Percorrer por autor "Beck, Ceres"
A mostrar 1 - 4 de 4
Resultados por página
Opções de ordenação
- Insetos à mesa? Explorando as barreiras à entomofagiaPublication . Beck, Ceres; Bastos, Adriana De Fatima Valente; Martins, Oliva M.D.O crescimento populacional e a insustentabilidade da produção alimentar convencional aumentam a urgência por alternativas viáveis. Este estudo reúne resultados de um projeto internacional sobre entomofagia em países com baixa tradição no consumo de insetos (Brasil, Portugal, Sérvia e Romênia), analisando a intenção de consumo com base na percepção sensorial, crenças individuais e sociais. Embora os benefícios ambientais e nutricionais sejam reconhecidos, barreiras como nojo, neofobia e repulsa dificultam a adesão. A aprovação é maior quando os insetos estão “escondidos” em alimentos familiares, como pães e barras de proteína, revelando a importância da percepção sensorial dos consumidores. O estudo reforça que somente argumentos racionais não são suficientes e recomenda estratégias de marketing social e promoção da experimentação para melhorar a aceitação e incentivar a mudança cultural.
- A proposal to understand the perception of trying insect-based foodPublication . Martins, Oliva M.D.; Bastos, Adriana de Fatima Valente; Coelho, Ana Sofia; Nutu, Oana; Simion, Violeta-Elena Violeta; Bucea-Manea-Țoniș, Rocsana; Beck, CeresThe perspective of the world population growth, with an estimate of more than nine billion people by 2050 (UN, 2022), associated with environmental concerns, gives a singular combination able to create many future problems about humans and animals’ food supply. Recognizing that the available protein sources influence negatively the surrounding environment, it is crucial to reflect on safety food alternatives for the future of humanity. A protein can be of animal or vegetable origin, but the animal proteins have more impact on the environment (Lucchese-Cheung et al., 2020). The perverse effects of animal production on the environment can drive us to assume that the supply of this protein will be insufficient to meet the future global demand, which will favor increasing the price of meat. In this sense, it is urgent to find sustainable and accessible alternatives for future food and feeding to replace or complement the current sources of animal protein. So, edible insects could be considered as a viable and sustainable solution. This research aims to explore variables, agents, and barriers that influence insect-based food experimentation, proposing a project based on three phases of research: qualitative, quantitative, and experimental (sensorial perception). Assuming that sequential qualitative-quantitative is an adequate methodology (Steckler at al., 1992), the project intends also to develop experimental (sensorial) research, using experiencing influencing factors, such as: state of matter (liquid such as smooth, yogurt, juice, ice cream etc.; or solid, such as cereal bar, sweets, cooking, flour etc.); temperature (ambient temperature, hot, cold, etc.); vision (quantity, distribution, color, appearance, etc.); smell (mild/intense, pleasant/unfriendly, etc.); touch (thick/low consistent, solid/liquid, etc.). Changing food behavior, however, is a complex task, which involves perception, individual and social beliefs, as well as cognitive aspects of influence on decision making. Regarding food preferences, social pressure plays an important role (Ferreira et al., 2011) linked to local food traditions and cultural practices (Cicatiello et al., 2020). Furthermore, social beliefs are a form of social pressure, while individual beliefs reinforce attitudes (Fishbein & Ajzen, 1975). Also, friends, colleagues, or family recommendations can influence intention regarding trying insect-based food. Familiarity with food (Alhujaili, Nocella & Macready, 2023) and preparation (House, 2016), as well as the methods and ingredients (Hartmann et al., 2015), are important factors of influence. Finally, individual, social, and environmental benefits and risks can influence individuals to try insect-based food (Lange & Nakamura, 2021). In this regard, to modify individual behavior, it is possible to identify structural barriers in the environment, as well as agents, variables (factors) and respective relationship of influence (model of interaction) that can be used by Social Marketing to educate consumers and teach them to try alternative foods
- Resolve esse bo: reações ao ativismo de marca da Ben&Jerry’s na defesa dos direitos LGBTQIAPN+ no BrasilPublication . Beck, Ceres; Silva, Gleidson; Bastos, Adriana; Martins, Oliva M.D.O ativismo de marca surge como resposta à sobrecarga de problemas sociais e à falta de políticas públicas eficazes, com empresas assumindo mais responsabilidades sociais (Sarkar; Kotler, 2019). Os consumidores atuais, mais conscientes e informados, exigem que as marcas se posicionem sobre questões sociais, políticas e econômicas (Domingues; Miranda, 2018). O marketing de causas, uma vertente do marketing social, conecta marcas a causas específicas, promovendo benefícios mútuos, enquanto o ativismo de marca trata de temas sociais controversos (Adkins, 2004; Mukherjee; Althuizen, 2020). Em 2022 a marca de sorvetes Ben&Jerry's (B&J) encabeçou a campanha “Resolve Esse BO” visando mudanças no registro de Boletins de Ocorrência em crimes de LGBTfobia no Brasil. Como é um tema controverso, o seguinte questionamento motivou a pesquisa: Os consumidores brasileiros estão preparados para o ativismo de marca da B&J em defesa dos direitos LGBTQIAPN+? Foram investigadas as reações de consumidores, por meio da análise do conteúdo de 381 comentários no Facebook, explorando como a marca se comunica com seu público e os riscos reputacionais associados à defesa de campanhas polêmicas. Desde os anos 1970, o marketing social visa influenciar mudanças de comportamento (Kotler; Levy, 1969) e se expandiu para o marketing de causas, quando parcerias beneficiam mutuamente empresas e causas sociais (Adkins, 2004). Já, o ativismo de marcas é quando uma empresa resolve assumir mais responsabilidades para o bem comum (Sarkar; Kotler, 2019) defendendo temas controversos para alcançar mudanças sociais (Mukherjee; Althuizen, 2020). Ao protagonizar campanhas em prol dos direitos LGBT, a B&J (2024) exemplifica como o ativismo de marca pode gerar apoio e/ou rejeição dos consumidores. A presente pesquisa exploratória analisou 381 comentários de consumidores em reação à campanha “Resolve Esse BO” (#ResolveEsseBO) da Ben&Jerry’s (2022), veiculada no Facebook a partir de fevereiro de 2022. Por meio da análise de conteúdo quali e quantitativa (Bardin, 2016), os trechos passaram por leitura flutuante e aprofundada e análise por similaridade e geraram 8 categorias, sendo: 1 Neutra (Aleatórios), 3 positivas (A favor da causa e da campanha, Defesa da marca e Repúdio aos discursos de ódio) e 4 negativas (Contra a causa e a campanha, Contra a marca, Sarcásticos e Preconceituosos). A análise dos 381 comentários gerou 8 categorias que revelaram que o ativismo da Ben&Jerry’s na campanha “Resolve Esse BO” gerou engajamento positivo dos defensores (“Orgulho ver uma marca que se importa”), mas também reações negativas daqueles contrários à marca e à causa (“Quem lacra não lucra…se perdeu”), mostrando um netativismo polarizado. A maioria apoiou a causa LGBTQIAPN+, mas surgiram críticas ideológicas e ameaças de boicote. A pesquisa reforça que o ativismo de marca pode gerar impacto social relevante, mas envolve riscos à reputação e exige autenticidade no posicionamento da marca. A campanha “Resolve Esse BO” da Ben&Jerry’s (2022) buscou dar visibilidade aos obstáculos enfrentados por vítimas de LGBTfobia no Brasil e propor mudanças estruturais no registro de BOs. A pesquisa mostrou que a ação gerou impacto social, promoveu a causa e engajou consumidores, mas também provocou reações negativas, boicotes e polarização nas redes. Apesar da maioria dos comentários ter sido favorável, conclui-se que o ativismo de marca pode até movimentar mudanças culturais, mas implica em riscos reputacionais, exigindo autenticidade e preparo para lidar com críticas. A contribuição teórica exemplifica as conexões entre ativismo de marca, marketing social e de causas. O ativismo corporativo da Ben&Jerry’s em prol da causa LGBTQIAPN+ mostra como o netativismo no Brasil ainda é um espaço de intensa polarização entre os consumidores. O estudo indica que marcas ativistas devem ter um posicionamento autêntico e evitar discursos oportunistas para angariar maior lealdade, já que o ativismo pode promover a desejada transformação social, mas exige preparo para lidar com críticas e eventuais boicotes decorrentes de pautas controversas.
- Vaporizando verdades: uma análise sobre a campanha do dia mundial sem tabaco sob a perspectiva do marketing socialPublication . Bastos, Adriana; Silva, Emanuelly; Beck, Ceres; Martins, Oliva M.D.A campanha do “Dia Mundial Sem Tabaco” é uma iniciativa anual da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizada no dia 31 de maio para conscientizar a população sobre os malefícios causados pela indústria do tabaco. Este estudo teve como objetivo analisar, sob a ótica do marketing social, ações da campanha realizada em 2024, com foco na proteção de jovens e adolescentes em relação ao uso do tabaco, em especial de cigarros eletrônicos. Após o levantamento dos materiais midiáticos (11 cards e 3 vídeos), a análise se amparou em dois modelos de avaliação de campanhas de marketing social: (1) Planejamento de Andreasen (2006), que sugere a aplicação dos 6 Ps do marketing social (Produto, Preço, Praça, Promoção, Política e Parcerias), e (2) Modelo de Vaughan e Tinker (2009), usado para avaliar campanhas de saúde pública, sob uma ótica comunicacional (posicionamento, divulgação e exposição ao público-alvo e estratégias de marketing social). Foi possível identificar pontos fortes e aspectos a serem aprimorados nas estratégias comunicacionais desta campanha da OMS, como o uso de múltiplos canais, a clareza da mensagem, o envolvimento do público-alvo e a articulação institucional.
