Name: | Description: | Size: | Format: | |
---|---|---|---|---|
449.52 KB | Adobe PDF |
Advisor(s)
Abstract(s)
Os doentes com lesões cerebrais agudas podem apresentar diferentes manifestações clínicas, nomeadamente alterações posturais e de equilíbrio Uma perturbação postural pouco conhecida, mas bastante frequente, afetando entre 10-62,9% dos doentes, é designada de Síndrome de Pusher Diagnostica se quando os doentes sentados ou em posição ortostática, usam o braço e perna não paréticos para empurrar push no sentido do lado parético, o que resulta numa postura inclinada, usando os membros do lado não parético para resistir ativamente a qualquer tentativa passiva de corrigir a sua posição inclinada devido a uma alteração da perceção vertical postural subjetiva associada ao medo de cair em direção ao lado não parético. Objetivo: Identificar as estratégias a utilizar pelo Enfermeiro de Reabilitação na pessoa com Síndrome de Pusher, baseadas em evidência científica. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa, uma vez que se trata de um conceito recente, abordado pela primeira vez em 1985 ainda com significativas discrepâncias em relação à incidência, fisiopatologia e tratamento adequado Desta forma, procura se fazer uma síntese ordenada, sistemática e abrangente sobre o conceito estudado. Resultados: Existem várias escalas que permitem avaliar clinicamente a presença do síndrome de Pusher, no entanto, a mais utilizada é a "Scale for Contra-versive Pushing" (SCP), sendo esta uma escala observacional. É composta por três partes, com um score de 0 a 2 sendo 0 sem nenhum sintoma e um “comportamento pusher” quando apresenta pelo menos 1 valor em cada secção. São várias as estratégias descritas na literatura para capacitar a pessoa com Síndrome de Pusher. 1 - Consciencializar a pessoa do sentido da linha média, recorrendo a estratégias de feedback visual, através da visualização do que a rodeia, na posição de sentado e em ortostatismo, promovendo a perceção de que não se encontra na posição vertical. 2 - Realizar treinos de equilíbrio sentado e ortostático, com recurso a espelho, exercícios de facilitação cruzada e de alternância de peso entre o lado afetado e o lado são em ortostatismo. 3 - Realizar treinos de levantar/sentar, com recurso a espelho, transferindo o peso para o lado não afetado. 4 - Realizar treinos de transferências com orientação verbal e auxílio de profissionais, por ambos os lados. O recurso a imagens geradas por computador para treino de feedback visual em comparação com o uso de espelho, beneficia mais na recuperação do Síndrome de Pusher. Conclusões: A escassa evidência produzida sobre as estratégias a utilizar na pessoa com Síndrome de Pusher, representa um desafio para a Enfermagem de Reabilitação, nomeadamente no controlo simultâneo do empurrar para o lado afetado e da própria hemiparésia e/ou hemiplegia e heminegligência Assim, propomos: 1 - Integrar o uso de instrumentos de avaliação nas unidades e serviços de internamento da pessoa com lesão cerebral; 2 - Colocar espelho quadriculado nas enfermarias/ casas de banho nestas unidades/serviços e 3 - Produzir mais investigação sobre esta área.
Description
Keywords
Equilíbrio postural Reabilitação neurológica Lesão cerebral aguda Pushing
Citation
Cavadas, Brígida; Teles, Cristina; Sousa, Rui; Costa, Teresa; Novo, André (2021). Síndrome de pusher- propostas de intervenções de enfermagem de reabilitação. In I Colóquio de Enfermagem de Reabilitação - NER CHTS. Amarante
Publisher
Núcleo de Enfermeiros de Reabilitação (NER) do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS)