; Veiga-Branco, Augusta; Mata, Maria AugustaO presente estudo foi desenhado com o objetivo de conhecer a relação entre Competência Emocional (CE) e Interdisciplinaridade, partindo do constructo teórico de Inteligência Emocional de Goleman (2003) e de CE de Veiga-Branco (2004a, 2005), e do princípio de Interdisciplinaridade, preconizado na legislação atual da RNCCI (Portaria n.º 50/2017, de 2 de fevereiro). Para dar consecução ao objetivo global, foi desenvolvido um estudo quantitativo, descritivo e correlacional, desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular de Trabalho de Projeto para obtenção do grau de Mestre em Cuidados Continuados pela Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança. O trabalho é constituído por duas componentes: a primeira expõe o enquadramento teórico e a segunda o estudo empírico. Este partiu da aplicação de dois questionários, a uma amostra global de 78 participantes, constituída por dois grupos: um, de 64 profissionais de saúde pertencentes a UCSP’s das ULS Guarda, E.P.E. e ULS Nordeste, E.P.E. (enquanto referenciadores para a RNCCI), e outro, de 14 cuidadores informais de utentes internados em UCCI’s dos distritos de Bragança e Guarda cuja referenciação partiu das ditas UCSP’s. Os instrumentos de recolha de dados usados foram dois questionários elaborados para efeitos do presente estudo: um dirigido ao grupo dos cuidadores formais e outro ao dos cuidadores informais. O questionário aplicado ao primeiro grupo inclui a EVCE (Veiga-Branco, 2011), permitindo estabelecer correlações entre a CE e as respetivas cinco dimensões. O perfil de CE revela que o grupo amostral obtém um nível moderado alto para a “Autoconsciência” (x=5,11; s±0,77), a “Automotivação” (x=4,98; s±0,72) e a “Empatia” (x=4,73; s±0,78), e um nível moderado para a “Gestão de Emoções” (x=4,59; s±0,54) e a “Gestão de Emoções em Grupo” (x=4,54; s±0,72). Também a CE Total revela um nível moderado alto (x=4,82; s±0,61). O estudo da relação entre estas dimensões e a “idade” revela que existe uma correlação positiva com todas à exceção da “Empatia” (r=-0,004; p-value=0,976); quanto à relação com a “satisfação dos profissionais relativa às funções desempenhadas” há diferenças estatisticamente significativas para a CE Total e as suas dimensões, excluindo-se a “Gestão de Emoções” (p-value=0,099) e a “Empatia” (p-value=0,059). A diferença nas médias entre a “profissão” e o “sexo” revelam que não há diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. Ainda assim, os Enfermeiros são os mais “autoconscientes” (x=5,168; s±0,786), que melhor “gerem as suas emoções” (x=4,598; s±0,563) e os mais “empáticos” (x=4,798; s±0,841), os Assistentes Sociais são os que melhor “gerem as emoções em grupo” (x=4,607; s±0,472) e os Médicos são os mais “motivados” (x=4,982; s±0,704). Quanto ao “sexo” o género feminino é o que revela médias mais elevadas para a CE Total (x=4,86; s±0,59) e todas as dimensões. Os resultados foram comparados com outros estudos que utilizaram a mesma escala na recolha de dados, confirmando-se a elevada confiabilidade da EVCE. Por exemplo, foi corroborada a correlação entre a CE e a “Gestão de Emoções” apresentada por Agostinho (2010) (r=0,803; p=0,000) e entre a CE e a “Automotivação” encontrada por Veiga-Branco (1999) (r=0,854; p=0,000) e Vilela (2006) (r=0,777; p=0,000).
- Cuidar a pessoa com demência no domicílio: caraterísticas do cuidador e sobrecargaPublication . Torrão, Jéssica Denise Botelho; Mata, Maria Augusta; Pimentel, Maria Helena; Millán Calenti, José CarlosO aumento do número de idosos bem como de patologias associadas a este grupo, particularmente as demências, levam ao aumento das necessidades de apoio informal. Os cuidadores informais experienciam problemas físicos, psicológicos, sociais, emocionais e financeiros, que podem reflectir-se em estados de sobrecarga. A sobrecarga percebida pelo cuidador é, no entanto, um fenómeno subjectivo, que depende de factores internos e externos ao próprio cuidador e à tarefa de cuidar. O presente relatório apresenta a descrição do período de estágio desenvolvido em contexto de Erasmus +, na Universidade da Coruña, bem como uma revisão sistemática da literatura abordando a temática da sobrecarga nos cuidadores informais de pessoas com demência. Objetivo: Identificar as características do cuidador informal da pessoa com demência que se associam a maiores e menores níveis de sobrecarga. Metodologia: Foi realizada uma Revisão Sistemática da Literatura, incluindo artigos publicados entre os anos de 2008 e 2018, procurando responder à questão de investigação “Quais as características do cuidador informal da pessoa com demência que se associam a estados de sobrecarga?” Resultados: As características relacionadas com o aumento e a diminuição da sobrecarga podem agrupar-se em oito categorias: sociodemografia, saúde e satisfação com a vida, autoeficácia, traços de personalidade, ansiedade, relações interpessoais, inteligência emocional e estratégias de coping utilizadas. Conclusão: As características encontradas permitem estabelecer um perfil dos cuidadores mais susceptíveis de vir a sofrer sobrecarga e desta forma antecipar as consequências, podendo intervir com os cuidadores no sentido de melhorar as suas capacidades e habilidades nos comportamentos e atitudes a adotar na tarefa de cuidar.
- Delirium no doente crítico: fatores precipitantesPublication . Pires, Luís Carlos Almeida; Magalhães, Carlos Pires; Mata, Maria AugustaO delirium constitui uma patologia frequente em doentes críticos, que continua subdiagnosticado, e, apesar de estar associado a um aumento da morbilidade e mortalidade, permanece pouco reconhecido pela equipe multidisciplinar. Caracteriza-se por uma disfunção cerebral que resulta num declínio cognitivo, sendo um importante preditor independente de prognóstico negativo. Objetivos: Identificar os fatores precipitantes de delirium nos doentes internados na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, do Hospital de Bragança, da ULSNE. Métodos: Realizou-se um estudo observacional e analítico, junto de 178 doentes internados na UCIP, resultado de 32 momentos de avaliação, dos quais, após aplicação da escala Intensive Care Delirium Screening Checklist (ICDSC), foi diagnosticado delirium a 50 doentes que passaram a constituir a amostra do estudo. Resultados: Identificaram-se o Propofol e o Midazolam como os sedativos utilizados, destacando-se o Propofol como o mais usado. Obteve-se uma prevalência de delirium de 28.1%. As variáveis independentes que se destacam, por serem as mais representadas na amostra, são a idade ≥65 anos, sexo masculino, residentes em meios rurais, casados, possuidores do ensino básico e reformados. Maioritariamente os doentes eram provenientes do Serviço de Urgência, internados na UCIP há menos de 10 dias, com visitas diárias de familiares, consumidores de álcool, com dor presente, submetidos a ventilação mecânica e com RASS >0. O delirium hiperativo era o mais representado na amostra, aparecendo relacionado com fatores como idade <65 anos, uso de ventilação mecânica, presença de dor ou situações de hipoxemia. Verificou-se significância estatística (p=0.019), quando correlacionados os scores da escala ICDSC e RASS. Utilizou-se o teste de Mann-Whitney para comparar as médias obtidas na escala de delirium com o grupo etário, verificando-se significância estatística (p=0.046). Conclusão: A escolha da sedação e a sua utilização não abusiva parecem ser práticas corretas, refletidas na baixa prevalência de delirium na população em estudo. No entanto, relativamente a todos os outros fatores precipitantes, conclui-se que, é essencial atuar, de forma adequada, sobre aqueles que podem ser modificados, nomeadamente, a promoção da orientação, o envolvimento da família, o ambiente da UCIP, as mobilizações e atividade física, o controlo da eliminação vesical e intestinal, a manutenção de uma correta oxigenação e pressão arterial, o controlo da dor, o uso de ventilação mecânica e a higiene do sono. Reveste-se de igual importância, a sensibilização dos profissionais de saúde para a monitorização do delirium, através da aplicação da ICDSC, tendo em mente o diagnóstico precoce desta intercorrência, bem como a avaliação rotineira da sedação, apelando para a sua adequada utilização no doente crítico.
- Determinantes da competência emocional de profissionais em saúde na abordagem ao doente críticoPublication . Rodrigues, Pedro Alexandre da Rosa; Veiga-Branco, AugustaA bibliografia emergente defende a Competência Emocional (CE) como determinante da qualidade e gestão pessoal no trabalho dos profissionais de saúde. Alves (2012) defende que a CE assume um papel de destaque no contexto hospitalar, potenciando um trabalho mais flexível entre as equipas multidisciplinares. O objetivo deste trabalho consiste em estudar os determinantes da CE em profissionais de saúde na abordagem ao doente crítico. Estudo quantitativo, de caracter descritivo-exploratório e correlacional, com elaboração de Análise Fatorial de Componentes Principais, da qual resultou a extração de 20 fatores correspondentes às 5 capacidades de CE. Foi realizada análise correlacional da CE para o estudo da relação entre a Competência Emocional e as suas Capacidades, a Auto-motivação (X=5.11; s=0.67) resultou ser a capacidade que estabelece maior valor de correlação (r=0.812). Em relação aos determinantes da CE, verificou-se que todas as capacidades são preditivas da CE, a Automotivação é a capacidade que mais fortemente contribui para a CE da amostra, é por si só responsável por 65% do valor preditivo da CE, contrapondo com a Gestão de Emoções que se apresenta como a capacidade com menor representatividade no valor preditivo da Competência Emocional.
- Efeito de uma intervenção de enfermagem de reabilitação no equilíbrio funcional e no risco de queda de idosos institucionalizadosPublication . Teixeira, Maria de Lurdes Rodrigues Prudêncio; Gomes, Maria JoséIntrodução: O envelhecimento associado ao sedentarismo, potencia alterações morfológicas, bioquímicas, psicológicas e funcionais do organismo, que acabam por conduzir à instabilidade postural do indivíduo. A redução do equilíbrio postural pode interferir na mobilidade funcional, levando a uma maior predisposição para quedas, fraturas e medo de voltar a cair. O exercício físico (EF) como componente de planos de reabilitação, assume um caráter preventivo e de manutenção da capacidade funcional do idoso. Objetivo: Avaliar e comparar o desempenho de idosos institucionalizados para as tarefas da Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), antes e depois da implementação de uma intervenção de Enfermagem de Reabilitação. Metodologia: A amostra foi constituída por 12 idosos com idades compreendidas entre os 75 e os 92 anos, pertencentes a uma Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) da Região do Nordeste Trasmontano. Da intervenção de Enfermagem de Reabilitação fez parte um programa de EF, aplicado duas vezes por semana, com duração de uma hora por sessão, durante oito semanas. Para a caracterização sociodemográfica da amostra utilizou-se um formulário e para a avaliação do equilíbrio funcional dos participantes aplicou-se a EEB. Resultados: Os resultados obtidos sugerem que após dois meses de intervenção, o grupo obteve melhores pontuações no desempenho de todas as tarefas da EEB, indicando melhoria estatisticamente significativa no equilíbrio corporal e no risco de queda estimado (p = 0,002). Conclusão: A intervenção efetuada mostrou-se adequada na diminuição do risco de quedas e melhoria do equilíbrio. No entanto, não foi suficiente para que a pontuação média da EEB do grupo passasse do nível de “Risco de queda médio/equilíbrio médio” para o nível “Risco de queda baixo/equilíbrio bom”.
- Iatrogenias em enfermagem na perspetiva dos enfermeirosPublication . Guerreiro, Andreia Cristina Pimparel Maia; Magalhães, Carlos Pires; Mata, Maria AugustaA qualidade e segurança dos cuidados, são atualmente uma das maiores preocupações dos responsáveis das organizações prestadoras de cuidados de saúde. Dos cuidados prestados ao doente, dos quais resultam consequências prejudiciais para a saúde do mesmo, enquadra-se o evento iatrogénico. Objetivo: Identificar a perceção dos enfermeiros acerca das iatrogenias em enfermagem. Métodos: O presente estudo, enquadra-se na investigação qualitativa, recorrendo-se a um grupo de discussão também designado por focus group ou grupo focal, no qual participaram 7 enfermeiros a exercerem funções em serviços da área médico-cirúrgica. Resultados: No presente estudo, todos os enfermeiros associaram ao conceito de iatrogenia o dano causado ao doente. Num conceito mais direcionado à enfermagem, a amostra expôs que por a mesma se entendem, a associação do dano que o doente sofre sobre as atividades da responsabilidade do enfermeiro. Foram relatados como principais eventos iatrogénicos: os efeitos adversos à administração terapêutica, as quedas/fraturas, o inadequado manuseamento de dispositivos médicos. Os participantes expuseram como fatores que potenciam os eventos iatrogénicos: o rácio Enfermeiro/doentes, a dificuldade de separar o profissional do pessoal, o Burnout, o défice de conhecimentos, as condições de trabalho inadequadas, a inadequada gestão do tempo e planeamento de cuidados, ausência de reconhecimento profissional, a comunicação ineficaz, a gravidade do estado clínico do doente e número de dispositivos médicos do doente, a ausência de liderança, a muita burocracia e por fim a subcategoria distrações, imprudências e desleixo. Quando questionados sobre as estratégias que podem contribuir para minimizar a ocorrência, foram enumeradas: a formação contínua, a boa comunicação e liderança, o trabalho em equipa, o reconhecimento profissional, a diminuição da burocracia, o incentivo à notificação formal, o investimento em recursos humanos e físicos. Conclusão: Na perceção da amostra estudada as iatrogenias são uma realidade, cujos fatores potenciadores vão de encontro aos descritos na literatura científica. A formação nesta área é reconhecida como um pilar para a minimização da sua ocorrência.
- Intervenções de enfermagem à pessoa com compromisso da deglutição pós-extubação: uma scoping reviewPublication . Oliveira, Isabel de Jesus; Novo, André; Azevedo, Paulo Manuel Dias da SilvaO compromisso da deglutição pós-extubação (CDPE) acarreta um conjunto de complicações que impactam negativamente a reabilitação destes doentes. No entanto, a evidência de intervenções para a abordagem terapêutica ao CDPE é limitada. Por conseguinte, identificar as intervenções relevantes neste contexto é imprescindível para a construção de programas de reabilitação baseados em evidência. Objetivo: Mapear as intervenções direcionadas à pessoa com CDPE. Métodos: Trata-se de uma scoping review, orientada pela metodologia proposta pelo Joanna Briggs Institute. Dois revisores pesquisaram a MEDLINE (via PubMed), a Biblioteca Cochrane, a Scielo, a Science Direct e a CINAHL em outubro de 2023. Foi efetuada uma pesquisa adicional de literatura cinzenta. A extração de dados foi guiada pelos critérios de inclusão: adultos submetidos a ventilação mecânica invasiva por mais de 48 horas e diagnóstico de compromisso da deglutição (população), CDPE (conceito) e unidades de cuidados intensivos (contexto). Os resultados são apresentados de acordo com o tipo de intervenção: estratégias compensatórias e reabilitação. Resultados: Identificados 1891 registos, acrescidos de 59 registos encontrados na literatura cinzenta. Após triagem e seleção, foram incluídos 14 artigos para análise. Os exercícios de fortalecimento muscular e os ajustamentos posturais são as estratégias de reabilitação e compensação mais frequentemente referenciadas. Conclusão: Estes resultados poderão contribuir para enformar o processo de tomada de decisão dos enfermeiros especialistas em enfermagem de reabilitação na construção de intervenções dirigidas à pessoa com CDPE. A relevância dada ao CDPE é recente, assim como a investigação desenvolvida neste domínio, o que foi corroborado por estes resultados.
- Intervenções de Enfermagem em gestão de dor no serviço de urgênciaPublication . Afonso, Olívia Domingues; Veiga-Branco, AugustaAs Intervenções de Enfermagem (IE) em Gestão de Dor (GD) no Serviço de Urgência (SU) são essenciais para o doente e expressam a visibilidade dos enfermeiros. O conceito de alívio de dor é tão humanamente importante que torna pertinente o estudo desta temática. O objetivo deste trabalho é tipificar as Intervenções de Enfermagem de Gestão de Dor em SU, através de Revisão Integrativa da Literatura (RIL). Como metodologia foi desenvolvida uma Revisão Integrativa da Literatura, com metodologia PRISMA, sob critérios PICO, em bases de dados PubMed/MEDLINE®, B-On, Cinahl EBSCO e RCAAP. Da expressão de busca apoiada pelos termos MeSH, com os operadores booleanos de busca (Pain) AND (Acute Pain) AND (Pain Management) AND (Nurse) AND (Emergency Service, Hospital) AND (Patients), emergiram 116 estudos e foram selecionados 9. Foram identificadas 6 categorias de Intervenções de Enfermagem: Avaliação de Dor e Barreiras (78%), Intervenções Farmacológicas (67%), Formação (56%), Intervenções Não-Farmacológicas e Registos (22%), das quais emergiram 57 IE (67% autónomas e 33% interdependentes). Em conclusão, foi demonstrada a necessidade de criar condições para potenciar melhores práticas e responsabilizar as instituições de saúde e de formação em enfermagem.
- Intervenções de Enfermagem na gestão da dor em doentes nos serviços de urgência básicaPublication . Ferreira, Cátia Filipa Parente; Veiga-Branco, AugustaAs intervenções de enfermagem (IE) para a Gestão da Dor (GD), assumem particular pertinência em contexto de Serviço de Urgência Básica (SUB), embora, a literatura atual revele que nem sempre a GD seja prioritária pelos enfermeiros, no primeiro momento de atendimento em SUB. Como objetivos deste trabalho foram selecionados os seguintes: identificar as Intervenções de enfermagem (IE) em Gestão de Dor (GD), em SUB; analisar as relações entre as variáveis sociodemográficas e de formação e as IE na GD, em SUB; Como metodologia, foi desenvolvido um estudo transversal, quantitativo, descritivo e correlacional, a partir dos resultados da aplicação da Escala de Práticas de Enfermagem na Gestão da Dor, (António, 2017), numa amostra tipo bola de neve, de 157 enfermeiros a exercerem funções em SUB de Portugal Continental. A análise de resultados, foram identificas as IE em GD, em SUB, donde se verificou que as mais aplicadas são de caráter independente, tal como: a avaliação inicial (X=38,94; δ=5,78) e o planeamento (X=19,67; δ=4,28), seguidas das interdependentes, relativas à execução de intervenções farmacológicas (X=10,83; δ=1,39), e finalmente aparece o registo (X=8,96; δ=2,31), que pese embora independente, é o menos executado. Da análise das relações entre as IE na GD e as variáveis sociodemográficas, de formação e profissionais, verifica-se que, à exceção das variáveis profissionais que não geram diferenças estatisticamente significativas (p>0,05), a formação é variável determinantemente diferenciadora (p<0,05): os enfermeiros pós-graduados aplicam intervenções mais frequentemente: ensino à pessoa com dor e registo. Além disto, os enfermeiros com mais longa (>50 horas) formação e que a consideram adequada, são os que aplicam mais execuções. Concluímos, que a formação como variável determinante na aplicação de IE revela que deve ser o grande e emergente campo de intervenção para os enfermeiros, a nível pessoal, institucional profissional e formativo.
- Intervenções não farmacológicas de enfermagem na gestão da dor em doentes em urgência básicaPublication . Alves, Sílvia Patrícia da Silva; Veiga-Branco, AugustaA dor é uma sensação comum e desagradável entre as pessoas que recorrem aos Serviços de Urgência Básica (SUB). Por conseguinte, a utilização de métodos adequados em gestão de dor , tais como Intervenções não Farmacológicas (InF) de Enfermagem, é uma prioridade. As InF de enfermagem assumem-se, não só como uma prioridade no Serviço de Urgência, mas também e sobretudo, como uma expressão relevante na visibilidade e autonomia de Enfermagem na Gestão da Dor. O objetivo da presente investigação consiste em reconhecer as Intervenções não Farmacológicas de Enfermagem na gestão da dor em doentes em Serviço de Urgência Básica. A nível do eixo de investigação, realizou-se um estudo quantitativo, descritivo- correlacional e transversal, realizado através dos resultados obtidos da aplicação da Escala de Práticas de Enfermagem na Gestão da Dor, validada para a população portuguesa por António (2019), a uma amostra de 157 enfermeiros a exercer funções em Serviço de Urgência Básica, tendo esta, sido divulgada a partir do Google Docs e enviado por email aos enfermeiros. No âmbito do estudo de investigação realizado, verificou-se que as Intervenções não Farmacológicas na gestão da dor executadas pelos enfermeiros no Serviço de Urgência Básica foram: a promoção do conforto, a adequação do posicionamento da pessoa, o conhecimento das intervenções não farmacológicas e a aplicação de calor e frio, quando adequado. Não se registam diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) entre as variáveis sociodemográficas e a utilização de intervenções não farmacológicas de gestão da dor pelos enfermeiros em estudo. Os enfermeiros do género masculino, com idade superior a 55 anos, pós-graduados, com menos tempo de exercício profissional, bem como os enfermeiros que exercem funções em SUB há 21-30 anos pontuaram mais, indicando serem estes os participantes que mais conhecem as intervenções não farmacológicas para gestão da dor e as executam. O estudo revelou uma prevalência de enfermeiros sem formação em dor (52,2%), sendo que, numa análise por género predomina o masculino (62,8%). A formação na prática clínica em Enfermagem é uma componente essencial, através da qual o estudante beneficia plenamente da experiência in loco, com um feedback sobre o seu desempenho e aquisição de competências. Da investigação realizada conclui-se que há necessidade de maiores incentivos na promoção da formação nos serviços de saúde para o aumento de conhecimento e competências na gestão da dor através de intervenções não farmacológicas aos doentes que recorrem ao Serviço de Urgência Básica, como garantia na otimização da experiência do doente.