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Hábitos alimentares de estudantes de uma instituição do ensino superior

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Resumo(s)

A fase de transição do ensino secundário para o ensino superior é decisiva e crucial na vida de um estudante, tratando-se de uma fase em que a autonomia e liberdade aumentam, mas também a responsabilidade e autodisciplina. Ao longo desta transição o estudante encontra vários processos e contextos com os quais não está familiarizado e habituado, e na maior parte dos casos, encontra-se distante do seu meio de origem. Esta transição faz, de facto, parte de um período que influencia e determina certos hábitos na vida de um indivíduo. Objetivo: Hábitos Alimentares e perfil de ingestão de macronutrientes, fibra e ácidos linoléico e linolenico em estudantes de uma instituição do ensino superior. Métodos: Estudo observacional, analítico, transversal, quantitativo, realizado na escola superior de Saúde, na escola superior de Tecnologia e Gestão, na escola superior Agrária e na escola superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança. Trata-se de uma amostra estratificada, não probabilística por conveniência, na qual foram convidados a participar na pesquisa 372 estudantes desta instituição no período de fevereiro a julho de 2018. Os dados sociodemográficos foram recolhidos através de um questionário estruturado. O consumo alimentar foi avaliado através da aplicação de um Questionário Semi-quantitativo de Frequência Alimentar validado para a população portuguesa. Os dados recolhidos foram analisados estatisticamente com o auxílio do software Statistical Package for the Social Science (SPSS) versão 23.0. Resultados: A amostra foi constituída por 372 estudantes do ensino superior, 250 do género feminino (67%) e 122 do género masculino (32,7%). A idade média dos participantes foi de 22,2(±4,4) anos. Relativamente à ingestão de energia, macronutrientes, fibra e ácidos linoleico e linolenico não existem diferenças estatisticamente significativas, segundo o género (p>0,05). O local mais frequente escolhido para realizar as refeições diárias dos estudantes foi a casa dos mesmos (77,2%) e no que diz respeito as refeições, estas eram, com mais frequência, preparadas em casa dos estudantes (71,3%). Constatou-se também que não existem diferenças significativas relativamente a ingestão de macronutrientes, fibra e ácidos linoleico e linolenico segundo o local onde fazem e como preparam as suas refeições. No que concerne à ingestão de macronutrientes, existem diferenças estatisticamente significativas entre a proteína, hidratos de carbono e gordura consumida e a recomendada, em ambos os géneros. Verificou-se também diferenças estatisticamente significativas relativamente a ingestão de fibra, ácidos linoléico e linolenico e o recomendado. Os estudantes do ensino superior, de ambos os géneros consomem mais macronutrientes do que o recomendado e consomem menos fibra e ácidos linoléico e linolenico do que o recomendado. Conclusão: Relativamente à ingestão de macronutrientes, independentemente do género, o consumo de fibra e ácidos linoléico e linolenico é inferior ao recomendado. Ainda se constatou que a ingestão dos estudantes não varia consoante o género e o local onde são feitas e como são preparadas as refeições.

Descrição

Palavras-chave

Ingestão alimentar Estudantes universitários Macronutrientes Fibra Ácido linoléico Ácido inolenico

Contexto Educativo

Citação

Moreira, Carolina; Fernandes, António; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues (2021). Hábitos alimentares de estudantes de uma instituição do ensino superior. In 2nd International Congress of Health and Well-being Intervention. Viseu

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