Escola Superior de Saúde
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Percorrer Escola Superior de Saúde por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "10:Reduzir as Desigualdades"
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- Access to community pharmacies by rural populations in northeastern PortugalPublication . Costa, Carolina; Pires, Diana; Pereira, Olívia R.; Pinto, Isabel C.Background: Rural populations face significant challenges in accessing medicines and healthcare due to the increasing depopulation of rural areas and geographic isolation. Community pharmacies play a crucial role in rural areas, often serving as the first point of contact for healthcare (1,2,3). Objectives: This study aims to explore the accessibility of community pharmacies in rural areas, understand the satisfaction and identify challenges of these residents with this aspect. Methods: This is an observational, descriptive and cross-sectional study, with a non-probability convenience sample of 168 people living in two villages two villages in the municipality of Alfândega da Fé, Bragança District, in northeastern Portugal. An online and paper self-completion questionnaire was used, with 3 parts: sociodemographic, pharmacies accessibility and satisfaction with accessibility. Statistical analysis was performed in Microsoft Excel, based on the calculation of absolute and relative frequencies, measures of central tendency and dispersion. Results: The results showed that 42.3% (n=71) of the participants had stopped going to the pharmacy because of the challenges they faced, such as distance, the time needed to get to the pharmacy and the lack of transport. In addition, it was concluded that the majority of participants (78%; n=131) feel dissatisfied with the accessibility of community pharmacies. Conclusions: The results of this study reveal that the rural population is dissatisfied with access to community pharmacies and faces several difficulties and accessibility challenges. Policies must be created to facilitate access to community pharmacies for rural populations.
- Acesso às farmácias comunitárias por populações rurais no nordeste de PortugalPublication . Costa, Carolina; Pires, Diana; Pereira, Olívia R.; Pinto, Isabel C.As populações rurais enfrentam desafios significativos no acesso a medicamentos e cuidados de saúde devido ao crescente despovoamento das áreas rurais e ao isolamento geográfico. As farmácias comunitárias desempenham um papel crucial nas zonas rurais, servindo frequentemente como o primeiro ponto de contacto com os cuidados de saúde (1,2,3). Este estudo tem como objetivo explorar a acessibilidade às farmácias comunitárias em áreas rurais, compreender a satisfação dos residentes relativamente a este aspeto e identificar os desafios enfrentados.Trata-se de um estudo observacional, descritivo e transversal, com uma amostra de conveniência não probabilística de 168 pessoas residentes em duas aldeias do concelho de Alfândega da Fé, distrito de Bragança, no nordeste de Portugal. Foi utilizado um questionário de autopreenchimento, em formato online e em papel, composto por três partes: dados sociodemográficos, acessibilidade às farmácias e satisfação com a acessibilidade. A análise estatística foi realizada no Microsoft Excel, com base no cálculo de frequências absolutas e relativas, medidas de tendência central e de dispersão. Resultados: Os resultados mostraram que 42,3% (n=71) dos participantes deixaram de ir à farmácia devido aos desafios enfrentados, como a distância, o tempo necessário para chegar à farmácia e a falta de transporte. Além disso, concluiu-se que a maioria dos participantes (78%; n=131) se sente insatisfeita com a acessibilidade às farmácias comunitárias. Conclusões: Os resultados deste estudo revelam que a população rural está insatisfeita com o acesso às farmácias comunitárias e enfrenta várias dificuldades e desafios de acessibilidade. Devem ser criadas políticas para facilitar o acesso às farmácias comunitárias por parte das populações rurais.
- A aplicação de inteligência artificial e robótica assistiva no cuidado à pessoa idosaPublication . Santos, Bruno; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana MariaO envelhecimento populacional acarreta novos desafios para os sistemas de saúde, exigindo soluções inovadoras que promovam a autonomia, a segurança e a qualidade de vida das pessoas idosas. A Inteligência Artificial (IA) e a Robótica Assistiva (RA) têm emergido como ferramentas com potencial para transformar o cuidado geriátrico, otimizando processos, complementando o trabalho humano e personalizando as intervenções. Objetivo: Identificar e analisar criticamente a evidência científica disponível sobre a aplicação da IA e da RA no cuidado à pessoa idosa, identificando os seus contributos para a autonomia, a segurança e qualidade de vida, bem como as implicações para a prática em saúde. Método: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, segundo a estratégio PIO, nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e Google Scholar, abrangendo o período de 2015 e 2025. Incluíram-se estudos empíricos e revisões que envolvessem pessoas idosas e a utilização de IA e/ou RA no contexto de cuidado. Após a triagem e avaliação da elegibilidade, 14 estudos compuseram a amostra final. Resultados: Identificaram-se três categorias temáticas principais: (1) Promoção da autonomia e funcionalidade, com evidência de melhoria da independência física e cognitiva; (2) Interação social e bem-estar emocional, com destaque para o papel dos robôs sociais na redução da solidão e na estimulação cognitiva; e (3) Segurança e monitorização inteligente, com contributos da IA na deteção precose de riscos e no apoio à tomada de decisão clínica. Conclusão: A aplicação da IA e da RA no cuidado geriátrico mostra benefícios consistentes na promoção da autonomia e qualidade de vida das pessoas idosas, embora persistam desafios éticos, tecnológicos e de aceitação. Urge desenvolver investigações metodologicamente robustas que consolidem a evidência e orientem práticas seguras, equitativas e centradas na pessoa.
- Avaliação da capacidade funcional e qualidade de vida da pessoa com Doença Parkinson - Estudo exploratórioPublication . Pinheiro, Mónica Felícia Fernandes; Novo, André; Loureiro, Maria de Fátima de SequeiraA Doença de Parkinson tem impacto progressivo na capacidade funcional e qualidade de vida. Em Portugal, a prevalência estimada aumentou de 180 casos/100.000 habitantes em 2017 para cerca de 480/100.000 em 2024, realçando a importância do estudo. Objetivo: Avaliar a capacidade funcional e qualidade de vida das pessoas com doença de Parkinson. Métodos: Estudo exploratório quantitativo com amostragem não probabilística por “bola de neve”. Foram aplicados os questionários Parkinson’s Disease Questionnaire-39 e Escala de Fadiga de Parkinson-16, bem como testes funcionais: Prova de Marcha de 6 Minutos, Escala de Equilíbrio de Berg, Teste de Sentar e Levantar, Escala de Hoehn e Yahr e Teste Timed Up and Go. Critérios de inclusão: diagnóstico confirmado, estágio ≤3 na Escala de Hoehn e Yahr, idade >18 anos, período “ON” da medicação dopaminérgica e capacidade para responder aos questionários. Resultados: A amostra foi composta por 10 indivíduos (9 homens e 1 mulher) com idade média de 62 anos, os quais apresentavam mobilidade e força muscular reduzidas. Observaram-se correlações significativas entre a pior qualidade de vida e os seguintes fatores: menor capacidade de marcha (ρ = -0,857; p = 0,002), maior fadiga (ρ = 0,854; p = 0,002) e maior tempo gasto no teste de sentar-levantar cinco (ρ = 0,924; p < 0,001). Adicionalmente, a capacidade de marcha apresentou uma correlação positiva com o equilíbrio (ρ = 0,753; p = 0,012) e correlações negativas com a fadiga (ρ = -0,705; p = 0,023) e com o tempo no teste de sentar-levantar (ρ = -0,782; p = 0,008). Conclusão: Os resultados sugerem uma forte associação entre a capacidade funcional e a qualidade de vida na Doença de Parkinson. Com base nestes achados, recomenda-se a implementação de intervenções de enfermagem de reabilitação com foco na melhoria da marcha, equilíbrio, força muscular e gestão da fadiga e a importância de integrar estas intervenções na prática clínica, com recurso a instrumentos de avaliação validados. Apesar da dimensão da amostra, os dados obtidos alinham-se com a evidência existente.
- Avaliação da dispneia em doentes ventilados mecanicamente num Serviço de Medicina IntensivaPublication . Lopes, Joana Isabel Moura; Mendes, Eugénia; Matos, TâniaA dispneia é um sintoma multifatorial, e só pode ser descrito pela pessoa que o está a experienciar. Em doentes incapazes de verbalizar desconforto, seja por alteração do estado de consciência, seja por uso de ventilação mecânica invasiva, a avaliação correta da dispneia torna-se um desafio para os profissionais de saúde envolvidos. A utilização de escalas adaptadas à avaliação da dispneia torna-se fundamental para a prevenção de situações potencialmente traumáticas, tal como a sensação de “air hunger”- “fome de ar”. Objetivos: Demonstrar a existência de dispneia em doentes mecanicamente ventilados nesta população do SMI; compreender a correlação entre a dispneia e fatores sociodemográficos e clínicos; demonstrar a importância do uso de ferramentas para a avaliação da dispneia com o intuito principal de promover conforto e segurança ao doente no SMI. Métodos: Estudo quantitativo descritivo onde foi utilizada a RDOS (Respiratory Distress Observation Scale) para avaliação da dispneia. Foi também criada uma grelha de registo de dados clínicos e sociodemográficos. Resultados: Com a aplicação da RDOS, observou-se que os valores obtidos variaram entre um mínimo de 0 e 8 pontos, obtendo uma média de 3,1 pontos com um desvio padrão de 2,4 pontos. Concluiu-se que 44,4% dos doentes incluídos no estudo não apresentou dispneia, 16,7% dispneia ligeira, 27,8% dispneia moderada e 11,1% dispneia severa, correspondendo a uma taxa de doentes com dispneia de 55,6%. Conclusão: Com este projeto de investigação, podemos concluir que os doentes com dispneia severa são doentes com um perfil idoso e com antecedentes cardiovasculares prévios. Os doentes com categoria de admissão cirúrgica de urgência, os doentes com maior sedação, e com RASS (Richmond Agitation and Sedation Scale) compreendido entre -2 e -1 apresentam valores de dispneia moderada. Os doentes com dispneia ligeira são sobretudo admitidos ao Serviço de Medicina Intensiva com categoria diagnóstica médica. Por fim, os doentes sem dispneia têm idade inferior a 71 anos, sem antecedentes cardiovasculares, sem sedação e com RASS 0.
- Avaliação da Terapêutica Farmacológica e da Qualidade de Vida em Doentes com Artrite ReumatóidePublication . Patrocínio, Cátia Sofia Francisco; Pereira, Olívia R.; Lameiras, Emanuel Onofre SerraA Artrite Reumatóide (AR) é uma doença inflamatória com impacto significativo na qualidade de vida (QV) dos doentes. A sua cronicidade e incapacidade exige terapêuticas eficazes, acompanhamento regular e medidas complementares de autocuidado. Neste contexto, a terapêutica farmacológica tem um papel importante e é essencial compreender de que forma fatores como a adesão e satisfação com o tratamento, a atividade da doença e a dor se refletem no bem-estar destes doentes. Objetivo: Avaliação da terapêutica farmacológica e da qualidade de vida em doentes com AR, considerando fatores como adesão e satisfação com o tratamento, bem como a atividade da doença e a dor. Metodologia: Foi realizado um estudo exploratório, transversal e descritivo-correlacional, aos doentes com AR acompanhados nas consultas de Reumatologia da Unidade Local de Saúde do Nordeste E.P.E. (ULSNe), selecionados por conveniência, de acordo com a disponibilidade demonstrada nas consultas e o tempo definido para a recolha de dados. Foram recolhidos dados sociodemográficos e dados relativos à terapêutica medicamentosa. Para a avaliação da adesão ao tratamento, foi aplicada a escala MAT; a satisfação com o tratamento foi avaliada através da aplicação do questionário validado TSQM e foram recolhidos dados terapêuticos que permitiram a caracterização da terapêutica e a aplicação do ICFT. A qualidade de vida foi avaliada com recurso à aplicação do questionário EQ-5D-3L. Por fim, os dados sobre a atividade da doença e a intensidade da dor foram fornecidos pela equipa médica, obtidos através do DAS28 PCR e EVA, respetivamente. Para o tratamento estatístico dos dados foi utilizado o software IBM de tratamento de dados Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 30.0.0. O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética da ULSNe e foram atendidos os princípios éticos para a investigação definidos na Declaração de Helsínquia e suas adendas. Resultados: Foram inquiridas 61 pessoas (de um total de 270 doentes), em que a maioria é do sexo feminino, a média de idades é de 65 anos (DP= 12,3) e o 1.º ciclo é o nível de escolaridade mais frequente. Os medicamentos mais utilizados relacionados diretamente com a doença são os medicamentos antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs) como o metotrexato, seguidos dos anti-anémicos como o ácido fólico, dos medicamentos que atuam diretamente no osso e no metabolismo do cálcio (este grupo inclui bifosfonatos, cálcio e vitamina D), dos glucocorticóides e dos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs). Na análise das correlações de Spearman, observou-se que a satisfação com o tratamento está associada a maior adesão terapêutica e melhor qualidade de vida, sobretudo quando os doentes percecionam maior eficácia e conveniência da terapêutica. Por outro lado, níveis mais elevados de dor e maior atividade da doença associaram-se a pior qualidade de vida. Conclusão: Neste estudo, a satisfação com o tratamento é um fator importante para a adesão à terapêutica e qualidade de vida, enquanto a dor e a atividade da doença permanecem determinantes negativos do estado de saúde.
- Conhecimentos e fatores de risco para o desenvolvimento do cancro da boca, faringe e laringe em estudantes universitários da Guiné-BissauPublication . Correia, Elisio João da Silva; Almeida-de-Souza, Juliana; Podestá, Olívia Galvão deOs cancros da boca, laringe e faringe são neoplasias com fatores de risco semelhantes, que incluem o contacto com o fumo do tabaco, o álcool das bebidas alcoólicas ou agentes infeciosos como o vírus do papiloma humano (HPV). O consumo de alimentos antioxidantes, uma boa higiene oral, hábitos de atividade física e controlo do peso são considerados fatores protetores destes cancros. O conhecimento destes fatores, protetores e de risco, são importantes para a prevenção destas neoplasias. Esta dissertação tem como o objetivo identificar os conhecimentos e os fatores de risco para o desenvolvimento destas patologias em estudantes universitários da Guiné-Bissau, bem como propor uma escala de pontuação teórica para sensibilizar para o risco de cancro da boca, laringe e faringe e estudar as associações da escala do risco com os conhecimentos. Para atingir os objetivos propostos, foi realizado um estudo observacional-transversal, descritivo, quantitativo e analítico, por meio de um questionário online junto dos estudantes inscritos na Universidade Lusófona da Guiné-Bissau, em Bissau. Um total de 288 estudantes integraram a amostra, com uma idade média de 24,7 anos e a maioria (99,7%) de nacionalidade guineense. A maior parte dos estudantes referiu espontaneamente que hábitos tabágicos (52,4%) e hábitos alcoólicos (41%) são fatores de risco para o cancro da boca, laringe e faringe. Numa questão fechada, os estudantes disseram que “Sim, tenho a certeza” que hábitos tabágicos (62,5%), hábitos alcoólicos (56,6%), hábitos de higiene oral (37,2%) e hábitos alimentares não saudáveis (34,7%) são fatores de risco para estas patologias. O principal fator de risco de desenvolverem cancro da boca, laringe e faringe nestes estudantes são o elevado risco de contágio com vírus do papiloma humano (HPV), uma vez que 90,6% não tomaram a vacina contra o HPV, a maioria pratica sexo oral sem preservativo (67,4%) e muito têm múltiplos parceiros para esta prática (38,5%). Outros fatores de risco elevados nesta amostra é não realizar visitas anuais ao dentista (65,6%), não cumprir as recomendações de atividade física moderada a vigorosa da Organização Mundial de Saúde (47,8%), não consumir alimentos protetores diariamente, como hortícolas (22,9%), frutas (21,2%), frutas cítricas (31,3%) e café (5,2%). Uma escala teórica para a sensibilização dos fatores de risco de cancro da boca, laringe e faringe com 7 dimensões e pontuação máxima de 70 pontos foi proposta. A mediana do risco calculada foi de 20,5 pontos. A maioria dos estudantes (77,4%) foi categorizado com um risco baixo (0 a 23,6 pontos), no entanto 22,6% dos alunos tiveram um risco intermédio. Os estudantes que relatam mais conhecimentos espontâneos também são os que apresentam um menor risco, avaliada através da pontuação da escala teórica total (Rho=-0,268, p<0,001) e parciais para hábitos tabágicos (Rho=-0,221, p<0,001) e hábitos alimentares saudáveis (Rho=-0,200, p<0,001). A maior parte dos estudantes universitários da Guiné-Bissau desta amostra têm conhecimentos limitados dos fatores de risco para o cancro da boca, laringe e faringe. Os principais fatores de risco são o elevado risco de contágio com o HPV. Estes estudantes ainda podem melhorar os seus hábitos de higiene oral, alimentares e de atividade física. Aqueles estudantes que demonstraram ter maiores conhecimentos espontâneos, tiveram menores pontuações na escala do risco proposta, tanto para o total quanto para os parciais de hábitos tabágicos e de hábitos alimentares saudáveis. Medidas de Saúde Pública que promovam melhores hábitos de higiene oral e alimentares, bem como que reduzam o risco de contágio com o HPV são necessárias nesta população para potenciar um menor risco de desenvolver a doença. Ainda, mais estudos para a escala de avaliação do risco de cancro da boca, laringe e faringe seria importante, de forma a implementar como medida de sensibilização para o risco.
- Contributos da reabilitação cardíaca na melhoria da qualidade de vida na pessoa com insuficiência cardíacaPublication . Gomes, Mayara Solange Rodrigues; Gomes, Maria JoséA insuficiência cardíaca é uma condição crónica e progressiva que compromete a função cardíaca e impacta negativamente a qualidade de vida e a autonomia das pessoas. A reabilitação cardíaca, especialmente através do exercício físico, tem demonstrado benefícios significativos na melhoria da capacidade funcional e diminuição da morbimortalidade. No entanto, barreiras como o desconhecimento dos benefícios, fatores psicossociais e limitações dos sistemas de saúde dificultam a implementação e adesão a estes programas. Objetivo: Mapear na evidência científica os contributos da reabilitação cardíaca na melhoria da qualidade de vida na pessoa com insuficiência cardíaca. Métodos: Trata-se de uma revisão de escopo utilizando as diretrizes da JBI (Joanna Briggs Colaboration). As bases de dados utilizadas na pesquisa foram MEDLINE e a Scopus importados para o RAYYAN, a literatura cinzenta foi feita na Open acess and dissertations e a Biblioteca digital brasileira teses e dissertações. Foram considerados estudos em pessoas com Insuficiência cardíaca, com abordagem na reabilitação cardíaca e publicados nos últimos 5 anos em português e inglês. Resultados: Foram identificados 195 estudos no total, após a triagem e seleção 10 estudos foram incluídos na revisão. Os principais resultados encontrados foram, diminuição de internamentos, da morbimortalidade, aumento da autonomia na realização das atividades diárias, melhoria da capacidade funcional e emocional que consequentemente melhoram o bem-estar e a qualidade de vida. Conclusão: Apesar das limitações metodológicas, este trabalho permitiu identificar lacunas significativas no contexto prático da prestação de cuidados principalmente em situações de recursos limitados, apesar da elevada prevalência de doenças cardiovasculares. A investigação reforça a importância do enfermeiro de reabilitação como elemento-chave na promoção da educação para a saúde, adesão ao tratamento, autogestão da doença e melhoria da qualidade de vida da pessoa com insuficiência cardíaca. É urgente investir na formação de profissionais, criação de serviços adaptados à realidade local e desenvolvimento de políticas públicas que integrem a reabilitação cardíaca como componente essencial no cuidado cardiovascular.
- Desafios da solidão e isolamento dos idososPublication . Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana Maria; Silvano, MariaO envelhecimento da população constitui um marco positivo — viver mais tempo é a conquista do ciclo vital. Todavia, as mudanças na organização social, nas estruturas e dinâmicas familiares e na distribuição territorial têm intensificado fenómenos como a solidão e o isolamento social na população idosa, resultando em sofrimento significativo e comprometendo a sua qualidade de vida e bem-estar. Objetivo: Pretende-se descrever e analisar o fenómeno da solidão e do isolamento da população idosa portuguesa, identificando fatores de risco e projetando intervenções na comunidade que promovam a longevidade positiva. Método: Foi adotada uma abordagem qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, com recurso à análise bibliográfica e documental. A investigação baseou-se na consulta de literatura científica relevante e em fontes estatísticas oficiais, nomeadamente dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), Eurostat e documentos da União Europeia, com o objetivo de caracterizar o fenómeno da solidão e do isolamento na população idosa em Portugal. Adicionalmente, foram analisados programas e políticas públicas direcionadas ao envelhecimento, com destaque para o projeto eGuard, da Guarda Nacional Republicana, como exemplo de intervenção comunitária em contexto de vulnerabilidade social. A análise dos dados foi orientada por uma perspetiva socioecológica, permitindo compreender o impacto multidimensional do isolamento social na saúde e bem-estar dos idosos, bem como refletir sobre estratégias de intervenção centradas na promoção da longevidade positiva. Resultados: Portugal ocupa o 4.º lugar da União Europeia com maior percentagem de idosos a viver sozinhos. Os agregados unipessoais representam 24,8% do total de agregados domésticos; 50,3% correspondem a pessoas com 65 ou mais anos. Em termos geográficos, é sobretudo nas zonas rurais do interior centro e norte do país que os agregados com apenas uma pessoa são mais expressivos. Perante este cenário, iniciativas como o eGuard - um projeto de teleassistência e monitorização eletrónica - procuram mitigar o risco de isolamento, promovendo a segurança e a permanência dos idosos no seu meio ambiente. Contudo, o isolamento e a solidão percebida têm impacto negativo na saúde mental, cognitiva e física, afetando mecanismos neuronais, hormonais e afetivos, e contribuindo para o aumento da morbilidade e da mortalidade. Conclusão: Urge, numa sociedade cada vez mais envelhecida e isolada, desenvolver estratégias que maximizem a longevidade positiva. Para tal, reveste-se de extrema importância sensibilizar e projetar respostas com ambientes físicos acessíveis e socialmente estimulantes, aliados a programas de intervenção comunitária que permitam aos mais velhos usufruir plenamente e em segurança daquilo que os rodeia. O ambiente físico e a socialização são fundamentais para garantir que os idosos vivem com dignidade, participação e bem-estar.
- Desenvolvimento e Validação de um Instrumento de Recolha de Dados sobre a Manipulação de Citotóxicos em Unidades HospitalaresPublication . Freitas, Cristiana Alexandra Rendeiro; Pereira, Olívia R.; Moreira, Fernando Xavier FerreiraA manipulação de fármacos citotóxicos em farmácia hospitalar representa um risco ocupacional relevante, sobretudo para os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) da área da farmácia. Apesar das recomendações internacionais, em Portugal não existe um instrumento validado que permita avaliar práticas, condições de trabalho e medidas de proteção associadas a esta atividade. Objetivo: Desenvolver e validar um Instrumento de Recolha de Dados (IRD) capaz de caracterizar, de forma sistemática, a realidade nacional relativamente à manipulação de citotóxicos e a segurança ocupacional dos profissionais envolvidos. Metodologia: O estudo decorreu em cinco etapas: (I) conceção do questionário com base em revisão bibliográfica e contributo de peritos; (II) análise de conteúdo e clareza das questões; (III) implementação digital; (IV) pré-teste com 31 profissionais; e (V) análise preliminar da fiabilidade através do alfa de Cronbach. Discussão: O IRD revelou consistência interna aceitável (α=0,648) para um instrumento em fase inicial, permitindo identificar lacunas críticas nas práticas hospitalares, como insuficiência de formação, variabilidade no uso de EPI, ausência de protocolos uniformizados e monitorização ambiental irregular. Apesar de algumas limitações, nomeadamente o tempo de preenchimento e a extensão do questionário, o IRD demonstra potencial para uso prático, investigação futura e fundamentação de políticas de segurança. Conclusão: Conclui-se que o IRD constitui uma ferramenta inovadora e pertinente, capaz de apoiar a avaliação da exposição ocupacional e das práticas de manipulação de citotóxicos em Portugal. Recomenda-se a sua aplicação em amostras maiores, complementada por análises fatoriais, de modo a consolidar a sua validade e fiabilidade. O instrumento poderá assumir um papel central na uniformização de práticas, no reforço da formação dos profissionais e no suporte à criação de políticas nacionais de proteção ocupacional.
