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Conhecimento e consumo de transgénicos na população de Bragança

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Os organismos geneticamente modificados também conhecidos como transgénicos, são organismos vivos, podendo ser plantas, animais ou microrganismos, cujo material genético sofreu alterações por meio da engenharia genética, através da introdução de sequências de DNA exógenas [1,2]. A produção de fármacos recombinantes, proteínas funcionais, enzimas industriais e metabolitos secundários em plantas são denominadas como “plant molecular farming” [3], podendo ser definidas como a produção de proteínas recombinantes através de plantas transgénicas em escala agrícola, visando fornecer novos caminhos aos desafios da área de saúde, pela utilização de novas fontes de drogas mais económicas [4]. O presente estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento da população de Bragança acerca dos transgénicos bem como determinar a prevalência do seu consumo. Este estudo, do tipo transversal e descritivo, teve como base uma amostra probabilística acidental, constituída por 280 indivíduos residentes no concelho de Bragança, com idades compreendidas entre os 18 e os 88 anos. Os inquiridos eram na sua maioria do género feminino (60,7%) e residiam em meio rural (54,3%). Relativamente ao conhecimento dos inquiridos acerca dos transgénicos constatou-se que 60,4% afirmaram saber o que são, sendo que, apenas, 31,4% referiu já os ter consumido. De destacar que uma parte significativa optaria por adquirir transgénicos desde que fossem mais nutritivos (50%) ou mais baratos (11,8%). Os resultados mostraram ainda que uma parte expressiva considera que a existência destes produtos no mercado pode melhorar a qualidade de vida das populações (46,8%) e por isso reconhecem ser importante o desenvolvimento de mais investigação nesta área (51,1%) para que haja mais informação disponível (86,4%) que permita ao consumidor tomar uma decisão mais informada e consciente aquando da sua aquisição. Desta forma, o rótulo assume especial relevância para a tomada de decisão do consumidor (82,5%). Considerando as divergências existentes na comunidade científica quanto aos riscos dos organismos transgénicos para o meio ambiente e saúde humana, 41,1% dos inquiridos consideram que estes produtos deveriam ser proibidos, embora 20% sejam da opinião de que a biotecnologia já fornece as garantias de segurança suficientes e 36,4% não tenham opinião formada sobre o assunto. Tendo em vista que a biotecnologia pode oferecer benefícios para o rendimento sustentável, acréscimo de alimentos e prosperidade económica, com especial ênfase em países em desenvolvimento, vários países juntaram esforços na elaboração de regras internacionais e regulamentações internas para garantir o desenvolvimento da biotecnologia para benefício da sociedade em geral e, em especial, para a conservação dos recursos genéticos. Palavras-Chave: Transgénicos, Genética, Fármacos, Conhecimento, Consumo BIBLIOGRAFIA 1. Levitus, G., Echenique,V.; Rubinstein,C.; Hopp, E. & Mroginski, L. (Eds). Biotecnología y Mejoramiento Vegetal II. 2010, pp. 601-629. 2. Terada, R.; Urawa, H.; Inagaki, Y.; Tsugane, K. & Iida, S. Efficient gene targeting by homologous recombination in rice. Nature biotechnology. 2002, 20: 1030-34. 3. Spok, A. & Karner, S. Plant Molecular Farming: Opportunities and Challenges. Critica Reviews in Biotechnology. 2008, 28 (3): 153-72. 4. Gomord, V.; Chamberlain, P.; Jefferis, R. & Faye, L. Biopharmaceutical production in plants: problems, solutions and opportunities. Trends in Biotechnology. 2005, 23 (11): 559-65.

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Citation

Ribeiro, M., Couto, C.; Ribeiro, R.; Silva, S. (2014). Ribeiro, Maria Isabel; Couto, Catarina; Ribeiro, Renata; Silva, Sónia (2014). Conhecimento e consumo de transgénicos na população de Bragança. In IX Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Licenciados em Farmácia. Bragança

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Associação Portuguesa de Licenciados em Farmácia (APLF)

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