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Consumo de estimulantes cerebrais por estudantes do Instituto Politécnico de Bragança

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Os estimulantes cerebrais são frequentemente utilizados por jovens estudantes que pretendem aumentar o desempenho cognitivo, mas também serem capazes de manter alerta e despertos por mais tempo. O objetivo do presente estudo foi caracterizar os hábitos de consumo de estimulantes cerebrais pelos alunos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), motivos e fatores associados. Realizou-se um estudo descritivo-correlacional, com 303 estudantes matriculados no IPB em 2018/2019, com amostragem não probabilística por conveniência. Para recolha de dados, utilizou-se um questionário online de autopreenchimento, com questões demográficas e comportamentais sobre o uso de estimulantes cerebrais. Para análise dos dados foram utilizadas estatística descritiva e inferencial através do teste de independência do Qui-quadrado, com um nível de significância de 5%. Os resultados revelaram uma média de idades de 23,2 anos (± 5,166) e predominância do sexo feminino (63,0%). A maioria dos participantes (54,1%) referiram que já consumiram algum estimulante cerebral, por autoiniciativa (81,7%), sendo o café (79,3%) e as bebidas energéticas (37,8%) os mais utilizados atualmente e o metilfenidato (1,8%) o menos utilizado. Os motivos de consumo mais referidos foram o aumento da capacidade cognitiva (32,1%) e a diminuição da fadiga e cansaço (20,0%). O consumo de estimulantes está associado ao sexo e ao ano frequentado, sendo mais frequente em estudantes do sexo feminino (69,5%, p=0,011) e a frequentar o 3º ano (29,9%, p=0,028). A utilização de estimulantes cerebrais por estudantes do IPB é uma realidade, sendo a cafeína e as bebidas energéticas as substâncias mais utilizadas, por autoiniciativa. As mulheres apresentam níveis de consumo superior aos homens e esta tendência manifesta-se também em estudantes de 3º ano. Considerando os resultados deste estudo, sugere-se promover o aumento da literacia em saúde e alertar para a utilização desregulada destas substâncias.
Brain stimulants are often used by young students who want to increase cognitive performance, but also be able to stay alert and awake for longer. The objective of the present study was to evaluate the characteristics of consumption habits of brain stimulants by students at the Polytechnic Institute of Bragança (IPB), reasons and associated factors. A descriptive-correlational study was carried out, with 303 students enrolled at IPB in 2018/2019, with non-probabilistic convenience sampling. To collect data, a self-completed online questionnaire was used, with demographic and behavioral questions about the use of brain stimulants. Descriptive and inferential statistics were used to analyze the data using the Chi-square test of independence, with a significance level of 5%. The results revealed an average age of 23.2 years (± 5.166) and a predominance of females (63.0%). Of the total sample, the majority of participants (54.1%) of respondents reported that they had already consumed some brain stimulant, on a self-initiated basis (81.7%), being coffee (79.3%) and energy drinks (37.8%). %) are the most used currently and methylphenidate (1.8%) is the least used. The most common reasons for consumption were increasing cognitive capacity (32.1%) and reducing fatigue and tiredness (20.0%). The consumption of stimulants is associated with gender and the year attended, being more frequent in female students (69.5%, p=0.011) and those attending the 3rd year (29.9%, p=0.028). The use of brain stimulants by IPB students is a reality, with caffeine and energy drinks being the most commonly used substances, by self-initiative. Women have higher levels of consumption than men and this trend is also evident among 3rd year students. Considering the results of this study, it is suggested to promote increased health literacy and raise awareness of the unregulated use of these substances.
Los estudiantes jóvenes suelen utilizar estimulantes cerebrales que desean aumentar el rendimiento cognitivo, pero también poder permanecer alerta y despierto durante más tiempo. El objetivo del presente estudio fue caracterizar los hábitos de consumo de estimulantes cerebrales por parte de estudiantes del Instituto Politécnico de Bragança (IPB), sus motivos y factores asociados. Se realizó un estudio descriptivo-correlacional, con 303 estudiantes matriculados en el IPB en el curso 2018/2019, con muestreo no probabilístico por conveniencia. Para recopilar datos se utilizó un cuestionario en línea autocumplimentado, con preguntas demográficas y de comportamiento sobre el uso de estimulantes cerebrales. Para analizar los datos se utilizó estadística descriptiva e inferencial mediante la prueba de independencia Chi-cuadrado, con un nivel de significancia del 5%. Los resultados revelaron una edad promedio de 23,2 años (± 5,166) y predominio del sexo femenino (63,0%). La mayoría de los participantes (54,1%) informaron que ya habían consumido algún estimulante cerebral, de forma autoiniciada (81,7%), siendo el café (79,3%) y las bebidas energéticas (37,8%) las más utilizadas actualmente. el metilfenidato (1,8%) fue el menos utilizado. Los motivos más habituales de consumo fueron aumentar la capacidad cognitiva (32,1%) y reducir la fatiga y el cansancio (20,0%). El consumo de estimulantes se asocia con el género y el año cursado, siendo más frecuente en estudiantes mujeres (69,5%, p=0,011) y en los que cursan 3er año (29,9%, p=0,028). El uso de estimulantes cerebrales por parte de los estudiantes del IPB es una realidad, siendo la cafeína y las bebidas energéticas las sustancias más utilizadas, por iniciativa propia. Las mujeres tienen mayores niveles de consumo que los hombres y esta tendencia también se evidencia entre los estudiantes de 3º año. Considerando los resultados de este estudio, se sugiere promover una mayor alfabetización en salud y crear conciencia sobre el uso no regulado de estas sustancias.

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Keywords

Consumo de estimulantes cerebrais Estudantes do ensino superior Autoiniciativa Motivos

Citation

Nascimento, Luís; Midões, Cristiana; Pinto, Isabel C.; Teixeira, Helena; Queirós, Patrícia; Martins, Sandra (2023). Consumo de estimulantes cerebrais por estudantes do Instituto Politécnico de Bragança. Egitania Sciencia. ISSN 2975-9064. 32:1, p. 111- 126

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Egitanea Sciencia

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