ESSa - Dissertações de Mestrado Alunos
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer ESSa - Dissertações de Mestrado Alunos por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "03:Saúde de Qualidade"
A mostrar 1 - 10 de 49
Resultados por página
Opções de ordenação
- Ablação da fibrilação auricular: perfil epidemiológico e fatores associados ao sucesso do tratamentoPublication . Vaz, Susete Maria Pereira de Matos Paula; Baptista, GoreteEste relatório reflete o percurso formativo desenvolvido com o objetivo major de adquirir as competências comuns e específicas inerentes ao exercício profissional do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica, na área da Pessoa em Situação Crítica. Foi promovida a capacidade de investigação, competência essencial no contexto da prática clínica sustentada na evidência científica. Essa vertente investigativa culminou na realização de um estudo que procurou analisar a relação entre variáveis sociodemográficas, clínicas e fatores de risco cardiovascular com o sucesso terapêutico, as complicações e o tempo de recidiva em doentes submetidos a ablação por fibrilhação auricular, numa unidade hospitalar localizada no Norte de Portugal. Objetivo: Descrever o percurso formativo ao longo dos diversos contextos de estágio e desenvolver uma reflexão crítica sobre as atividades desenvolvidas durante esses momentos de prática. Com a investigação pretendemos: caracterizar o perfil sociodemográfico de doentes submetidos à ablação da fibrilhação auricular, numa unidade hospitalar do Norte de Portugal; descrever os fatores de risco cardiovascular presentes na amostra; identificar as principais variáveis clínicas dos doentes submetidos à ablação; analisar a influência do tempo de espera para a realização da ablação nas complicações do tratamento; analisar a associação entre fatores de risco cardiovascular e o tempo de recidiva da fibrilhação auricular. Métodos: Desenvolvimento de competências através de três estágios clínicos centrados no cuidado ao doente crítico (Laboratório de Eletrofisiologia, Serviço de Urgência e Serviço de Medicina Intensiva). Para o desenvolvimento da competência de investigação, realizou-se um estudo do tipo observacional, retrospetivo, descritivo e correlacional, numa amostra de 94 doentes que realizaram ablação por fibrilhação auricular, entre os anos de 2022 e 2023, numa Unidade Hospitalar situada no interior norte de Portugal. Os dados foram recolhidos através de uma grelha de registo estruturada, construída com base nas informações disponíveis na plataforma informática CardioBase, no impresso clínico específico utilizado para os doentes submetidos a ablação por fibrilhação auricular, na consulta do processo clinico, bem como no livro de registo do serviço de eletrofisiologia. Resultados: A amostra maioritariamente constituída por doentes com mais de 65 anos (43,6%) e do sexo masculino (60,6%), com uma média de idades de 63,04±7,56 anos. A maioria apresenta excesso de peso (45,7%) e um IMC médio de 28,00 kg/m². Entre os fatores de risco cardiovascular, destacam-se a hipertensão arterial (69,1%), dislipidémia (59,6%) e apneia do sono (34,0%), obesidade (31,9%), tabagismo (20,2%) e diabetes (18,1%). A maioria dos diagnósticos foi realizada através de eletrocardiograma (71,3%). O procedimento de ablação teve uma taxa de sucesso clínico de 100%. Apenas 3,2% dos doentes desenvolveram hematomas no local de acesso femoral. O tempo médio de espera pela ablação foi de 121 dias. Entre os casos com recidiva (n=7), esta ocorreu em média aos 453 dias após o procedimento. A recidiva de fibrilhação auricular ocorreu em 7,4% dos casos, com 92,6% dos doentes a manterem ritmo sinusal. Não se registaram evidências de significância estatística relativamente à influência do tempo de espera para a realização da ablação nas complicações do tratamento, nem à relação entre os fatores de risco cardiovascular e o tempo até à recidiva da fibrilhação auricular. Conclusão: Os estágios foram condição sine qua non para desenvolver as competências previstas para o enfermeiro especialista e mestre em Enfermagem Médico-Cirúrgica na Área de Enfermagem à Pessoa em Situação Critica. Os resultados obtidos, do estudo de investigação, indicam uma elevada eficácia do procedimento de ablação na manutenção do ritmo sinusal ao longo do período de seguimento, com uma taxa reduzida de recidiva de fibrilhação auricular. Estes dados reforçam a relevância da ablação como uma opção terapêutica eficaz para o controlo da arritmia em doentes selecionados.
- Aptidão Física, Funcionalidade e Equilíbrio em Idosos: estudo descritivo - correlacional na Rede de Cuidados Continuados (Madeira)Publication . Silva, John Emmanuel Pereira da; Preto, LeonelO envelhecimento demográfico, aliado à inatividade física e à presença de morbilidades, está fortemente associado à deterioração da aptidão física, com repercussão significativa sobre equilíbrio postural, com impacto negativo na independência funcional da pessoa idosa. O declínio funcional apresenta, assim, uma relação crescente com o aumento do risco de queda, constituindo um domínio prioritário de intervenção no âmbito da Enfermagem de Reabilitação (ER). A implementação de programas de treino multicomponente, com especial enfoque no treino de equilíbrio e proprioceção, constituem estratégias fundamentais para a promoção da funcionalidade. Objetivo: Descrever o perfil sociodemográfico e clínico dos idosos integrados na Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados, e analisar a sua funcionalidade, aptidão física e equilíbrio, bem como a relação entre estas variáveis. Metodologia: Estudo quantitativo, transversal, descritivo e correlacional de uma amostra 10 clientes institucionalizados, com uma média de idades de 77,30 anos. Utilizou-se um protocolo para a colheita de dados sociodemográficos e clínicos, a aplicação de provas físicas como Teste Levantar e Sentar (TLS) e Timed up and go (TUG) e de instrumentos validados: a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e o Índice de Barthel (IB). Para correlacionar estas variáveis recorreu-se ao coeficiente de correlação de Spearman (rho). Resultados: 50% dos participantes referiu quedas no último ano. As médias nos testes TLS e TUG foram de 4,9 repetições e 75,89 segundos, respetivamente. A EEB revelou média de 34,5 pontos, com 70% em risco moderado de queda/equilíbrio médio. Ainda, 70% apresentaram dependência ligeira e 20% dependência moderada e 10% eram independentes. Observou-se correlação positiva forte entre EEB e IB (r = 0,743; p = 0,014) e correlação negativa entre TLS e TUG (r = -0,661; p = 0,038). Conclusão: Verificou-se uma relação positiva entre as variáveis estudadas. Os resultados justificam a pertinência da inclusão do treino multicomponente para a otimização das variáveis em estudo.
- Aptidão física, Risco de quedas e Independência funcional em Idosos Institucionalizados: Avaliação e Contributos para o Envelhecimento AtivoPublication . Lucas, Jaime José Daniel Fernandes; Preto, LeonelO envelhecimento populacional é uma tendência global com impacto significativo nos sistemas de saúde, particularmente nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). Este fenómeno está frequentemente associado a um declínio progressivo da aptidão física, comprometendo a funcionalidade, com efeitos negativos na qualidade de vida. A avaliação atempada e a intervenção em Enfermagem de Reabilitação assumem um papel central na promoção do envelhecimento ativo e saudável. Para tal, a implementação de programas de exercício físico multicompetente revela-se essencial para a manutenção e promoção da segurança e independência funcional em idosos. Objetivo: Avaliar a aptidão física, o risco de queda e o nível de independência de idosos institucionalizados numa ERPI, com o objetivo de promover o envelhecimento ativo, à luz dos princípios da Enfermagem de Reabilitação. Metodologia: Estudo descritivo-correlacional, de natureza transversal, numa amostra de 11 idosos institucionalizados. Através de um questionário de caracterização sociodemográfica e clínica, e a aplicação de provas físicas: Senior Fitness Test, dinamometria, e instrumentos validados: Escala de Quedas de Morse (EQM) e Índice de Barthel (IB). Para a análise dos dados, recorreu-se ao teste t para amostras emparelhadas e ao coeficiente de correlação de Spearman. Resultados: Verificou-se um comprometimento global nos parâmetros de aptidão física. Obteve-se uma pontuação média de 38,18% na EQM, 18,2% dos participantes com alto risco de queda. Ainda, 36,4% apresentaram dependência moderada e 27,3% dependência ligeira. O Up and Go correlacionou-se negativamente com a distância percorrida no TM6m (r=-0,688; p=0,019) e com a força de preensão manual (FPM) (r=-0,718; p=0,013). Observou-se correlação positiva entre o TM6m e o IB (r=905; p=0,000); e TM6m com idade (r= -0,702; p=0,016), com a força (r=0,642; p=0,033); com o historial de quedas (r=-0,660; p=0,027) e EQM (r=-0,785; p= 0,004). Conclusão: Determinou-se correlações significativas entre a aptidão física, o risco de queda e a independência funcional, com os programas de treino multicompetente, a serem considerados fundamentais na otimização das variáveis em estudo.
- Avaliação da Alteração do Conhecimento dos Estudantes do 11º ano sobre o Acidente Vascular Cerebral após a realização do curso do Projeto Somos Um®Publication . Moura, Hugo Eduardo Jesus dos Santos Minhoto; Martins, MatildeO Acidente Vascular Cerebral continua a ser uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal e em todo o mundo. A população portuguesa apresenta reduzido nível de conhecimento sobre a doença Acidente Vascular Cerebral. Objetivo: Analisar a alteração da média de conhecimento sobre a doença AVC, dos estudantes do 11º ano, de uma escola secundária do norte de Portugal, após a realização do curso do Projeto Somos Um®. Objetivos específicos: caracterizar a amostra quanto às suas características sociodemográficas; identificar o número de respostas certas por questão antes da realização do curso do Projeto Somos Um®; identificar o número de respostas certas por questão após a realização do curso do Projeto Somos Um®; analisar a alteração do número de resposta certas após o curso Projeto Somos Um®; analisar a relação entre a variação da média do conhecimento dos jovens estudantes do 11º ano sobre a doença Acidente Vascular Cerebral e as caraterísticas sociodemográficas da amostra antes e após a realização do curso Projeto Somos Um® Metodologia: Estudo quase-experimental (pré e pós-intervenção) e transversal. A população-alvo é constituída por 132 estudantes do 11º ano, ano letivo 2023/24, de uma escola secundária do norte de Portugal. Definiu-se como critérios de inclusão: estudantes com idade igual ou superior a 15 anos; respondam à totalidade do questionário, e com autorização dos encarregados de educação. Assim, obteve-se uma amostra de 83 participantes, por amostragem não probabilística por conveniência. A recolha de dados realizou-se nos dias 10 e 17 de abril de 2024, através de um questionário que constituía a caraterização sociodemográfica dos participantes e questões de avaliação do conhecimento relativamente à doença Acidente Vascular Cerebral. O estudo foi submetido e obteve o parecer favorável da Comissão de Ética, nº 515751. Resultados: Os participantes tinham idades entre os 15 e os 20 anos, sendo a maioria de alunos com 16 anos,50,6% do sexo feminino, a maioria dos pais e mães tinham como nível de escolaridade o 9º ano, o seu agregado familiar era constituído maioritariamente por 4 a 5 elementos, relativamente ao historial familiar de doença Acidente Vascular Cerebral, apesar da resposta mais obtida ter sido “Não”, todas as outras opções (Sim e Não Sei) encontram-se em números muito próximos, e em relação ao curso formativo frequentado a maioria dos estudantes frequentava o curso profissional (55,4%). Estes apresentavam um défice de conhecimento sobre a doença Acidente Vascular Cerebral, nas áreas da fisiopatologia, fatores de risco, meio a acionar para pedir ajuda e a importância temporal no tratamento da doença Acidente Vascular Cerebral. Evidenciou-se a alteração da média de conhecimento entre os dois momentos, verificando-se um aumento da média de conhecimento dos jovens estudantes sobre a doença Acidente Vascular Cerebral na pós-intervenção. Não se verificou relação, estatisticamente significativa, entre as caraterísticas sociodemográficas e a média de conhecimento sobre o Acidente Vascular Cerebral, o que pode sugerir que a intervenção foi eficaz e acessível transversalmente, permitindo ainda, desmistificar mitos e estereótipos sobre o Acidente Vascular Cerebral. Conclusões: Na pós-intervenção constatou-se o aumento da média de conhecimento dos jovens estudantes do 11º ano sobre a doença Acidente Vascular Cerebral. As caraterísticas sociodemográficas não foram os fatores predisponentes na alteração da média de conhecimento sobre o Acidente Vascular Cerebral nos jovens estudantes, concluindo-se que o Projeto “Somos Um®”, teve um papel fundamental na disseminação de conhecimento em saúde e prevenção de doenças, com elevado impacto na população geral e nas gerações futuras. Sugere-se a inclusão sistemática de conteúdo sobre doenças tempo-dependentes (Acidente Vascular Cerebral e Enfarte Agudo Miocárdio) nos currículos escolares, lecionada por Enfermeiros, de forma a contribuir para a literacia em saúde dos jovens estudantes, como estratégia sustentável de prevenção primária e promoção da saúde.
- Avaliação da capacidade funcional e qualidade de vida da pessoa com Doença Parkinson - Estudo exploratórioPublication . Pinheiro, Mónica Felícia Fernandes; Novo, André; Loureiro, Maria de Fátima de SequeiraA Doença de Parkinson tem impacto progressivo na capacidade funcional e qualidade de vida. Em Portugal, a prevalência estimada aumentou de 180 casos/100.000 habitantes em 2017 para cerca de 480/100.000 em 2024, realçando a importância do estudo. Objetivo: Avaliar a capacidade funcional e qualidade de vida das pessoas com doença de Parkinson. Métodos: Estudo exploratório quantitativo com amostragem não probabilística por “bola de neve”. Foram aplicados os questionários Parkinson’s Disease Questionnaire-39 e Escala de Fadiga de Parkinson-16, bem como testes funcionais: Prova de Marcha de 6 Minutos, Escala de Equilíbrio de Berg, Teste de Sentar e Levantar, Escala de Hoehn e Yahr e Teste Timed Up and Go. Critérios de inclusão: diagnóstico confirmado, estágio ≤3 na Escala de Hoehn e Yahr, idade >18 anos, período “ON” da medicação dopaminérgica e capacidade para responder aos questionários. Resultados: A amostra foi composta por 10 indivíduos (9 homens e 1 mulher) com idade média de 62 anos, os quais apresentavam mobilidade e força muscular reduzidas. Observaram-se correlações significativas entre a pior qualidade de vida e os seguintes fatores: menor capacidade de marcha (ρ = -0,857; p = 0,002), maior fadiga (ρ = 0,854; p = 0,002) e maior tempo gasto no teste de sentar-levantar cinco (ρ = 0,924; p < 0,001). Adicionalmente, a capacidade de marcha apresentou uma correlação positiva com o equilíbrio (ρ = 0,753; p = 0,012) e correlações negativas com a fadiga (ρ = -0,705; p = 0,023) e com o tempo no teste de sentar-levantar (ρ = -0,782; p = 0,008). Conclusão: Os resultados sugerem uma forte associação entre a capacidade funcional e a qualidade de vida na Doença de Parkinson. Com base nestes achados, recomenda-se a implementação de intervenções de enfermagem de reabilitação com foco na melhoria da marcha, equilíbrio, força muscular e gestão da fadiga e a importância de integrar estas intervenções na prática clínica, com recurso a instrumentos de avaliação validados. Apesar da dimensão da amostra, os dados obtidos alinham-se com a evidência existente.
- Avaliação da dispneia em doentes ventilados mecanicamente num Serviço de Medicina IntensivaPublication . Lopes, Joana Isabel Moura; Mendes, Eugénia; Matos, TâniaA dispneia é um sintoma multifatorial, e só pode ser descrito pela pessoa que o está a experienciar. Em doentes incapazes de verbalizar desconforto, seja por alteração do estado de consciência, seja por uso de ventilação mecânica invasiva, a avaliação correta da dispneia torna-se um desafio para os profissionais de saúde envolvidos. A utilização de escalas adaptadas à avaliação da dispneia torna-se fundamental para a prevenção de situações potencialmente traumáticas, tal como a sensação de “air hunger”- “fome de ar”. Objetivos: Demonstrar a existência de dispneia em doentes mecanicamente ventilados nesta população do SMI; compreender a correlação entre a dispneia e fatores sociodemográficos e clínicos; demonstrar a importância do uso de ferramentas para a avaliação da dispneia com o intuito principal de promover conforto e segurança ao doente no SMI. Métodos: Estudo quantitativo descritivo onde foi utilizada a RDOS (Respiratory Distress Observation Scale) para avaliação da dispneia. Foi também criada uma grelha de registo de dados clínicos e sociodemográficos. Resultados: Com a aplicação da RDOS, observou-se que os valores obtidos variaram entre um mínimo de 0 e 8 pontos, obtendo uma média de 3,1 pontos com um desvio padrão de 2,4 pontos. Concluiu-se que 44,4% dos doentes incluídos no estudo não apresentou dispneia, 16,7% dispneia ligeira, 27,8% dispneia moderada e 11,1% dispneia severa, correspondendo a uma taxa de doentes com dispneia de 55,6%. Conclusão: Com este projeto de investigação, podemos concluir que os doentes com dispneia severa são doentes com um perfil idoso e com antecedentes cardiovasculares prévios. Os doentes com categoria de admissão cirúrgica de urgência, os doentes com maior sedação, e com RASS (Richmond Agitation and Sedation Scale) compreendido entre -2 e -1 apresentam valores de dispneia moderada. Os doentes com dispneia ligeira são sobretudo admitidos ao Serviço de Medicina Intensiva com categoria diagnóstica médica. Por fim, os doentes sem dispneia têm idade inferior a 71 anos, sem antecedentes cardiovasculares, sem sedação e com RASS 0.
- Avaliação da Terapêutica Farmacológica e da Qualidade de Vida em Doentes com Artrite ReumatóidePublication . Patrocínio, Cátia Sofia Francisco; Pereira, Olívia R.; Lameiras, Emanuel Onofre SerraA Artrite Reumatóide (AR) é uma doença inflamatória com impacto significativo na qualidade de vida (QV) dos doentes. A sua cronicidade e incapacidade exige terapêuticas eficazes, acompanhamento regular e medidas complementares de autocuidado. Neste contexto, a terapêutica farmacológica tem um papel importante e é essencial compreender de que forma fatores como a adesão e satisfação com o tratamento, a atividade da doença e a dor se refletem no bem-estar destes doentes. Objetivo: Avaliação da terapêutica farmacológica e da qualidade de vida em doentes com AR, considerando fatores como adesão e satisfação com o tratamento, bem como a atividade da doença e a dor. Metodologia: Foi realizado um estudo exploratório, transversal e descritivo-correlacional, aos doentes com AR acompanhados nas consultas de Reumatologia da Unidade Local de Saúde do Nordeste E.P.E. (ULSNe), selecionados por conveniência, de acordo com a disponibilidade demonstrada nas consultas e o tempo definido para a recolha de dados. Foram recolhidos dados sociodemográficos e dados relativos à terapêutica medicamentosa. Para a avaliação da adesão ao tratamento, foi aplicada a escala MAT; a satisfação com o tratamento foi avaliada através da aplicação do questionário validado TSQM e foram recolhidos dados terapêuticos que permitiram a caracterização da terapêutica e a aplicação do ICFT. A qualidade de vida foi avaliada com recurso à aplicação do questionário EQ-5D-3L. Por fim, os dados sobre a atividade da doença e a intensidade da dor foram fornecidos pela equipa médica, obtidos através do DAS28 PCR e EVA, respetivamente. Para o tratamento estatístico dos dados foi utilizado o software IBM de tratamento de dados Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 30.0.0. O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética da ULSNe e foram atendidos os princípios éticos para a investigação definidos na Declaração de Helsínquia e suas adendas. Resultados: Foram inquiridas 61 pessoas (de um total de 270 doentes), em que a maioria é do sexo feminino, a média de idades é de 65 anos (DP= 12,3) e o 1.º ciclo é o nível de escolaridade mais frequente. Os medicamentos mais utilizados relacionados diretamente com a doença são os medicamentos antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs) como o metotrexato, seguidos dos anti-anémicos como o ácido fólico, dos medicamentos que atuam diretamente no osso e no metabolismo do cálcio (este grupo inclui bifosfonatos, cálcio e vitamina D), dos glucocorticóides e dos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs). Na análise das correlações de Spearman, observou-se que a satisfação com o tratamento está associada a maior adesão terapêutica e melhor qualidade de vida, sobretudo quando os doentes percecionam maior eficácia e conveniência da terapêutica. Por outro lado, níveis mais elevados de dor e maior atividade da doença associaram-se a pior qualidade de vida. Conclusão: Neste estudo, a satisfação com o tratamento é um fator importante para a adesão à terapêutica e qualidade de vida, enquanto a dor e a atividade da doença permanecem determinantes negativos do estado de saúde.
- Conhecimento dos Enfermeiros do serviço de urgência sobre via verde sépsis na pessoa em situação crítica: impacto de uma atividade formativaPublication . Basto, Rita Pinto; Magalhães, Carlos PiresO presente relatório foi desenvolvido no âmbito do mestrado de Enfermagem Médico-Cirúrgica na área da pessoa em situação crítica. A sua elaboração encontra-se estruturada em duas partes. A primeira parte apresenta uma análise reflexiva sobre as experiências vivenciadas nos diferentes contextos clínicos que contribuíram para a aquisição e desenvolvimento de competências gerais e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Médico Cirúrgica à pessoa em situação crítica. A segunda parte expõe o trabalho de investigação desenvolvido no domínio da via verde sépsis (VVS), com o objetivo de analisar o contributo de uma atividade formativa para o desenvolvimento dos conhecimentos dos enfermeiros do serviço de urgência sobre a VVS na abordagem da pessoa em situação crítica. A sépsis, designada por uma reação inflamatória generalizada do organismo em resposta a um foco infecioso, instalado em qualquer órgão do corpo humano. Atualmente é uma preocupação a nível mundial, sendo responsável por uma das principais causas de mortalidade e morbilidade em todo mundo. A sépsis e o choque séptico são uma emergência clínica, sendo o seu reconhecimento precoce determinante para o tratamento eficaz. O reconhecimento precoce exige das equipas de Enfermagem do Serviço de Urgência conhecimentos sobre os sintomas sugestivos de sépsis. Foi realizado um estudo quase-experimental com delineamento intragrupo, de cariz quantitativo, a uma amostra de 61 enfermeiros de um Serviço de Urgência do Norte de Portugal, que se disponibilizou a participar no estudo de forma voluntária. O instrumento de recolha de dados utilizado foi o questionário, realizado e construído por Caulino (2021). No estudo foi aplicado o questionário pré e pós implementação de atividade formativa sobre VVS, para avaliar o contributo da formação no conhecimento da amostra do estudo. A amostra é predominantemente do sexo feminino, com idade compreendida entre os 31 e os 40 anos, maioritariamente detentores de pós-graduação em Emergência/Trauma, com média de 10,8 anos de experiência profissional, e de 6,5 anos de experiência profissional em serviço de urgência. Antes da implementação da atividade formativa, 3,3% da amostra enquadrava-se no nível de conhecimento sobre VVS classificado como muito mau, 13,1% no nível de conhecimentos classificado como mau, 55,7% no nível de conhecimento razoável, 26,2%% no nível bom e 1,6% da amostra no nível muito bom. Após a implementação da formação constatou-se que nenhum participante apresentou níveis de conhecimento muito mau ou mau, e a percentagem de participantes com nível de conhecimento razoável, diminuiu para 14,8%, o nível de conhecimento bom aumentou para 42,6%, no nível de conhecimento muito bom pré e pós formação verificou-se um aumento significativo de 1,6% para 42,6% da amostra. Os diferentes ensinos clínicos permitiram vivenciar um vasto contacto com a pessoa em situação crítica, contribuíram para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de competências especificas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica na área da pessoa em situação critica. A competência do cuidar da pessoa, família a vivenciar processos complexos de doença critica foi uma prática diária dos vários campos de estágio. Para tal o enfermeiro deve ser detentor de conhecimentos que lhe permitam responder de forma rápida e holística à pessoa em situação crítica.A formação implementada mostrou ser um pilar fundamental para dar resposta ao domínio do desenvolvimento das aprendizagens profissionais. É imperioso que os enfermeiros no serviço de urgência sejam detentores de um conhecimento aprofundado dos sinais e sintomas sugestivos de ativação de VVS, considerando ser os primeiros profissionais de saúde que contactam com o doente.
- Conhecimento dos enfermeiros sobre o risco de ocorrência de síndrome coronária aguda na pessoa com dor torácicaPublication . Fernandes, Luís Miguel Lucas; Magalhães, Carlos PiresA dor torácica é um dos sinais clínicos mais significativos, integrados na Síndrome coronária aguda (SCA), sendo assim promotora da afluência dos doentes aos serviços de urgência do nosso país. Os enfermeiros deverão ter uma resposta adequada e atempada, de forma a uma minimização continua dos critérios de gravidade, com uma respetiva estratificação deste quadro e um encaminhamento célere, com uma repercussão direta do tempo de isquemia total e consequentes comorbilidades. Objetivos: Avaliar o conhecimento dos enfermeiros sobre o risco de ocorrência de síndrome coronária aguda na pessoa com dor torácica num serviço de urgência de uma unidade local de saúde do norte do país, bem como a sua relação com as variáveis sociodemográficas e profissionais. Metodologia: Estudo observacional, analítico-transversal, de cariz quantitativo, com a aplicação de um questionário a uma amostra de 73 enfermeiros de um serviço de urgência do norte do país. Resultados: A idade média da amostra situa-se nos 33,58 ± 7,33 anos, sendo maioritariamente do sexo feminino (68,5%). O tempo de exercício profissional varia entre os 2 e os 32 anos, com uma média de 10,27 ± 6,69 anos. A média do tempo de exercício profissional no serviço de urgência é de 6,15 ± 6,51 anos. Obteve-se uma pontuação média para a variável conhecimento de 56,03 (DP = 13,51), com valores observados a situarem-se entre 25 e 100. A variável conhecimento revelou associação com a variável “tempo no serviço de urgência” (p<0.05) e com a variável “sexo” (p = 0,022), com os participantes do sexo masculino e os que possuíam maior experiência no serviço de urgência a apresentarem pontuações médias mais elevadas. Conclusão: As pontuações médias obtidas ficaram abaixo do valor máximo possível e desejado, indicando margem para melhoria. Sugerem-se estratégias educativas transversais no âmbito da temática, com componente prática, para o seu incremento.
- Conhecimentos e Atitudes dos Enfermeiros Face ao Aleitamento MaternoPublication . Sousa, Joana Filipa da Rocha da Cunha e; Correia, Teresa I.G.; Azevedo, Fernanda RibeiroO Estágio de Natureza Profissional (ENP) em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (ESMO), constitui uma etapa essencial na consolidação de competências técnicas, científicas, éticas e relacionais. Este Estágio decorreu na Unidade Local de Saúde do Nordeste, entre fevereiro e julho de 2024, no serviço de Obstetrícia onde se incluí o Bloco de Partos. Este Relatório apresenta uma reflexão crítica sobre as competências desenvolvidas, análise das experiências obrigatórias e um estudo de investigação intitulado: “Conhecimentos e Atitudes dos Enfermeiros Face ao Aleitamento Materno”. Objetivo: Analisar as atividades desenvolvidas no ENP, enquadrando a aquisição de competências do EEESMO com base em evidência científica, bem como evidenciar capacidades de investigação em contextos clínicos complexos, nomeadamente descrever os conhecimentos e atitudes face ao aleitamento materno dos enfermeiros da ULSNE e relacioná-los com as variáveis sociodemográficas, profissionais e obstétricas. Metodologia: Este relatório reflete criticamente sobre as atividades desenvolvidas durante o ENP, conforme os referenciais legais e da Ordem dos Enfermeiros, evidenciando a aquisição das experiências obrigatórias. Incluí ainda uma investigação observacional, transversal e analítica, com o objetivo de que avaliou os conhecimentos e atitudes dos enfermeiros face ao aleitamento materno, envolvendo 127 profissionais de uma unidade hospitalar do norte de Portugal. A recolha de dados decorreu entre junho e outubro de 2024, com questionários sociodemográficos e duas escalas validadas: ECEAM (Lopes, 2013) e EAAPSAM (Marinho, 2003). A análise estatística, realizada com o SPSS (v.29.0), recorreu a testes não paramétricos, considerando um nível de significância de 5%. O estudo teve aprovação da Comissão de Ética da instituição. Resultados: É possível afirmar que foram obtidas as competências comuns e especificas do EEESMO bem como a aquisição das experiências mínimas obrigatórias. O processo de aprendizagem supervisionada permitiu uma reflexão crítica constante, favorecendo a melhoria da qualidade assistencial e contribuindo para a otimização do impacto positivo na saúde das mulheres e famílias acompanhadas. A amostra do estudo foi constituída por 127 enfermeiros, maioritariamente do sexo feminino (89,76%), com uma média de idade de 44,52 anos. No que respeita aos conhecimentos, os resultados globais da ECEAM indicam um nível considerado “bom” (3,77±0,48). O fator com melhor desempenho foi “Propriedades da Amamentação” (4,27±0,45), ao passo que o fator “Procedimentos Técnicos” registou a pontuação mais baixa (3,22±0,54), sugerindo lacunas ao nível da operacionalização prática dos cuidados com a amamentação. Relativamente às atitudes, a EAAPSAM revelou uma atitude positiva por parte dos enfermeiros, com um score médio total de 191,82 (±21,79). A dimensão com maior pontuação foi “Crenças acerca os benefícios da amamentação” (4,69±0,46), evidenciando a valorização do aleitamento materno. No entanto, a dimensão “Atitude face a decisão de não amamentar” (3,93±0,83) apresentou os valores médios mais baixos, o que poderá refletir uma menor predisposição para lidar com mães que optam por não amamentar. Enfermeiros com filhos, formação específica e que se sentem preparados para apoiar o aleitamento apresentaram níveis superiores de conhecimento e atitudes mais favoráveis. Conclusão: Conclui-se que o ENP permitiu atingir os objetivos, promovendo a articulação entre a prática clínica especializada e investigação baseada em evidência. O estudo desenvolvido evidencia a importância da formação contínua e da experiência prática no apoio qualificado ao aleitamento materno. Esta trajetória formativa reforçou a identidade profissional, ética e crítica, necessária ao exercício da enfermagem especializada centrada na mulher e na qualidade dos cuidados.
