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Publicação

Perceções e expetativas dos estudantes africanos do ensino superior sobre Bioeconomia.

dc.contributor.authorRibeiro, Maria Isabel
dc.contributor.authorFernandes, António Pedro Ribeiro
dc.contributor.authorFernandes, Ana Isabel Ribeiro
dc.contributor.authorFernandes, António
dc.date.accessioned2024-06-13T09:28:14Z
dc.date.available2024-06-13T09:28:14Z
dc.date.issued2024
dc.description.abstractA Bioeconomia oferece novas abordagens para lidar com os desafios ambientais, substituindo os combustíveis fósseis por recursos e combustíveis sustentáveis e renováveis (Stern et al., 2018). Neste estudo, procurou-se explorar como é percebida a Bioeconomia e quais as expetativas dos jovens estudantes do ensino superior oriundos de países africanos relativamente à temática. Através de um processo de amostragem por conveniência e a aplicação de um questionário, adaptado de Dallendörfer et al. (2022), foram recolhidas 407 respostas válidas. Devido à novidade do tema e à consequente abordagem da investigação exploratória, optou-se pelo método quantitativo com recurso à análise descritiva. Do total de inquiridos, a maioria era proveniente do meio rural (88%), era do género feminino (56%), e tinha idade compreendida entre 18 e os 22 anos (52,3%). Os resultados indicam que os estudantes são, na globalidade, a favor do processo de substituição dos recursos fósseis pelos renováveis para que se concretize a transição para a Bioeconomia sustentável (89,2%). As três principais medidas a serem implantadas e contempladas caso os inquiridos fossem responsáveis pela elaboração de um plano de transformação para Bioeconomia, são por ordem decrescente de prioridade de 1 (não aplicaria) a 7 (aplicaria em qualquer caso): melhoria do conhecimento e informação sobre a Bioeconomia (x ̅ = 4,24; σ = 2,291); melhoria da participação da população e das empresas no processo de transformação ((x ) ̅= 4,20; σ = 2,295); e, o desenvolvimento da reciclagem e uso circular de materiais (x ̅ = 4,07; σ = 2,256). Além disso, a maioria dos participantes considera que a transição para a Bioeconomia poderia reduzir a quantidade de resíduos plásticos no ambiente e nos oceanos (67,1%), reduzir a perda de ambientes naturais (55,4%), diminuir a emissão de carbono (54,1%), reduzir a extinção de espécies (52,6%) e a poluição de partículas (52,3%). Relativamente às perceções dos estudantes acerca dos contributos benéficos que a Bioeconomia poderá proporcionar, em termos económicos, sociais e ambientais, os estudantes acreditam que a Bioeconomia é capaz de promover grandes melhorias, designadamente, criação de novos empregos (78,1%), alcançar um modelo de desenvolvimento internacional mais sustentável (68,1%), melhorar o acesso a novas áreas de investigação e educação (64,6%), melhorar o desempenho económico e competitividade regional e internacional (63,6%), reduzir a dependência energética (58,7%) e garantir a segurança e a estabilidade da rede energética (56,5%). Este estudo, também, mostra que os estudantes não se consideram devidamente informados acerca de temáticas pertinentes e relacionadas com a Bioeconomia uma vez que apenas cerca de 27% referiu estar bastante familiarizado com os objetivos de desenvolvimento sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas. De resto, temáticas tais como a engenharia genética na agricultura, o cultivo de culturas energéticas, a digitalização da agricultura, são apenas familiares para pouco mais de 10% dos inquiridos. Quando questionados sobre quais as fontes de informação sobre Bioeconomia em que mais confiam, sobressaem as organizações ambientais e de agricultores. Pela negativa, destacam-se o governo nacional, os jornalistas e o governo local. Acerca de ações pró-ambientais realizadas pelos estudantes nos últimos 12 meses destacam-se, pela maioria, as compras conscientes de produtos alimentares regionais (63,4%), descurando-se outro tipo de ações, igualmente, importantes, nomeadamente, a alteração do comportamento de mobilidade, o abandono de produtos embalados, a utilização de energia renovável, a compra de produtos verdes, entre outras. Por fim, em relação aos interesses e valores, os estudantes acreditam que é possível, fazendo uma boa gestão dos recursos, evitar catástrofes ambientais mesmo percebendo que o meio ambiente é muito frágil e que qualquer interferência humana pode resultar em devastação. Talvez por isso, a maioria não seja defensora do mercado livre e do crescimento económico à custa do meio ambiente. O uso de amostras por conveniência constitui, por si só, uma limitação metodológica, já que não permite a generalização dos resultados. Contudo, e face aos resultados obtidos, é demasiado evidente que existem lacunas na compreensão e conhecimento das vantagens, visões e temas associados à Bioeconomia. Assim sendo, verifica-se a necessidade desta temática ser mais discutida pela população em geral e, em particular, pelos jovens da atual e futuras gerações para que a Bioeconomia seja bem-sucedida. É, ainda, relevante que a educação ambiental seja implementada e desenvolvida, nos vários países, precocemente, se exequível nos primeiros anos de escola.pt_PT
dc.description.sponsorshipOs autores agradecem à Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, Portugal) e aos fundos nacionais FCT/MCTES (PIDDAC) pelo apoio financeiro ao CIMO: UIDB/00690/2020 (DOI:10.54499/UIDB/00690/2020), UIDP/00690/2020 (DOI: 10.54499/UIDP/00690/2020) e SusTEC, LA/P/0007/2020 (DOI: 10.54499/LA/P/0007/2020).pt_PT
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dc.identifier.citationRibeiro, M.I.B., Fernandes, A.P.R., Fernandes, A.I.R., Fernandes, A.J.G. (2024). Perceções e expetativas dos estudantes africanos do ensino superior sobre Bioeconomia. In I Jornadas Afrociências: livro de resumos. Bragança: Instituto Politécnico de Bragança. p. 56-57. ISBN 978-972-745-336-8pt_PT
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