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Abstract(s)
A ocorrĂȘncia dor nas costas deve-se Ă s modificaçÔes corporais que acompanham os indivĂduos ao longo do ciclo vital e a ocorrĂȘncia de doenças crĂłnicas, uma vez que levam ao desgaste nos componentes de sustentação da coluna, alterando a anatomia e a fisiologia (Ferreira et al., 2011). Entre os fatores de risco encontra-se a alteração biomecĂąnica da coluna vertebral causada pelo excesso de carga mecĂąnica e pela postura incorreta. As mulheres sĂŁo um grupo particularmente vulnerĂĄvel fruto das suas caraterĂsticas anatĂłmicas e funcionais (Silva et al., 2004) mas tambĂ©m de hĂĄbitos de vida, como o uso frequente de calçado de salto e mala de mĂŁo, que podem resultar em maior sobrecarga nas costas.
Objetivo: Investigar se a dor nas costas em mulheres estå relacionada com a altura do salto do calçado e o peso e forma de transporte da mala de mão.
MĂ©todo: Estudo exploratĂłrio de corte transversal, realizado numa amostra de 130 mulheres em atividade laboral no Instituto PolitĂ©cnico de Bragança. A recolha de dados foi efetuada mediante um instrumento de recolha de dados, constituĂdo por questĂ”es relativas a dados sociodemogrĂĄficos, dados antropomĂ©tricos, hĂĄbitos relativos ao uso de calçado com salto e transporte de mala de mĂŁo, levante/transporte de cargas na atividade profissional, prĂĄtica de exercĂcio fĂsico e por fim, caraterização da dor quanto Ă localização, intensidade e frequĂȘncia no Ășltimo ano e Ășltimos 30 dias. A altura do salto do calçado foi medida com rĂ©gua rĂgida e a mala de mĂŁo pesada com balança digital no dia da recolha de dados.
Resultados: Apurou-se uma prevalĂȘncia de dor nas costas no Ășltimo ano de 85,4% e nos Ășltimos 30 dias de 81,1%. A localização da dor mais comum foi a regiĂŁo lombar com 56,8% e de 58,9% no Ășltimo ano e Ășltimos 30 dias respetivamente. Das mulheres que sentiram dor no Ășltimo ano, 40,5% referiu ter sentido dor todos os dias e 33,3% das inquiridas referiram intensidade de dor de grau 5. Nos Ășltimos 30 dias, 50,5% referiram ter sentido dor todos os dias e 29,7% manifestam dor de grau 5. Tanto a altura do salto (4,54±2,92cm), o peso da mala de mĂŁo (1,89±0,57Kg) e o levante/transporte de cargas (apenas 41,5% o fazem e destas apenas 3,7% levantam/transportam cargas superiores a 30Kg) encontram-se dentro dos valores recomendados na literatura. Quanto Ă forma de transporte da mala de mĂŁo, apenas 5,5% o fazem de acordo com o recomendado. NĂŁo se verificou relação estatisticamente significativa entre as variĂĄveis em estudo.
ConclusĂŁo: Na amostra em estudo, verificou-se que a altura do salto do calçado e o peso, a forma e o transporte da mala de mĂŁo, nĂŁo estĂŁo associados Ă dor nas costas. No entanto, esta Ă© uma população que deverĂĄ ser estudada alargando o leque dos fatores de risco (ergonomia do posto de trabalho, uso de novas tecnologias) no sentido de diagnosticar quais serĂŁo os fatores associados Ă elevada prevalĂȘncia encontrada e quais as estratĂ©gias a adotar para minimizar este impacto e prevenir novas lesĂ”es.
Description
Keywords
Mulheres Dor nas costas Fatores de risco Calçado Mala de mão Enfermagem de reabilitação
Pedagogical Context
Citation
Bento, Telma Carina; Novo, AndrĂ©; Mendes, EugĂ©nia; Preto, Leonel; Gaspar, LuĂs Jorge Rodrigues (2018). PrevalĂȘncia de dor nas costas em mulheres e fatores associados. Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação - APER 2018. Ăvora
Publisher
Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação (APER)
