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Autores
Bittencourt, Bernadete de Lourdes
Orientador(es)
Resumo(s)
Este capítulo analisa criticamente a noção de criatividade na cultura contemporânea, marcada pela valorização crescente da inovação como imperativo social e econômico. Ancorado na teoria psicanalítica, especialmente nas contribuições de Freud e Winnicott, o texto propõe uma reconceitualização da criatividade não como um domínio restrito à produção artística, mas como uma condição fundamental da existência humana. Nesse enquadramento, o “sujeito criativo” emerge a partir da relação dinâmica entre a realidade psíquica interna e o engajamento com o mundo externo. Os autores argumentam que o enfraquecimento do contato com a experiência subjetiva pode conduzir ao sofrimento psíquico e à fragilização do sentido de realidade. Além disso, problematiza as concepções utilitaristas e produtivistas da criatividade predominantes no discurso contemporâneo. Ao situar a criatividade na articulação entre fantasia, desejo e processos simbólicos, os autores a compreendem como dimensão essencial da saúde psíquica e da continuidade subjetiva. Os autores posicionam a criatividade como espaço de resistência às forças culturais homogeneizadoras, enfatizando seu papel na sustentação da singularidade, na produção de sentido e na experiência ética do existir.
Descrição
Palavras-chave
Criatividade cultura contemporânea sujeito criativo
Contexto Educativo
Citação
Kravicz, D.; Bittencourt, B. (2025). Torções psicanalíticas e debates sobre a criatividade na cultura contemporânea. Diálogos (im)possíveis: psicanálise, educação e cultura. Contra o Vento. ISBN 978-65-83604-76-7.
