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A cidadela inacabada: a contenção emocional em António Lobo Antunes

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TNum estudo intitulado “Um medo por demais inteligente, sobre autobiografias pessoanas”, Américo Diogo e Rosa Sil Monteiro, que consideram que Fernando Pessoa descobre, na interioridade (a que chamam ‘cidadela interior’), uma descoincidência entre a realidade intima e a realidade colectiva, o que gera uma introspecção ou, a bem dizer, uma autobiografia que não é uma “inteligência inibida pelo medo”, mas uma “inibição inteligente”. Pessoa preserva a sua ‘cidadela’ de um exterior no qual não se sente compreendido nem adaptado, concentrando-se no seu trabalho artístico, desenvolvido no seu ateliê (maioritariamente constituído por material inédito) que o conduz ao fingimento e à heteronímia. Esta percepção é deveras importante, uma vez que, na desvalorização do real, se concede “realidade unicamente ao ficcional”.

Descrição

Palavras-chave

Cidadela Pedras Ficção Realidade Verdade Escrita

Contexto Educativo

Citação

Cardoso, Norberto do Vale Loureiro Teixeira (2017). A cidadela inacabada: a contenção emocional em António Lobo Antunes. Dedalus - Revista Portuguesa de Literatura Comparada. ISSN 0871-9519. 21, p. 131-148

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