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Abstract(s)
A maioria das metodologias de dimensionamento de pavimentos rodoviários envolve a necessidade de caracterização mecânica da fundação dum pavimento, sendo esta considerada como a camada de solo de fundação imediatamente abaixo da última camada de pavimento, em cerca de 1 metro, designada por leito de pavimento. De entre as diversas metodologias de dimensionamento de pavimentos, as metodologias mecanicistas de dimensionamento de pavimentos consideram o módulo de deformabilidade (E) da fundação como o parâmetro mecânico de caracterização da fundação. Como nem sempre é possível efetuar a avaliação direta deste parâmetro, são normalmente disponibilizadas pelas diversas metodologias, relações entre este parâmetro e outros parâmetros de caracterização da fundação, como por exemplo o CBR, tal como é proposto pela metodologia da SHELL (Shell, 1978).
O trabalho realizado consistiu no desenvolvimento duma relação entre o módulo de deformabilidade (E) dum solo de fundação e o correspondente índice californiano de capacidade de suporte (CBR) avaliado em laboratório, tendo em vista o estudo duma fundação dum pavimento rodoviário flexível. O estudo envolveu a realização de ensaios in situ tendo em vista a caracterização de alguns solos de fundação, localizados em algumas obras de terraplanagens desenvolvidas na região de Bragança, baseada na avaliação da deformabilidade solos do leito de pavimento por meio do ensaio de carga em placa, observando as condições de compacidade e de identificação dos mesmos. O estudo foi complementado com ensaios laboratoriais de identificação e caracterização dos solos constituintes da fundação ensaiada in situ, bem como os correspondentes valores de CBR.
Este trabalho pretende contribuir para a validação da aplicabilidade de relações do mesmo tipo constantes na metodologia de concepção de pavimentos flexíveis, proposta pela SHELL (Shell, 1985), no que diz respeito à caracterização mecânica da fundação num contexto de dimensionamento. A metodologia proposta pela SHELL (Shell, 1985) (Branco et al., 2008) propõe, com base em ensaios de carregamento dinâmico realizados in situ, sobre solos e camadas granulares, que o módulo de deformabilidade dum solo do leito de pavimento seja determinado pela expressão empírica, Esf = 10×CBR (MPa), a qual pode fornecer uma estimativa razoável do módulo quando não se dispõe de dados de ensaios mais apropriados.
Assim, de modo a contribuir para o estudo da aplicabilidade daquela equação a solos correntes da região, foi desenvolvido um estudo de modo a obter uma relação, idêntica, entre o módulo obtido por ECP e o correspondente CBR, para um com junto de solos ensaiados. Os valores dos módulos de deformabilidade obtidos com o ensaio de carga em placa foram os correspondentes ao ciclo de carga de cada ensaio, após um primeiro ciclo de carregamento de consolidação. Os resultados dos ensaios ECP conduziram à dedução de módulos de deformabilidade para o segundo ciclo de carga (Ev2) com valores compreendidos entre 113 MPa e 325 MPa (Valor médio Ev2 = 165 MPa).Da análise dos ensaios realizados à amostragem de solos de fundação obteve-se um coeficiente entre o CBR e o Módulo (ECP) com valor médio de 6,76, propondo-se que, para o universo observado, a expressão para determinação do módulo de deformabilidade seja Esf=6,76 × CBR. O coeficiente obtido diverge do valor médio proposto pelo método da Shell (10), mas mantém-se no intervalo proposto pela Shel (5 a 20). Uma vez que os dados obtidos com o ECP, relativos aos tipos de solos da região de Bragança, foram em número reduzido e sujeito à quantidade de obras a decorrer no período em estudo, os resultados obtidos deverão ser entendidos como indicadores devendo haver algum cuidado na sua generalização.
Description
Keywords
Pavimento flexível Módulo de deformabilidade Leito de pavimento CBR
Citation
Morais, Hermínia; Minhoto, Manuel (2014). Relação entre módulo de deformabilidade e CBR no estudo da fundação dum pavimento rodoviário flexivel. In 7º Congresso Luso-Moçambicano de Engenharia/IV Congresso de Engenharia de Moçambique (CLME’2014 – IVCEM). Inhambane