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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10198/4191

Título: Manual da safra e contra safra do olival
Autor: Rodrigues, M.A.
Correia, C.M.
Palavras-chave: Olivicultura
Botânica
Ciclo bienal
Manutenção do solo
Gestão da água
Poda
Issue Date: 2009
Editora: Instituto Politécnico de Bragança
Citação: Rodrigues, M.A.; Correia, Carlos Manuel (2009) - Manual da safra e contra safra do olival. Bragança: Instituto Politécnico. ISBN 978-972-745-103-6
Resumo: O manual da safra e contra safra do olival é dirigido de forma particular a agricultores e técnicos da região de Trás-os-Montes e de outras zonas do país onde se mantenha interesse no olival tradicional de sequeiro. A rega, contudo, não foi esquecida, sendo vista como uma das poucas alternativas à revitalização do sector. O olival de sequeiro encontra-se hoje no limiar da viabilidade técnica e económica. Devido às condições marginais em que é cultivado, e a uma técnica cultural normalmente de qualidade insatisfatória, é nestes olivais que o fenómeno da safra e contra safra se torna mais evidente. Trás-os-Montes é uma região economicamente deprimida onde as pequenas aldeias têm perdido população a ritmo acelerado. Poucas freguesias mantêm ainda escola primária, devido à reduzida natalidade. Poucos são os jovens que projectam o seu futuro e o das suas famílias baseado na actividade agrícola. O interior do país nunca desenvolveu actividade económica relevante fora do sector agrícola. A actividade industrial é ténue. As cidades de maior dimensão como Vila Real, Bragança, Chaves e Mirandela têm resistido à perda de população nas sedes de concelho devido a algum investimento público (ensino superior, saúde, …) que assegura poder de compra às populações e permite o aparecimento de pequenas empresas de dimensão regional (construção, restauração, serviços, …). As vias de comunicação que lentamente foram sendo construídas nunca foram estímulo suficiente para cativar investimento industrial significativo para a região. O olival de sequeiro mantém ainda hoje importância social e económica determinante na região, sendo a olivicultura das poucas actividades em meio rural com capacidade para gerar rendimento e contribuir para a fixação da população. Os decisores políticos e as autoridades locais devem ter presente que todos os esforços devem ser feitos para manter estes sistemas em produção. É necessário ter a noção de que não há condições realistas para, a curto prazo/ médio prazo, se modificar a estrutura produtiva do olival. Os sistemas de plantação que actualmente se utilizam noutras regiões, designadamente os olivais de alta densidade (494) a 865 árvores/ha) e os super-intensivos (1482 a 2223 árvores/ha), necessitam de parcelas de terreno com área e fertilidade adequadas. Necessitam também de água para rega e que as explorações estejam electrificadas. Em Trás-os-Montes não há, actualmente, água armazenada para regar áreas relevantes de olival e a electrificação é um problema adicional devido à dispersão das parcelas. O declive dos terrenos é ainda um constrangimento suplementar. Tudo indica que a estrutura fundiária da região, com a propriedade pulverizada em pequenas parcelas, associada a dificuldades na electrificação dessas parcelas, disponibilidade limitada de água para rega, inclinação dos terrenos e idade avançada dos olivicultores vá atrasar a reestruturação do olival. É nossa convicção que nos próximos 10 anos o cenário da olivicultura em Trás-os-Montes não apresentará modificações de monta, excepcionando-se provavelmente o incremento da colheita mecanizada e um provável, mas ligeiro, aumento da área de regadio. Esperemos que a maior modificação não consista no abandono da actividade por parte de muitos produtores. É necessário lutar pela viabilidade do olival actual, mantendo presente a necessidade de o modernizar com a urgência possível. É necessário criar pressão política para que surjam infra-estruturas de regadio e para que os programas de apoio ao sector se mantenham ou sejam reforçados. Olivicultores, técnicos, associações de produtores, autarquias e decisores políticos devem unir esforços em torno daquela que é a principal actividade económica de muitas freguesias da região.
URI: http://hdl.handle.net/10198/4191
ISSN: 978-972-745-103-6
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