Percorrer por autor "Marques, Duarte"
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- ClimCast - O embrião de uma rede de avisos para o castanheiroPublication . Gomes-Laranjo, José; Pereira, Mário Gonzalez; Pinto, Teresa; Pires, Alcino; Ramos, Carlos; Rodrigues, Raúl; Patrício, Maria Sameiro; Viana, Hélder; Ramos, António Dinis; Droga, Rui; Marques, Duarte; Sampaio, Lino; Pereira, Abel; Freitas, Mariano; Vitorino, Luís; Carneiro, RuiAs projeções de clima para o futuro em Portugal sugerem mudanças significativas nos valores médios mensais e anuais dos elementos climáticos (e.g., temperatura do ar e precipitação), na distribuição espaço temporal, na magnitude e frequência dos eventos extremos, tornando imprescindível instalar um sistema de monitorização climática que permita melhorar o conhecimento da relação entre as condições meteorológicas e o castanheiro sendo o embrião de uma futura rede de avisos para a cultura. O sistema está constituído por 7 soutos demonstração (SD), área total 5000 m2, instalados em 2018: Salgueiros- Vinhais; Parada – Bragança; Lagoa – Vila Pouca de Aguiar; Carrazedo Montenegro – Valpaços; Refoios do Lima – Ponte de Lima; Penela da Beira – Penedono; Porto da Espada – Marvão. Em cada SD estão instaladas as seguintes variedades: DOP castanha da Terra Fria (Longal e Boaventura), DOP Castanha da Padrela (Judia e Cota), DOP castanha dos Soutos da Lapa (Martaínha), DOP Castanha de Marvão/Portalegre (Colarinha e Bária) e Minho (Amarelal), mais duas variedades cultivadas em Espanha: Parede na Galiza e Pilonga na Serra de Ronda (Andaluzia). Cada SD tem instalada uma estação meteorológica. A rede é completada com o Banco de Germoplasma da UTAD, que forneceu material de enxertia para os SD: Folhadela - Vila Real.
- ClimCast - Os novos desafios para o souto no contexto de alterações climáticasPublication . Gonçalves, Paulo; Pereira, Mário Gonzalez; Borges, António; Ramos, Carlos; Rodrigues, Raúl; Patrício, Maria Sameiro; Viana, Hélder; Ramos, António; Pinto, José; Marques, Duarte; Marques, António; Pereira, Abel; Rocha, Joaquim; Vitorino, Luís; José, Gomes-LaranjoO potencial económico e a estratégia de desenvolvimento da Fileira da Castanha em Portugal enfrenta várias dificuldades resultantes da variabilidade e das alterações climáticas. A produção da castanha é fortemente condicionada pelas condições meteorológicas médias e extremas verificadas durante todo o seu ciclo anual. O ClimCast surge no contexto da estratégia de crescimento da Fileira (aumento da área de produção) e tem como objetivo fornecer um conjunto de produtos de suporte à decisão política e de apoio às associações de produtores. Será constituída uma rede de 7 Soutos Demonstração em ambientes contrastantes com nove variedades: Longal, Boaventura, Judia, Negral, Cota, Martaínha, Colarinha, Bária e Amarelal, e as variedades espanholas Pilonga e Parede. Outro eixo importante do ClimCast será o da modelação da produção de castanha em função de preditores climáticos e a zonagem das atuais e potenciais novas áreas de produção de castanha.
- ClimCast: os novos desafios para o souto no contexto de alterações climáticasPublication . Laranjo, José Gomes; Pereira, Mário Gonzalez; Borges, António; Ramos, Carlos; Rodrigues, Raúl; Patrício, Maria Sameiro; Viana, Hélder; Ramos, António; Pinto, José Ângelo; Marques, Duarte; Sampaio, Lino; Pereira, Abel; Rocha, Joaquim; Vitorino, LuísUma rede de Soutos e Estações Meteorológicas . Determinação das necessidades de calor para cada estado fenológica em cada uma das variedades em estudo no projeto ClimCast. Evolução temporal da produtividade observada e simulada para o período 1980/1981 a 2017/2018.
- LIFE Maronesa – restaurar a produtividade e o stock de carbono das montanhas através da herbivoriaPublication . Aguiar, Carlos; Salvação, Juliana; Costa, Rafael de Quevedo; Rego, Avelino; Ferreira, A.; Marques, DuarteO pastoreio dirigido com rebanhos mistos de vacas e cabras, ou de vacas, cabras e ovelhas em áreas de monte (baldios) era uma componente essencial na estrutura e funcionamento dos sistemas de agricultura tradicionais de montanha do norte de Portugal. Nas últimas décadas, o retrocesso da pastorícia e o concomitante incremento da biomassa arbustiva traduziu-se na substituição da perturbação causada pela herbivoria por eventos de fogo de curto ciclo de recorrência e elevada intensidade e severidade. Consequentemente, a paisagem vegetal do monte modificou-se. Nas elevações graníticas, um coberto vegetal predominantemente herbáceo, perene e quase contínuo (nas bolsas de solo entre os afloramentos rochosos) de Agrostis capillaris e híbridos com A. castellana, ou de Arrhenatherum elatius subsp. bulbosum, foi substituído por mosaicos complexos de matos baixos dominados por Erica sp.pl. (nos solos mais delgados e oligotróficos), matos altos de Cytisus sp.pl. ou Genista florida (em solos um pouco mais profundos, em relevos tendencialmente côncavos), e comunidades herbáceas de etapas sucessionais regressivas (sobretudo ervaçais anuais e comunidades de Agrostis truncatula subsp. pl.). Em locais sujeitos a fogos particularmente intensos/severos de verão em 2016, a superfície coberta de solo nu pode não ultrapassar os 25%. Os fogos de elevada intensidade/severidade para além de selecionarem uma flora de menor interesse forrageiro reduzem a cobertura do solo com tecidos fotossintéticos e, por essa via, a produtividade forrageira das montanhas. A teoria ecológica mostra que padrões de perturbação de elevada intensidade afetam negativamente a diversidade biológica a várias escalas. A simplificação e a monotonização dos mosaicos sucessionais das montanhas com uma dominância quase absoluta de etapas sucessionais regressivas é uma evidência disso mesmo. Por outro lado, os fogos de elevada intensidade reduzem o stock de carbono no solo por volatilização da matéria orgânica do solo. A mostragem dos solos da serra do Alvão no âmbito do LIFE-Maronesa mostram que o fogo teve um fortíssimo impacto no stock de carbono e que prevalecem condições de elevada oligotrofia e acidez (vd. resumo de Aguiar et al., nesta publicação). Os sistemas de produção animal de montanha integram dois espaços complementares: o lameiro e o monte, o primeiro de posse privada, o segundo baldio. A degradação do monte teve, necessariamente, consequências na estrutura e função dos lameiros. Para além do abandono, em algumas áreas superior a 50%, os lameiros sofreram uma inversão da flora: os pretéritos lameiros de Holcus lanatus estão hoje dominados por Agrostis capillaris e híbridos, com perdas de produtividade em matéria seca de superiores a 50%. Estas alteração está certamente relacionada com a decadência da ciclagem e do stock de alguns nutrientes. O LIFE MARONESA - Market Awareness Raising for Opportunities in Needed Extensification and Soil-friendly Agriculture (LIFE19 GIC/PT/001285), é um projeto LIFE de Mitigação e Adaptação às alterações climáticas, tópico de Governança e Informação Climática, cofinanciado pelo programa LIFE da Comunidade Europeia. Este projeto foi estruturado em torno de uma conexão causal complexa que relaciona a produção de bovinos maronês num regime de pastoreio extensivo contínuo com restrições com o sequestro de carbono na matéria orgânica do solo e o restauro dos ecossistemas da montanha temperada (lameiro e monte), num território com solos profundamente alterados por um regime de fogos de elevada intensidade/severidade, estabilizados num steady state de baixa sequestração de carbono na SOM. A componente ecológica/agronómica do projeto envolve um número significativo e diversificado de ações como sejam a aplicação de calcário magnesiano, a disseminação de sementes através de fenos de boa qualidade, o uso do fogo controlado, a distribuição de manjedouras móveis na montanha, a construção de passagens canadianas, cercas e mangas de maneio, e a reconversão de giestais em lameiros com destroçamento mecânico do coberto arbustivo e estabilização pela herbivoria. Estas ações dirigem-se à diversificação do padrão de perturbação, ao aumento da pressão de pastoreio, à redução da intensidade/severidade do fogo, à restauração da fertilidade do solo e à dispersão das sementes. Admite-se que sejam suficientes para despoletar uma cadeia causal virtuosa que culminará no aumento da produtividade do monte e dos lameiros, no aumento da diversidade biológica, na sequestração de carbono no solo e na produção de riqueza.
- Restauração da produtividade e do stock de carbono das montanhas do norte de Portugal através da pastorícia extensivaPublication . Aguiar, Carlos; Marques, Duarte; Rego, Avelino
