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Authors
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Abstract(s)
O trabalho presente faz parte da divulgação de resultados do projecto
ZOONOSIS, financiado pelo programa POCTEP, Projecto 0441_ZOONOSIS_2_E,
em conjunto com a Junta de Castilha y Léon, que coordenou, com a Escola
Superior Agrária de Bragança, a Direcção Geral de Alimentação e Veterinária
(zona norte) e com a Unidade Local de Saúde do Nordeste. Como resultado
deste Projecto surge o presente volume e ainda diversos trabalhos de investigação
e estudos epidemiológicos, publicados em revistas da especialidade
ou em fase de análise.
Os seus objectivos foram o levantamento e possível quantificação de
diversas zoonoses na área de Trás-os-Montes e Castela-Leão, assim como a
divulgação das mesmas junto de todos os interessados, sejam produtores,
transformadores, sectores comerciais ou consumidores. Avaliámos diversas
doenças transmissíveis dos animais aos homens, e inversamente, por via alimentar
ou por contacto directo (simples convivência) e identificámos aquelas
mais frequentes, nos animais ou nos homens. O objectivo final seria dar
um pouco mais informação a todos os interessados, consumidores, profissionais
ou técnicos, sobre a forma de as prevenir.
O trabalho agora apresentado resulta do esforço de as quantificar, o
que nem sempre foi possível, dada a diversidade e complexidade de muitas
delas, mas resultou um melhor conhecimento de alguns dos seus aspectos.
Debruçámo-nos em especial sobre doenças microbianas e parasitárias, com
origem nos animais e nos produtos seus derivados. Durante meses colaborámos
com todas as Escolas da região, até ao sexto ano de escolaridade na
divulgação destes temas. Foram realizadas mais de cento e vinte sessões em
escolas do Distrito de Bragança. Chegou agora a vez das mães.
Esta publicação dirige-se especialmente àquelas pessoas que em casa
preparam diariamente alimentos. O ser humano depende de alimentos variados,
que ingere 3 a 5 vezes por dia durante toda a vida, facto que demonstra
facilmente a importância de quem os prepara no lar, a dona de casa. Estas
são muito menos alertadas para os cuidados da segurança alimentar do que
os preparadores profissionais, normalmente sem acesso às acções de formação
dirigidas a estes e sem os controlos e avisos decorrentes de uma actividade
profissional. Parece também inegável que a maioria das refeições é ingerida em casa, o que reforça a importância deste segmento da fileira.
Muitas intoxicações alimentares, provavelmente a maioria, tem origem em
casa e são silenciosas, isto é, ou não recorreu aos centros de saúde ou não
são comunicadas aos delegados de saúde.
Este trabalho divide-se em duas partes (1) as particularidades de diversos
grupos de alimentos e (2) os agentes causadores de doenças. A primeira
parte define os alimentos por grupos, as suas particularidades, a sua escolha
e conservação e os seus perigos potenciais. A segunda parte desenvolve um
pouco mais os agentes da doença, para aqueles mais curiosos. Procurámos
sempre, na medida do possível, não utilizar linguagem técnica.
Dado a disponibilidade de diversos especialistas em produtos vegetais,
incluímos também diversos capítulos com esta vertente, embora o projecto
inicial se dirigisse aos produtos de origem animal. Ainda por se tratar de uma
obra dedicada às donas de casa e uma vez que, cada vez mais, nas cidades,
se convive com animais dentro das nossas casas, e ainda porque se tratar
também de verdadeiras zoonoses, incluímos ainda um capítulo dedicado aos
animais de companhia mais vulgares. A sua saúde é também a nossa saúde.
A leitura desta obra não substitui de modo algum a consulta de profissionais
de saúde especializados, sejam médicos, nutricionistas, veterinários
ou outros. Trata-se de informação geral de tipo divulgativo e não deverá em
caso algum servir de guia aos grupos de risco (pessoas com imunidade diminuída
como grávidas ou imunodeprimidos, com alergias particulares ou
doenças específicas). Produtos silvestres como cogumelos ou plantas tidas
como medicinais podem ter princípios activos violentos, ou efeitos adversos
sobre debilidades específicas, pelo que o seu consumo deve ter fortes reservas
e restrições.
Dada a importância do tema e porque Portugal está longe de ser só a
vida na cidade, incluímos capítulos como o abate de animais em casa e o consumo
da caça, ambos com problemas específicos. Não pretendemos aqui,
no entanto, fomentar uns ou outros, de resto sujeitos a legislação específica.
A escolha de alimentos frescos e seguros, a sua conservação, prazo de
validade, diferentes características dos produtos e modos de preparação, as
fragilidades individuais de cada pessoa, novas doenças e aspectos nutricionais
e higiene na cozinha caseira, são temas tratados por um grupo de especialistas
de diversas Universidades, Politécnicos e Institutos, fruto do seu
saber e boa vontade. Sem desprimor para outros, procurámos a colaboração
daqueles que, sendo especialistas nas áreas em causa, nos estão mais próximos
e tivemos mais à vontade para os incomodar. Nem um só declinou o
convite, facto que nos encheu de orgulho. A todos muito obrigado.
Nas linhas abaixo identificamos todos os colegas e colaboradores, sem nenhum critério especial que não seja a ordem alfabética. Mais uma vez bem
hajam pela boa vontade, pelo bom trabalho produzido e pelas horas de descanso
gastas na elaboração deste guia.
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Citation
Mendonça, Álvaro Coord. (2014). A segurança dos alimentos em casa. Bragança: Instituto Politécnico. ISBN 978-972-745-171-5