Percorrer por autor "Pinho, Teresa"
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- Alterações químicas do azeite das Cvs Negrinha de Freixo e Santulhana com a maturação do frutoPublication . Rodrigues, Nuno; Laira, Matheus; Cruz, Rebeca; Pinho, Teresa; Casal, Susana; Pereira, J.A.Diferentes trabalhos têm demonstrado que o grau de maturação das azeitonas influi na composição do azeite extraído, com alterações ao nível da sua composição química e sensorial. No entanto, não existe qualquer informação para as cultivares Negrinha de Freixo e Santulhana produzidas em Trás-os-Montes, sendo a primeira maioritária no concelho de Freixo de Espada à Cinta e a segunda largamente difundida nos concelhos de Bragança e Macedo de Cavaleiros. Assim, no presente trabalho foram colhidos frutos das duas cultivares em quatro índices de maturação distintos (l, 2, 3 e 4)nos quais se extraiu o azeite numa linha de extraçâo laboratorial. Os azeites obtidos foram caraterizados no que respeita aos parâmetros de qualidade (acidez, índice de peróxidos, coeficientes de extinção específica no ultravioleta e avaliação sensorial), resistência à oxidação pelo método de Rancimat, perfil em ácidos gordos e teor em tocoferóis. Os resultados obtidos indicam que todos os azeites poderiam ser classificados na categoria de Azeite Virgem Extra, uma vez que não apresentaram qualquer defeito sensorial, a média do frutado foi superior a zero e os restantes parâmetros se encontravam dentro dos limites estabelecidos pelo Regulamento (CEE) no 2568/91 e alterações posteriores para essa categoria. Ao nível da composição em ácidos gordos, as cultivares avaliadas são diferentes entre si, mas dentro da cultivar não se registou qualquer influência do índice de maturação na sua composição. No que respeita ao teor em tocoferóis, o seu perfil é semelhante tendo sido identificados o a-tocoferol, p-tocoferol e v-tocofèrol, com teor de tocoferóis totais a variar entrel65,08 e 178,96 mg/Kg de azeite, para a Cv. Negrinha de Freixo, e entre 279,64 e 219,15 mg/Kg de azeite para a cv Santulhana. Na Cv. Negrinha de Freixo o índice de maturação dos frutos apenas exerceu alguma influência ao nível do teor em y-tocoferol, com ligeiros aumentos ao longo da maturação. Por sua vez na Cv. Santulhana, registou-se uma diminuição no teor destes compostos, na ordem dos 20%. com a maturação do fruto. Os resultados vêm comprovar que nestas cultivares a maturação dos frutos influi na composição do azeite obtido em modos semelhantes aos registados em outras cultivares produzidas na mesma região mas cada cultivar apresenta características específicas.
- Ancient olive trees as a source of olive oils rich in phenolic compoundsPublication . Rodrigues, Nuno; Casal, Susana; Pinho, Teresa; Peres, António M.; Bento, Albino; Baptista, Paula; Pereira, J.A.Olive oil phenolic compounds are receiving increased attention due to its influence on sensory characteristics and to scientific evidences of positive health effects. In this work, 28 ancient olive trees were selected and, during four consecutive seasons (2014–2017), oils were extracted and their phenolic fraction characterized. Hydroxytyrosol and tyrosol secoiridoids were the predominant groups, with contents between 32 and 496 mg of tyrosol equivalents/kg. Based on principal component analysis it could be concluded that the individual phenolic contents enabled the unsupervised grouping of olive oils by crop year. Furthermore, linear discriminant analysis allowed achieving sensitivities greater than 90%. It was shown that some specimens consistently allowed obtaining oils with high phenolic contents (≥500 mg tyrosol equivalents/kg). The identification of centenarian specimens for breeding based on their potential to produce oils with high levels of healthy compounds is of utmost interest, contributing to preserve the genetic heritage.
- Caracterização morfológica e química de frutos de diferentes variedades de amêndoa docePublication . Capelo, Márcio Amaro Bueno Sorrentino; Rodrigues, Nuno; Pinho, Teresa; Cruz, Rebeca; Queirós, Filipa; Casal, Susana; Pereira, J.A.Nos últimos anos tem havido um grande interesse pela cultura da amendoeira, Prunus dulcis L, ao nível nacional e internacional, sendo de interesse o estudo das características e comportamento de variedades estrangeiras nas condições agro-ecológicas portuguesas. Nesse sentido, o presente trabalho teve por objetivo proceder à caracterização dos frutos e sementes, bem como ao óleo extraído da semente, de 15 variedades de amêndoa produzidas na colecção de amendoeira existente na Estação Nacional de Fruticultura Vieira da Natividade instalada em Alcobaça. Foram selecionadas as variedades Antoneta, Cristomorto, Fillippo Ceo, Ferraduel, Ferragnés, Ferrastar, Francoli, Genco, Glorieta, Guará, Lauranne, Marcona, Miagkos Kulunem, Nonpareil e Supernova. Ao nível dos parâmetros morfológicos, em 40 frutos e sementes foi avaliada a massa, as dimensões (comprimento, diâmetro máximo e transversal), forma, simetria, ápice, base e rugosidade da superfície. No óleo extraído das sementes foi determinado o perfil e teor de ácidos gordos e tocoferóis. Foram registadas variações morfológicas assinaláveis entre as diferentes variedades em estudo. Quanto às dimensões, a Glorieta foi a que apresentou maior comprimento do fruto, com 39,61mm, e a Genco, o menor com 24,62mm. Por sua vez o maior diâmetro ocorreu na Marcona (29,08mm) e o menor na Genco (15,46mm). Das variedades analisadas foi também a Marcona que apresentou massa superior (7,09g) enquanto a Miagkos Kulunem a inferior (3, 19g). Os frutos da maioria das variedades eram de base truncada, forma oval, rugosos, assimétricos e pontiagudos. A semente apresentou as mesmas tendências dos frutos. Ao nível da composição química do óleo, foram identificados e quantificados um total de 22 ácidos gordos, sendo o ácido oleico (C18:lc) o maioritário, seguido do linoleico (C18:2c) e palmítico (C16:0). Os teores em ácido oleico variaram entre 58,9% e 74,2% nas variedades Miagkos Kulunem e Francoli, respetivamente. Por oposição, o ácido linoleico oscilou entre 16,34% (cv. Francoli) e 30,09% (cv. Miagkos Kulunem) e o palmítico entre 5,47% (cv. Filipo ceo) e 7,16% (cv. Miagkos Kulunem). Nos tocoferóis foram identificados e quantificados a-tocoferol, P-tocoferol, y-tocoferol e 5-tocoferol, sendo o primeiro claramente majoritário (90-96%). A Guará foi a que apresentou os maiores teores de todos os tocoferóis, com um total de 484 mg/kg óleo, enquanto os menores teores foram observados na Genco (221 mg/Kg de óleo).A informação obtida pode servir de base na ajuda da eleição de variedades para novas plantações.
- Caraterização de populações de zambujeiro Olea europaea L. ssp. oleaster Hoffm. et Link: aspetos morfológicos e químicosPublication . Rodrigues, Nuno; Pinho, Teresa; Cruz, Rebeca; Casal, Susana; Laira, Matheus; Baptista, Paula; Pereira, J.A.O zambujeiro (Olea europaea L. ssp. oleaster Hoffm. et Link = 0/eo europaea L. ssp. sylvestris), também conhecido como oliveira brava, encontra-se amplamente distribuído pêlos países da bacia do Mediterrâneo. O estudo das suas populações tem merecido largo interesse, sobretudo em aspetos de melhoramento de variedades de oliveira, uso de porta-enxertos e procura de resistência a doenças. Em Portugal, o conhecimento acerca do zambujeiro é ainda escasso. Neste sentido, no presente trabalho foram selecionadas três populações de zambujeiro localizadas em três regiões distintas: Foz do Sabor (Moncorvo); Pocinho (Vila Nova de Foz Côa), e Romaneira (Alijo), tendo-se selecionado quatro exemplares por região onde, em cada um, foram recolhidas folhas e cerca de dois kg de frutos. De cada planta, foram caracterizadas morfologicamente 40 exemplares de folhas (cinco parâmetros), frutos (15 parâmetros) e endocarpos (14 parâmetros). Em condições laboratoriais foi extraída a gordura por processos físicos, e caraterizada no que respeita à sua composição em ácidos gordos, teor em tocoferóis e esteróis. Foram registadas algumas alterações ao nível dos parâmetros morfológicos das folhas, frutos e endocarpos. Os frutos da Romaneira foram os mais pesados (l, 14g) e os do Pocinho os mais leves (0,53g). Os restantes parâmetros, nomeadamente o diâmetro máximo (10,54mm) e mínimo (5, 95 mm), largura (10,49 mm) e comprimento (15,20mm) do fruto foram também superiores nos exemplares recolhidos em Romaneira, bem como nos endocarpos para a massa (0, 32g), diâmetro máximo (6, 55mm), diâmetro mínimo (3,98mm) e comprimento (812,47mm). A relação polpa/caroço foi superior nas amostras da Romaneira (2, 52±0, 31), comparativamente às amostras de Foz do Sabor (2, 04±0,46) e Pocinho (1,95±0,25). O teor em gordura da polpa variou entre 11,6% MF, nas amostras de Foz do Sabor, e os 12,6%MF nas amostras de Romaneira. No que respeita à sua composição em ácidos gordos foram registadas pequenas alterações entre as diferentes populações em análise, sendo o ácido oleico sempre maioritário, com valores entre 68,9% (Romaneira) e 70,6% (Foz do Sabor), seguido do ácido palmítico, a variar entre 14,2% (Foz do Sabor) e 14,7% (Pocinho), ácido linoleico entre 7,87% (Foz do Sabor) e 9,88% (Romaneira) e ácido esteárico (1,91%-2,26%). Relativamente ao teor em tocoferóis, o perfil foi semelhante, representando o a-tocoferol, mais de 90% dos tocoferóis detetados, seguido do y-tocoferol e P-tocoferol, com valores totais superiores no Pocinho (467, 6±96, 2mg/kg), seguido da Romaneira (439, 4±81,4mg/kg) e Foz do Sabor (393, 5±57, 2mg/kg), sendo no geral valores muito elevados para azeites. O perfil em esteróis seguiu o estipulado para o azeite, com o P-sitosterol como maioritário, com teores totais de esteróis também muito elevados, a variar entre 1742mg/kg (Foz do Sabor) e 2198mg/kg (Romaneira). Os resultados indicam que a gordura de zambujeiro apresenta um perfil muito semelhante ao azeite, largamente enriquecido em compostos bioativos como tocoferóis e esteróis, podendo, no entanto, apresentar caraterísticas sensoriais e tecnológicas distintas, aspetos que valerá a pena valorizar em futuros trabalhos.
- Chemical characterization of oleaster, olea europaea var. sylvestris (mill.) lehr., oils from different locations of northeast portugalPublication . Rodrigues, Nuno; Pinho, Teresa; Casal, Susana; Peres, António M.; Baptista, Paula; Pereira, J.A.Oleaster (Olea europaea var. sylvestris), or the wild olive tree, has great interest as a source of genetic material for olive breeding programs. Nevertheless, information about its oil composition is scarce. In the present work, the characterization of oleaster fruit morphology and oil chemical composition from three different tree populations in Northeastern Portugal (Moncorvo, Alijó and Vila Nova de Foz Côa) was performed. The three studied populations presented some morphological differences in the fruits, but similar oil chemical composition. Oleic acid (68.9-70.6%) was the most abundant fatty acid. High variability was observed in total tocopherol content, ranging between 263 and 503 mg/kg. Additionally, high amounts of total sterols were found, from 1742 to 2198 mg/kg of oil. A rich composition in phenols was found with 14 phenolic compounds identified. The evaluated parameters for oleander oils allowed discriminating the oils according to the geographical origin and were consistent with those commonly found in olive oil, showing that they are particularly rich in antioxidants and can be exploited in breeding programs to increase the amounts of bioactive compounds in cultivated oils.
- Composição fenólica de azeites de seis variedades tradicionais de Trás-os-MontesPublication . Rodrigues, Nuno; Casal, Susana; Pinho, Teresa; Peres, António M.; Baptista, Paula; Bento, Albino; Pereira, J.A.O azeite virgem é rico em diversos compostos com importante atividade biológica e benefícios para a saúde. Destes, destacam-se os compostos fenólicos, determinantes para as características sensoriais e para a proteção do azeite face à oxidação, aumentando os seu tempo de vida.
- Composição fenólica de azeites de seis variedades tradicionais de Trás-os-MontesPublication . Rodrigues, Nuno; Casal, Susana; Pinho, Teresa; Peres, António M.; Baptista, Paula; Bento, Albino; Pereira, J.A.O azeite virgem é rico em compostos com importante atividade biológica e a sua ingestão tráz benefícios para a saúde.
- Development of glycerol-based carbon materials for environmental catalytic applications in advanced oxidation processesPublication . Gomes, Helder; Ribeiro, Rui; Silva, Adrián; Pinho, Teresa; Figueiredo, José; Faria, JoaquimA glycerol-based carbon material was initially produced by partial carbonization of glycerol with sulphuric acid followed by calcination under inert atmosphere. This material, characterized by high thermal stability, low ash content, non-porous structure and basic character, was further activated in air atmosphere at different temperatures (from 150 to 350 oC), resulting in materials with less basic character, due to the incorporation of oxygenated surface groups, and to a notorious evolution of the porosity. These metal-free carbon materials are highly active catalysts for environmental applications, more specifically for the catalytic wet peroxide oxidation process, when the surface chemistry and textural properties are properly tuned. Effective catalytic degradation of 2-nitrophenol was achieved with the material treated under air atmosphere at 300 ºC, opening a window of opportunity for the valorisation of crude glycerol by-products and the production of value-added materials.
- Fatty acid composition from olive oils of portuguese centenarian trees is highly dependent on olive cultivar and crop yearPublication . Rodrigues, Nuno; Casal, Susana; Pinho, Teresa; Cruz, Rebeca; Peres, António M.; Baptista, Paula; Pereira, J.A.The high proportions of monounsaturated fatty acids (MUFA) represent one of the most important technological and nutritional features of olive oils. The present study details the fatty acid (FA) composition of autochthonous cultivars (Lentisca, Madural, Redondal, Rebolã, Verdeal, and Verdeal Transmontana) produced from centenarian trees during five crop years (2013–2017). Olive cultivar highly influenced the FA composition, namely, oleic acid (70.3% for Madural to 80.7% for Redondal) and palmitic acid (10.4% for Lentisca to 13.5% for Verdeal). Similarly, crop year significantly influenced the individual FA contents. Principal component analysis of FA data enabled the unsupervised classification by cultivar and, within each cultivar, by crop year. Furthermore, the levels of nine individual FAs, together with the polyunsaturated fatty acid contents, selected using the simulated annealing algorithm, allowed for their correct classification, on the basis of linear discriminant analysis, according to the olive cultivar, with an overall sensitivity of 92%, for leave-one-out cross-validation procedure. Globally, the cultivar effect superimposed that of crop year, showing that some cultivars, such as Redondal and Verdeal Transmontana, have consistently high and homogeneous proportions of MUFA, indicating that they are worth exploring in terms of future selection of cultivars that are able to produce olive oils with increased nutritional value and that are less prone to oxidation.
- Impact of the malaxation temperature on the phenolic profile of cv. Cobrançosa olive oils and assessment of the related health claimPublication . Marx, Ítala; Casal, Susana; Rodrigues, Nuno; Pinho, Teresa; Veloso, Ana C.A.; Pereira, J.A.; Peres, António M.Phenolic compounds contribute to the bioactive properties of olive oil. However, olive oils can only support a health claim concerning the protection against oxidative stress depending on the polyphenolic concentration, requiring effective measures during extraction to preserve/enhance their concentrations. The effect of the malaxation temperature (22, 28 and 34 °C) on the phenolic profile was studied for industrially extracted cv. Cobrançosa oils. Higher malaxation temperatures decreased the contents of the majority of the chromatographically detected compounds (P lt 0.05, one-way ANOVA), enabling oils’ differentiation. This decreasing trend was observed for hydroxytyrosol and tyrosol bound forms, determinant for the health claim, which were also negatively affected by temperature, despite revealing that all the industrially extracted oils tested supported the health claim. The observed constant free to bound forms ratio showed that the temperature range tested had a minor effect on bound-forms hydrolysis, being both free and bound forms equally affected by temperature.
