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A resiliência em crianças e jovens em centros de acolhimento temporário

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Abstract(s)

A presente investigação, cujo tema é Resiliência em crianças e jovens em centros de acolhimento temporário, tem como propósito analisar indicadores de resiliência em crianças e jovens institucionalizados, partindo da questão problema que orienta a investigação: Como pode o educador social, enquanto técnico, reconhecer e promover a resiliência das crianças e jovens institucionalizados em centros de acolhimento temporário? A investigação tinha presente dois estudos. Para o estudo 1 definimos os objetivos: identificar os principais motivos de institucionalização das crianças e dos jovens acolhidos em CAT; avaliar o perfil de resiliência e de estratégias de coping adotadas em crianças e jovens institucionalizadas e verificar a relação de algumas condições sociodemográficas (sexo, idade) e relativas à institucionalização com níveis de resiliência e estratégias de coping. No estudo 2, foram delineados os objetivos: avaliar o perfil de resiliência e de estratégias de coping adotadas em crianças e jovens institucionalizadas antes e após a intervenção; identificar os principais motivos de institucionalização das crianças e dos jovens acolhidos em CAT e reconhecer o papel do Educador Social na promoção da resiliência em situações de institucionalização. No estudo 1, recorreu-se a uma amostra de 39 crianças e jovens acolhidos em 11 CAT de Portugal Continental, com idades compreendidas entre os 7 e os 18 anos. O estudo 2, foi constituído por duas crianças acolhidas em 1 CAT onde implementou-se com os participantes um Plano de Intervenção na Promoção da Resiliência. Na recolha de dados deste estudo utilizou-se o Questionário Sociodemográfico, a Escala de Resiliência (RS) e o Inventário de Estratégias de Coping (SCSI). Perante os dados obtidos no primeiro estudo, na generalidade os participantes da nossa investigação apresentaram níveis baixos de resiliência. No entanto, no estudo 2, com apenas uma amostra de dois participantes, após a aplicação do Plano de Intervenção na Promoção da Resiliência apontaram para um aumento dos níveis de resiliência. Verificamos que as dimensões da RS registaram pontuações médias mais elevadas na autoconfiança e na perseverança, enquanto a autossuficiência obteve a pontuação mais baixa. Em relação à SCSI, a distração cognitiva e comportamental foi a estratégia de coping mais frequentemente utilizada e que registou uma maior eficácia em relação às outras.
The present research, whose theme is Resilience in children and youth in temporary shelter centers, aims to analyze resilience indicators in institutionalized children and youth, starting from the problem question that guides the research: How can the social educator, as a technician, recognize and promote the resilience of children and youth institutionalized in temporary shelter centers? The research had two studies in mind. For study 1, we defined the objectives: to identify the main reasons for institutionalization of children and young people in CAT; to assess the profile of resilience and coping strategies adopted in institutionalized children and young people and verify the relationship of some socio-demographic conditions (gender, age) and institutionalization-related conditions with resilience levels and coping strategies. In study 2, the following objectives were outlined: to assess the profile of resilience and coping strategies adopted in institutionalized children and young people before and after the intervention; to identify the main reasons for institutionalization of children and young people in CAT and recognize the role of the Social Educator in promoting resilience in situations of institutionalization. In study 1, we used a sample of 39 children and young people institutionalised in 11 CATs in mainland Portugal, aged between 7 and 18 years old. Study 2 consisted of two children in 1 CAT where an Intervention Plan for the Promotion of Resilience was implemented with the participants For data collection we used a Sociodemographic Questionnaire, the Resilience Scale (RS) and the Coping Strategies Inventory (SCSI). Given the data obtained in the first study, in general the participants in our research showed low levels of resilience. However, in study two, with only a sample of two participants, after the application of the Resilience Promotion Intervention Plan, they pointed to an increase in the levels of resilience. We found that the SR dimensions recorded higher mean scores for self-confidence and perseverance, while self-reliance obtained the lowest score. In relation to SCSI, cognitive and behavioral distraction was the most frequently used coping strategy and showed greater effectiveness than the others.

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Centros de acolhimento temporário Crianças Educador social Institucionalização Jovens Resiliência

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