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Advisor(s)
Abstract(s)
No sentido de auxiliar as mulheres na experiência
do parir, a analgesia tem sido uma forte aliada por viabilizar o
parto sem dor. Apesar da eficácia no alívio da dor, a analgesia
farmacológica resulta num prolongamento do tempo da segunda
fase do trabalho de parto, além de elevar o número de partos
instrumentalizados.
Objetivo: Identificar a prevalência de aplicação das técnicas não
farmacológicas no controlo da dor.
Métodos: Estudo transversal e inferencial. Amostra constituída
por 57 enfermeiros especialistas, de dois serviços de obstetrícia
no Norte de Portugal. Excluíram-se os questionários incompletos,
restando para a análise final 25. Foi aplicado um questionário
adaptado de Sousa, (2009). Para avaliar a prevalência da
aplicação das técnicas não farmacológicas (TNF) foi colocada a
questão: No seu exercício profissional aplica técnicas não
farmacológicas no controlo da dor em obstetrícia? “sempre”, “em
pelo menos 50% das pacientes” e “nunca”. A análise estatística
foi realizada no programa Numbers da Mac, versão 5.1.
Resultados: A prevalência de aplicação das TNF foi realizada
por 32% dos enfermeiros especialistas a todas as parturientes.
Aproximadamente 44% referiram usar as TNF em pelo menos
metade das parturientes. Menos de um quarto dos enfermeiros
referiu nunca ter aplicado as técnicas não farmacológicas em
nenhuma parturiente.Os enfermeiros com mais tempo de profissão (> 16 anos) foram
os que mais aplicaram as TNF, verificando-se uma associação forte (R2= 0,91) entre ter mais anos de profissão e aplicação da TNF. Discussão: É importante salientar que a prevalência de
aplicação das TNF é significativa, pois 76% refere o uso das TNF
em pelo menos 50% das utentes, que seria o ideal segundo a
OMS. Relativamente à correlação entre o Tempo de profissão e
a Frequência de aplicação das TNF, pode-se observar que não há
correlação entre estas duas variáveis. Tendo em vista que o
esperado seria que, com o passar do tempo, o profissional
deixasse de realizar com apreço as suas atividades específicas,
seja pela carga de trabalho ou desvio de função. Conclusões: A maioria dos enfermeiros aplica as técnicas não
farmacológicas em pelo menos 50% das parturientes, em
consonância com o preconizado pela Ordem dos Enfermeiros,
havendo uma parcela que nunca as aplica. É necessário
incentivar a educação contínua nos serviços de obstetrícia e
atualização sobre as condutas, baseadas em evidências
científicas, e conscientizar quanto à importância deste
profissional como agente de mudança na forma de parir e nascer.
Descritores: enfermeiros especialistas; formação; técnicas não
farmacológicas; controlo da dor; obstetrícia.
Description
Keywords
Enfermeiros especialistas Formação Técnicas não farmacológicas Controlo da dor Obstetricia
Pedagogical Context
Citation
Correia, Teresa I.G.; Moulaz, Ana Luiza Silva de (2018). A prevalência de aplicação das técnicas não farmacológicas no controlo da dor em obstetrícia. In XI Jornadas de Obstetrícia e Ginecologia- “Por uma vida melhor…”. Famalicão
Publisher
Escola Superior de Saúde do Vale do Ave
