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Características comportamentais da abelha melífera: comparação da tolerância térmica entre as subespécies Apis mellifera iberiensis e Apis mellifera mellifera

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Abstract(s)

Esta dissertação tem como objetivo comparar a tolerância térmica de duas subespécies de abelha melífera, Apis mellifera iberiensis (Portugal) e Apis mellifera mellifera (Noruega). Foram avaliadas obreiras, forrageiras e zangões, por meio de ensaios laboratoriais que determinaram o tempo até o estupor térmico (HT) e o tempo de recuperação do coma induzido por frio (CCRT). Utilizou-se metodologia experimental com controle de temperatura e análise estatística não paramétrica. Os resultados indicaram maior resistência ao calor nos zangões em comparação com as obreiras, independentemente da subespécie. As forrageiras demonstraram maior resistência ao calor do que as amas, especialmente em temperaturas elevadas. Comparando as subespécies, A. m. iberiensis suportou temperaturas mais altas por mais tempo, sugerindo adaptações fisiológicas ao clima mediterrânico. Quanto ao frio, não houve diferenças estatisticamente significativas entre amas e zangões de Portugal embora as amas tenham apresentado menor variabilidade nos tempos de recuperação. Os dados sugerem diferenças morfológicas, comportamentais e fisiológicas entre as amas e forrageiras que influenciam diretamente a tolerância térmica. Este trabalho contribuiu para a compreensão da resiliência térmica em abelhas e destaca a importância da diversidade genética na adaptação a cenários de alterações climáticas, com implicações relevantes para a conservação de polinizadores e o maneio apícola em diferentes regiões.
This dissertation aims to compare the thermal tolerance of two subspecies of honey bees, Apis mellifera iberiensis (Portugal) and Apis mellifera mellifera (Norway). Workers, foragers and drones were evaluated through laboratory tests that determined the time to thermal stupor (HT) and the recovery time from cold-induced coma (CCRT). An experimental methodology with temperature control and nonparametric statistical analysis was used. The results indicated that drones presented greater resistance to heat compared to workers, regardless of the subspecies. Foragers support greater thermal tolerance than workers, especially at high temperatures. Comparing the subspecies, Portuguese bees withstood higher temperatures for longer, indicating physiological adaptations to the Mediterranean climate. Regarding cold, there were no statistically significant differences between nurses and drones from Portugal, although nurses showed less variability in recovery times. The data suggest that morphological, behavioural and physiological differences between nurses and foragers that directly influence thermal tolerance. This work contributes to the understanding of the mechanisms of thermal resilience in bees and highlights the importance of genetic diversity in adaptation to climate change scenarios, with relevant implications for pollinator conservation and beekeeping management in different regions.

Description

Mestrado de dupla diplomação com a UTFPR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Keywords

Apis mellifera Tolerância térmica Estupor térmico Recuperação do coma Subespécies

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