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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10198/4227

Título: Guerra e exílio em Louis-Ferdinand Céline
Outros títulos: Guerre et exil chez Louis-Ferdinand Céline
Autor: Alves, Ana Maria
Orientador: Martins, Otília Pires
Palavras-chave: Cultura
Guerra Mundial (1939-1945)
Ocupação alemã
Literatura Francesa séc. XX
Issue Date: 2009
Editora: Universidade de Aveiro
Citação: Alves, Ana Maria (2009) - Guerra e exílio em Louis-Ferdinand Céline = Guerre et exil chez Louis-Ferdinand Céline. Aveiro: Universidade de Aveiro. Tese de Doutoramento em Cultura
Resumo: O nosso estudo incide, primordialmente, sobre as polémicas de carácter político e consequentes acusações de que Louis-Ferdinand Céline foi – e continua a ser – alvo. Tais aspectos conduzem-nos a questionar, com alguma veemência e perplexidade, as razões da sua fuga através da Alemanha, bem como as relações que estabeleceu com os Nazis durante a segunda guerra mundial. Num primeiro momento, elaborámos uma contextualização de cariz temporal e factual, tentando perceber – quiçá explicar -, o sentido das posições assumidas por Céline aquando da composição dos seus pamphlets, marcada por uma reivindicação violenta do seu antisemitismo e que surge, omnipresente, sob forma de cartas, entrevistas e outros escritos. Contudo, a essência do nosso trabalho consistiu numa análise detalhada das diferentes etapas dos anos de exílio do escritor, primeiro numa Alemanha devastada pela guerra, onde se refugia a partir de 17 de Junho de 1944 e mais tarde, na Dinamarca (1945-1951), de onde terá de responder às acusações de traição que lhe são dirigidas pela justiça francesa, antes de um regresso sem glória, a França, e de uma reabilitação tardia e titubeante. Os escritos que constituem o corpus do nosso trabalho traduzem, de modo inequívoco, a experiência amarga e cruel dos anos de exílio e da lembrança feita de dor e ódio, que o escritor sentiu profundamente, como um espinho na própria carne. Apesar do caminho tortuoso, que lhe confere uma aura de escritor “maldito”, Céline permanece, ainda hoje, como um dos maiores génios da literatura francesa do século XX. Our study is focused mainly on the political controversies and the consequent accusations, still current nowadays, on Louis-Ferdinand Céline. These aspects lead us to question, vehemently and indignantly, the reasons of his escape through Germany, as well as the relationship he established with the Nazis during the Second World War. In a first moment, we prepared a temporal and factual contextualization, trying thus to understand – possibly explain – the meaning of the positions embraced by Céline during his pamphlets writing period, marked by a violent vindication of his anti-Semitism patent in letters, interviews and other writings. However, the crux of our work consisted in a detailed analysis of the different stages of the author’s years of exile he had to endure. He was first a refugee in a devastated Germany, after June 17 1944, and later, in Denmark (1945-1951) where he will have to answer to the accusation of betrayal indicted by the French justice, before an inglorious return to France and before an overdue and vague rehabilitation. The writings that represent the corpus of our work undoubtedly express the cruel and bitter experience of the years of exile and of the painful and unbearable memories of the writer, as a thorn in his own flesh. Despite the excruciating path, which confers him the aura of a ‘damned’ writer, Céline is still considered one of the greatest geniuses of the French Literature of the twentieth century. Notre étude porte, essentiellement, sur les polémiques, à caractère politique, dont Louis-Ferdinand Céline a fait et continue de faire l’objet, ainsi que sur les accusations portées contre lui. Celles-ci nous conduisent à nous interroger sur la cause de sa fuite à travers l’Allemagne et sur la relation que l’écrivain entretint avec les Allemands à l’époque de la seconde guerre mondiale. Nous avons, dans un premier temps, esquissé une approche de l’époque, afin de mieux d’appréhender le sens de la position de Céline lors de ses pamphlets – marquée par une revendication virulente de son antisémitisme et qui surgit, omniprésente, sous forme de lettres, interviews et autres écrits. Cependant, l’essence de notre travail consiste en une analyse détaillée des différentes étapes de ses années d’exil, d’abord dans une Allemagne en feu, où il choisit de se réfugier le 17 juin 1944, puis, au Danemark (1945-1951), d’où il devra répondre aux accusations de trahison formulées contre lui par la justice française avant son retour en France et une réhabilitation tardive. Les écrits qui forment le corpus de notre travail gardent l’empreinte profonde de l’expérience amère et cruelle de l’exil et du souvenir fait de haine et de douleur, ressenties par l’écrivain comme une écharde dans la chair. Malgré un cheminement tortueux, qui lui confère un halo d’écrivain «maudit», Céline demeure, aujourd’hui, comme l’un des plus grands génies de la littérature française du XXème siècle.
URI: http://hdl.handle.net/10198/4227
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