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Resumo(s)
Em 2023 o nome de Guerra Junqueiro juntou-se a outros que foram recordados em Portugal pelo contributo deixado na literatura e/ou na política. O poeta, o político, o colecionador, o viticultor, até o sociólogo faleceu a 7 de julho de 1923 e recorridos 100 anos da sua morte não será, certamente, difícil apreciarmos a sua obra à luz de alguns dos acontecimentos mais significativos do país e que povoaram também os setenta e três anos de vida do autor, com início em Freixo de Espada à Cinta. Sendo Guerra Junqueiro, indubitavelmente, um homem do seu tempo, uma das obras que, na nossa opinião, melhor espelha a tenacidade do autor em atingir o “ideal de amor, de justiça e de aperfeiçoamento da convivência harmoniosa e livre dos homens” (Carvalho, 1972, p. IX) é talvez Pátria - obra com características claramente épicas. A propósito, Naud (1998, p. 64-65) defende que Pátria encerra em si um “contexto histórico e renovador”, no qual se desenvolve um “tom profético” e uma vontade avassaladora de “reverter o passado” e Macedo (1988, p. 37) considera Pátria “um poema de esperança visionária”. Considerando as ideias anteriores, pretende-se perceber de que forma é que: a) Pátria é apresentada pela imprensa nacional da época; b) as dimensões que Junqueiro terá entendido pôr a descoberto com a sua publicação, uma vez que se trata de um texto produzido sob o impacto que o Ultimatum inglês (1890) representou para a sociedade e política portuguesas.
Descrição
Palavras-chave
Guerra Junqueiro Imprensa Ultimatum Pátria
Contexto Educativo
Citação
Santos, Lídia Maria Machado dos (2024). Pátria de Guerra Junqueiro e a imprensa nacional da época. In Livros de Resumos do XIV Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas. Porto
Editora
Universidade do Porto
