ESSa - Capítulos de Livros
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Percorrer ESSa - Capítulos de Livros por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "03:Saúde de Qualidade"
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- Análise de provérbios à luz das teorias do envelhecimento.Publication . Antão, Celeste; Magalhães, Carlos Pires; Vicente de Castro, Florêncio; Anastácio, Zélia CaçadorO conceito de velhice e a forma como pensamos a velhice na sociedade antevê-se através da língua que utilizamos para nos referirmos a ela em forma de frases, alusões, provérbios, canções, contos, novelas, poemas, etc. Os termos associados à velhice anteveem a forma como as crianças, jovens e adultos se relacionam com as pessoas mais velhas (Vicente Castro et al., 1996). Para poder compreender a representação social da velhice é necessário, em primeiro lugar, delimitar o próprio conceito de velhice e, em segundo lugar, seria desejável conhecer o sistema de crenças e representações sociais que se formam ao longo do desenvolvimento humano em relação ao contexto sociocultural. A psicologia como ciência ajudanos a entender como uma ciência do comportamento, percebendo o comportamento como linguagem. Nesta linha de pensamento, o objeto da Psicologia é compreender, observar, traduzir, analisar, contrastar, comparar, interpretar cientificamente aquela linguagem, aquele comportamento, seja normal ou patológico, encontrar uma resposta científica à sua etiologia, desenvolvimento e significado, colocando esse conhecimento ao serviço da humanidade.
- Aptidão física, funcionalidade e equilíbrio em idosos internados em uma unidade de cuidados continuados da ilha da Madeira (Portugal)Publication . Silva, John Emmanuel Pereira; Lucas, Jaime José Daniel Fernandes; Preto, LeonelObjetivo: Caracterizar o perfil sociodemográfico e clínico de idosos internados numa unidade da Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados (RRCCI), da ilha da Madeira, Portugal, e avaliar a sua funcionalidade, aptidão física e equilíbrio, analisando as relações entre estas variáveis. Metodologia: Estudo transversal, quantitativo e descritivo-correlacional, envolvendo 10 participantes com 65 ou mais anos. A recolha de dados incluiu um questionário sociodemográfico e clínico, o Índice de Barthel (IB), a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), o teste de levantar e sentar em 30 segundos (TLS) e o Timed Up and Go (TUG). Procedeu-se à análise estatística descritiva e correlacional. Resultados: A maioria dos participantes apresentava múltiplas comorbilidades, défices sensoriais e história de quedas. No IB, 70% revelaram dependência ligeira. A aptidão física mostrou-se comprometida, com média de 4,9 repetições no TLS e tempos elevados no TUG (média de 1m16s). A EEB indicou risco moderado de queda (média de 34,5 pontos). Verificaram-se correlações significativas entre força, mobilidade, equilíbrio e independência funcional. Conclusão: Os participantes apresentavam limitações relevantes na mobilidade, equilíbrio e funcionalidade, reforçando a necessidade de programas de reabilitação multicomponentes orientados para a prevenção de quedas e promoção da autonomia em contexto de cuidados continuados.
- A atividade física na pessoa com intolerância à atividadePublication . Loureiro; Maria; Delgado, Bruno; Duarte, João; Ângela, Óscar; Novo, AndréAs doenças cardíacas são um dos mais significativos desafios de saúde no mundo de hoje e uma das principais causas de morbi-mortalidade, com impactos económicos e de saúde elevados (Tsao et al., 2022). Uma das manifestações clínicas mais comuns na pessoa com doença cardíaca é a intolerância à atividade (IA), sendo um foco importante de avaliação e intervenção. A IA é definida como a falta de capacidade para manter a energia física e psicológica, suficiente para tolerar ou completar as atividades diárias necessárias ou desejadas, com associação a cansaço fácil e movimentos corporais extenuantes (Conselho Internacional de Enfermagem, 2011). Também é descrita como uma incapacidade de realizar atividades físicas (AF) acompanhada de sintomas como a dispneia e/ou fadiga. A IA é desta forma uma marca registada de doença cardíaca crónica, ex. insuficiência cardíaca (Del Buono et al., 2019; Tucker et al., 2020) e/ou aguda, ex. doença cardíaca isquémica (Rasch-Halvorsen et al., 2020; Tajima et al., 2019), e está associada à redução da qualidade de vida (QV) e aumento da mortalidade. Ainda que seja um sintoma de elevada prevalência na pessoa com doença cardíaca, a sua génese parece multifatorial, e a idade surge como um fator de risco/agravamento importante (Upadhya et al., 2015). A IA pode ter diagnóstico em internamento ou ser monitorizada em contexto de gestão da doença cardíaca.
- Competências e estratégias de comunicação em enfermagemPublication . Baptista, Gorete; Galvão, Ana MariaNo contexto dos cuidados de saúde, a comunicação desempenha um papel fundamental na interação entre profissionais e pacientes. Para que seja eficaz, torna-se necessário o desenvolvimento de competências específicas, bem como a utilização de estratégias adequadas. Antes de abordarmos a especificidade das competências e estratégias em comunicação, é pertinente dissertar um pouco sobre ambos os conceitos, pois muitas vezes são confundidos. Competências profissionais são as habilidades e qualificações que uma pessoa possui para executar as tarefas e responsabilidades do dia a dia no trabalho. Elas podem ser classificadas em técnicas de gestão ou comportamentais. De acordo com Boyatzis (2011), competências são características subjacentes a uma pessoa que resultam num desempenho eficaz e/ou superior em um trabalho. Ele identifica três tipos principais de competências: técnicas (habilidades e conhecimentos específicos), de gestão (habilidades de liderança e gestão) e comportamentais (traços de personalidade e habilidades interpessoais).
- Comunicação em cuidados intensivosPublication . Baptista, Gorete; Magalhães, Bruno; Rodrigues, VítorCom o avanço da tecnologia médica e a crescente diversidade nos cenários de cuidados de saúde, as estratégias de comunicação têm evoluído, enfrentando desafios únicos e oportunidades inovadoras. Nos ambientes de alta pressão das Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), a comunicação eficaz entre enfermeiros, pacientes críticos e suas famílias é um elemento fundamental para garantir um atendimento de qualidade e centrado no paciente. Enfermeiros, atuando como intermediários cruciais, enfrentam o desafio de comunicar efetivamente em um ambiente onde os pacientes estão muitas vezes incapacitados. Como destacado por Jones et al. (2021), os enfermeiros desempenham um papel crucial ao facilitar a comunicação em ambientes intensivos, o que pode impactar significativamente os resultados clínicos e a satisfação do paciente. A habilidade comunicativa dos enfermeiros é tão vital quanto suas competências clínicas em UTIs. A comunicação na UTI transcende a mera transmissão de informações clínicas, é um componente integral do cuidado que afeta diretamente a segurança do paciente, a qualidade do cuidado e a experiência do paciente e da família, conforme observado por Smith e Nguyen (2020).
- Conceitos gerais sobre atividade física e exercício físicoPublication . Delgado, Bruno; Vaz, Sérgio; Loureiro, Maria; Novo, André; Preto, Leonel; Mendes, EugéniaDesde pelo menos 1985 que se tentam definir os termos atividade física e exercício físico e a sua relação com a saúde (Caspersen et al., 1985). Já desde essa data que se descreve que atividade física e exercício físico são termos diferentes, mas muitas das vezes confundidos entre si. E esta situação mantém-se praticamente inalterada quase 40 anos depois. Com este capítulo pretende-se descrever os principais conceitos associados à atividade física e exercício físico e descrever as recomendações atuais para pessoas aparentemente saudáveis.
- Desenvolvimento de competências de comunicaçãoPublication . Baptista, Gorete; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana MariaO desenvolvimento de competências de comunicação em ambientes de saúde é de importância crucial por várias razões, impactando diretamente a qualidade do atendimento ao paciente, a eficiência dos serviços de saúde e a satisfação tanto dos profissionais quanto dos pacientes e suas famílias. Destacam-se como pontos-chave: Melhoria da Qualidade do Atendimento ao Paciente, a Comunicação eficaz entre profissionais de saúde e pacientes é essencial para o diagnóstico correto e a administração apropriada dos tratamentos (Brighton et al., 2018); Envolvimento do Paciente, quando os pacientes são bem informados e sentem que estão a ser ouvidos eles tendem a envolver-se mais ativamente no seu próprio cuidado. Isto inclui seguir regimes de tratamento e tomar decisões informadas, o que pode levar a melhores resultados de saúde (Brighton et al., 2018); Satisfação do Paciente, a habilidade dos profissionais de saúde em comunicar de maneira empática e eficaz aumenta significativamente a satisfação do paciente (Moore et al., 2018).
- A dor crónica na pessoa idosaPublication . Cruz, João Ricardo Miranda da; Cruz , Manuel Alexandre Miranda da; Gonçalves, Ana Isabel Rodrigues; Pedreiro, Telma Patrícia MachadoA dor, enquanto fenómeno clínico e epidemiológico, produz significativas repercussões, tanto na perceção do estado de saúde/doença de cada pessoa como ser singular bem como, assinaláveis ressonâncias no domínio dos seus padrões de vida diária - familiar, económico e social (Santos et al., 2014). Os mesmos autores enfatizam que a dor “ é uma das mais íntimas e exclusivas sensações experimentadas pelo ser humano, envolvendo vários componentes; embora uma pessoa consiga sobreviver com dor, ela interfere no seu bem-estar, nas relações sociais e familiares, influenciando assim a sua qualidade de vida” (p.35). O conceito de dor pode ser de difícil determinação, sendo genericamente instituída e aceite a noção de que representa uma entidade sensorial difusa e complexa, abrangendo componentes emocionais, sensoriais, ambientais, cognitivas e culturais. Aduz-se que daí resulta ser um fenómeno altamente subjetivo, complexo e multidimensional, com subjacente dificuldade em defini-la, explicá-la e mensurá-la (Rabiais, 2004). A dor pode ser analisada tendo como fonte de pesquisa diversas variáveis ou perspetivas, podendo, assim, ser classificada ou caracterizada segundo: a sua duração; a sua etiologia; a sua intensidade; impacto que produz nas atividades de vida diária; quanto ao tipo de dor; ações promotoras de alívio e exacerbação; eficácias das intervenções utilizadas e das estratégias de tratamento, entre demais (Ribeiro, 2013).
- Efetividade do exercício físico na prevenção de quedas em idosos: uma revisão sistemáticaPublication . Almeida, Ana Francisca Miguel; Preto, LeonelAvaliar a efetividade de programas de exercício físico na prevenção de quedas em idosos. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, considerando os últimos 5 anos e selecionando publicações de acesso aberto disponíveis em português, inglês e espanhol. Resultados: A análise dos artigos revelou que programas de exercício físico, como passos induzidos por perturbações, exercícios vibratórios, propriocetivos e de fortalecimento muscular, contribuem para a prevenção do risco de quedas em idosos, promovendo melhorias no equilíbrio, na marcha, na postura e na coordenação. Conclusão: Programas de exercício físico estruturado e planeado, contribuem para a prevenção de quedas em idosos, evitando consequências como traumatismos, fraturas e lesões que conduzem à perda de funcionalidade e autonomia nas atividades de vida diária.
- Envelhecimento biológico - teorias e alteraçõesPublication . Magalhães, Carlos Pires; Rodrigues, Carina; Cruz, Manuel Alexandre Miranda da; Cruz, João Ricardo Miranda daDe acordo com Lima (2010) o envelhecimento inicia-se logo na conceção, prosseguindo ao longo da vida até ao final da mesma, não podendo ser evitado. O envelhecimento é um processo universal, progressivo e intrínseco, responsável por alterações biopsicossociais, cuja ocorrência não se dá exatamente no mesmo momento, nem afeta de forma idêntica as pessoas (assíncrono e multiforme), sendo influenciado por diversos fatores, existindo funções que se podem conservar até idades mais avançadas (Novoa et al., 2005). No mesmo sentido, Jacob (2019) refere-nos que se trata de um processo gradual e pessoal, vivenciado de forma distinta e única por cada individuo. Como processo complexo, o mesmo pode ser descrito em termos cronológicos, fisiológicos e ao nível funcional (Williams, 2020). Jeckel-Neto e Cunha (2006) salientam-nos que o termo envelhecimento é comumente utilizado para “descrever as mudanças morfofuncionais ao longo da vida que ocorrem após a maturação sexual e que, progressivamente, comprometem a capacidade de reposta dos indivíduos ao stresse ambiental e à manutenção da homeostasia” (p. 13). Para Almeida (1999) o conceito de envelhecimento constrói-se a partir de múltiplos elementos, como os valores, os padrões de comportamento, o sistema moral e as experiências prévias de cada pessoa, resultantes da formação individual, do contacto familiar e com amigos idosos. Num estudo exploratório, qualitativo, efetuado por Nascimento de Souza et al. (2020), que visou conhecer a perceção dos idosos de uma Universidade Aberta à Terceira Idade sobre o envelhecimento, concluiu-se que estes o
