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Otimização do processo de extração de compostos corantes tendo como fonte alternativa Gomphrena globosa L.

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Os corantes são utilizados há muito pela indústria alimentar, sendo utilizados por diversas razões: compensar a perda de cor devido às condições de manufatura e armazenamento; realçar a sua cor natural; dar cor a um alimento sem cor; mas também permitir aos consumidores identificar produtos visualmente. Hoje em dia muitos dos consumidores preferem alimentos com aditivos naturais em detrimento dos sintéticos, que têm sido associados com alguns efeitos tóxicos. Existem vários corantes naturais utilizados pela indústria alimentar, em particular carotenoides, antocianinas e betalaínas. As betalaínas contêm compostos que possuem cores que vão do vermelhovioleta (betacianinas) ao amarelo-laranja (betaxantinas) [1]. De entre as várias fontes de betalaínas, a fonte mais explorada é a beterraba, devido a sua elevada concentração nestes pigmentos [2]. No entanto, fontes alternativas menos exploradas, como as flores de Gomphrena globosa L., uma amaranthaceae, nativa da américa latina e comumente designada por perpétua roxa, possuindo na sua composição uma variedade de compostos com atividade biológica, sendo as betacianidinas um deles, tornando esta planta uma ótima candidata como alternativa na obtenção destes pigmentos [3]. Desta modo e de forma a obter um maior rendimento destes compostos, o objetivo deste estudo foi a otimização do sistema de extração (maceração, uma metodologia tradicional), levada a cabo com o auxílio de uma metodologia de resposta de superfície, na qual várias variáveis foram tidas em conta (tempo (t), temperatura (T), relação sólido-liquido (S/L) e relação água/etanol (Et)). As respostas de extração foram avaliadas tendo em conta o rendimento de extração (peso seco), monitorização das betacianinas por HPLC acoplado a diferentes detetores (DAD e MS) e a sua capacidade corante medida por espectroscopia UV/Vis e colorimetria (Spectra Magic Nx). Estes resultados permitiram estimar as condições ótimas de trabalho, maximizando o potencial corante, diminuindo custos, tempos de produção e aumentando a sua eficiência. Após análise dos resultados concluímos que os valores ótimos de extração para as diferentes variáveis são, t=165 min, T=25°C, Et=0 % e S/L=5 g/L obtendo assim uma concentração ótima de compostos corantes de betacianidinas de 45.1±1.3 mg/g de Gomphrena globosa seca com um rendimento de extração de 27.3±1.3 %.

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Roriz, Custódio Lobo; Barros, Lillian; Prieto, M.A.; Barreira, M.F.; Morales, Patricia; Ferreira, Isabel C.F.R. (2016). Otimização do processo de extração de compostos corantes tendo como fonte alternativa Gomphrena globosa L. In  XXII Encontro Luso-Galego de Química. Bragança. ISBN 978-989-8124-17-3

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