ESE - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus
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Percorrer ESE - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Sociais"
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- Brasil e Portugal: cenário(s) educativo(s)Publication . Silva, Ariana Fernanda Do Nascimento; Freire-Ribeiro, Ilda; Mesquita, ElzaEste estudo comparativo procurou explorar alguns dos desafios educativos observados no Brasil e em Portugal, destacando semelhanças e diferenças nos contextos educacionais de ambos os países, considerando as suas conexões históricas. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratória, utilizou a análise bibliográfica e documental, fundamentada em teóricos como Durkheim e Bourdieu, além de documentos legais, tal como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Brasil, 1996) e a Lei de Bases do Sistema Educativo (Portugal, 1986). Foram investigados temas como: i) desigualdade e disparidade educacional, ii)(des)valorização docente, iii) políticas educacionais para a inclusão e práticas pedagógicas. Os resultados apontam desafios comuns, incluindo a precariedade da profissão docente e desigualdades estruturais, para além de evidenciarem necessidade de práticas pedagógicasmais inclusivas e reflexivas, principalmente ao pensar nos diferentes contextos dos quais os alunos são provenientes. O trabalho também sugere que as políticas educacionais mais alinhadas aos contextos locais podem mitigar essas dificuldades e promover uma educação mais equitativa e eficaz.
- Brasil e Portugal: perspetivas e desafios na educaçãoPublication . Casa, Ana Paula; Freire-Ribeiro, Ilda; Mesquita, ElzaA educação é um dos pilares fundamentais para o progresso social, sendo influenciada por diversos fatores culturais, históricos e estruturais. Neste artigo analisaram-se as experiências educacionais vivenciadas por estudantes do Brasil e Portugal, destacando semelhanças e diferenças. A pesquisa baseou-se em entrevistar 14 estudantes, brasileiros e portugueses, ambos cursando o seu quarto ano de universidade, os alunos brasileiros que estavam no quarto ano de pedagogia e os alunos portugueses em seu primeiro ano de mestrado em educação (depois de 3 anos de licenciatura). No Brasil podemos dizer que a formação de professores enfrenta alguns desafios como as desigualdades regionais, carência de investimentos e uma certa dificuldade ao acesso a tecnologias, bem como a desvalorização da profissão docente, que exige a atratividade e a permanência na carreira. Já em Portugal os problemas existentes são o envelhecimento dos educadores, a distância entre moradia e trabalho e os reajustes salariais. Neste estudo ressalta-se a importância da formação continuada e da valorização dos professores como pilares para enfrentar os desafios educacionais contemporâneos. A troca de experiências entre os países pode instigar as práticas inovadoras e fortalecer o compromisso com uma educação inclusiva e de qualidade. Assim, podemos ressaltar que para ambos os contextos, investir em políticas públicas que priorizem a formação e o reconhecimento é essencial para promover o desenvolvimento social e humano dos educadores e de seus alunos.
- Fronteiras identitárias: o território da(s) alma(s) dividida(s)Publication . Mesquita, Elza; Freire-Ribeiro, Ilda; Pereira, Ana; Alves, Deisiane; Cancian, Queli GhilardiAs fronteiras geográficas são linhas visíveis nos mapas, mas a(s) fronteira(s) interna(s) dos indivíduos que habitam essas regiões de contacto cultural constituem territórios muito mais complexos e fluídos. Esses personagens vivenciam o que Homi K. Bhabha (1998) chamou de third space, o terceiro espaço - um lugar de negociação identitária onde as culturas se encontram, se misturam e se transformam, gerando novas formas de subjetividade que não pertencem inteiramente a nenhuma das culturas originais. A análise das fronteiras internas de personagens em regiões de contacto cultural revela um território psicológico complexo, no qual as identidades se fragmentam, se reconstroem e se hibridizam constantemente. O estudo que se apresenta realiza uma exploração teórica sobre várias dimensões dessa experiência fronteiriça: desde os dilemas linguísticos que servem como campos de batalha identitários até às estratégias criativas de “code-switching existencial” que permitem aos personagens navegar em múltiplos mundos culturais. Por exemplo, a literatura chicana/latina oferece exemplos particularmente ricos dessa condição, com autores como Gloria Anzaldúa (2012), Junot Díaz (2009) e Sandra Cisneros (2022) ao criarem personagens que transformam a fragmentação identitária não em déficit, mas numa vantagem epistemológica. Esses personagens desenvolvem o que Anzaldúa (2012) chama de “mestiza consciousness” - uma consciência capaz de sustentar contradições e ambiguidades. Outro aspeto fundamental a considerar é como o ambiente geográfico espelha a geografia interior desses personagens. As paisagens indefinidas das fronteiras físicas refletem a própria indefinição identitária, enquanto a memória funciona como território alternativo em que diferentes temporalidades culturais coexistem. A análise teórica também examina as implicações psicológicas profundas dessa experiência: a ansiedade da autenticidade, o paradoxo de ser simultaneamente insider e outsider em ambas as culturas, e como essa condição pode desenvolver recursos psicológicos únicos como maior flexibilidade cognitiva e inteligência cultural sofisticada. Estamos conscientes de que estes personagens fronteiriços nos ensinam que a identidade é um processo dinâmico de constante negociação, e que a sua “incompletude” cultural se revela como uma forma mais complexa e rica de completude humana.
- Gestão colaborativa e sustentabilidade territorial: o caso das sessões participativas do plano de cogestão do Parque Natural de MontesinhoPublication . Moreno, Márcia; Correia, Maria; Correia, Rafael; Mafra, PauloA cogestão é reconhecida como fundamental para a gestão sustentável dos recursos naturais, enfatizando a colaboração entre os stakeholders envolvidos nas áreas protegidas (AP). No entanto, as habituais abordagens top-down excluem as preocupações da população, levantando questões sobre a verdadeira extensão do envolvimento e satisfação da comunidade local, o que poderá conduzir à ineficiência da gestão das AP. Em oposição a esta realidade, o Plano de Cogestão do Parque Natural de Montesinho (PNM) resultou de um processo participativo, com o objetivo de promover a sustentabilidade do território, através da valorização ambiental, social e económica dos recursos em presença, aplicando uma estratégia bottom-up, baseada num modelo de gestão que envolve a população, os municípios, as entidades responsáveis pela conservação da natureza e outros stakeholders. O referido processo consistiu na implementação de dinâmicas de participação pública, estruturadas em sessões, divididas em duas fases, totalizando 226 participantes. Na primeira fase, foram organizadas sete sessões participativas para identificar as potencialidades, constrangimentos e necessidades do território, sob os temas da conservação da natureza, identidade cultural, sustentabilidade económica, inovação e capacitação da população. Estas sessões foram complementadas, com mais duas sessões, para apresentação dos resultados obtidos e recolha de novos contributos. A metodologia incluiu a realização de uma dinâmica facilitadora inicial, seguindo-se a realização de sessões participativas temáticas, com posterior análise de conteúdo dos dados recolhidos, segmentando-os em categorias, para melhor compreensão dos desafios e oportunidades. A abordagem adotada considerou a análise qualitativa das perceções dos participantes e a elaboração de propostas de ação concretas e exequíveis. Os resultados alcançados foram múltiplos. Em primeiro lugar, foi fortalecida a participação ativa da população nas decisões relativas à gestão do território e, em segundo lugar, foram integradas propostas inovadoras, especialmente nas áreas de turismo, agricultura, monitorização da biodiversidade e educação ambiental, com claros contributos para a criação de oportunidades de negócio, preservando, simultaneamente, o património natural e cultural da região. Em suma, a estratégia bottom-up, através da participação ativa da população na elaboração do Plano de Cogestão do PNM, foi crucial na construção de soluções territoriais sustentáveis que garantam a eficácia das políticas públicas locais. A aplicação das propostas de ação, resultantes do envolvimento dos principais stakeholders nas sessões participativas, poderá servir como modelo para outras AP que valorizem a integração das necessidades locais nas suas estratégias e políticas de desenvolvimento sustentável.
- Narrativas multimodais e abordagem STEAM: Potencialidades na educação pré-escolar e no 1.º ciclo do ensino básicoPublication . Costa, Francisca; Mesquita, Elza; Mafra, PauloO presente estudo decorre do trabalho realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada, desenvolvida nos contextos da Educação Pré-Escolar (creche e jardim de infância) e do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A investigação desenvolvida ao longo da prática incidiu sobre a implementação das Narrativas Multimodais (NM) no contexto da abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). Neste sentido, estabelecemos como principais objetivos: (i) aprofundar o conhecimento sobre as Narrativas Multimodais enquanto ferramenta de documentação pedagógica e investigação em contexto infantil; (ii) analisar de que forma as crianças podem ser estimuladas para a aprendizagem através de uma abordagem STEAM; e (iii) promover experiências de aprendizagem integradas, contemplando a interconexão de saberes nas áreas científicas e artísticas. A prática educativa e investigativa seguiu uma abordagem reflexiva, fundamentada em referenciais teóricos e metodológicos pertinentes. A análise das potencialidades das Narrativas Multimodais evidenciou que este recurso não favorece apenas a documentação e a avaliação das práticas docentes, mas também contribui significativamente para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem das crianças. A implementação da abordagem STEAM revelou-se essencial na promoção de aprendizagens significativas, respondendo às necessidades e expectativas das crianças do século XXI, cuja realidade está fortemente marcada pelo avanço tecnológico e pela inovação. A realização de atividades STEAM demonstrou ser um meio eficaz para fomentar o trabalho colaborativo e o desenvolvimento de competências transdisciplinares, estimulando o pensamento crítico, a criatividade e a resolução de problemas. Os resultados obtidos indicam que a abordagem STEAM potencia a interligação de conteúdos em diferentes domínios do conhecimento, tanto na Educação Pré-Escolar como no 1.º Ciclo do Ensino Básico, proporcionando experiências educativas mais dinâmicas, contextualizadas e contextualizadoras.
- Papel das tecnologias educativas no desenvolvimento do pensamento críticoPublication . Baptista, Helena Isabel Neiva; Mesquita, Elza; Patrício, Maria RaquelO pensamento crítico é essencial na educação, uma vez que ajuda a promover reflexões mais profundas sobre ciência e tecnologia. A combinação desse pensamento com tecnologias educativas prepara as crianças para os desafios atuais, remodelando práticas pedagógicas, personalizando a educação e desenvolvendo competências diversas. A nossa investigação analisou como é que as tecnologias educativas impulsionam o pensamento crítico durante a Prática de Ensino Supervisionada (PES). Procuramos identificar processos que favorecessem esse desenvolvimento, implementar estratégias adequadas em diferentes contextos educativos e avaliar os resultados das práticas adotadas. Utilizamos uma abordagem qualitativa, com observação direta, notas de campo, registos fotográficos e produções das crianças. Os dados evidenciaram que o uso de tecnologia, aplicativos, realidade aumentada e recursos online tornou a aprendizagem mais interativa e diversificada. As crianças demonstraram entusiasmo ao explorar esses recursos, desenvolvendo a criatividade, a concentração e o raciocínio lógico. Os jogos educativos e as ferramentas digitais estimularam a colaboração, o pensamento computacional e a troca de ideias. Além disso, a programação e a robótica fascinaram as crianças, promovendo um envolvimento ativo. As plataformas digitais permitiram uma aprendizagem ao ritmo de cada criança, adaptando-se às suas necessidades. Constatamos que a familiaridade precoce com a tecnologia prepara melhor as crianças para um mundo digital, incentivando o trabalho em equipa. No entanto, destacamos a importância de um equilíbrio no uso das tecnologias, garantindo uma abordagem ética, segura e consciente, tanto na educação quanto no cotidiano das crianças.
- O papel do estágio supervisionado na formação docente: Estudo de caso na UNIOESTEPublication . Cancian, Queli Ghilardi; Deisiane, De Toni Alves; Mesquita, ElzaO objetivo deste estudo consiste na análise do papel do estágio supervisionado na formação profissional do estudante da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Trata-se de um estudo qualitativo de análise documental. O estágio supervisionado na Unioeste consiste em um componente curricular obrigatório, para a formação prática dos estudantes de vários cursos de graduação. Constituído pela resolução nº 250/2021-CEPE, cada curso tem um regulamento próprio que rege a orientação do estágio, estruturado de acordo com as Diretrizes Gerais de Estágios Supervisionados. A Unioeste faz uma diferenciação entre estágio obrigatório e não obrigatório, em que o primeiro é parte integrante do currículo, imprescindível para a conclusão do curso, enquanto o segundo trata-se de uma atividade opcional, comumente remunerada, visando complementar a formação do estudante. Ambos os tipos de estágio são regidos pela Lei Federal nº 11.788/2008, que dispõe sobre o estágio de estudantes. Na organização dos estágios, a instituição disponibiliza formulários e orientações específicas, acessíveis no portal da universidade, que incluem modelos de termos de compromisso, planos de atividades e relatórios. Esses recursos garantem que o estágio seja dirigido de maneira estruturada conforme as diretrizes institucionais. No caso das licenciaturas, o suporte e documentação relacionada às práticas de ensino e estágio supervisionado são subsidiados pelo Núcleo de Formação Docente e Prática de Ensino (NUFOPE). Dessa forma, compreende-se que o estágio supervisionado na Unioeste é cuidadosamente estruturado e regulamentado, com o objetivo de proporcionar aos estudantes a oportunidade de vivenciar as práticas pedagógicas em ambientes reais de ensino, estabelecendo uma conexão entre a teoria adquirida na universidade e a prática docente. Concebido como um momento fundamental de inserção do futuro docente no cotidiano escolar, o estágio supervisionado visa a consolidação do conhecimento pedagógico, o desenvolvimento de competências didáticas e a vivência das dificuldades e desafios próprios da profissão. Em síntese, oferece a oportunidade de fortalecer a autonomia, a reflexão crítica e a capacidade de adaptação a diferentes contextos educacionais, contribuindo para a formação de profissionais qualificados e plenamente conscientes de seu papel na sociedade.
- Supervisão e inovação pedagógica em Portugal: Reflexões teóricas e práticas na voz de cinco investigadorasPublication . Cordeiro, Sandra Cristina Fernandes; Mesquita, ElzaO estudo que se apresenta, desenvolvido no âmbito do Mestrado em Supervisão Pedagógica e Inovação em Educação, tem como objetivo principal analisar as contribuições teóricas e práticas de cinco autoras portuguesas no campo da supervisão pedagógica: Isabel Alarcão, Idália Sá-Chaves, Flávia Vieira, Maria Alfredo Moreira e Júlia Oliveira-Formosinho. As autoras destacam-se por diferentes abordagens, que vão desde a supervisão reflexiva, à autoformação e à inovação pedagógica, bem como à promoção de ambientes colaborativos e centrados no aluno. O estudo revela a diversidade e a complementaridade das suas propostas, que visam uma supervisão mais formativa, inovadora e inclusiva. Além disso, são discutidas as implicações dessas abordagens para a prática educativa, com destaque para a importância da reflexão crítica, da autonomia profissional e da criação de comunidades de prática. A investigação adota uma abordagem qualitativa, centrada na análise documental e em entrevistas semiestruturadas. Os objetivos incluem identificar os principais conceitos e abordagens propostas por cada autor, explorar convergências e divergências entre as suas perspectivas e discutir a relevância das suas propostas no contexto contemporâneo da educação em Portugal. Este estudo visa ainda fornecer recomendações práticas para a supervisão pedagógica, promovendo ambientes colaborativos e centrados na inovação educacional.
- Supervisão pedagógica entre pares: Um estudo em contexto do 1.º ciclo do ensino básicoPublication . Guerra, Maria Isabel Pires Gomes; Mesquita, ElzaEsta investigação, desenvolvida no âmbito do Mestrado em Supervisão Pedagógica e Inovação em Educação, emerge da necessidade de refletirmos sobre o papel da supervisão pedagógica entre pares no desenvolvimento profissional docente. Neste contexto, foi concebido e validado externamente um protocolo de observação para a supervisão entre pares que se encontra publicado , e que se constitui no núcleo central do estudo, sendo implementado pelos professores participantes. A investigação procura compreender de que forma a supervisão pedagógica entre pares pode promover a colaboração, a reflexão crítica e a inovação pedagógica, entendendo-a como um processo de (trans)formação que vai para além das funções tradicionais de controlo e avaliação. Este processo centra-se na construção de práticas educativas mais eficazes e ajustadas às necessidades atuais, contribuindo para o (des)envolvimento profissional dos docentes e para a melhoria das suas práticas, com impacto direto nas aprendizagens dos alunos. Adota-se uma abordagem qualitativa, com recurso ao estudo de caso, integrando entrevistas semiestruturadas, observação direta e grupos focais (focus group) como técnicas de recolha de dados. Espera-se que os resultados desta investigação evidenciem o impacto positivo da supervisão pedagógica entre pares no aperfeiçoamento das práticas educativas, contribuindo com estratégias práticas para uma abordagem eficaz. Pretende-se, ainda, reforçar a relevância desta abordagem na formação inicial e contínua de professores, destacando-a como um instrumento essencial para enfrentar os desafios do ensino no século XXI e para promover uma educação mais colaborativa e inovadora.
- Tecnologia e educação: práticas de robótica no 1.º ciclo do ensino básicoPublication . Tomeno, Célia; Mesquita, Elza; Patrício, Maria RaquelO presente estudo tem como principal objetivo compreender de que forma a robótica pode ser integrada nas práticas pedagógicas deste nível de ensino e quais os seus impactos no desenvolvimento de competências cognitivas, sociais e emocionais dos/as alunos/as. Esta investigação propõe-se ainda identificar estratégias pedagógicas eficazes que possibilitem a utilização da robótica como uma abordagem inovadora, potenciando aprendizagens significativas e que possam ir ao encontro das exigências da sociedade do conhecimento. A robótica educativa é apresentada como uma ferramenta pedagógica que promove uma abordagem interdisciplinar e prática, integrando áreas como a matemática, as ciências, a tecnologia e a engenharia. Para além do desenvolvimento de competências técnico-científicas, esta metodologia contribui para o reforço de capacidades como a criatividade, o raciocínio lógico, o pensamento computacional, a resolução de problemas e o trabalho em equipa. Assim, o estudo investiga como estas competências podem ser fomentadas através de atividades de robótica no 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º CEB) e qual o papel do professor na mediação deste processo. Do ponto de vista metodológico, a investigação adota uma abordagem qualitativa e exploratória, procurando compreender os fenómenos observados em contexto natural. O estudo será realizado com a autorização do Agrupamento de Escolas, envolvendo a implementação de atividades práticas de robótica em turmas do 1.º CEB. Estas atividades serão integradas no contexto das aulas e desenhadas de forma a estimular a aprendizagem ativa e colaborativa. As dinâmicas de sala de aula serão analisadas através de observação participante, registando-se a interação dos/as alunos/as com os robôs, entre pares e com o professor. Serão recolhidos dados detalhados sobre o envolvimento dos/as alunos/as, a sua capacidade de resolução de problemas e a forma como trabalham colaborativamente. Paralelamente, serão aplicados questionários a professores/as e, quando aplicável, a encarregados de educação, com o intuito de recolher perceções, opiniões e experiências relacionadas com a robótica educativa. Os resultados esperados incluem não só a identificação dos principais benefícios da robótica no processo de ensino aprendizagem, mas também a análise de desafios associados à sua implementação.
