ESSa - Capítulos de Livros
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Browsing ESSa - Capítulos de Livros by Sustainable Development Goals (SDG) "03:Saúde de Qualidade"
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- Análise de provérbios à luz das teorias do envelhecimento. ?Publication . Antão, Celeste; Magalhães, Carlos Pires; Vicente de Castro, Florêncio; Anastácio, Zélia CaçadorO conceito de velhice e a forma como pensamos a velhice na sociedade antevê-se através da língua que utilizamos para nos referirmos a ela em forma de frases, alusões, provérbios, canções, contos, novelas, poemas, etc. Os termos associados à velhice anteveem a forma como as crianças, jovens e adultos se relacionam com as pessoas mais velhas (Vicente Castro et al., 1996). Para poder compreender a representação social da velhice é necessário, em primeiro lugar, delimitar o próprio conceito de velhice e, em segundo lugar, seria desejável conhecer o sistema de crenças e representações sociais que se formam ao longo do desenvolvimento humano em relação ao contexto sociocultural. A psicologia como ciência ajudanos a entender como uma ciência do comportamento, percebendo o comportamento como linguagem. Nesta linha de pensamento, o objeto da Psicologia é compreender, observar, traduzir, analisar, contrastar, comparar, interpretar cientificamente aquela linguagem, aquele comportamento, seja normal ou patológico, encontrar uma resposta científica à sua etiologia, desenvolvimento e significado, colocando esse conhecimento ao serviço da humanidade.
- A atividade física na pessoa com intolerância à atividadePublication . Loureiro; Maria; Delgado, Bruno; Duarte, João; Ângela, Óscar; Novo, AndréAs doenças cardíacas são um dos mais significativos desafios de saúde no mundo de hoje e uma das principais causas de morbi-mortalidade, com impactos económicos e de saúde elevados (Tsao et al., 2022). Uma das manifestações clínicas mais comuns na pessoa com doença cardíaca é a intolerância à atividade (IA), sendo um foco importante de avaliação e intervenção. A IA é definida como a falta de capacidade para manter a energia física e psicológica, suficiente para tolerar ou completar as atividades diárias necessárias ou desejadas, com associação a cansaço fácil e movimentos corporais extenuantes (Conselho Internacional de Enfermagem, 2011). Também é descrita como uma incapacidade de realizar atividades físicas (AF) acompanhada de sintomas como a dispneia e/ou fadiga. A IA é desta forma uma marca registada de doença cardíaca crónica, ex. insuficiência cardíaca (Del Buono et al., 2019; Tucker et al., 2020) e/ou aguda, ex. doença cardíaca isquémica (Rasch-Halvorsen et al., 2020; Tajima et al., 2019), e está associada à redução da qualidade de vida (QV) e aumento da mortalidade. Ainda que seja um sintoma de elevada prevalência na pessoa com doença cardíaca, a sua génese parece multifatorial, e a idade surge como um fator de risco/agravamento importante (Upadhya et al., 2015). A IA pode ter diagnóstico em internamento ou ser monitorizada em contexto de gestão da doença cardíaca.
- Comunicação em cuidados intensivosPublication . Baptista, Gorete; Magalhães, Bruno; Rodrigues, VítorCom o avanço da tecnologia médica e a crescente diversidade nos cenários de cuidados de saúde, as estratégias de comunicação têm evoluído, enfrentando desafios únicos e oportunidades inovadoras. Nos ambientes de alta pressão das Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), a comunicação eficaz entre enfermeiros, pacientes críticos e suas famílias é um elemento fundamental para garantir um atendimento de qualidade e centrado no paciente. Enfermeiros, atuando como intermediários cruciais, enfrentam o desafio de comunicar efetivamente em um ambiente onde os pacientes estão muitas vezes incapacitados. Como destacado por Jones et al. (2021), os enfermeiros desempenham um papel crucial ao facilitar a comunicação em ambientes intensivos, o que pode impactar significativamente os resultados clínicos e a satisfação do paciente. A habilidade comunicativa dos enfermeiros é tão vital quanto suas competências clínicas em UTIs. A comunicação na UTI transcende a mera transmissão de informações clínicas, é um componente integral do cuidado que afeta diretamente a segurança do paciente, a qualidade do cuidado e a experiência do paciente e da família, conforme observado por Smith e Nguyen (2020).
- Conceitos gerais sobre atividade física e exercício físicoPublication . Delgado, Bruno; Vaz, Sérgio; Loureiro, Maria; Novo, André; Preto, Leonel; Mendes, EugéniaDesde pelo menos 1985 que se tentam definir os termos atividade física e exercício físico e a sua relação com a saúde (Caspersen et al., 1985). Já desde essa data que se descreve que atividade física e exercício físico são termos diferentes, mas muitas das vezes confundidos entre si. E esta situação mantém-se praticamente inalterada quase 40 anos depois. Com este capítulo pretende-se descrever os principais conceitos associados à atividade física e exercício físico e descrever as recomendações atuais para pessoas aparentemente saudáveis.
- Desenvolvimento de competências de comunicaçãoPublication . Baptista, Gorete; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana MariaO desenvolvimento de competências de comunicação em ambientes de saúde é de importância crucial por várias razões, impactando diretamente a qualidade do atendimento ao paciente, a eficiência dos serviços de saúde e a satisfação tanto dos profissionais quanto dos pacientes e suas famílias. Destacam-se como pontos-chave: Melhoria da Qualidade do Atendimento ao Paciente, a Comunicação eficaz entre profissionais de saúde e pacientes é essencial para o diagnóstico correto e a administração apropriada dos tratamentos (Brighton et al., 2018); Envolvimento do Paciente, quando os pacientes são bem informados e sentem que estão a ser ouvidos eles tendem a envolver-se mais ativamente no seu próprio cuidado. Isto inclui seguir regimes de tratamento e tomar decisões informadas, o que pode levar a melhores resultados de saúde (Brighton et al., 2018); Satisfação do Paciente, a habilidade dos profissionais de saúde em comunicar de maneira empática e eficaz aumenta significativamente a satisfação do paciente (Moore et al., 2018).
- Efetividade do exercício físico na prevenção de quedas em idosos: uma revisão sistemáticaPublication . Almeida, Ana Francisca Miguel; Preto, LeonelAvaliar a efetividade de programas de exercício físico na prevenção de quedas em idosos. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, considerando os últimos 5 anos e selecionando publicações de acesso aberto disponíveis em português, inglês e espanhol. Resultados: A análise dos artigos revelou que programas de exercício físico, como passos induzidos por perturbações, exercícios vibratórios, propriocetivos e de fortalecimento muscular, contribuem para a prevenção do risco de quedas em idosos, promovendo melhorias no equilíbrio, na marcha, na postura e na coordenação. Conclusão: Programas de exercício físico estruturado e planeado, contribuem para a prevenção de quedas em idosos, evitando consequências como traumatismos, fraturas e lesões que conduzem à perda de funcionalidade e autonomia nas atividades de vida diária.
- Envelhecimento demográfico - problema ou desafio?Publication . Magalhães, Carlos Pires; Antão, Celeste; Bemposta, Maria Cristina Mós; Cruz, João Ricardo Miranda daEm Portugal, o índice de envelhecimento atingiu o valor de 182 (Instituto Nacional de Estatística [INE], 2022), conforme apurado nos censos de 2021, significando a existência de 182 pessoas com 65 ou mais anos para cada 100 jovens com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos. As regiões do Centro e do Alentejo apresentaram os valores mais elevados de envelhecimento, enquanto os Açores foi onde se verificou o valor mais baixo. Em 1960, o índice de envelhecimento era apenas de 27, incrementando-se de forma contínua, ultrapassando a barreira dos 100 no virar do século, como constatado nos resultados obtidos nos censos de 2001 (INE, 2002), prosseguindo para 128 no ano de 2011 (INE, 2012). De acordo com o INE (2022) entre 2011 e 2021 a idade média da população aumentou, situando-se em 45,4 anos, sendo mais elevada para as mulheres (46,9 anos) do que para os homens (43,8 anos). Ainda segundo a mesma fonte, constatou-se uma diminuição do índice de rejuvenescimento da população ativa, que passou de 94 em 2011 para 76 em 2021, indicando que, por cada 100 pessoas a sair do mercado de trabalho, apenas entraram 76. A população está distribuída de forma desigual, fortemente concentrada no litoral e na Área Metropolitana de Lisboa, onde 20% ocupa apenas 1,1% do território. Os dados revelam ainda transformações nas estruturas familiares, verificando-se uma diminuição do número médio de pessoas por agregado familiar e um aumento do número de agregados unipessoais, representando 24,8% do total de agregados domésticos.
- Introdução à comunicação no contexto de saúdePublication . Baptista, GoreteA comunicação em saúde é descrita como um pilar essencial para a prestação de cuidados eficazes, facilitando a compreensão e adesão aos planos terapêuticos pelos pacientes. Este capítulo discute a importância de uma relação terapêutica válida e intensiva entre profissionais de saúde e pacientes, destacando a comunicação como um instrumento terapêutico essencial para proporcionar um cuidado humanizado e eficiente. Enfatiza a necessidade de uma comunicação holística, que considera todos os aspetos do ser humano – físicos, emocionais e sociais. Também aborda, de forma breve, algumas estratégias de comunicação para superar barreiras comunicacionais e a importância do treino contínuo das habilidades comunicacionais dos enfermeiros. Destaca-se a comunicação como um direito do paciente e uma responsabilidade profissional, com estratégias para melhorar a comunicação em situações críticas e fortalecer a relação terapêutica entre paciente e profissional de saúde.
- Tendências emergentes e inovações tecnológicas na comunicação com doentes críticosPublication . Baptista, Gorete; Magalhães, Bruno; Rodrigues, VítorA comunicação eficaz é crucial no atendimento a doentes críticos, onde a rapidez e a precisão das informações podem fazer a diferença entre a vida e a morte. O campo da comunicação em unidades de cuidados intensivos (UCIs) está a evoluir rapidamente, impulsionado por avanços tecnológicos e uma crescente necessidade de interações mais eficazes entre doentes, famílias e profissionais de saúde. Este capítulo explora tendências emergentes e inovações na comunicação relacionada com doentes críticos e destaca o papel crucial da tecnologia na superação de barreiras comunicacionais dentro das UCIs. Este capítulo explora as tendências emergentes e inovações tecnológicas na comunicação com doentes críticos, abordando a realidade aumentada, a realidade virtual em treinos e comunicação, wearables e monitorização remota e plataformas de comunicação avançadas para uso clínico e de comunicação com doentes críticos.
- Velhos e provérbios: sabedoria que ecoa no tempo. ?Publication . Antão, Celeste; Magalhães, Carlos Pires; Vicente de Castro, Florêncio; Anastácio, Zélia CaçadorO envelhecimento é hoje uma conquista do homem e da sociedade. O ser humano é a única espécie do planeta que subverte a própria natureza e é capaz de alterar a seleção natural de que falava Darwin. O homem é capaz de se organizar e evoluir ao longo do tempo, não só para sobreviver, mas também para aumentar a sua esperança de vida com qualidade (Vicente Castro, 2023). O envelhecimento é entendido como um processo natural acompanhado por vários desafios. Uma série de problemas podem surgir e reduzir a capacidade de as pessoas idosas realizarem as suas atividades da vida diária de forma independente, levando-as a depender de outras pessoas, em especial dos seus familiares. Misiaszek (2008) enfatiza que o processo biológico de envelhecimento resulta em diferentes problemas de saúde física e mental, incluindo perda de visão e audição, doenças cardiovasculares, deficiências físicas, distúrbios mentais, assim como perturbações músculoesqueléticas, neurológicas, gastrointestinais e endócrinas.
